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Strawberries & Cream em Wimbledon

Chuva, sol, arco-íris, cobre a quadra, descobre a quadra, fecha o teto da quadra central e assim vai o dia em Wimbledon.

Mas, o sol quando saiu hoje finalmente veio com força e pela primeira vez deu para tirar o casaco.


Depois de assistir o fim do jogo do Mello contra o Llodra, em que o francês acabou vencendo o jogo por 6/2 4/6 6/2 6/3 e ver o último set da partida em que Soderling virou sobr Hewitt por 6/7(5) 3/6 7/5 6/4 6/4, com o sol forte, mesmo com nuvens negras se aproximando e fiquei com vontade de comer morangos com creme.  Dei uma passada na sala dos jogadores para entregar uma Tennis View para o fisioterapeuta da Sharapova, Juan Reque e dei de cara com ela jogando xadrez com o noivo Sasha Vujacic e com Federer jogando cartas com os amigos, enquanto não chega a hora deles entrarem em quadra. De lá fui para uma barraquinha perto da quadra 1 comprar os morangos.

Morango não é a minha fruta favorita, mas é quase impossível não querer comer um “bowl” por aqui. Eles estão em todos os lugares.

Paguei 2.50 libras (aproximadante R$ 6,00) por uma tigela com 8 morangos grandes e creme e fiquei sentada um pouco na Murray Mountain, no meio do público e comecei a pensar da onde tinha vindo a tradição de se comer morango com creme aqui em Wimbledon e fui pesquisar.

Descobri!

Desde os primórdios do campeonato a ideia é que a atmosfera em Wimbledon seja festiva. “O que é melhor do que sentar, depois de assistir os melhores jogadores do mundo, para tomar um chá e comer morangos com cremes com os amigos, no jardim,” me explicou uma senhora.

Há mais de 80 anos, quando o campeonato se instalou onde está hoje – na Church Road – Wimbledon tem empresas que cuidam do “catering – alimentação,” e a primeira delas, Messrs Ring and Brymer, serviam morangos também. Até hoje, com a empresa Facilities Managemente Catering, os morangos são dos produtos mais consumidos por aqui.

Nesta pequena pesquisa sobre os morangos no All England Lawn Tennis Club descobri que Wimbledon é o evento esportivo que tem a maior operação de catering da Europa, com um staff de 1500 pessoas dedicados à almentação dos jogadores, imprensa, público, os membros do Clube, restaurantes, salas VIP, entre outros.


Os morangos estavam sim deliciosos com o crème, mas muito mais do que o sabor é o que você aprecia quando está degustando a fruta, sentada na grama do mais tradicional evento de tênis da história, numa agradável tarde do verão londrino.

 

 

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Blowing in the wind. Vento rouba a cena no US Open em NY. Federer afirma que gosta!

Federer (Cynthia Lum)

Se no qualifying do US Open todos só falavam da chuva que atrasou a disputa e na primeira semana do torneio o assunto foram as altas temperaturas em New York City, o tema da vez é o vento.

Foi só o Hurricane Earl ameaçar causar um estrago na região que tudo mudou.

No dia que estava marcado para chegar, sexta-feira, Earl não uivou em Flushing Meadows.  A temperatura baixou um pouco, caíram umas três gotas de chuva e foi só. Mas, os efeitos da passagem de Earl foram sentidos nos dias que se seguiram e ainda são notícia no US Open.

Hoje é o primeiro dia sem sol, desde que cheguei a Nova York, há quase duas semanas. Pensei que o vento fosse dar uma trégua, mas que nada. Parece ainda mais forte do que nos outros dias.

Não há um jogador que não tenha um comentário a fazer sobre the wind. Até para assistir um jogo está um pouco desagradável, imagina jogar.

De acordo com os tenistas experientes, o Arthur Ashe Stadium, é o estádio de tênis mais vulnerável ao vento. “Não sei dizer porque, não sou arquiteto. Mas, de todos os Grand Slams, é o estádio mais inconsistente em relação ao vento,” disse Courier, enquanto comentava um jogo ontem na CBS.

Cibulkova, depois de perder para Wozniacki ontem à noite – quando fui ao topo do Arthur Ashe fazer a foto do skyline de Manhattan, o barulho do vento era impressionante – falou que foram as “condições de jogo mais difíceis que encontrou.”

Wozniacki, que já está semifinal, disse que de um lado da quadra a bola estava voando e do outro tinha que fazer uma força enorme para devolvê-la. “Ventava tanto que eu só estava tentando colocar a bola em jogo.”

O australiano Todd Woodbridge, em entrevista ao New York Times, disse que para ele o Arthur Ashe Stadium é mesmo o mais difícil. “Acho que pelo tamanho – 24.000 assentos – o vento entra e fica circulando até chegar no nível da quadra.”

O jornal também conversou com o Diretor do US Open entre os anos 1994 e 2000, Jay Snyder, que revelou que não levaram em conta o vento quando construíram o estádio.  “Falamos sobre onde o estádio deveria estar, sobre o sol nesta época do ano, mas não lembro de nenhuma discussão sobre o vento. Acho que foi no segundo ano do estádio (foi inaugurado em 1997) que alguém falou que o vento parecia muito mais forte dentro do que fora do estádio. Não acho que agora a gente possa fazer alguma coisa.”

