Tag Archives: Roland Garros

Lembranças muito boas daquele Roland Garros 2001

Faz tempo, muito tempo que não escrevo neste blog que tanto adoro. Mas, como venho falando nos últimos meses, se o dia tivesse 48 horas, ainda faltaria hora para eu dar conta de fazer tudo, bem feito, em que estou envolvida.

Mas, como hoje é um dia especial, resolvi pelo menos postar aqui o texto que escrevi para a revista programa do Claro Rio Champions, sobre o jogo que comemora os 10 anos da conquista do tricampeonato do Guga em Roland Garros.

Foram duas semanas marcantes, cheias de emoção em Paris, em que quase voltamos para casa no meio do campeonato, naquele jogo com o Michael Russell. E depois, muita curtição no jogo com o Corretja e para mim, muito trabalho, depois da vitória, do desenho do coração na quadra Philippe Chatrier, da camiseta escrita “Je Aime Roland Garros”, das coletivas de Guga e do Larri…

Lembro de ter ido direto para a festa, com a roupa que estava no corpo naquele dia… e no dia seguinte sessão de fotos no Sacre Couer…

Há 10 anos Gustavo Kuerten era o número um do mundo. Havia começado a temporada no topo do ranking mundial depois de ter conquistado o título da Masters Cup, em Lisboa.

Chegava a Roland Garros como o cabeça-de-chave 1, detentor do título (campeão em 2000) e favorito a levanter pela terceira vez o “Trophee des Mousquetaires,” já tendo erguido no ano os trofeus dos ATPs de Buenos Aires e Acapulco, do Masters 1000 de Monte Carlo e ficado com o vice em Roma.

Derrotado na estreia do Masters 1000 de Hamburgo, aproveitou quase as duas semanas que separavam o campeonato alemão de Roland Garros para descansar e se preparar para o seu torneio favorito.

Já Corretja vinha de uma temporada sem grandes resultados. Havia alcançado as quartas-de-final em Barcelona e no Masters 1000 de Roma (perdeu para Guga) e com uma derrota na segunda rodada em Hamburgo, optou por jogar a World Team Cup, em Dusseldorf, onde marcou três vitórias.

Roland Garros começou e todos os olhos estavam voltados para o brasileiro e para o duelo de estreia contra Guillermo Coria. Muito se falou deste jogo, do jovem argentino que poderia complicar a vida do bicampeão. Mas, Guga não encontrou dificuldades para vencê-lo, por 6/1 7/5 6/4.

Na segunda rodada, vitória tranquila sobre outro argentino Agustin Calleri por triplo 6/4.

Veio a terceira rodada e o jogo contra o marroquino Karim Alami complicou um pouco, mas Guga se superou e estava nas oitavas-de-final do Grand Slam francês novamente.

Enfrentaria o desconhecido americano Michael Russell, vindo do qualifying e num dia sem muito sol e com muito vento em Paris, parecia que o caso de amor entre Guga e Roland Garros estava se acabando. Russell chegou a ter match point no terceiro set para eliminar o brasileiro, mas num ponto longo e com uma bola na linha Guga se salvou e começou a mudar a história do jogo e estreitar ainda mais a sua relação com o público francês.

Empurrado pela torcida e em busca do seu melhor tênis no meio da partida, Guga venceu o americano em um emocionante jogo de cinco sets e ao término da partida, em agradecimento ao público, desenhou um coração na quadra Philippe Chatrier.

Em seguida vieram as vitórias sobre Yevgeny Kafelnikov e Juan Carlos Ferrero, bem mais tranquilas do que em anos anteriores e lá estava o brasileiro em mais uma final de Roland Garros, contra um adversário não tão esperado quando o torneio começou. Outros favoritos como Safin e Agassi haviam sido eliminados em rodadas anteriores.

Corretja chegava na final só com um jogo complicado em Roland Garros naquele ano, o da estreia contra Mariano Zabaleta, em cinco set. Depois, passou por Knippschild, Larsson, Santoro, Federer e Grosjean sem perder um set.

Começava a final e o vento dominava a quadra central. Corretja jogava o seu melhor tênis e levava o primeiro set por 7/6(3) e continuava jogando melhor no segundo. Até que Guga conseguiu quebrá-lo no 5×5 do segundo set, vencer o a segunda parcial e passar a tomar controle do jogo.

