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Copa Davis: A melhor chance do Brasil

O Brasil, desde 2006, vem literalmente batendo na trave para voltar ao Grupo Mundial da Copa Davis.  Perdeu confrontos duros, disputas em que tinha um certo favoritismo, sofreu uma amarga derrota para o Equador, em Porto Alegre há três anos, quase surpreendeu a Rússia no ano passado e agora, de sexta a domingo, em São José do Rio Preto, volta a enfrentar os bicampeões da Copa Davis, mas numa situação completamente diferente.

A Rússia campeã em 2002 e 2006 e vice em 1994, 1995 e 2007, não é mais a mesma. O time do lendário capitão Shamil Tarpischev chegou ao interior paulista completamente desfalcado. E mesmo que tivesse vindo com Mikhail Youzhny e Nikolay Davydenko, ambos deixaram de ser tops e a Rússia não é mais a potência que fora outrora, com Safin e Kafelnikov.

Dois jogadores com ranking entre 90 e 100 (Bogomolov é o 90º e Andreev, o 96º), um entre os 200, (Gabashvili é o 163º) e um outro sem ranking, Vovk, enfrentarão o Brasil.

Thomaz Bellucci, 41º, lidera o time que tem Rogério Dutra Silva, 115º, como número dois e os duplistas Bruno Soares (23º), campeão de duplas mistas deste US Open e Marcelo Melo (19º).

O confronto será no mesmo clube em que o Brasil derrotou a Colômbia, no primeiro semestre, para garantir a vaga no Play Off, o Harmonia Tênis Clube e num calor capaz de derreter a Sibéria. Espera-se temperaturas entre 35º e 39º nos próximos dias, no interior paulista.

Com as derrotas que sofreu nos últimos anos, o Brasil é a principal prova de que ranking e um certo favoritismo na Copa Davis, não devem contar. Mas, desta vez, salvo algo que o próprio País sofra com o calor ou com a ansiedade desta chance, somos mesmo favoritos.

Entre 1997 e 2003, o Brasil viveu uma era de ouro na Copa Davis. Jogou todos estes anos seguidos, com Guga e Meligeni, o Grupo Mundial da competição, chegando à semifinal, no ano 2000.

Mas, depois da derrota para o Canadá, no play-off do Grupo Mundial, fora de casa, ainda com Guga, no time, o País nunca mais foi o mesmo.

Veio o boicote dos jogadores que levou o Brasil à terceira divisão e só voltamos a lutar por uma vaga no Grupo Mundial, em 2006. Perdemos todas.

 

2006 – Suécia, no saibro de Belo Horizonte (1×3)

Equipe – Flavio Saretta, Ricardo Mello, André Sá e Gustavo Kuerten – Capitão: Fernando Meligeni

– Com Guga somente nas duplas e Soderling, que venceu os dois jogos de simples por 3/0, em ascensão, apenas Saretta deu o primeiro ponto para o Brasil

2007 – Áustria, no carpete de Innsbruck (1×4)

Equipe – Ricardo Mello, André Sá, Gustavo Kuerten e Thomaz Bellucci – Capitão: Francisco Costa

– Bellucci, Mello e Guga/Sá perderam as três primeiras partidas por 3/0. Foi a estreia de Bellucci na competição, com derrota para Jurgen Melzer por triplo 6/4

2008 – Croácia, na quadra rápida de Zadar (1×4)

Equipe Thomaz Bellucci, Thiago Alves, Marcelo Melo e André Sá – Capitão: Francisco Costa

– Após derrotas de Bellucci e Alves por 3/0, Melo e Sá deram o único ponto para a equipe no sábado, com 3/1 sobre Ivo Karlovic/Lovro Zovko

2009 -Equador, no saibro de Porto Alegre (2×3)

Equipe – Marcos Daniel, Thomaz Bellucci, Marcelo Melo e André Sá – Capitão: Francisco Costa

Daniel marcou o primeiro ponto contra Giovanni Lapentti e, a partir daí, Nicolas Lapentti tornou-se o nome do confronto. Aos 34 anos, o ex-top 10 derrotou Bellucci por 3/0, Melo/Sá ao lado do irmão e Daniel, no domingo, por 3/2, após o gaúcho abrir 2 sets a 0

2010 – Índia, na quadra rápida de Chenai (2×3)

Equipe – Thomaz Bellucci, Ricardo Mello, Marcelo Melo e Bruno Soares – Capitão: João Zwetsch

Bellucci e Mello precisaram de cinco sets contra Rohan Bopanna (então 479 do mundo) e Somdev Devvarman (113), respectivamente, para dar vantagem de 2/0 no primeiro dia. Uma derrota nas duplas, o abandono de Bellucci contra Devvarman após um set e meio e a inesperada queda de Mello por 3/0 contra Bopanna completaram a virada dos indianos.

 

2011 – Rússia, na quadra rápida indoor (2×3)

Equipe: Thomaz Bellucci, Ricardo Mello, Bruno Soares e Marcelo Melo – Capitão: João Zwetsch

O primeiro dia de disputas terminou empatado, com Mello  perdendo de Youzhny e Bellucci ganhando de Andreev. Melo e Soares deram o segundo ponto para o Brasil, nas duplas, ganhando de Tursunov e Kunitsyn. Bellucci acabou perdendo o ponto da vitória no quinto set, por 14/12, para Youzhny e depois Mello, no jogo decisivo, foi superado por Tursunov.

2012 – Brasil x Rússia – saibro – São José do Rio Preto

Rogério Dutra Silva abre o confronto contra Andreev; Bellucci faz o segundo jogo contra Gabashvili. Soares e Melo enfrentam Bogomolov e Vovk nas duplas e no último dia, Bellucci abre contra Andreev e Dutra Silva, contra Gabashvili.

 

Fotos de Luís Pires

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