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O ingresso mais valioso do tênis é o desta 2ª em Wimbledon

Lembro perfeitamente da primeira vez que vim a Wimbledon, há 14 anos – nossa, faz tempo e de um colega jornalista chamando a minha atenção de que a segunda-feira, da segunda semana de Wimbledon, depois do Middle Sunday, era a mais interessante do tênis.

Foi um 1997 que choveu muito e os jogos acabaram se enrolando, não dando para seguir muito o que eles chamam de “intended order of play,” do torneio e não me dei conta do que era a segunda mais valiosa do tênis.
Desta vez, a segunda depois do “Middle Sunday,” é assim que os Brits se referem ao domingo de folga – lembrando que a folga não é direcionada aos tenistas e sim à gram que precisa descansar – é o melhor ingresso de tênis do ano para quem for assistir um campeonato ao vivo.


Wimbledon é único Grand Slam que tem, no mesmo dia, todas as oitavas-de-final de homens e mulheres. Nos outros Grand Slams são em dias separados e nem sempre todos os homens jogam as oitavas no mesmo dia e nem mesmo as mulheres.

Nesta segunda no All England Lawn Tennis & Crocquet Club, quem comprou ingresso vai assistir o que há de melhor na ATP e WTA. São os 16 melhores do torneio em ação, desde agora até à noite.

Enquanto escrevo esse texto, depois de ter descansado também no middle Sunday, Sharapova e Peng já estão jogando por uma vaga nas quartas-de-final, assim como Azarenka e Petrova; Lisicki e Cetkovska; Paszek e Pervak e abrindo a sessão masculina, a surpresa e revelação Tomic x Malisse.

Ao longo do dia, o quarteto mágico do tênis estará em ação: Murray x Gasquet; Nadal x Del Potro; Federer x Youzhny e Djokovic x Llodra.

Ah e tem também as irmãs Williams; Serena x Bartoli; Venus x Pironkova, a número um do mundo Wozniacki x Cibulkova, o vice do ano passado, Berdych x Fish, o Lopez que eliminou o ROddick  x o polaco Kubot e ainda Ferrer x Tsonga?

Quanto vale um ingresso desses hein?

Imagem do ingresso!

 

 

Para se ter uma ideia, um ingresso para quadra central hoje custa 54 pounds, ou seja, 138 reais, mas esse mesmo ticket não dá direito a assistir os jogos da quadra 1, ou quem tiver o ingresso da quadra 1 também não pode ir à central. Mas, mesmo assim, continua sendo o ingresso mais bem pago de tênis do ano. E sempre dá para assistir uma partida ou outra sentado na Murray Mountain, desfrutando strawberries & cream com champagne ou típico British Pimm’s.

 

 

 

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La Monf – “Vou dar a minha vida em Roland Garros”

 

Os franceses estão vibrando com ele até agora. Gael Monfils, ou La Monf como é chamado na França, está nas quartas-de-final de Roland Garros pela terceira vez na carreira (foi semifinalista em 2008 e chegou às quartas em 2009), depois de vencer um jogo de cinco sets (6/2 2/6 7/5 1/6 8/6)

que havia sido interrompido no meio contra o espanhol David Ferrer.

Monfils incendiou o torneio, fez o público sentir aquela emoção em Roland Garros porque eles entendem que é neste torneio, ou quando joga em casa (ele foi duas vezes vice-campeão do Masters 1000 em Paris Bercy) que ele consegue dar o seu melhor, se entregar mais.

Depois do jogo de dois dias e com encontro marcado para enfrentar Roger Federer nas quartas-de-final, nesta terça ,Monfils resumiu a resposta sobre o seu cansaço desta maneira: “Claro que estou um pouco cansado. Mas é sempre assim, só que a partir do momento que a gente chega a Roland Garros que é um lugar mítico, cansado ou não, machucado ou não, não medimos mais os limites. Vou dar a minha vida.”

Os especialistas do circuito analisam que Monfils está um pouco mais maduro e que ele só não faz parte do grupo de Nadal, Federer e Djokovic porque ainda dispensa energia de mais perdendo sets que não deveria perder e ficando horas a mais na quadra desnecessariamente. Outros acreditam que o tempo já passou pra ele.

Mas o fato é que ele é um jogador que traz aquelas boas vibrações para o circuito, que se entrega na quadra, que deixa transparecer tudo o que está sentindo quando entra para jogar, especialmente em Roland Garros. E é isso que os fãs querem ver.

Ia ficar aqui escrevendo horas sobre ele, mas vale muito mais ler o que a nossa fotógrafa Cynthia Lum colocou no blog dela de hoje sobre La Monf!

