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US Open Tennis – The Heat is on

Aqui no US Open não se fala em outra coisa, “The Heat is On.”

Li hoje de manhã no New York Times que desde 1993 não fazia tanto calor nesta época de US Open.

Raras vezes, nestes anos que venho ao torneio fez frio. É sempre quente, mas um pouco mais fresco à noite e um casaquinho tem que estar à mão em todos os momentos para suportar o ar-condicionado da sala de imprensa, dos restaurantes, do carro.

Neste ano, meu casaquinho só está fazendo a viagem do quarto do hotel para o US Open todos os dias, intacto. E o ar-condicionado da sala de imprensa está ligado no máximo.

Ontem à noite também, preferimos sentar numa mesa outside para jantar no Sushi Samba e dez minutos depois já tinha me arrependido da escolha. O calor às 22h estava de mais.

Ontem já estava vendo algumas entrevistas em que perguntavam aos jogadores se eles gostariam que a ATP aderisse ao “Heat Policy”, como faz a WTA, que permite que as jogadoras façam um break de 10 minutos depois do segundo set, quando a temperatura atinge níveis extremos. (Dizem que a temperatura de manhã estava 36ºC hoje).

Todas as respostas que ouvi dos jogadores da ATP é que mesmo com esse calorão, não deveria haver essa regra para a ATP.

Mesmo Sam Querrey, que admitiu estar sentindo cãibras hoje na partida em que venceu Klhan por 6/3 4/6 7/5 6/4, disse que não e que também não é favor de se construir uma quadra com teto retrátil para que se feche o teto quando estiver muito quente.  “O tênis é um esporte físico. Você deveria ser recompensado pelo trabalho duro. Se você é um jogador que está em forma,  não deve ser prejudicado por isso.”

Baghdatis, eliminado ontem por Clement, disse que estava quente, mas que o calor não o afetou tanto. “Em Cincinnati também estava muito quente, mas já está assim há alguns dias. A gente tem treinado nesse calor. Não foi isso que me fez perder. Estava cansado mental e fisicamente.”

Clement, o vitorioso após mais de três horas de jogo, também afirmou que o calor estava forte, mas que é parte do jogo e que não é a favor de uma regra para altas temperaturas. “Alguns jogadores gostam de jogar quando está quente. Alguns gostam de jogar no inverno, na grama, indoor. Há tenistas que tem melhor físico e é bom enfrentar diferentes condições de temperatura. Sou contra ter uma regra.”

Tenista Americano que mais se destaco no Olympus US Open Series, Mardy Fish também falou sobre o calor. Dez quilos mais magro e ganhando jogo após jogo, Fish disse que está muito quente em NY, mas nada se compara ao que ele e o amigo John Isner enfrentaram na final em Atlanta, há pouco mais de um mês, vencida por ele. “Comparado a Atlanta, aqui está gostoso. Deve estar uns 20 graus a menos e nem tem a umidade. Claro que está calor, mas nem perto do que já passamos neste verão.”

Djokovic, que costuma sofrer com problemas respiratórios e com o físico também, disse ontem, após vencer Troicki em cinco sets, que o calor está aí para todos e que tem que enfrentá-lo, não há o que fazer. “Fui paciente e tentei não entrar em pânico. Estava esperando pela sombra. Passamos por situaçoes extremas muitas vezes.”

Gael Monfils, que venceu Robert Kendrick na segunda-feira, em cinco sets, disse que quando a sombra apareceu na quadra, ele ficou tão feliz que se sentiu num “encontro romântico com a namorada.”

Até mesmo o alemão jamaicano Dustin Brown confessou estar sentindo o efeito do calor. “Vivi na Jamaica durante uns sete oito anos da minha vida e estou acostumado ao calor. Mas hoje está muito quente. Lutei contra ele,” afirmou após a vitória sobre Ruben Ramirez Hidalgo.

Murray que não teve dificuldades para vencer Lukas Lacko, disse que na quadra central não se sente tanto o calor, mas que nas outras é pior. “Senti mais calor quando fui aquecer do que quando jogava.”

Eliminado pelo jovem Ryan Harrison, Ivan Ljubicic disse que o calor foi o seu pior inimigo hoje. “SEmpre tive dificuldade com o calor, durante toda a minha carreira. Já tentei diferentes táticas e nada funciona. Eu tenho muito suor, não me sinto bem, não me movimento bem e o Ryan estava jogando o melhor tênis dele. Acho que a regra que eles tem na Austrália de que quando se chega a uma certa temperatura ninguém joga, é a melhor. Esse break de 10 minutos, da WTA, não ajuda.”

Chela, que também venceu hoje (derrotou Yen HSun Lu(, afirmou ter a sensação de que o tênis pegava fogo.

Mas, ninguém foi mais assunto hoje do que Victoria Azarenka.

Ela caiu na quadra enquanto enfrentava Gisela Dulko, foi levada ao hospital e até sair o comunicado oficial muita gente achava que a queda estava relacionada ao calor.

Eis aqui o official statement:

“I was warming up in the gym prior to my match against Gisela Dulko when I fell while running a sprint.  I fell forward and hit my arm and head.  I was checked by the medical team before I went on court and they were courtside for monitoring. I felt worse as the match went on, having a headache and feeling dizzy.  I also started having trouble seeing and felt weak before I fell. I was taken to the hospital for some medical tests and have been diagnosed with a mild concussion.“

Mas, esse assunto de calor não deve durar muitos dias.

