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Um sul-americano estará nas 4ªs em Roland Garros: Falla ou Chela.

A segunda semana de Roland Garros começou hoje com a disputa das oitavas-de-final do torneio. Consegui ver os últimos sets do jogo entre o Fognini e o Montañes. Como é bom assistir um jogo emocionante, mesmo que à distância, na Suzanne Lenglen.


Nesta segunda serão definidos os outros quadrifinalistas do Grand Slam e entre os jogos haverá um entre sul-americanos: Alejandro Falla, da Colômbia e Juan Chela, da Argentina. Não pude acompanhar muitos jogos de sábado em que ele estavam envolvidos por estar no Forum Nacional de Esportes, em São Paulo, com esportistas como Raí, Cesar Cielo, Magic Paula, Lars Grael, Gustavo Borges, Xuxa, o Ministro dos Esportes Orlando Silva, empresários como Paulo Nigro, da Tetra Pak, Jorge Gerdau, Marcelo Lyra, da Braskem, Henrique Meirelles, Furlán, entre muitos outros, discutindo o esporte, o desenvolvimento, legado, educação, em altíssimo nível e confesso que quando fui analisar a chave me surpreendi ao ver que os únicos dois sul-americanos entre os 16 melhores de Roland Garros são o Falla e o Chela.

Nada contra eles, aliás parabéns aos dois. É admirável que um deles chegará às quartas-de-final em Paris.  Falla aos 27 anos e Chela, aos 31.

O fato que surpreende é que eles sejam os únicos sul-americanos a estarem nas oitavas em Roland Garros e que eles não são novos.

Chela já esteve nesta posição em 2004 no Grand Slam francês e é um exemplo de perseverance. Ficou afastado do circuito um bom tempo se recuperando de lesões, de hérnia, voltou ao tour disputando torneios Challengers – inclusive esteve no Brasil na MasterCard Tennis Cup, em Campos do Jordão e está novamente entre os melhores. É o 34º. Falla já chegou ao 58º posto em abril do ano passado. Hoje é o 120º na ATP.

Escrevi um post sobre o tênis colombiano há alguns meses que coloco aqui, falando do investimento da Colsanitas no esporte por lá – http://gabanyis.com/?p=1301

Falla, treinado pelo espanhol Marco Aurelio Gorriz que veio do qualifying, é o primeiro colombiano a alcançar as quartas-de-final em Roland Garros. Está fazendo história por lá. Antes de Falla o único colombiano a alcançar as oitavas-de-final de um Grand Slam foi Jairo Velasco, no US Open de 1976.

 

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Raí, Cafu, Cruyff, Agassi, Guga, Federer e Nadal, tem muito mais em comum além de serem astros do futebol e do tênis: a responsabilidade social

Estive hoje no Rio de Janeiro, no lançamento da Soccerex, a maior feira de futebol business do mundo, à convite de um grande amigo, de longa data, que hoje trabalha na IMG (International Management Group) e queria me mostrar como funcionava o negócio.
Liderado por um grupo de ingleses, a SoccerEx, marcada para 20 de novembro, com duração de cinco dias, no Rio, foi lançada com um almoço no Copacabana Palace.
Como convidados, além de empresários e dirigentes, algumas estrelas do mundo do futebol, como Carlos Alberto Torres, Jorginho e Cafu.

Entre uma apresentação de vídeo e outra Jorginho e Cafú foram chamados para falar sobre os seus projetos sociais, para ratificar a ligação da Soccerex com a responsabilidade social.
Cada um falou brevemente dos seus projetos e do porque e como tentam ajudar o próximo e principamente Cafu, de como poderão beneficiar milhares de pessoas de baixa renda com os eventos que estão chegando no País.
Quando eles estavam com microfone na mão, falando, fiquei pensando que no tênis, um dos maiores benefícios que os tenistas prestam à sociedade é através de suas Fundações e ações que realizam em cada torneio que participam.
Raí, aqui no Brasil, deve ter sido um dos pioneiros com a sua Gol de Letra, em parceria com Leonardo. A Fundação Cafu, ao lado da Gol de Letra, é hoje uma das mais bem estabelecidas.
Juntos, os ex-são paulinos já beneficiaram milhares de pessoas indiretamente. Assim fazem outros Astros do futebol, mas nem tantos com suas próprias fundações. Johan Cruyff é talvez a estrela do futebol internacional com a Fudação mais abrangente – a Johan Cruyff Foundation (http://www.cruyff-foundation.org/ )– que até torneio de tênis em cadeira de rodas organiza.
Andre Agassi, no tênis, é o nome mais forte entre os “mecenas” do esporte. Começou a sua Fundação em 1994 e seus projetos são tão bem montados que ele já chegou até ao Congresso, querendo mudar o sistema de Educação norte-americano, através das experiências com a sua Andre Agassi Preparatory Academy, que formou a sua primeira turma no ano passado.
Desde 1995 Agassi realiza o Grand Slam For Children, um dos eventos de caridade, de gala, mais conhecidos do planeta e que arrecada aproximadamente US$ 10 milhões por noite.