 

Gael Monfils (MON Feeze) is without question high on my favorite players list, and also on the who I’d most like to have drinks with.  The athletic Frenchman is one of the most fun and entertaining players to ever grace a tennis court.  And talk about great photos .. no chance of getting bored at a Monfils match. Running, sliding, leaping, joyous, sad, this Frenchy’s matchs have it all.. and what about those arms?

http://bit.ly/lL4pr5

 

PS – O head to head de Federer – 3º na ATP e Monfils – 9º – é de 5 a 1 pro Federer. O ultimo confronto quem venceu foi o francês, no fim do ano passado em Bercy. Essa é a terceira vez que eles se enfrentam no French Open. Até agora Federer passou apenas 06h39min em quadra enquanto que Monfils já gastou 11h02 min no saibro de Roland Garros neste ano.

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Espanhol preparador físico de Sharapova fala da exigência do físico em Roland Garros e da preparação física no tênis mundial

Já estou para escrever este post até mesmo antes de Roland Garros começar. Estava com ele na cabeça, mas às vezes vão acontecendo outras histórias e as iniciais acabam ficando para trás.

Cada Grand Slam tem a sua particularidade e uma de Roland Garros é o fato de ser o que exige mais preparo físico dos jogadores. É no saibro, os pontos são mais longos e haja fôlego e resistência dos tenistas.

Por isso, reproduzo aqui o meu bate-papo com o Juan Reque, o preparador físico espanhol da Sharapova em que ele fala da transformação da preparação física no tênis nos últimos anos e da importância atual dela no circuito.

Ontem, depois do jogo em que Sharapova chegou a estar perto de um adeus precoce a Paris diante da francesa Caroline Garcia, falei com Juan e ele confirmou que se em Roland Garros você não estiver com o físico bem preparado, bem mais do que nos outros Grand Slams, vai sofrer para avançar ou não vai aguentar.

Veja os principais trechos da conversa com o madrilenho Reque, publicada na edição 113 da Tennis View sobre preparação física no circuito profissional e as dicas que ele dá para quem está começando.

 

 

Preparador físico de Sharapova avalia a evolução física no tênis profissional e avisa: “a preparação tem que começar antes do profissionalismo.”

 

Juan Reque trabalhou cinco anos na ATP antes de se mudar para os EUA para cuidar exclusivamente da russa

 

Já estamos cansados de ouvir e de comprovar que sem o físico no circuito profissional, tanto no masculino, quanto no feminino, não há como chegar longe e vencer barreiras entre os tops. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, até pouco tempo atrás o físico não tinha tanto espaço no dia-a-dia dos tenistas. Claro que havia a preparação, mas não da maneira como é feita atualmente.

Quem conta como tudo começou é o espanhol Juan Reque, 38 anos, fisioterapeuta e preparador físico de Maria Sharapova que trabalhou por cinco temporadas na ATP, como fisioterapeuta do circuito, atendeu entre muitos tops, Rafael Nadal em sua clínica a NovoReq na Espanha, antes de se mudar de Madri para  Los Angeles para cuidar exclusivamente do físico da russa radicada nos Estados Unidos.

 

Tennis View – Como você avalia a evolução física no tênis profissional?

Juan Reque – A primeira coisa que temos que notar é que há dez, quinze anos quase não havia jogadores viajando com preparadores físicos e fisioterapeutas no circuito. Pete Sampras foi um dos primeiros a viajar com um todo o tempo e foi o Alex Stober, que trabalhou na ATP e depois até trabalhou com o Guga. O Alex foi um precursor assim como o Walt Landers – falecido em 2004 – que viajou com o Yevgeny Kafelnikov, Marat Safin, Lleyton Hewitt e por um período até com o Andre Agassi e o próprio Sampras.

 

TV – Então os tenistas não se dedicavam tanto ao físico quanto hoje?

JR – Eles faziam o básico da preparação física que é o aquecimento e depois o que chamamos de cool down pós jogo ou treinos. Somente quando havia uma lesão os tenistas davam atenção de fato ao físico e iam tratar do que já estava ruim, quando já era tarde.

 

TV – E quando começou a haver essa mudança?

JR – Pouco a pouco, muito devido a exemplo de outros tenistas que deixaram as quadras cedo por causa de lesões, eles perceberam que talvez fosse melhor prevenir, do que chegar ao momento em que não possam fazer mais nada e tenham que parar de jogar antes da hora, como foi o caso do Guga e do Magnus Norman.

