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E sem ninguém perceber, Djokovic ganhou um Masters 1000

Enquanto Rafael Nadal se recupera de uma lesão no joelho; Enquanto Roger Federer curte a prata olímpica na Suíça; Enquanto Andy Murray aproveita uns dias para se recuperar do ouro olímpico; Enquanto Del Potro leva o bronze para a Argentina; Enquanto Jo-Wilfried Tsonga se envolve em acidente e enquanto o Rio de Janeiro recebia o título oficial de cidade olímpica, na cerimônia de encerramento de London 2012, Novak Djokovic foi lá e ganhou o Masters 1000 do Canadá.

 

Sem ninguém perceber, o sérvio ergueu pela terceira vez (2007, 2011 e 2012) o trofeu do Masters 1000 canadense, neste ano disputado em Toronto. Derrotou na final o francês Richard Gasquet, por 6/3 6/2 e sai na frente dos rivais na preparação para o US Open.

Como ele mesmo afirmou ao chegar em Toronto, deixou para trás a derrota para Del Potro em Londres, e tentou fazer o melhor. Treinou dois dias na quadra rápida da Rogers Cup, sem forçar muito e foi jogar.

E olha que não dá para dizer que ele teve uma chave fácil.

Ganhou de Bernard Tomic, Sam Querrey, Tommy Haas e Janko Tipsarevic, antes de derrotar Gasquet na final.

Além dos adversários, teve que enfrentar a chuva e apesar de ter encarado com bom-humor o dia em que Toronto ficou debaixo d’agua, entrando na quadra de guarda-chuva, pediu aos organizadores que considerem colocar teto retrátil no estádio.

 A vitória em Toronto para um Djokovic que não erguia um trofeu desde Miami, mesmo tendo passado quase desapercebida em dia de encerramento de olimpiádas, pode ter dado a injeção de confiança que ele precisava. Pode ser o maior cliché, mas é fato, o combustível do atleta é a vitória e no caso de Djokovic, na briga com Nadal, Federer e Murray, nada mais importante do que a confiança para fazer aquela diferença na hora de ganhar o jogo.

 

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A maior biblioteca de tênis do mundo, Tennis View e um breve encontro com a Serena

Acordei cedo hoje para ir até a Oxford Street, procurar uma livraria. Foi uma manhã quase perdida. O metrô parecia estar na operação tarturaga – parando entre as estações, lotado e entre as baldeações demorando muito pra chegar. Os avisos sonoros diziam que era devido a uma reforma – e eu peguei algumas linhas diferentes -, depois a uma falha no sistema elétrico e por fim por causa da multidão indo para Wimbledon. Vai entender.

Que tem uma multidão hoje aqui tem. Ao sair do metrô na chegada em Wimbledon já tinha um cara no megafone dizendo que as pessoas que decidissem ir pra fila tentar um ingresso esperariam no mínimo sete horas.

Até que eu precisava de um ingresso para um amigo, mas desisti imediatamente. Achei melhor tentar com algum jogador conhecido.

Depois de conseguir chegar na sala de imprensa – demorei para andar do portão 5 –uma das entradas de Wimbledon de tanta gente que há circulando pelo torneio. Hoje estão completamente lotados, por isso a fila não está andando rápido.

Fui até a sala dos jogadores e também não tive sucesso. Eles reduziram as cotas dos tenistas também e eu deixei para muito em cima da hora. Mas, o bom foi que encontrei a Serena (Williams), com quem não conversava há um tempão. Acho que desde quando fui press officer do Masters da WTA em Doha.  Nssa relação vem desde os tempos do início da carreira do Guga no circuito em que ela tinha uma admiração especial por ele e pelo Brasil. Conversamos um pouco e ela estava interessadíssima no Rio de Janeiro e no meu projeto também com os catadores de materiais recicláveis que surgiu do meu trabalho com o filme Lixo Extraordinário (Waste Land).

Sem sucesso com os tickets – fazer o quê?


Assisti um pouco do jogo da Sharapova, o da Petkovic e o último set do Feliciano Lopez e do Roddick e fui até a Biblioteca de Wimbledon, a Kenneth Ritchie Wimbledon Library, adjacente ao Wimbledon Lawn Tennis Museum.

Fui direto procurar o Allan Little, o bibliotecário que levantou  e mantém organizada a maior biblioteca de tênis do mundo e com quem mantenho contato desde a minha primeira vinda a Wimbledon, em 1997.

Fazia tempo que não ia à biblioteca e não tinha visto a mesma reformada (2008).

Queria cumprimentar o Mr. Little e saber se as edições da Tennis View estavam atualizadas.

Era para ser uma visita breve, mas fui tão bem recebida pelo Mr. Little e suas assistentes e a biblioteca está tão bem organizada que acabei ficando lá um tempão.

Primeiro fui ver onde ficam arquivadas todas as edições da Tennis View, sem antes ele checar se tinha até o último número, e tinha.

Foi emocionante ver todos os números da Tennis View em forma de livro e as edições deste ano numa sessão especial, ao lado de revistas da Austrália, Bélgica, Czech Republic (as revistas são organizadas alfabeticamente por Países), etc..

Fiquei enlouquecida na parte dos livros. Especialmente no Brasil que tem uma publicação fraca de livros esportivos, a gente esquece que possa existir tanto material de tênis e olha que tinha livros de 1800..

Curiosa perguntei para o Mr. Little se ele sabia de quando datava a primeira revista de tênis. Ele respondeu na hora: 1883 – Pastime e mesmo com sua idade avançada, pegou uma escada, subiu os degraus e pegou a publicação para que eu conhecesse.


De quebra ele e o staff ainda me deram dois livros que ele publicou recentemente, o da Suzanne Lenglen – Tennis Idol of the Twenties e o Tennis and the Olympic Games.

Saí de lá motivadíssima, querendo levar uma mala de livros – mas só os que já acumulei até agora vão me dar trabalho – e orgulhosa de fazer parte da história do tênis, ah e prometendo ao Mr. Little continuar mandando a Tennis View para a maior biblioteca de tênis do mundo.

 

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Soccerex no Rio também teve participação de tenista

Voltei do Rio depois de cinco dias de Soccerex, o chamado maior evento de futebol business do mundo. Com uma arena na praia em Copacabana e uma estrutura toda montada no Forte, ambas com duas passarelas ligando aos hotéis Copacabana Palace e Sofitel, muitas ações de networking, conferências, painéis, palestras, happy hours e homenagens aos ídolos do futebol, principalmente os do passado, aconteceram por lá

Tive a grande oportunidade de passar um bom tempo com o Eusébio e ouvir riquíssimas histórias dos seus tempos de “rivalidade em campo,” com o Pelé e da vida nos Estados Unidos, quando o Rei jogava no Cosmos e ele em Boston.

A Soccerex deve ter sido o primeiro dos grandes eventos esportivos internacionais que aparecerão no Brasil até 2016.

Entre tantos jogadores de futebol, novos contatos, outros esportistas, novas formas de trabalho, etc, uma figura conhecida apareceu por lá. Fernando Meligeni, com Lars Grael e Robson Caetano, passou o dia ontem no evento com a Special Olympics.

Muito bom para o tênis ter um atleta envolvido no gigantesco mundo do futebol.

Além dele, Justine Henin, não ela não esteve por aqui, foi destaque no stand da candidatura da Bélgica e da Holanda para sediar a Copa depois do Brasil (Holland Belgium Bid 2018 – 2022), como embaixadora da candidatura.

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