Quando começou o terceiro set, o brasileiro já dominava o jogo e no quarto set passou os seis games com já curtindo a vitória. “Mesmo quando eu tentava errar uma bola ela entrava,” lembrou Guga, de tão bem que estava jogando no último set de Roland Garros. “Foi o meu ano mais emocionante em Paris, por causa daquele jogo com o Russell e foi o ano em que eu mais curti a vitória.”

 

Ao término do jogo, Guga desenhou novamente o coração para demonstrar todo o seu amor por Roland Garros, deitou dentro dele e na hora da premiação ainda vestiu uma camiseta desenhada por ele na noite anterior com os dizeres: “Eu amo Roland Garros.”

 

 

 

 

 

Enhanced by Zemanta

2 Comments

Filed under Uncategorized

Sem querer “chover no molhado,” mas US Open é vítima do “climate change”

Quem falava nesse assunto quando o Arthur Ashe Stadium começou a ser construído?

Não estou em NY mas estou acompanhando tudo sobre o US Open, na televisão, no application do torneio no Iphone, na internet, lendo jornais e sites, entre outros.  Confesso que deu um certo alívio ter cancelado a viagem quando vi toda a confusão armada pelo Hurricane Irene. Não que eu não quisesse estar em New York agora, mas teria sido uma confusão completa, porque era para eu ter chegado naquele primeiro fim de semana.

Agora, vendo dois dias seguidos de chuva na Big Apple, fico imaginando aquela sala de imprensa lotada de jornalistas sem ter muito o que fazer, procurando o que escrever, sem poder voltar para Manhattan, ou deixar de ir para o torneio, caso alguma coisa aconteça. Fica um clima de tensão no ar. Todos querem falar com o Diretor do Torneio, dependem de uma previsão do tempo, que funciona muito melhor lá do que aqui, os jogadores ficam irritados, todos agrupados no “player’s lounge,”, que mesmo crescendo ou sendo melhorado a cada ano, parece não dar conta de tanta gente.

Enfim, dias completos de chuvas em qualquer cidade já são complicados, em um torneio que tem data para começar e terminar ficam ainda mais, especialmente quando ainda estão sendo jogadas oitavas-de-final de simples no masculino, as mulheres estão nas quartas, tem torneio de duplas e duplas mistas em andamento, o juvenil, cadeira de rodas e muito mais.

A grande discussão em pauta no momento é porque o US Open, quando construiu o maior estádio de tênis do mundo, com capacidade para 23 mil pessoas, não programou um teto retrátil, como o Australian Open e Wimbledon já tem e como Roland Garros está programando nos seus planos de expansão.

Pensando nisso tudo, lembrei do ano da abertura do Arthur Ashe Stadium. Era 1997 e eu estava em Nova York. Guga havia ganhado Roland Garros poucos meses atrás e tinha sido o primeiro tenista a bater bola no gigantesco estádio. Uma cerimônia emocionante reuniu ex-campeões na primeira segunda-feira do torneio.

Há 14 anos o mundo era diferente. Quem falava em “Climate Change?”.

Quem imaginaria que o clima fosse mudar tanto?

Fui procurar dados de precipitação e temperaturas e para se ter uma ideia o National Climatic Data Center, oficial do Governo Americano, só tem dados disponíveis para consulta sobre temperaturas a partir de 1998 e fazendo uma rápida análise deu para ver que a média de chuva anual em Nova York foi aumentando praticamente todos os anos.

Claro que já havia órgãos preocupados com o clima antes disso, mas ninguém dava atenção.

O filme do ex-vice presidente dos Estados Unidos, Al Gore, “An Incovenient Truth,” curiosamente dirigido por Lucy Walker, a mesma do “Lixo Extraordinário,” que gerou a criação da “Rede Extraordinária,” foi lançado apenas em 2006. Para mim o filme é um divisor de águas na maneira como as pessoas comuns entendem o tal “Climate Change.”

Com mania de grandeza, os americanos nem titubearam em fazer um estádio gigantesco em vez de pensar em algo coberto.

Não chovia tanto em Nova York, naquela época.

O torneio começou a ter grandes problemas há três anos, quando teve que fazer a final na segunda-feira, o que se repetiu em 2009 e em 2010.

É provável que aconteça de novo em 2011.

É o US Open sendo vítima das mudanças climáticas que vem afetando o planeta.

