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Nishikori e Federer vencem a 1a. em Londres. Melo e Dodig também estreiam com vitória.

Kei Nishikori e Roger Federer foram os vitoriosos do primeiro dia de disputas do ATP World Tour Finals, em Londres. Neste domingo, Kei Nishikori venceu o tenista da casa, Andy Murray, por duplo 6/4 e Roger Federer ganhou do canadense Milos Raonic, por 6/1 7/6.  O brasileiro Marcelo Melo, ao lado de Ivan Dodig, também estreou com vitória na Arena O2, derrotando os experientes Daniel Nestor e Nenad Zimonjic por 6/3 7/5. Nishikori ATP Finals Screen Shot 2014-11-09 at 8.36.45 PM

Vice-campeão do US Open, Nishikori decepcionou os fãs britânicos que acreditavam em vitória de Murray. Depois do esforço que fez para se classificar para jogar o ATP Finals, esperava-se a vitória de Murray diante de um adversário que tinha um histórico favorável (3×0). Mas, o japonês foi mais consistente e levou a melhor.

Murray ainda pode se classificar, já que a disputa é no sistema Round Robin. Mas, terá como adversários Federer e Raonic.

Vitorioso no confronto com Federer há poucos dias, em Paris, Raonic esboçou uma reação no segundo set, levou o jogo para o tie-break, mas não conseguiu marcar um ponto se quer diante do suíço, para levar a partida a um terceiro set.

No outro jogo da rodada, nas duplas, os espanhóis Marc Lopez e Marcel Granollers ganharam de Julien Bennetteau e Edouard Roger Vasselin por 6/4 6/4.

GRUPO A

Nesta segunda-feira, o Grupo A estreia. Campeão do Australian Open, Stan Wawrinka pega Tomas Berdych, sétimo na ATP e o número um do mundo, Novak Djokovic duela diante do campeão do US Open, Marin Cilic.

Nas duplas, a vez é de Bruno Soares estrear com Alexander Peya. Eles enfrentam o holandês Jean Julien Rojer e o romeno Horia Tecau. O outro jogo do Grupo é entre os irmãos Bryan e Lukasz Kubot/Robert Lintsdet.

O ATP Finals é o último torneio da temporada e reúne os oito melhores jogadores de simples e as 8 melhores duplas do ano. Os tenistas são divididos em dois grupos de 4 e todos se enfrentam entra si. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam à semi.

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E a corrida voltou a ser corrida e Paris a ser um Super Masters 1000

Logo que a Corrida dos Campeões foi lançada, no ano 2000, através de uma parceria que terminaria rapidamente com a ISL, a ATP quase a tornou mais importante do que o ranking. Por acaso, o Guga foi o primeiro vencedor da Corrida dos Campeões naquele ano 2000 e nós nos acostumamos a divulgar a corrida semanalmente e acompanhar a mesma. Era uma Corrida. Havia até trofeu para ela.

Gasquet ATP FINALSMas, logo a estratégia de marketing mudou e a ATP parou de dar importância à Corrida. Mas, ela sempre esteve lá. Afinal, precisam de um método para determinar os 8 classificados para o ATP World Tour Finals.

O que aconteceu nos últimos anos também foi que a Corrida, com o domínio total de Federer, ou Nadal, ou Djokovic, perdeu um pouco a graça.

Além disso, um deles acabava garantindo o posto de número um do mundo antes das últimas semanas do ano e nada mais importava.

O Masters 1000 de Paris, que nas últimas temporadas andou sofrendo com a mudança de calendário, inserção de Masters 1000 asiático, ou até mesmo com o ATP Finals disputado na Ásia, voltou a ser relevante neste 2013.

Se no ano passado a final foi entre Jerzy Janowicz e David Ferrer, Nadal não jogou, assim como Federer e Murray e Djokovic foram eliminados na primeira rodada, desta vez o diretor do torneio Guy Forget, só tem a comemorar.

Federer atp finals

Os oito classificados para o ATP Finals, em Londres, na semana que vem, jogarão as quartas-de-final em Bercy nesta sexta.

A situação do Masters 1000 francês estava tão complicada – nos anos anteriores sempre um dos tops deixou de participar – que o tradicional torneio fez pressão para mudar o calendário e exigiu a semana de intervalo entre o campeonato e o ATP Finals de volta.

cas_1179  nadal paris

A corrida que já não era interessante, voltou a ganhar destaque especialmente pela classificação no último minuto de Roger Federer. Sem falar que ao chegar em Paris, três das oito vagas ainda estavam em aberto e só foram completamente definidas agora: Nadal, Djokovic, Ferrer, Del Potro, Berdych, Federer, Gasquet e Wawrinka (Murray está lesionado) estarão em Londres na semana que vem e também em ação amanhã no Palais Omnisport de Paris Bercy.

Ainda está em jogo a definição do número um do mundo de 2013. Nadal ou Djokovic? A corrida ainda não terminou.