Segundo Snyder, a única mudança que fizeram, a pedido da arbitragem, a partir de 1999, foi fechar as portas no nível da quadra. “Só tem vento vindo das entradas superiores.”

É por estas entradas superiores que o público chega aos assentos no estádio e com tanto vento, até mesmo os fãs estão tendo dificuldade para apreciar um bom show.

Semifinalista do US Open, Djokovic, afirmou ontem após derrotar Gael Monfils, achar que nem os expectadores estavam curtindo o jogo. “Foram as piores condições de jogo de todo o torneio e não deu para o público apreciar a partida.”

Monfils afirmou que nunca tinha jogado com um vento tão forte em toda a sua vida. “Nunca joguei com tanto vento. Mas foi uma boa experiência. Normalmente jogo mal quando venta e nessas condições tenho que melhorar muito.”

Para o pentacampeão do US Open, Roger Federer, que ontem venceu Robin Soderling em três sets, enfrentar o vento virou um desafio. “Eu até que gosto. É um desafio e uma chance de jogar de maneira diferente. Não é fácil. Está frio e o vento está soprando por todos os lados. Parece até que sopra dentro das suas orelhas e dos seus olhos. Mas, acho que de tanto detestar o vento, agora estou do outro lado. Consegui reverter a situação e comecei a gostar de jogar no vento.”

Principal adversário de Federer na busca pelo hexacampeonato em New York, Rafael Nadal não quis fazer muita polêmica sobre o vento. Apenas ratificou a afirmação de todos, de que no Billie Jean King National Tennis Center, “venta muito mais na quadra central do que em todas as outras.”

Vamos ver para que lado o vento soprará nas próximas rodadas.

PS – só mais uma observação sobre o vento. Venta tanto que até o iogurte que eu comia voou da colher quando caminhava da sala de imprensa para a quadra do Tiago Fernandes.

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Bernardes explica mais uma dúvida sobre as regras do Electronic Line Calling

Desde que o primeiro challenge foi disputado, em 2006, no Sony Ericsson Open, em Miami, jogadores, técnicos, torneios, juízes e fãs foram se acostumando às novas regras.

Aos poucos cada vez mais campeonatos foram instituindo o  Electronic Line Calling, ou o Instant Replay, ou como chamamos, o “Challenge – Desafio,” em suas quadras principais, através do Hawk Eye. A inovação tecnológica – se comparado com outros esportes como o futebol americano, demoramos muito para instituir o Challenge – mas diante de tanta controvérsia com marcação dos juízes na Copa do Mundo de futebol deste ano, in South Africa (mais especificamente no jogo entre Alemanha e Inglaterra), o tênis virou até exemplo para a FIFA, de esporte que combina tecnologia e material humano, no caso, os juízes, para tirar eventuais dúvidas que podem decidir uma partida.

Só para dar um exemplo, atualmente o baseball, hockey, football (o futebol americano) e o basquete usam o Instant Replay nos Estados Unidos.

E se na televisão já é interessante assistir um Challenge, ao vivo fica mais ainda. Você sente a emoção do momento, de verdade.

Mas, o Challenge também gera dúvidas nos atletas e nos fãs. Roger Federer, um tradicionalista do esporte, declarou, desde o início que era contra o uso do desafio, mas que usaria para seguir as regras. Nem sei se ele já se acostumou ao hawk eye.

Nosso colunista na Tennis View, Carlos Bernardes vem escrevendo textos para os leitores sobre o Hawk Eye e o seu Review System, as “rules” e o funcionamento,  mas dúvidas continuam surgindo e em Cincinnati, no jogo entre Andy Roddick e Robin Soderling, houve controvérsia. Roddick ficou discutindo longamente com o juiz. Poderia ter pedido o Challenge, ou não? Demorou para fazer a solicitação?

Para esclarecer as dúvidas sobre o Challenge, entrei em contato com o próprio Bernardes, que está em Cincinnati e perguntei a ele se há algum tipo de regra quanto ao tempo que o jogador tem para pedir o Challenge e vejam o que ele respondeu:

“O que existe é um procedimento como no saibro. O jogador não pode esperar muito tempo para fazer um Challenge. Por exemplo, ele não pode jogar o ponto e depois pedir o challenge, tem que ser de imediato. Ou após o fim do ponto ou ele parando o ponto. As vezes ele acha a marca na quadra e pede. Mas tudo tem que ser em um tempo razoável. Enfim não há esta coisa de 5 seg ou menos ou mais. É uma questaão de bom senso. Se vc ver que o jogador está esperando pelo coach ou até mesmo o juiz de cadeira dar uma dica, este Challenge pode ser recusado.”

Bernardes está sempre disposto a responder as nossas e as suas dúvidas. Caso tenha alguma pergunta, seja sobre o Challenge ou qualquer outro assunto de regra de tênis, é só mandar um email para tennisview@tennisview.com.br.


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