 

TV – E você sentiu essa mudança na base ou só entre os mais tops?
JR – Hoje em dia os adolescentes de 14, 16 anos já estão trabalhando o físico nos programas das principais federações do mundo e assim quando estiverem jogando profissionalmente já terão um conhecimento melhor do corpo, percebendo sinais importantes que ele sempre dá.

 

TV – Sabemos que você não pode contar detalhes do seu trabalho com a Sharapova, mas qual é a principal função de um fisioterapeuta e/ou preparador físico que se dedica exclusivamente a um tenista?

JR – O principal objetivo acompanhando o jogador o tempo todo é fazer com que o corpo do atleta se mantenha sempre em boas condições. O corpo tem que estar flexível, bem compensado e o atleta tem que poder se movimentar bem.

Além disso, uma das principais funções é estar atento, em cima o tempo todo para que não ocorra nenhuma lesão grave, apesar de nem sempre podermos evitar.

O trabalho compreende os músculos, as articulações, tendões, ligamentos, a parte cardio vascular e também do tempo de descanso, do treino, da alimentação. Enfim, é bem completo.

 

 

TV – O que você recomendaria aos tenistas que estão iniciando um trabalho mais sério como juvenis e entrando no profissionalismo?
JR – Acho que uma idade boa para começar a fazer preparação física mais a sério é aos 16 anos. Deve haver um aquecimento sempre, a preparação física em si, um bom trabalho de compensação e condicionamento físico. O que todos tem que ter em mente é que o físico, se não for bem trabalhado, pode um dia vir a te impedir de jogar e você tem que saber também que quando chegar ao profissionalismo não basta ter físico para jogar bem uma partida e sim um campeonato inteiro, uma temporada e para aguentar Grand Slams.

É recomendável, desde o início que haja um entendimento da equipe de preparação física com a equipe técnica, seja em clubes, academias ou quando for particular. Os treinos de tênis e preparação física tem que ser adaptados a cada jogador e aos objetivos traçados.

 

 

 

 

 

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E Roland Garros começou… Djokovic, Federer, Bellucci, Schiavone

Roland Garros começou ontem, no domingo, mas foi uma rodada sem grandes emoções e jogos.  Desde que iniciaram esse novo formato, talvez o único domingo inesquecível do campeonato tenha sido o da despedida do Guga em 2008. Os outros foram apenas um aquecimento para as grandes estrelas entrarem em quadra.

E nesta segunda, o torneio começou com tudo. 

Para os brasileiros, comemoração da vitória de Thomaz Bellucci sobre Andrey Golubev, do Cazaquistão, por 6/4 6/4 6/7(4) 7/6(5).

Roger Federer não teve muitas dificuldades para vencer Feliciano Lopez por 6/3 6/4 7/6(3) e nem Novak Djokovic, vindo de um dia de comemorações do seu 24º aniversário. Ele passou fácil por Thiemo de Bakker, por 6/2 6/1 6/3.

Campeã do ano passado, Francesca Schiavone arrasou a americana Melanie Oudin, por 6/2 6/0.

E o francês Stephane Robert, vindo do qualifying, se tornou a grande estrela do dia ao eliminar, em cinco sets, o semifinalista do ano pasado, Tomas Berdych, de virada, por 3/6 3/6 6/2 6/2 9/7.

Longe do circuito há 14 meses – jogou duplas em Munique há algumas semanas – Tommy Haas, usando seu ranking protegido jogou mas perdeu contra o turco Marsel Ilhan, por 6/4 4/6 7/6(1) 6/4.

Com muita expectativa em torno de sua participação, Aravane Rezai não conseguiu corresponder e perdeu para Irina Begu por duplo 6/3. A francesa de origem iraniana atravessa o período mais conturbado da sua história, com o pai tendo sido banido do circuito e ela tendo praticamente abandonado a família, por motivos pessoais, em que os familiars não aceitam sua posição de mulher ocidental.

Homem do momento, Novak Djokovic, teve talvez a estreia mais tranquila de Roland Garros até então.

Mas, até como forma de tirar um pouco a pressão de si mesmo, continua afirmando que o favorito ao título é Rafael Nadal. “Ele perdeu apenas um jogo em todas as participações dele em Roland Garros,” disse o sérvio na entrevista coletiva após o jogo.