Esperamos um ATP Finals bem diferente do WTA Championships em Istambul, em que Serena Williams dominou a temporada, assegurou o número um bem antes de desembarcar na Turquia e só perdeu alguns games por lá por causa do cansaço.

Adoramos ver Federer, ou Nadal, ou Djokovic ganhando tudo. Mas, um pouco de emoção e principalmente competição,  é o que todo fã quer.

 

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Um pouco de história antes do ATP Finals começar

O Masters é um evento tão especial, um momento do tênis tão diferente dos outros torneios do circuito e com uma lista tão impactante de campeões, de Stan Smith a Roger Federer, que a história dessa competição, que começa nesta 2ª em Londres, deve ser sempre relembrada. E deve ser relembrada a cada ano porque tivemos a felicidade, há 12 anos, de ver um brasileiro, Gustavo Kuerten, erguer o trofeu de campeão (detalhes da conquista aqui)

 

Não tem como uma final de ATP Finals não ser histórica, com um torneio envolvendo apenas os oito melhores da temporada. Aqui vai a lista de todas as finais do Masters, que já rodou o mundo, tendo começado em Tóquio, em 1980, passado muito tempo em NY, viajado para a Europa e Ásia e agora estabelecido em Londres, por onde deve ficar até 2016.  Batalhas entre Boris Becker e Pete Sampras, entre Ivan Lendl e John McEnroe, e outras envolvendo Becker e Edberg, Sampras e Agassi, Lendl e Becker, se tornaram clássicas, ainda mais quando a disputa na final era em 5 sets. Nos últimos anos, desde 2004, o domínio foi total de Roger Federer, com raras exceções como as vitórias de Nalbandian, Djokovic e Davydenko. Será que um novo campeão emergirá da Arena 02 neste ano?

2011 – Londres – Roger Federer d. Jo-Wilfried Tsonga 6/3 6/7(8) 6/3

2010 – Londres – Roger Federer d. Rafael Nadal 6/3 3/6 6/1

2009 – Londres – Nikolay Davydenko d. Juan Martin del Potro 6/3 6/4

2008 – Xangai – Novak Djokovic d. Nikolay Davydenko 6/1 7/5

2007 – Xangai – Roger Federer d. David Ferrer 6/2 6/3 6/2

2006 – Xangai – Roger Federer d. James Blake 6/0 6/3 6/4

2005 – Xangai – David Nalbandian d. Roger Federer 6/7(4) 6/7(11) 6/2 6/1 7/6(3)

2004 – Houston – Roger Federer d. Lleyton Hewitt 6/3 6/2

2003 – Houston – Roger Federer d. Andre Agassi 6/3 6/0 6/4

2002 – Xangai – Lleyton Hewitt d. Juan Carlos Ferrero 7/5 7/5 2/6 2/6 6/4

2001 – Sidney – Lleyton Hewitt d. Sebastien Grosjean 6/3 6/3 6/4

2000 – Lisboa – Gustavo Kuerten d. Andre Agassi 6/4 6/4 6/4

1999 – Hannover – Pete Sampras d. Andre Agassi 6/1 7/5 6/4

1998 – Hannover – Alex Corretja d. Carlos Moyá 3/6 3/6 7/5 6/3 7/5

1997 – Hannover – Pete Sampras d. Yevgeny Kafelnikov 6/3 6/2 6/2

1996 – Hannover – Pete Sampras d. Boris Becker 3/6 7/6(5) 7/6(4) 6/7(11) 6/4

1995 – Frankfurt – Boris Becker d. Michael Chang 7/6(3) 6/0 7/6(5)

1994 – Frankfurt – Pete Sampras d. Boris Becker 4/6 6/3 7/5 6/4 

1993 – Frankfurt – Michael Stich d. Pete Sampras 7/6 2/6 7/6 6/2

1992 – Frankfurt – Boris Becker d. Jim Courier 6/4 6/3 7/5

1991 – Frankfurt  – Pete Sampras d. Jim Courier 3/6 7/6 6/3 6/4

1990 – Frankfurt – Andre Agassi d. Stefan Edberg 5/7 7/6 7/5 6/2

1989 – New York – Stefan Edberg d. Boris Becker 4/6 7/6 6/3 6/1

1988 – New York – Boris Becker d. Ivan Lendl 5/7 7/6 3/6 6/2 7/6

1987 – New York – Ivan Lendl d. Mats Wilander 6/2 6/2 6/3

1986 – New York – Ivan Lendl d. Boris Becker 6/4 6/4 6/4

1985 – New York – Ivan Lendl d. Boris Becker 6/2 7/6 6/3

1984 – New York – John McEnroe d. Ivan Lendl 7/5 6/0 6/4

 