Parece “chover no molhado,” mas é um fato. Ninguém imaginava, lá em 1997 – ou melhor, alguns anos antes, quando começaram a projetar o Arthur Ashe Stadium, que o mundo passaria por tantas mudanças climáticas, em tão pouco tempo, capazes de alterar o nosso cotidiano.

Enhanced by Zemanta

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

Bernardes, a trajetória e a história da arbitragem no Brasil que abriu caminho para chegar à a final de Wimbledon.

Todo jogador de tênis tem um sonho,o de um dia disputar a final de um Grand Slam. A maioria deles sonha em estar na decisão de Wimbledon.

Foi o que Novak Djokovic afirmou ao derrotar Tsonga, chegar ao posto de número um do mundo e perceber que estava na final do mais tradicional torneio de tênis do mundo. “Wimbledon é o primeiro torneio que assisti na televisão quando era criança. Sempre sonhei em estar na final.”

Rafael Nadal, mesmo ganhando Roland Garros seis vezes, já cansou de falar que o torneio mais importante para ele é Wimbledon.

Neste domingo, quando Nadal e Djokovic estiverem jogando pelo trofeu, um brasileiro realizará seu sonho também. Carlos Bernardes estará comandando o embate entre o número um e o número dois no mundo.

Pela primeira vez na história um brasileiro sentará naquela cadeira, na final.

Será a terceira vez de Bernardes em uma final. Ele fez duas do US Open,  a entre Roddick e Federer e a entre Federer e Murray, mas nunca nenhuma na grama sagrada.

Fiquei emocionada quando recebi o email do próprio Bernardes, na sexta à noite, dizendo que tinha sido escolhido para fazer a final.

Alguns dias atrás havíamos nos encontrado pelos corredores do All England Lawn Tennis & Crocquet Club e por Bernardes ser colunista da Tennis View, há algum tempo, desenvolvemos uma relação mais próxima e de muito respeito profissional.

A cada edição ele pega o tempo livre, o pouco que tem, para escrever para os fãs de tênis do Brasil sobre regras, novidades no circuito e se dispõe a tirar dúvidas de todo mundo.

Esse post de hoje é uma homenagem ao Bernardes, que faz com que o Brasil esteja representado na final de um Grand Slam e a todos os árbitros brasileiros, principalmente aqueles que começaram com a formação da arbitragem no Brasil, anos e anos atrás.

Reproduzo aqui uma matéria muito especial que os jornalistas da Tennis View, Fabiana Oliveira e Leonardo Stavale, fizeram na edição 80, relatando como a história da arbitragem começou no País e explicando, de certa maneira, de onde veio e como Carlos Bernardes chegou lá (alguns dados estão desatualizados, mas a base da materia está superatual).

PS – reparem no Bernardes novinho na página 2

Enhanced by Zemanta

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

A maior biblioteca de tênis do mundo, Tennis View e um breve encontro com a Serena

Acordei cedo hoje para ir até a Oxford Street, procurar uma livraria. Foi uma manhã quase perdida. O metrô parecia estar na operação tarturaga – parando entre as estações, lotado e entre as baldeações demorando muito pra chegar. Os avisos sonoros diziam que era devido a uma reforma – e eu peguei algumas linhas diferentes -, depois a uma falha no sistema elétrico e por fim por causa da multidão indo para Wimbledon. Vai entender.

Que tem uma multidão hoje aqui tem. Ao sair do metrô na chegada em Wimbledon já tinha um cara no megafone dizendo que as pessoas que decidissem ir pra fila tentar um ingresso esperariam no mínimo sete horas.

Até que eu precisava de um ingresso para um amigo, mas desisti imediatamente. Achei melhor tentar com algum jogador conhecido.

Depois de conseguir chegar na sala de imprensa – demorei para andar do portão 5 –uma das entradas de Wimbledon de tanta gente que há circulando pelo torneio. Hoje estão completamente lotados, por isso a fila não está andando rápido.

Fui até a sala dos jogadores e também não tive sucesso. Eles reduziram as cotas dos tenistas também e eu deixei para muito em cima da hora. Mas, o bom foi que encontrei a Serena (Williams), com quem não conversava há um tempão. Acho que desde quando fui press officer do Masters da WTA em Doha.  Nssa relação vem desde os tempos do início da carreira do Guga no circuito em que ela tinha uma admiração especial por ele e pelo Brasil. Conversamos um pouco e ela estava interessadíssima no Rio de Janeiro e no meu projeto também com os catadores de materiais recicláveis que surgiu do meu trabalho com o filme Lixo Extraordinário (Waste Land).