Djokovic teve que falar também sobre a sua dieta sem glutem. Ontem, durante a comemoração do aniversário, em que visitou a redação do jornal L’Equipe e a embaixada sérvia com os jogadores de seu País, ele não comeu alimentos com glutem e evitou bebidas alcóolicas. “Não vou revelar detalhes, só vou dizer que é uma dieta sem glutem e me ajuda muito especialmente nos problemas que eu tinha de alergia, ainda mais nesta época do ano. Mas não é só isso que estou fazendo. Muitas outras coisas me ajudam, como a preparação física, mental, recuperação, etc…”

 

 

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O poster de Roland Garros 2011 – para começar a entrar no clima de Paris

 

Nem dá para acreditar que Roland Garros começa daqui a pouco mais de duas semanas. Para começar a entrar no clima do Grand Slam francês, coloco aqui a imagem do “affiche” deste ano, feito pelo artista de Camarões, Barthelemy Toguo. Ele é o primeiro artista africano a fazer o poster do “French Open,” desde que o campeonato inaugurou esta tradição em 1980. Até Joan Miró já ilustrou o “affiche” de Roland Garros (1991).

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Com Nadal entre os favoritos, tênis é destaque no Laureus

Nadal, vencedor do Laureus de novato do ano em 2006

Poucas semanas antes do Oscar eleger os seus escolhidos no cinema, em Los Angeles, os esportistas também tem vez com o Laureus, o Oscar dos esportes. O evento de gala acontece nesta segunda-feira em Abu Dhabi e o tênis é destaque.

Além de contar com tenistas como Boris Becker, Martina Navratilova, Henri Leconte, Monica Seles, entre outros, na seleta lista de membros da sua diretoria, o Laureus dá importância ao tênis. Ou melhor, o tênis se sobresai entre tantos esportes, sempre tendo jogadores como candidatos nas diversas categorias em disputa.

Rafael Nadal, vencedor do Laureus em 2006 de novato do ano,  é candidato ao prestigioso título de melhor jogador do ano, concorrendo com Kobe Bryant (US, basketball), Andres Iniesta (Spain, football), Lionel Messi (Argentina, football), Manny Pacquiao (Philippines, boxing), Sebastian Vettel (Germany, motor racing).

A categoria feminina de esportista do ano tem três tenistas: Kim Clijsters, Serena Williams e Caroline Wozniacki, que disputam o troféu com  Jessica Ennis (UK, athletics), Blanka Vlasic (Croatia, athletics) e Lindsey Vonn (US, skiing).

Recém aposentada novamente, Justine Henin concorre ao prêmio de Jogadora Retorno por suas atuações no ano passado, ao lado de Paula Creamer (US, golf), Tyson Gay (US, athletics), Carolina Kluft (Sweden, athletics), Merlene Ottey (Slovenia, athletics), Valentino Rossi (Italy, motor cycling).

O tênis ainda concorre entre as principais categorias, com Esther Veerger, no quesito atleta com alguma deficiência.  A holnadesa supercampeã do tênis em cadeira de rodas tem como um dos adversário o nadador brasileiro Daniel Dias e Verena Bentele (Germany, skiing/biathlon), Matt Cowdrey (Australia, swimming),  Jakub Krako (Slovakia, skiing), Esther Vergeer (Netherlands, wheelchair tennis), Lauren Woolstencroft (Canada, skiing).

Esta é a segunda vez que o Laureus é realizado em Abu Dhabi, com a renda arrecadada em seus eventos beneficiando mais de 80 fundações ao redor do mundo.

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Nadal perde embate com Ferrer e se nega a falar sobre a lesão no Australian Open

Rafael Nadal enfrentou nesta quarta-feira em Melbourne, primeiro David Ferrer e após ser eliminado pelo amigo, por 6/4 6/2 6/3, nas quartas-de-final, na Rod Laver Arena, enfrentou os jornalistas na coletiva de imprensa.

Nadal insistiu em não falar sobre a lesão que sentiu no primeiro set. Primeiro por não saber sobre o que de fato aconteceu – virilha? -, já que a partida havia terminado há poucos minutos, depois por respeito ao adversário e amigo que “jogou muito tênis” e também por não querer usar a lesão como desculpa para cada derrota que tem.

O fato é que mesmo os super-heróis do esporte são humanos. O corpo de Nadal já vinha dando sinas de cansaço desde o torneio de Doha e apesar dele ter dito que estava se sentindo superbem antes do jogo contra Ferrer, em algum momento o corpo pede descanso.

O tão falado Rafa Slam ficará para um outro momento, ou um outro jogador. Antes do Grand Slam australiano começar, Nadal mesmo admitia que essa chance era praticamente única e que seria difícil chegar perto disso novamente, ganhar tantos Grand Slams na sequência.

Transcrevo aqui as partes mais interessantes do embate entre Nadal e os jornalistas no Australian Open.