1983 – New York – John McEnroe d. Ivan Lendl 6/3 6/4 6/4

1982 – New York – Ivan Lendl d. John McEnroe 6/4 6/4 6/2

1981 – New York – Ivan Lendl d. Vitas Gerulaitis 6/7 2/6 7/6 6/2 6/4

1980 – New York – Bjorn Borg d. Ivan Lendl 6/4 6/2 6/2

1979 – New York – Bjorn Borg d. Vitas Gerulaitis 6/2 6/2

1978 – New York – John McEnroe d. Arthur Ashe 6/7 6/3 7/5

1977 – New York – Jimmy Connors d. Bjorn Borg 6/4 1/6 6/4

1976 – Texas – Manuel Orantes d. Wojtek Fibak 5/7 7/2 0/6 7/6 6/1

1975 – Estocolmo – Ilie Nastase d. Bjorn Borg 6/2 6/2 6/1

1974 – Melbourne – Guillermo Vilas d. Ilie Nastase 7/6 6/2 3/6 3/6 6/4

1973 – Boston – Ilie Nastase d. Tom Okker 6/3 7/5 4/6 6/3

1972 – Barcelona – Ilie Nastase d. Stan Smith 6/3 6/2 3/6 2/6 6/3

1971 – Paris– Ilie Nastase (soma de resultados)

1970 – Tóquio – Stan Smith (soma de resultados)

 

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Não funcionou. Paris perdeu e Londres também.

Não há nada como participar do Masters, do ATP World Finals. É diferente de qualquer outro torneio do mundo. São apenas 8 jogadores, os melhores da temporada e esses 8 são tratados como verdadeiros astros do esporte. Mas, confesso que essa mudança de calendário, que colocou o Masters 1000 de Paris grudado no ATP Finals, de Londres – uma mudança que com certeza não vai durar muito – está tirando um pouco daquela expectativa, da antecipação que sempre costumamos ver no Masters.

Fico aqui pensando como fizeram a chave sem a participação do David Ferrer? Jogar o Masters, diferente de um Grand Slam, não é garantia que você participará todos os anos. Tem uma vez por temporada, diferente dos quatro outros grandes eventos. É a única vez em que os tenistas se vestem de terno e gravata, posam para fotos normalmente em lugares históricos da cidade onde é disputado, chegam dias antes para treinarem, fazem entrevista no estilo “all access hour da WTA,” com cada tenista passando de mesa em mesa de grupos de jornalistas. Normalmente uma foto especial,  com todos os tenistas bem vestidíssimos é feita por um fotógrafo especialista em “retratos,” diferentes ações são programadas e agora pouco disso foi feito.

 

Jogar o Masters é tão especial e sinto por Ferrer não estar participando destes momentos. Imagina se Murray ainda estivesse em Paris e tivesse perdido o sorteio da chave. Imagine qualquer um deles na final em Paris, como é o caso de Ferrer, chegando a Londres de Eurostar, na noite de domingo e já jogando na terça-feira, sem estar ainda no clima do evento?

 

Os tenistas pediram semana a mais de férias, mas não mediram as consequências. A mudança que colocou Paris grudado em Londres foi feita durante a administração do ex-Presidente da ATP, Adam Helfant. Mas como muito bem disse o jornalista Richard Evans, havia representante dos jogadores de todos os níveis na hora de assinar a mudança.

 

E certamente não fui a única que notou a falta que esses dias entre Paris e Londres estão fazendo. Os fãs, fora a não participação de Federer e as derrotas precoces de Djokovic e Murray na capital parisiense, não se atentam a esses pormenores. Mas, hoje mesmo troquei mensagem com diferentes jornalistas, sentidos por Paris, um torneio tão tradicional do circuito ter ficado em segundo plano e outros sabendo que falta faz a semana de intervalo para criar esse clima de antecipação, fazer entrevistas exclusivas, fotos e muito mais. Todos chegaram à mesma conclusão. Não funcionou. Ok, tudo bem, até que a historinha do polonês qualifier, o Jerzy Janowicz é boa, o público tem vibrado com ele, mas alguém trocaria uma final entre Janowicz e Ferrer pela de Federer e Tsonga, do ano passado? Sim, a Arena O2 vai encher, os ingressos todos já estavam praticamente esgotados, mas ficaremos sem um pouco daquela aura de evento mega especial, principalmente nos primeiros dias.

Quando recebi o email da ATP para a imprensa com a divisão dos grupos, com Djokovic, Murray, Berdych e Tsonga no A e Federer, Del Potro, Ferrer e Tipsarevic, no B, com um link para download de foto dos tenistas, a tradicional que mencionei no início deste post, fiquei imaginando que seria estranho a foto dos 8, sem o Ferrer, ou seja, só de sete. Mas, a minha decepção aumentou ainda mais quando de volta da casa de campo, já com internet boa, consegui fazer o download e ver que se trata de uma montagem dos 8 classificados com a Tower Bridge ao fundo.

Ah, detalhe. Pensei que os jogos fossem começar na 3ª feira. Que nada. começam na 2ª mesmo, com Murray x Berdych e Djokovic x Tsonga. Na 3ª Ferrer já joga contra Del Potro e Tipsarevic contra Federer.

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