Sem sucesso com os tickets – fazer o quê?


Assisti um pouco do jogo da Sharapova, o da Petkovic e o último set do Feliciano Lopez e do Roddick e fui até a Biblioteca de Wimbledon, a Kenneth Ritchie Wimbledon Library, adjacente ao Wimbledon Lawn Tennis Museum.

Fui direto procurar o Allan Little, o bibliotecário que levantou  e mantém organizada a maior biblioteca de tênis do mundo e com quem mantenho contato desde a minha primeira vinda a Wimbledon, em 1997.

Fazia tempo que não ia à biblioteca e não tinha visto a mesma reformada (2008).

Queria cumprimentar o Mr. Little e saber se as edições da Tennis View estavam atualizadas.

Era para ser uma visita breve, mas fui tão bem recebida pelo Mr. Little e suas assistentes e a biblioteca está tão bem organizada que acabei ficando lá um tempão.

Primeiro fui ver onde ficam arquivadas todas as edições da Tennis View, sem antes ele checar se tinha até o último número, e tinha.

Foi emocionante ver todos os números da Tennis View em forma de livro e as edições deste ano numa sessão especial, ao lado de revistas da Austrália, Bélgica, Czech Republic (as revistas são organizadas alfabeticamente por Países), etc..

Fiquei enlouquecida na parte dos livros. Especialmente no Brasil que tem uma publicação fraca de livros esportivos, a gente esquece que possa existir tanto material de tênis e olha que tinha livros de 1800..

Curiosa perguntei para o Mr. Little se ele sabia de quando datava a primeira revista de tênis. Ele respondeu na hora: 1883 – Pastime e mesmo com sua idade avançada, pegou uma escada, subiu os degraus e pegou a publicação para que eu conhecesse.


De quebra ele e o staff ainda me deram dois livros que ele publicou recentemente, o da Suzanne Lenglen – Tennis Idol of the Twenties e o Tennis and the Olympic Games.

Saí de lá motivadíssima, querendo levar uma mala de livros – mas só os que já acumulei até agora vão me dar trabalho – e orgulhosa de fazer parte da história do tênis, ah e prometendo ao Mr. Little continuar mandando a Tennis View para a maior biblioteca de tênis do mundo.

 

Enhanced by Zemanta

2 Comments

Filed under Uncategorized

Muito se falou de Djokovic, mas Federer rouba a cena de novo e decide com Nadal em Roland Garros

Faz umas três semanas, logo que a edição 113 da Tennis View ficou pronta com Rafael Nadal na capa venho escutando de amigos, colegas jornalistas, fãs de tênis que deveríamos ter colocado o Novak Djokovic na capa em vez do espanhol

Expliquei que o sérvio havia estampado a capa na edição de dezembro/janeiro, com a conquista da Davis e que o Nadal é o atual campeão de Roland Garros e joga pelo hexacampeonato para igualar Bjorn Borg. Por isso, mesmo com Djokovic tendo vencido os últimos torneios, optamos pelo Nadal na capa, sabendo sempre que num Grand Slam tudo é diferente e como bem disse Mats Wilander logo no início da quinzena em Paris, Federer tem 16 títulos de Grand Slam, Nadal tem 9 e Djokovic apenas 2.  Isso faz diferença.

Nadal perdeu apenas um jogo em sete participações no Grand Slam francês. Ganhou cinco títulos e apesar de ter começado o torneio um pouco longe do seu ideal de confiança, disputando cinco sets com John Isner na primeira rodada, está na sua sexta final em Paris. Derrotou Andy Murray por 64 75 64 e no domingo desafiará Federer em mais uma decisão de Grand Slam. Será o nono confronto entre eles em finais de Grand Slam e o quarto em Paris, com Nadal vencendo as três.

Nesta sexta, o espanhol completou 25 anos de idade e após a vitória sobre Murray disse que vai comemorar bastante, afinal não é todo dia que se está em uma final de Grand Slam, especialmente depois do jeito que o torneio começou para ele.

“:  I was saying each week is different.  Each day is different.  Each time I’m here to answer your questions, I’m telling you the truth.  That is what I feel.  Each time I’m in front of you, I’m telling you the truth.