D. FERRER/R. Nadal

6-4, 6-2, 6-3

RAFAEL NADAL

Q.  What can you tell us about the

injury?  What did David say to you at the end

of the match?

RAFAEL NADAL:  I can say nothing

about the injury.  Seriously, I would prefer don’t

talk a lot about the injury.

Tonight, first of all, I don’t know nothing.

Second thing, for respect to the winner and to a

friend, I prefer to talk about the match.  I think he

played at a very high level.  I just congratulate

him and wish him all the best for the semifinal.  I

think he’s doing a fantastic tournament.  If he

keep playing like this, he going to have a good

chances.

What David told me at the net is for me

and that’s it.

Q.  How emotional is it for you

tonight?

RAFAEL NADAL:  Yes, is a difficult day

for me.  I lost in quarterfinals another time.  So I

tried my best.  I couldn’t do more.  Tonight I think

I played against a great player, a great opponent.

Today I really can’t do more than what I did.  So

he played at a very high level, and I wasn’t able

to compete against him tonight.

Q.  It’s going to be difficult for us to

write a piece without appreciating how well

you could move.  It seemed to us you

couldn’t move as well as you would like to

have been moving tonight.  Is that a fair

statement?

RAFAEL NADAL:  You see the match?

Q.  Yes.

RAFAEL NADAL:  So you are ready to

write everything.  I don’t have to tell you about

what I felt on the court because I tried my best all

the time.  But is obvious that I didn’t feel at my

best.  I had a problem during the match, in the

very beginning.  After that, the match was almost

over.  So that’s what I can say.

But you know what, for me is difficult

come here and speak about.  In Doha I wasn’t

healthy.  Today I have another problem.  Seems

like I always have problems when I lose, and I

don’t want to have this image, no?  I prefer don’t

talk about that today.  If you can respect that, will

be a very nice thing for me.  Thank you.

Q.  What was the problem, though?

RAFAEL NADAL:  You are listening me?

I can’t tell you which problem I have.  First thing,

because I don’t know.  That’s my answer.

Q.  What you achieved in the last year

was nothing short of amazing.  Does this

break your heart a little bit that it had to

happen like this?

RAFAEL NADAL:  The tennis career,

you have higher moments and lower moments.  I

had almost all the time very, very happy

moments and very nice moments in my career.

That’s part of the sport.  Last year I was very

lucky.  I was healthy most of the year.  I was

playing unbelievable during all the year.

This year I did I think all the right things

to start the season playing really well.  And,

seriously, I was playing like this in the first

exhibition in Abu Dhabi.  After that starts the

problem.  Was a difficult month for me, no?

That’s part of the sport.  Accept; keep

working; try my best in the next tournament.

That’s what I can do.

Last year I had a fantastic year.  This

year the year just start.  Last year in the

beginning I had problems, too, and finally was

the best season of my career.  I think is almost

impossible to repeat that.  But remain a lot, and

remain a lot to have hopefully really good

moments, and at the same time, too, really

negative moments.

So this is one of bad ones, one of

negative moments.  That’s part of the sport.  I

think I am very, very lucky sportsman about what

happened in my career.  And I have to accept the

fantastic moments that I had during a lot of years

with the same calm that when I have problems.

And if I am ready to accept both things with I

think let’s say everything the same, I going to be

able to come back and play my best tennis

another time.

Q.  How do you think David will get on

in the semifinals?

RAFAEL NADAL:  He’s playing fantastic.

But I think he’s not the favorite.  But if he keep

playing like this, hopefully he can have a good

chance to be in the final or win the tournament.  I

would love.  Is a fantastic person.  Is a close

friend of mine.  So I wish him all the best.

I think that Andy is playing very good,

too, but David is playing at high level, no?

Q.  After what happened in Doha,

coming here a little bit late…

RAFAEL NADAL:  Coming late?

Q.  You were ill in Doha and came to

Melbourne a little bit late.

RAFAEL NADAL:  I didn’t came late.

You are wrong.  I was here one week before the

tournament.  Is more than enough.

Q.  The question is, with you being ill

in Doha, then what happened after the Tomic

match, did you feel that maybe this

tournament wasn’t meant to be, wasn’t

destiny to win?

RAFAEL NADAL:  I tried my best in

Doha.  Was a difficult week for me.  Here,

seriously, before the match of today I started to

feel that I am playing much better and I am very

healthy and don’t have no problem in general.

So I was happy about happened during the first

week because I was through without being

perfect.

I started the second week with a very

good match against Cilic and improving my level

every day.  Seriously, I was practicing much

better than in the beginning of the tournament,

and I felt ready to play this quarterfinals.  But

wasn’t the day.

