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Documentário com Navratilova, “Breast Cancer, My Toughest Opponent” mostra força da tenista

Todo mundo deve ter acompanhado as notícias, no início do ano, quando Martina Navratilova, 53 anos, anunciou que estava com câncer de mama.

O anúncio da mulher que muitos consideram responsável pela transformação do esporte feminino, com relação à preparação física, chocou o mundo.

Martina, diagnosticada com uma das formas menos severas do câncer, o ductal carcinoma in situ ou D.C.I.S., foi há mais de 30 anos, uma das primeiras tenistas da WTA a investir na preparação física e era a pura imagem da mulher saudável.

Lançou livro de fitness com dicas de exercícios, Yoga, Pilates, e de uma alimentação mais benéfica para a saúde.

Como atleta ganhou 18 títulos de Grand Slams de simples, 31 de duplas e até poucos anos atrás estava conquistando Grand Slam de duplas mistas, somando, no total 59 troféus.

Fiquei surpresa quando vi a checa naturalizada norte-americana andando pelas alamedas de Roland Garros, neste ano e entrando no studio do Tennis Channel, para cumprir seu papel de comentarista.

Mais surpresa ainda fiquei ao ver seu nome na chave inaugural do torneio das lendas femininas, em Paris, em que jogaria duplas ao lado da também checa, Jana Novotna.

Martina não só jogou, mas ganhou a competição.

Ao longo do evento fiquei sabendo que ela estava fazendo radioterapia em Paris. Para não deixar de trabalhar, conseguiu transferir o tratamento para um hospital da capital francesa.

Algumas semanas depois, em Wimbledon, ela anunciou que escalaria o monte Kilamanjaro, no fim do ano, como parte do programa do Laureus Sports Association, em que é embaixadora.

Fiquei pensando que mágica ela tinha feito para estar tão bem em tão pouco tempo.

Desde que ouvi falar de câncer de mama / breast cancer, pela primeira vez, quando ainda estava na adolescência, fiquei sabendo de diferentes casos, de pessoas distantes, próximas, acompanhei o dia-a-dia de parentes sofrendo com a doença e não havia visto alguém conseguir suportar o tratamento, trabalhar e ainda competir, mesmo que de uma maneira light.

Para completar as “descobertas” sobre Martina Navratilova e como ela lidou com a situação, assisti nos úlitmos dias a um especial da CNN, em que a rede de televisão acompanhou a rotina da tenista antes, durante e depois do tratamento. CNN conversou com médicos, amigos, foi a Paris, a Roland Garros e vivenciou o seu dia-a-dia.

O vídeo é uma inspiração e Martina aceitou participar como uma forma de alertar as mulheres de todo o mundo sobre a importância de se fazer a mamografia, a melhor maneira de prevenir a doença.

Não sei se vocês já viram ou não, mas vale a pena assistir e divulgar.  Clique no link da CNN Martina Navratilova talks about her \’greatest opponent yet\’, cancer para assistir os nove vídeos: Diagnosis of a breast cancer; Lumpectomy; An excellent long term prognosis; Radiaton Therapy; French Open begins; Week 4 of Radiaton Therapy; Winning the Legends Final; Final Course of Radiation Therapy; Following up.

PS: cor do post é a cor da campaha do www.cancerdemama.com.br, rosa

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O tênis também pode ser sustentável

Escrevi essa matéria para a edição 106 da Revista Tennis View, contando um pouco do que os Grand Slams estão fazendo para começar a tornar o tênis  sustentável. A iniciativa dos maiores eventos do mundo é tardia, mas enfim começou. A ideia é divulgar esta matéria o máximo possível para quem sabe inspirar outros campeonatos por aí a adotarem alguma das medidas que exemplifico abaixo.

O tênis também pode ser sustentável.

Quem está ratificando essa afirmação são os Grand Slams.

Depois de o US Open lançar um programa de iniciativas verdes, no ano passado, encabeçado por Billie Jean King, fundadora do Green Slam, Roland Garros avançou no seu programa de sustentabilidade, inovando com a reciclagem de bolas.

A Federação Francesa de Tênis, com a sua operação “Balle Jaune,” já reciclou neste ano 600 mil bolas, que são transformadas em pisos esportivos, posteriormente doados para projetos sociais.

A cada 40.000 bolas recicladas, um piso esportivo de 100m2 é colocado em uma instituição de caridade.

Com vida útil de um a dois anos, as bolas de tênis, material indispensável para a prática do esporte e do mais usado – só em Roland Garros são utilizadas 60 mil e na França 14.000 são vendidas por ano – eram jogadas no lixo. Uma única bola demora 2.500 para se decompor.

Um programa de logística e em parceria com as empresas Coved e Fedex permitiu que a FFT ampliasse o seu programa para o país inteiro. Todos os clubes filiados recebem uma caixa de papelão para depositar as bolas que não serão mais utilizadas. Um caminhão chamado de “Tour de France,” percorre os clubes recolhendo as bolas e a Coved as transforma em Pisos Esportivos.

A Federação investiu em campanha publicitária e está vendo os resultados. Das 150 mil bolas recicladas no primeiro ano do programa, o número já quadriplicou no segundo.

Para diminuir a emissão de CO2, a FFT também colocou um medidor da emissão dos gases e vem reduzindo os números desde 2008.

Todo o material impresso do torneio foi feito com papel reciclável ou misto, iniciativa também adotada pelo US Open, no ano passado.

Assim como o Grand Slam americano que incentivou o uso do transporte público, Roland Garros lançou até um site para quem não fosse de metro ou ônibus encontrasse carona.

Roland Garros também colocou latas de lixo recicláveis pelo complexo e nas saídas do metrô. O US Open, no ano passado colocou 100% das latas de lixo recicláveis.

Veja as principais ações que alguns eventos, incluindo Roland Garros, Wimbledon, US e Australian Open, estão fazendo para que o tênis também seja sustentável:

*Reciclagem de bolas transformadas em pisos esportivos

* Redução da emissão de CO2, incentivando uso do transporte público ou de carona

* Impressão de todo material de papelaria em papel misto ou 100% reciclado.

* Guardanapos de papel reciclável

* Distribuição de ” Recycle Guides”

* Utilização de energias renováveis

* Reciclagem de lixo. Instalação de latas de lixo recicláveis nos complexos, com o lixo já tendo destino certo para ser reciclado.

* Reciclagem das latas e tubos de bolas plásticos. Uma empresa nos Estados Unidos desenvolveu um método para retirar o anel de alumínio da parte superior dos tubos que impedia a reciclagem do mesmo.

* Parcerias com empresas que possuem carros híbridos para transportar os jogadores e VIPS.

*Fim ao desperdício de alimentos, com separação dos mesmos nas cozinhas dos eventos.

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