To start with, in the tournament I was not playing that well.  I was saying at the time, I have to change the situation, I have to have a better attitude, otherwise I could walk back home is what I said.

But, fortunately, things have changed for me, and I was very present on the crucial points.  It was positive for me, and I’m going to celebrate, because reaching the finals of Roland Garros is not something easy.

Well, you know, this is something that people would dream of, reaching the finals.  Nobody’s ever certain that they can reach the finals.  Today this is a dream come reality to me.  I’m really happy to be playing the finals for one of the most important tournaments in the world on clay, so I have all the reasons to be satisfied.

As you know I’ve had to overcome very difficult situations in the past one‑and‑a‑half weeks.  I have reached the finals, that’s true, and I’m very happy.

I had to forget about this type of anxiety or the fears I had something like two weeks ago, and now I have gained more confidence.  Well, during the first rounds, the first round, the second round, I was not feeling that confident.

I thought I shouldn’t lose any of these matches; otherwise my ranking is going to be impacted.  But now I have more confidence.  I think I fought for all the important points.  I have no fears concerning my ranking any longer.

It’s not going to go down, so to me this is a splendid year.  This is what counts.  This is what I’ll take away with me, what I remember, a very good year.

I’m really very satisfied.  Maybe I have had a few incidents, but apart from this I’m really, really happy.  The rest does not really matter.  I remember the positive sides.”

Federer parecia tão feliz quanto Nadal por estar na final. Derrotou Djokovic por 76 63 36 76 e tentará o bicampeonato em Paris depois de passar quase desapercebido durante as duas semanas na capital francesa. “Com toda atenção em cima do Djokovic e do Rafa nunca tive um Roland Garros tão tranquilo,” chegou a afirmar o suíço.

Wilander já havia dito em sua coluna no Jornal L’Equipe que Federer está jogando o melhor tênis no saibro da sua vida.

O próprio suíço, em entrevista ao mesmo jornal francês, antes de Roland Garros começar disse que preparou seu jogo no saibro e treinou duro com sua equipe por semanas seguidas. É, ele teve que ir atrás da concorrência e subiu seu nível de jogo para fazer uma das apresentações mais belas da sua história em Paris, como ele mesmo afirmou após a vitória.

Is this the best match you have played in the year 2011?

ROGER FEDERER Yeah.  I would think so, yeah.  I hope it was, because I thought it was played at a very high level for a very long time.

I can only talk about myself, but I thought I did really well today.  It was a tough start, really, where I was able to break.  There was break backs, because that’s kind of how we play against each other.  It’s so intense and he’s such a good return player that I always know he’s got something in his racquet to really break me, as well.

I really wanted to make it as physical as possible, which I was able to make it happen.  I think the end of the first and beginning of the second set was key to, you know, the outcome almost in the fourth set.

So I was really happy the way I played.  I thought at the end it was also quite mental, you know, both of us know that whoever is going to win the set, either it’s over or we have to come back tomorrow, which makes it more tricky.

So for this reason obviously I’m somewhat relieved that I don’t have to come back tomorrow, even that would have been no problem.  I thought it was a great match from both sides, really.

I said it earlier, I wasn’t here to spoil the party.  I mean, just trying to put in a good match and trying to get to the French Open finals, which I’m now obviously happy I’m able to.

But almost feels somewhat like I’ve won the tournament, which is not the case, you know.  Silverware is still out there to be won, and I’m looking forward to the match with Rafa, which I guess is my true rival for the last ‑‑ all those years, you know, since he became world No. 1.”

Se serve de consolo para Djokovic, que jogava para alcançar o posto de número um do mundo e quebrar o recorde de vitórias seguidas, Federer tinha o que dizer para ele: .  I told him at the net as well.  I said I think his record speaks for itself, how great he’s played already this season, and it’s not even over yet.  He can still achieve so much more this year.

And, yeah, I thought we played some great tennis.  The way the crowd got into it, as well, towards the end of the match, I mean, the way they back me here in Paris is just an amazing feeling.  So obviously I know I’m very privileged to live this in my career.

 

Alguns números da final:

 

ATP rankings update

 

Rafael Nadal can retain his world No. 1 ranking if he wins the title here. If Nadal fails to win the title, Novak Djokovic will overtake him as No. 1 when the ATP World Tour Rankings are released on Monday 6 June.