Q.  What will be your next

tournament?

RAFAEL NADAL:  I don’t know yet.  I

have to think a little bit about everything and we

will see what’s going on in the next weeks.

Q.  We appreciate your fair play, and

we understand what you’re saying.  I just

would like to know if you didn’t have in front

of you a friend of yours, would you have kept

till the last ball and point to stay on court or

would you have left a little before?

RAFAEL NADAL:  I hate the retirements,

so this wasn’t the day.  I did last year.  I hate that

moment.  I didn’t want to repeat that.

Q.  The match against Cilic showed

you were recovering well.  Did you feel

anything unusual the last couple days?

RAFAEL NADAL:  I felt fantastic the last

couple days.  I practiced very good yesterday.  I

had a fantastic warmup today before the match.

Only feeling that I can say was very positive.  I

started the second week, and when the second

week started, everything was better and better

for me:  the health, sweat, the level of tennis.

Everything was better and better.

Q.  Earlier today Andy Murray said

there’s a number of guys on tour who on any

given day can beat each other:  yourself,

Robin, Roger…

RAFAEL NADAL:  I didn’t understand.

Q.  He said any one of the top six or

seven players on any day can beat each

other.  Do you think after the year you had

last year, our expectations of you are

probably higher than yours, given the

evenness of the top six or seven players?

RAFAEL NADAL:  For me there are

much more than six or seven on the tour that can

beat everybody.  I think is more than these few.

In general, the expectations, I don’t know which

expectations you have about me.  I have my

ones.  I have my goals.  Probably we think

different ways, no?

I live day to day with myself.  You see

everything from outside.  I know how difficult is

everything.  Probably, you know, not exactly the

same.  This part is difficult, no?  This part is very

competitive.  You have to have be in perfect

conditions to win.  The season is always crazy,

very long.  You can’t have time to rest and come

back to prepare perfect in a season.  That’s this

game.  Only the best players, only the more

prepared players physically and mentally are

ready to be here and to be in the top positions a

long time.

My expectations, I said before the

tournament, I said before the year start, is enjoy

every day and practice hard every day with same

illusion, humble and motivation that I did all my

career.  So that’s my principal goal, in general,

no?

I lost in quarterfinals today.  We’ll see

what’s happen in next tournament.  I’ll work hard

to be ready.

Q.  Can you tell us your feelings

tonight compared to this time last year?

RAFAEL NADAL:  Is different because

last year was the knees.  I had a problem, big

problem, in the knee in the past.  So was hard for

me to have another time the same.  I didn’t see a

solution in that.  Is not the case.

I came last year after probably six, seven

months really hard for me of injuries and of

problems in general.  So was a hard situation.

This year everything is a little bit different.  I have

three more Grand Slams at home, a few more

Masters 1000s and a few more tournaments.

I can say nothing wrong because I had a

fantastic time last year.  Not possible be all the

time at hundred percent.  Not possible all the

time to have all the positive factors together to

win in every tournament.

Last year happened in almost every one.

This year we start with a little bit of unlucky.  I

gonna work hard to come back and to keep

having chances and to compete against the best

players and to keep being in the top positions of

the ranking, so…

I love playing tennis.  I love the

competition.  And I love, in general, the hard

moments because you are ready to change the

situation working hard, working every day with a

goal and with illusion.

Q.  You said your preparation was

good for this year.  Was the vacation long

enough after London?

RAFAEL NADAL:  The vacation long

enough?  No, one day is enough, you think?

Never is enough.  With this sport you never have

vacations enough.  This part is special for

different things.  This factor is one of the special

things that makes the tour hard and difficult.

Only the best players mentally prepared are

ready to be here long time.

I said before, wasn’t a problem of

holidays, the start of the season.  The only

problem was a little bit of unlucky.  In general, I

had a virus.  When you have a virus, your body

goes down and you have more risk of everything.

That’s probably what happened.  That’s the

simple thing.

Now we have to accept.  I said 100

times.  But the only thing I can say is, accept the

situation and work to try to have another very

good season.

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Canadense de 20 anos, nascido em Montenegro e comparado a Philippoussis é a surpresa do Australian Open

Comparado a Philippoussis, o canadense nascido em Montenegro, Milos Raonic, aos 20 anos, é a grande surpresa do Australian Open. Por enquanto.

Se o sábado foi de tristeza para os australianos, com a última esperança de sucesso no Grand Slam, Sam Stosur perdendo para Petra Kvitova, já que de Bernard Tomic, só esperavam mesmo por um milagre para que ele derrotasse Rafael Nadal, no Canadá e em Montenegro, o fim de semana é de festa.

