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Coleta Seletiva e reciclagem na MasterCard Tennis Cup, em Campos do Jordão

Depois de viajar para vários torneios mundo afora e ver como cada um deles lidava com a questão da sustentabilidade, consegui, no ano passado, implantar um pouco do que se faz lá fora, na MasterCard Tennis Cup, em Campos do Jordão.

Neste ano, trabalhando direto com reciclagem, coleta seletiva, catadores de recicláveis, era quase uma obrigação minha conseguir coletar o máximo de material reciclável possível no evento e passar para uma cooperativa local.

Diferente de 2010, hoje o que consigo ver e tento passar para o pessoal do torneio é que cada latinha que colocam no coletor, cada copo plástico, cada tubo de bola, caixa de papelão, entre outros, tem um valor imenso e que é o sustento de uma população de mais de 1 milhão de catadores no Brasil.

Esse é o texto que escrevi junto com a Fabiana Oliveira e mandamos para todo mundo hoje falando das iniciativas do torneio.

 

MASTERCARD TENNIS CUP VOLTA

A APOSTAR NA SUSTENTABILIDADE

 

Até os tubos de bola, com seu valioso plástico duro, estão sendo reciclados em Campos do Jordão

 

Depois do sucesso da iniciativa em 2010, a MasterCard Tennis Cup está promovendo em Campos do Jordão um torneio mais verde, com a proposta de que o lixo produzido no Tênis Clube, durante a competição, cause menos impacto ambiental na serra paulista e consequentemente no planeta, trabalhando também não apenas na reciclagem, mas na reutilização do óleo, das bolinhas de tênis e na conscientização ambiental . A ação segue a tendência dos maiores torneios do circuito mundial, que buscam alternativas para reduzir o acúmulo de lixo, reciclar o máximo possível e diminuir  a emissão de gases na atmosfera.

 

Para que a ação da MasterCard Tennis Cup 2011 tenha ainda mais sucesso do que na temporada passada, lixeiras para coleta seletiva estão espalhadas pelo clube e em todas as salas do evento: imprensa, jogadores, organização, boleiros, juízes e encordoamento. Foi firmada ainda parceria com a Ecoservice e a mesma recolhe diariamente todo material reciclável de todos os ambientes do evento e o óleo descartado pela Citron Gastronomia, responsável pela gastronomia do Stella Artois Hall.

 

O material recolhido pela Ecoservice é enviado ao Centro de Ecoeficiencia em Resíduos (CER), onde é triado de acordo com a classificação (plásticos, vidros, papelão, metal), são prensados, enfardados e enviados a recicladoras da região do Vale do Paraíba e São Paulo. O CER é privado e oferece emprego e renda para mais de 10 trabalhadores que antes trabalhavam em situação irregular e desumana. Parte da receita oriunda da coleta de material reciclável é enviado para o Fundo Municipal de Meio Ambiente para financiar outros projetos ambientais. Criando assim um círculo positivo em torno do resíduo.

 

Como novidade este ano, além de copos plásticos, garrafas plásticas e de vidro, papel, latinhas de refrigerante, óleo, entre outros, os tubos de bolinhas de tênis também estão sendo reciclados. Até agora já foram reciclados 528 tubos do chamado plástico duro e a expectativa é que este número triplique até o fim do torneio, já que os homens usam mais bolas do que as mulheres.

 

As bolas de tênis utilizadas pelos atletas também ganham nova vida sendo posteriormente doadas para o Projeto Social Escola de Tênis, do Tênis Clube de Campos do Jordão.

 

Além do descarte correto de papéis, metais, plásticos e vidro, a MasterCard Tennis Cup também contribui com o programa FRATO Social, separando os anéis de latinhas de refrigerante nos recipientes disponíveis pelo Tênis Clube. Os anéis são depois enviados para a empresa de ferramentas com sede em São Paulo, que em apenas três anos já os transformou em mais de 600 cadeiras de rodas, beneficiando diversas entidades assistenciais e provando que a aparente lenda é uma realidade.

 

 

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O tênis também pode ser sustentável

Escrevi essa matéria para a edição 106 da Revista Tennis View, contando um pouco do que os Grand Slams estão fazendo para começar a tornar o tênis  sustentável. A iniciativa dos maiores eventos do mundo é tardia, mas enfim começou. A ideia é divulgar esta matéria o máximo possível para quem sabe inspirar outros campeonatos por aí a adotarem alguma das medidas que exemplifico abaixo.

O tênis também pode ser sustentável.

Quem está ratificando essa afirmação são os Grand Slams.

Depois de o US Open lançar um programa de iniciativas verdes, no ano passado, encabeçado por Billie Jean King, fundadora do Green Slam, Roland Garros avançou no seu programa de sustentabilidade, inovando com a reciclagem de bolas.

A Federação Francesa de Tênis, com a sua operação “Balle Jaune,” já reciclou neste ano 600 mil bolas, que são transformadas em pisos esportivos, posteriormente doados para projetos sociais.

A cada 40.000 bolas recicladas, um piso esportivo de 100m2 é colocado em uma instituição de caridade.

Com vida útil de um a dois anos, as bolas de tênis, material indispensável para a prática do esporte e do mais usado – só em Roland Garros são utilizadas 60 mil e na França 14.000 são vendidas por ano – eram jogadas no lixo. Uma única bola demora 2.500 para se decompor.

Um programa de logística e em parceria com as empresas Coved e Fedex permitiu que a FFT ampliasse o seu programa para o país inteiro. Todos os clubes filiados recebem uma caixa de papelão para depositar as bolas que não serão mais utilizadas. Um caminhão chamado de “Tour de France,” percorre os clubes recolhendo as bolas e a Coved as transforma em Pisos Esportivos.

A Federação investiu em campanha publicitária e está vendo os resultados. Das 150 mil bolas recicladas no primeiro ano do programa, o número já quadriplicou no segundo.

Para diminuir a emissão de CO2, a FFT também colocou um medidor da emissão dos gases e vem reduzindo os números desde 2008.

Todo o material impresso do torneio foi feito com papel reciclável ou misto, iniciativa também adotada pelo US Open, no ano passado.

Assim como o Grand Slam americano que incentivou o uso do transporte público, Roland Garros lançou até um site para quem não fosse de metro ou ônibus encontrasse carona.

Roland Garros também colocou latas de lixo recicláveis pelo complexo e nas saídas do metrô. O US Open, no ano passado colocou 100% das latas de lixo recicláveis.

Veja as principais ações que alguns eventos, incluindo Roland Garros, Wimbledon, US e Australian Open, estão fazendo para que o tênis também seja sustentável:

*Reciclagem de bolas transformadas em pisos esportivos

* Redução da emissão de CO2, incentivando uso do transporte público ou de carona

* Impressão de todo material de papelaria em papel misto ou 100% reciclado.

* Guardanapos de papel reciclável

* Distribuição de ” Recycle Guides”

* Utilização de energias renováveis

* Reciclagem de lixo. Instalação de latas de lixo recicláveis nos complexos, com o lixo já tendo destino certo para ser reciclado.

* Reciclagem das latas e tubos de bolas plásticos. Uma empresa nos Estados Unidos desenvolveu um método para retirar o anel de alumínio da parte superior dos tubos que impedia a reciclagem do mesmo.

* Parcerias com empresas que possuem carros híbridos para transportar os jogadores e VIPS.

*Fim ao desperdício de alimentos, com separação dos mesmos nas cozinhas dos eventos.

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