 

Tracking the rivalry…

 

Today marks the 19th Federer v Nadal tournament final, moving them into 2nd place for the most meetings in a final in the Open Era. Nadal has a 45-17 win-loss record in finals, Federer 67-29.

 

Nadal and Federer go head-to-head for the 8th time in a Grand Slam final, extending their record for the most meetings between 2 players in a Grand Slam final.

Grand Slam Final match-ups (all-time)

  Number Tournaments
Roger Federer v Rafael Nadal 8 Roland Garros 2006-08 and 2011, Wimbledon 2006-08,
Australian Open 2009
Bill Tilden v William Johnston 6 US Champs 1919-20, 1922-25
Jean Borotra v Rene Lacoste 5 Wimbledon 1924-25, Roland Garros 1925, 1929, US Champs 1926
Rod Laver v Roy Emerson 5 Australian Champs 1961-62, Roland Garros 1962, US Champs 1961-62
Roy Emerson v Fred Stolle 5 Australian Champs 1964-65, Wimbledon 1964-65, US Champs 1964
Ivan Lendl v Mats Wilander 5 Australian Open 1983, Roland Garros 1985, 1987, US Open 1987-88
Andre Agassi v Pete Sampras 5 Australian Open 1995, Wimbledon 1999, US Open 1990, 1995, 2002

 

2011 leaders

 

Nadal has the most wins in the men’s game this year, having overtaken Novak Djokovic at the top of the leader board after his semifinal victory here. Federer is in 3rd place after ending Djokovic’s 41-match winning streak in 2011.

 

Most wins in 2011

Rafael Nadal 42-6

Novak Djokovic 41-1

Roger Federer 34-7

Robin Soderling 32-8

Nicolas Almagro 31-10

David Ferrer 31-10

 

 

Nadal going for 6

 

Nadal is bidding to become just the second man in history to win 6 titles here, after Bjorn Borg who won 6 times between 1974 and 1981. Borg won his 6th title on his 8th appearance at Roland Garros, while Nadal is hoping to win his 6th title on his 7th appearance here.

 

Roland Garros title leaders

Bjorn Borg 6 (1974-75, 1978-81)

Rafael Nadal 5 (2005-08, 2010)

Henri Cochet 4 (1926, 1928, 1930, 1932)

 

Head-to-head: Nadal leads 16-8

2004            AMS Miami                        Hard (O)            R32            Nadal                        63 63

2005            AMS Miami                        Hard (O)            FR            Federer                        26 67(4) 76(5) 63 61

2005             Roland Garros                        Clay (O)            SF            Nadal                        63 46 64 63

2006             Dubai                                    Hard (O)            FR            Nadal                        26 64 64

2006            AMS Monte Carlo            Clay(O)                        FR            Nadal                        62 67(2) 63 76(5)

2006            AMS Rome                        Clay (O)            FR            Nadal                        67(0) 76(5) 64 26 76(5)

2006            Roland Garros                        Clay (O)            FR            Nadal                         16 61 64 76(4)

2006            Wimbledon                        Grass (O)            FR            Federer            60 76(5) 67(2) 63

2006            Tennis Masters Cup            Hard (I)                        SF            Federer                        64 75

2007            AMS Monte Carlo            Clay (O)            FR            Nadal                        64 64

2007            AMS Hamburg                        Clay (O)            FR            Federer                        26 62 60

2007            Roland Garros                        Clay (O)            FR            Nadal                        63 46 63 64

2007             Wimbledon                        Grass (O)            FR            Federer            76(7) 46 76(3) 26 62

2007             Tennis Masters Cup            Hard (I)                        SF            Federer                        64 61

2008            AMS Monte Carlo            Clay (O)            FR            Nadal                        75 75

2008            AMS Hamburg                        Clay(O)                        FR            Nadal                        75 67(3) 63

2008            Roland Garros                        Clay (O)            FR            Nadal                        61 63 60

2008            Wimbledon                        Grass (O)            FR            Nadal                        64 64 67(5) 67(8) 97

2009            Australian Open            Hard (O)            FR            Nadal                        75 36 76(3) 36 62

2009            Madrid-1000                        Clay (O)            FR            Federer                        64 64

2010            Madrid-1000                        Clay (O)            FR            Nadal                        64 76(5)

2010            ATP World Tour Finals            Hard (I)                        FR            Federer                        63 36 61

2011            Miami-1000                        Hard (O)            SF            Nadal                        63 62

2011            Madrid-1000                        Clay (O)            SF            Nadal                        57 61 63

 

This is the pair’s first meeting at a Grand Slam since the 2009 Australian Open final. The last time they met at Roland Garros was in 2008 when Nadal was responsible for Federer’s worst ever defeat in terms of games won in the most one-sided Roland Garros final since 1977. Federer also lost a set 60 for the 1st time since 1999. Federer has taken 3 sets off the Spaniard in 4 previous meetings here.