Milos Raonic, de 20 anos, 1,96m, derrotou o cabeça-de-chave 10, Mikhail Youzhny, por 6/4 7/5 5/6 6/4 e está nas oitavas-de-final do Grand Slam, depois de ter vindo do qualifying.

Com um saque impressionante como uma de suas principais armas – deu 31 aces em Youzhny -, alto e moreno, já vem sendo comparado pela mídia australiana a Mark Philippoussis. “Era um dos caras que eu mais gostava de ver jogar quando era criança,” confessou o canadense.

Canadense, mas nem tanto. Nascido em Montenegro, Raonic se mudou para o Canadá com a família, em 1994 e apesar de se considerar canadense, mantém fortes laços com o país europeu. O tio é vice-presidente da nação e os dois irmãos residem por lá. “Vou constantamente para visitar.”

Mas, é pelo Canadá que ele joga e não pretende mudar de nacionalidade. Todo o seu tênis foi desenvolvido na América do Norte, mais especificamente em Toronto, onde treinou nos últimos três anos, com a equipe da federação canadense.

Há três meses se mudou para Barcelona, para treinar com um ex-companheiro de Guga, Galo Blanco, contratado pela Tennis Canada, ou seja, mesmo morando na Espanha, quem financia a carreira do jovem Raonic é a federação canadense. “Inclusive a minha programação de torneios e viagens é discutida com o pessoal da Tennis Canada,” explica o jovem com cara de criança ainda, próximo de entrar no top 100.

Atualmente colocado no 152º posto na ATP, deve garantir um lugar entre os top 100, independente do resultado da próxima rodada contra o espanhol David Ferrer.

A federação canadense já pode ao menos começar a celebrar o resultado do investimento que vem fazendo há algum tempo, contratando inclusive Bob Brett para gerenciar o programa de desenvolvimento, para ver o tênis brilhar além das duplas com Daniel Nestor.

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Tomic, o “garoto problema” da Austrália que pode enfim estar se tornando a solução. Aos 18 anos é o único australiano na 3ª rodada em Melbourne.

Por essa nem os australianos esperavam. O “garoto problema,” Bernard Tomic, fez valer o tão controverso wild card recebido para integrar a chave principal do Grand Slam, derrotou Feliciano Lopez e está na terceira rodada em Melbourne. Será o único do País a jogar no fim de semana e enfrentará o número um do mundo, Rafael Nadal.

A mídia australiana que já se preparava para escrever somente do tênis feminino, ganhou material de presente e com certeza, nos próximos dias é só dele que vai se falar daquele lado do mundo.

Aos 18 anos de idade, Tomic, com seu 1,95m de altura – e pode ser que ainda cresça mais -, e seus dois títulos de Grand Slam juvenil (ganhou o Australian Open em 2008 e o US Open em 2009), já conseguiu causar mais tumultos com a Tennis Australia do que muito jogador em toda a sua carreira.

Muito devido ao pai e técnico John Tomic.  Foi John que recusou um pedido de treinamento do clã Hewitt, em Wimbledon, há dois anos. Imagina, um juvenil recusando um convite de Hewitt para treinar o que causou de estranheza por parte dos australianos. Foi John também que brigou com juízes em um torneio Future há pouco tempo.

Há um ano, no Australian Open, com o seu segundo wild card seguido em mãos, reclamou do horário em que jogou – e perdeu em cinco sets – contra Cilic na segunda rodada. “Era muito tarde. Estou acostumado a dormir cedo.”

Foi John também que deixou o filho longe das quadras durante boa parte do segundo semestre do ano passado, colocando inúmeros pontos de interrogação na cabeça dos dirigentes do tênis australiano.

Há poucas semanas, o menino se viu envolvido em outra controvérsia quando decidiu não disputar o play-off pelo wild card no Australian Open. O pai enviou um comunicado com um comprovante medico alegando que o filho estava doente. Mas, qual não foi a surpresa dos dirigentes ao saberem que nos mesmos dias da competição “Bernie” estava treinando em casa, em Queensland. John saiu em defesa do filho e disse que o obrigou a treinar mesmo doente.

Diante destas situações só mesmo um bom resultado para provar que todo o trabalho que a Austrália, país que acolheu os Tomics – Bernard nasceu na Alemanha e a família se mudou da Croácia para a Austrália em 1996 – vem tendo, não está sendo em vão.