Guga inaugurou há quase uma década o seu Instituto, o Instituto Guga Kuerten (www.igk.org.br), em Florianópolis, que vai crescendo a cada temporada, atingindo pessoas de baixa renda e com necessidades especiais, buscando sempre a inclusão social e incentivando a prática de diversas modalidades esportivas.
A lista de campeões de tênis que tem suas próprias fundações é expressiva. Aliás, foi por isso que pensei em fazer este post, quando Cafu e Jorginho falavam dos benefícios que o esporte pode trazer.
Andy Roddick tem uma fundação muito forte, a Andy Roddick Foundation.  Esposa de Agassi, Steffi Graf, também tem sua própria Fundação, a Children for Tomorrow; Billie Jean King tem o Womens Sports Foundation; Arthur Ashe, já falecido, também tem a sua Fundação em prol dos que sofrem com a Aids – a Arthur Ashe Foundation.
Maior ídolo do momento no tênis, Rafael Nadal, também lançou a sua Fundação, a Fundacion Rafa Nadal, assim como Serena Williams, com a Serena Williams Foundation.
Musa do esporte mundial, até mesmo Maria Sharapova tem a sua própria Fundaçnao que beneficia desfavorecidos na sua região de origem, a Rússia.
Com raízes na África, continente de origem de sua mãe, Roger Federer voltou a sua Fundação para beneficiar os países africanos.
Acho que poderia passar a noite listando os tenistas e suas fundações. Além disso, a maioria deles, se não tem a sua própria Instituição participa de ações constantemente como é o caso de Boris Becker e Monica Seles, com o Laureus, de John McEnroe, que há três semanas esteve com Andre Agassi em evento para beneficiar a Andre Agassi Foundation, em Los Angeles, no Farmers Classic, entre muitos outros.
A questão da responsabilidade social que antes era um plus no currículo de qualquer esportista hoje se tornou mais do que obrigatória, está completamente ligada ao papel de cada um deles na sociedade.

PS – Para terminar reproduzo o blog de Andre Agassi, publicado no site da sua Fundação para mostrar o quanto ele está empenhado em mudar de fato a educação nos Estados Unidos. Este post é do dia 09 de agosto e Agassi atualiza seu blog constantemente.

“This has been a tough couple of weeks for education here in Nevada.
We lost someone who was a true friend to our Foundation, and a lifelong friend of education, our former Governor Kenny Guinn. At 73 years young, he was full of life and filled with passion for Nevada’s students. With his passing our state has lost a powerful and persuasive voice for education reform. Leaders like Kenny are simple irreplaceable.

The second part of this one two punch came on Tuesday of last week. Nevada was eliminated from consideration of the ‘Race To The Top’ grant. This means forfeiting about $160 million in Federal funds for our schools. However, in applying for these funds, a great deal of reform has been put on the table in the last six months. It’s a start.

Here and across the country, I am hopeful that winds of change are starting to stir. People are embracing reform in Washington, in the press and at the local level across America. It is a movement that calls for more high achieving charter schools in impoverished neighborhoods, for better tools to evaluate and identify good teachers, and for a culture of respect and high expectations in the classrooms. All, values that we cherish at Agassi Prep.

America was once a model for the world in education, and I believe it can be again if we become innovators that challenge the status quo, and reformers willing to reinvent a system that resists change and accountability. Our next generation is a treasure. We must value them enough to equip them, educate them and graduate them.”

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