 

Nadal is one of just 2 active players who have had more than one career meeting with Federer to hold a winning head-to-head, the other is Andy Murray (8-6).

NADAL v FEDERER

 

25^            Age 29

6’1”/1.85m            Height 6’1”/1.85m

1            ATP Ranking 3

40,052,402            Career Earnings (US$)* 62,497,310

2,656,239            2011 Earnings (US$)* 1,436,951

45            Career Titles 67

2            2011 Titles 1

130-18            Career Grand Slam Record 219-31

9 Grand Slam titles            Best Grand Slam Result 16 Grand Slam titles

44-1            Roland Garros Record 49-11

514-107            Career Record 777-181

226-18            Career Record – Clay 163-49

42-6            2011 Record 34-7

23-2            2011 Record – Clay 12-3

15-3            Career Five-Set Record 18-14

3            Comebacks from 0-2 Down 6

124-80            Career Tiebreak Record 299-152

5-4            2011 Tiebreak Record 13-4

*Earnings as at 23 May 2011

^Nadal turned 25 on 3 June 2011

 

 

 

 

 

 

Fotos de Cynthia Lum

 

Enhanced by Zemanta

1 Comment

Filed under Uncategorized

Quem diria… Bartoli é a França na semifinal de Roland Garros

 

Dois dias antes de Roland Garros começar a participação de Marion Bartoli chegou a ser colocada em dúvida, quando ele desistiu da final do WTA de Estrasburgo, com uma lesão na coxa esquerda, no meio do jogo contra Petkovic.

Ela resolveu jogar em Paris e arriscar e agora, com apenas dois jogos para alguém chegar ao título do Grand Slam, ela é a única francesa na competição entre homens e mulheres.

 

Com a atenção voltada para os homens, para os problemas de Aravane Rezai, Virginie Razzano entre outros e talvez pelo fato de estar lesionada, Bartoli conseguiu entrar para jogar o “seu Grand Slam,” sem se pressionar e parece que deu certo.

Nesta terça derrotou a campeã de 2009 Svetlana Kuznetsova por 7/6 6/4 para alcançar a semifinal em Paris pela primeira vez na carreira e se tornar a primeira francesa desde 2005 com Mary Pierce a chegar tão longe na competição.

A comemoração em quadra foi tanta que ela teve que se explicar depois. “Nem quando cheguei à final de Wimbledon em 2007 senti tanta emoção assim. Foram muitos sentimentos ao mesmo tempo. A torcida, todo mundo gritando meu nome, aplaudindo e quando ela errou aquela direita percebi que estava na semi do meu Grand Slam. Finalmente.”

E se Monfils não teve chances diante de Federer, perdendo por 3 sets a 0, foi Bartoli quem saiu com o dia de glória em Paris.

Aos 27 anos, a francesa treinada pelo pai, o médico Walter Bartoli, muitas vezes criticada pela sua postura, pelos métodos de treinamento do pai, enfim conquistou o público francês.

Leia alguns trechos da entrevista coletiva dela que enfrenta por uma vaga na final a atual campeã, Francesca Schiavone. A outra semi é entre Maria Sharapova e Andrea Petkovic:

 

Q.  You looked so excited.  The point before you won, it seemed like you were going to have a heart attack.  Can you just describe…

MARION BARTOLI:  You know what?  My heartbeat is extremely low, so for me to have a heart attack it really takes a lot.

But, you know, I think I was ‑‑ as I said after the match, even if I played the final of Wimbledon, I never felt that excited after a match, to be honest.  It was just so many feelings the same time.  The crowd.  The wave.  They were telling my name.  They were supporting me.

And when she missed that forehand, then I was just like, My God, I’m in the semifinal of my home Grand Slam.  Finally I can play well here.  (Laughter.)