Sem garantia de um convite para a chave principal do Australian Open, Tomic foi jogar o qualifying do ATP de Sidney. Derrotou três top 100 na sequência – Kunitsyn, Berrer e Kubot – para perder na estreia para Dolgopolov e assim merecer enfim o convite para a chave principal em Melbourne, dado por Todd Woodbridge, chefe do tênis profissional e pelo capitão da Copa Davis, Patrick Rafter.

Bernard já entendeu que precisa melhorar a relação com os dirigentes do tênis australiano e com duas vitórias importantes no Grand Slam – derrotou Jeremy Chardy na estreia e passou por Feliciano Lopez, por 3 sets a 0 – começa a provar a que realmente veio.

Com patrocínio desde o início dos anos de juvenil, Tomic está sendo considerado um novo “Miloslav Mecir,” pelo seu jeito nada ortodoxo de jogar e a maneira de se posicionar em quadra.

Ele mesmo afirma que gosta de surpreender os adversários com suas jogadas estranhas e que um de seus pontos fortos é saber identificar rapidamente o ponto fraco do adversário.

Atualmente na 199ª posição no ranking mundial, é o adolescente mais bem colocado na ATP e se diz pronto para tentar surpreender Nadal. Diz que vai se preparar para não ficar com sono caso jogue à noite.

A Austrália agora se prepara para abraçar o novo herói que vem procurando há algum tempo para substituir Lleyton Hewitt e dar continuidade à tradição de Rosewall, Roche, Newcombe, Rafter, entre muitos outros ídolos surgidos daquele lado do mundo.

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Australian Open vai começar! Federer vai atrás do recorde das mulheres

Parece estranho, mas o primeiro Grand Slam do ano já vai começar neste domingo à noite para nós brasileiros.

Há pouquíssimo tempo, pouco mais de um mês, estávamos assistindo Roger Federer derrotar Rafael Nadal na final do Barclays ATP World Championships, em Londres e agora todos já estão do outro lado do mundo, na Oceania, para jogar o Australian Open.

Aqui vão alguns dados interessantes sobre a competição.

  • É a 28ª no Melbourne Park, conhecido anteriormente como Flinders Park.
  • Premiação total é de AUD 8,9 milhões (equivale praticamente ao dólar Americano). É a maior premiação de todos os Grand Slams. Os campeões de simples ganham AUD 2,2 milhões cada.
  • Quando Rod Laver derrotou Andres Gimeno na final, em 1969, ele ganhou AUD 5 mil.
  • Rafael Nadal pode se tornar o primeiro homem desde Don Budge e Rod Laver a vencer os quatro torneios de Grand Slam na sequência, já que ganhou Roland Garros, Wimbledon e o US Open na semana passada. Sampras e Federer também tiveram essa oportunidade, mas não alcançaram o feito. Sampras perdeu para Courier nas quartas-de-final de Roland Garros em 1994 e Federer para Nadal, nas finais de Roland Garros de 2006 e 2007.
  • Federer agora está atrás das mulheres. Já quebrou todos os recordes de número de títulos de Grand Slam de simples. Tem 16 e quer agora passar Navratilova e Evert. Elas tem 18 cada. A maior detentora de títulos de simples de Grand Slam é Margaret Court, com 24.
  • Só um tenista tem mais do que quatro títulos em Melbourne: Roy Emerson. São seis troféus do australiano. Federer tem 4, assim como Agassi.
  • Este é o 45º Grand Slam consecutivo que Federer disputa. O sul-africano Wayne Ferreira é o jogador que mais vezes jogou Grand Slams na sequência. Foram 56.
  • Federer é o atual campeão do torneio. A última vez que um detentor do título foi derrotado na primeira rodada foi em 1996, quando Becker perdeu para Moyá.
  • São 6 os campeões de Grand Slam na chave principal: Federer, Nadal, Del Potro, Roddick, Hewitt e Djokovic.
  • Nos últimos 13 anos 8 jogadores alcançaram a única final de Grand Slam da carreira, no Australian Open: Rios, Enqvist, Clement, Johansson, Schuettler, Baghdatis, Tsonga, Gonzalez. Destes, só Johansson foi campeão.
  • Gustavo Kuerten foi cabeça-de-chave 1 do Australian Open em 2001, há 10 anos. Perdeu na 2ª rodada. Hewitt é o único cabeça-de-chave 1 da história a ter sido eliminado na estreia, em 2002. Nadal é o cabeça-de-chave 1.
  • O último australiano a vencer o Australian Open foi Mark Edmonson, em 1976. Hewitt foi o último a alcançar uma final, em 2004, perdendo para Federer.
  • Federer pode alcançar mais um recorde neste Grand Slam, o de títulos em quadras rápidas. Ele tem 45 contra 46 do líder Andre Agassi.
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