O Hurricane Earl está previsto para chegar na sexta-feira.

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Mais de 15 anos de investimento trazem retorno ao tênis da Colômbia. País tem 2 top 70 na ATP e outros estão subindo.

Faz mais de 15 anos que a marca colombiana Colsanitas entrou no tênis mundial. Começou patrocinando um torneio Future feminino, em 1993 e  foi aumentando o investimento em campeonatos na Colômbia, passou a patrocinar jogadoras, até criar a Equipe Colsanitas masculina e feminina.

Fabíola Zuluaga foi o maior destaque do time, alcançando a semifinal do Australian Open em 2004 e chegando ao 16º posto no ranking mundial.

As vitórias de Fabíola mantiveram o patrocinador motivado e eles foram cada vez mais incrementando o patrocínio e montando um centro de treinamento e um staff de alto nível, para o Programa de juvenis que hoje virou o Programa de Alto Rendimento, com técnicos, preparadores físicos, médicos e psicólogos e realizando inúmeros torneios de diferentes categorias na Colômbia.

Já faz algum tempo que venho notando a ascensão colombiana no circuito.

Alejandro Falla o jogador número dois da Colômbia chamou atenção recentemente ao levar Roger Federer a disputar uma partida de cinco sets, na estreia em Wimbledon. Mas, já vinha tendo bons resultados. Dos qualifyings de Grand Slams passou a entrar direto nas chaves principais. Foi às quartas-de-final em ‘s-Hertogenbosch e na semana passada alcançou as quartas em Los Angeles, perdendo para Murray.

O número um, Santiago Giraldo, assim como Falla, não tem nenhum título na ATP, mas está sempre aí, jogando os maiores torneios do mundo e de tanto disputar os qualifyings, cresceu e hoje é o 58º colocado no ranking mundial.

Cabal

Escrevo este post de Campos do Jordão, onde dois colombianos estão nas quartas-de-final: Juan Sebastian Cabal e Robert Farah, os números quatro e cinco do País (Além deles também está no torneio o número sete do ranking colombiano Eduardo Struvay, que passou o qualifying e perdeu para Hocevar na estreia).

Farah recentemente ganhou o Challenger de Bogotá, com premiação de US$ 100 mil e deu um salto na carreira, começando a deixar para trás os torneios Futures.

Cabal, semifinalista em Bogotá, segue na mesma linha.

Falla

Falla é o mais velho da turma, com 27 anos. Cabal, Farah e Giraldo tem 23 e se espelham em Falla.

“Foi ele que fez ressurgir o tênis na Colômbia. Tivemos o Maurício Hadad que era o grande ídolo do nosso País – foi 78º na ATP – , e quando ele parou há mais de 10 anos o tênis tinha praticamente morrido,” contou Cabal, aqui na sala de imprensa da MasterCard Tennis Cup.

Chamei o tenista para saber o que ele esperava do próximo confronto no torneio, que sera contra Ricardo Mello e acabei batendo um interessante papo sobre muito do que escrevi neste post.

Cabal contou que todos os tenistas da equipe Colsanitas viajam com um técnico e que se, por acaso, um dos treinadores não pode ir, vai um preparador físico.Eles vestem com orgulho a logomarca da empresa nos seus uniformes e é a Colsanitas, com toda experiência de anos de tênis que tem, que cuida da carreira dos jogadores e negocia contratos de patrocínio.

O espanhol Marco Aurélio Gorriz, que  jogou o circuito – esteve entre os top 100 –  e foi técnico de Alberto Martin por muito tempo,  é o chefe dos treinadores e costuma viajar com Falla e Giraldo. Aqui em Campos Cabal e Farah estão acompanhados pelo capitão da Copa Davis da Colômbia, Felipe Béron. É ele que comandará a equipe, em setembro, no confronto com os Estados Unidos, no saibro, em casa e que pode colocar o País no Grupo Mundial da competição.  O renovado American Team do capitão Patrick McEnroe, provavelmente com Sam Querrey, John Isner, Mardy Fish e os irmãos Bryan, fará primeira viagem a América do Sul desde que os Estados Unidos ganharam do Brasil em Ribeirão Preto, em 1997, com Courier, Malivai Washington, Richey Reneberg e Alex O’Brien vencendo o time de Meligeni, Guga, Oncins e Roese.

Esse confronto EUA x Colômbia, que há algum tempo pareceria simples para os americanos, mesmo no saibro colombiano, hoje se tornou dos mais complicados, ainda mais porque pode entrar para a história. Os colombianos nunca chegaram ao Grupo Mundial, mas depois de mais de uma década de investimentos, a Colsanitas pode vir a ter o empenho recompensado.

No tênis feminine, mesmo já tendo colhido os frutos com Fabíola Zuluaga, a Colsanitas, não parou. Continua fazendo o WTA em fevereiro – aquele primeiro torneio Future que realizaram se tornou um evento Tier I com premiação de US$ 170 mil, do mesmo nível que a própria Zuluaga venceu em 1999, em São Paulo, quando a cidade sediava um evento da categoria e tem como grande aposta Mariana Duque Marino. Ela foi vice-campeã juvenil de Roland Garros, já jogou em Campos do Jordão e neste ano conquistou o WTA de Bogotá, a Copa Colsanitas.

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