It was a big relief.

 

Q.  It seems like just watching you over the years that at any tournament you’ve never been this happy, so excited, so involved in your tennis, so involved with the crowd.  Yeah?  Is that true?

MARION BARTOLI:  Yeah, I think it was definitely the key.  The past years I really felt the pressure here.  I’ve been in a bad way.  I was really going to the court without any confidence, to be honest.

I was feeling ‑‑ I was not feeling well on the court.  I was not feeling well outside the court.  I was scared about what the press would say when I’m gonna lose the match or whatever.

I really thought that this year I should try to take some pleasure, even though it’s difficult, because, of course, we are French and we want to do well.  I really tell myself, If you use that crowd, if you use that to put some pressure on the other one, maybe you can do well.

Even if the first three matches were extremely tough, I won them in three sets ‑ and some very tight contests.  I really felt like I was growing in confidence.  Really today it shows, because the match were extremely tight.

I don’t know how many points we finished, but I think it was not a big difference.

 

Q.  Over the years, there have been people who have said, Oh, Marion should not work with this person; Marion should not play this way; she will never make it if she does this, if she does that.  What does it mean for you to have this achievement and to make it to the semis in your national tournament?

MARION BARTOLI:  Do you mean before 2007 or after 2007?  Because do you really think like I shouldn’t practice with my dad when I made the final of Wimbledon or something?

 

Q.  That’s not what I’m saying.

MARION BARTOLI:  Okay.  What are you saying?

 

Q.  I’m saying you have had people very critical of how you’ve approached playing tennis and who you’ve trained with and so forth.  Does it give you…

MARION BARTOLI:  Honestly, if you start to take your decisions based off what the other one think about yourself, that’s not the way I’m thinking.  I mean, if you listen to everyone, you never take a decision.

Because obviously you’re gonna have hundred different opinions, and hundred people are going to say to you you should do this, should do this, this way, that way.  They’re not the one who are waking up every morning and walking out on the court.

So I’m just doing what I think is the best for me.  So far you can’t tell me that I haven’t achieved anything.

 

Q.  You have this strange routine between points, like swinging the racquet before returning, and also jumping around before serving.  Can you explain to us this routine?  What’s the reason for it?

MARION BARTOLI:  Well, the main reason for me, it’s really to stay focused on what I have to do.  It’s really important for me to relieve the pressure of only the score or the scoreboard or my opponent and really focus on myself and what I need to do.

Obviously because clay, it’s not my best surface, I really need to stay proactive between each point.  Maybe not be the same on hard court or grass court, because obviously I’m feeling a lot better on these kind of surface.

But here, especially in the French Open, it’s very important for me to stay focused on what I have to do and not thinking too much about the outside.

 

Q.  I don’t know if you like statistics or the history of tennis, but you’re only the fourth French female player to have reached the semifinals here at Roland Garros.  Do you feel something special, an achievement?

MARION BARTOLI:  Well, a lot of pride, of course.  I’m proud because I’m one of the four best female players.  But Mary reached the finals here and she won here.  I would like to play the finals, too.

But, you know, I started at Retournec, at the tennis club with 300 tennis players, and now I’m reaching the highest level in France.  So this is an achievement, yes.

 

Q.  What can you say about the people who support you, your family, the people who are close to you?  I have the impression that you really live ‑‑ you’ve talked about your dad on the court.  What can you tell us about them, how you and they have lived through these two weeks?

MARION BARTOLI:  Well, it’s immense happiness and great satisfaction, too, because we have put in a lot of work with my father on the courts, because he practices me, and this is fruitful.

But this is something we do jointly.  I’ll share my feelings with him, what I feel on the court.  We try and improve together.

It’s not like he’s going to give me orders, do this, that, and this, full stop.  No, it’s an exchange of ideas between him and me.

And then I have my family, as well:  my brother, my uncle, my mother, my grandparents.  We can share these moments of happiness.  You know, when you win these matches, it’s immense joy.  It’s incredible to be able to share this with your family, because they know how much it counts for me.

 

Q.  Marion, what about betting on yourself before the tournament?

MARION BARTOLI:  I’m not a gambler myself.  But, you know, when I played the finals at Wimbledon, the odds were 1000 against me.  So if someone had invested one pound, he would have won 1000.  Not bad, I think.

I don’t know about my rating at the beginning of the tournament this year, but it was probably the same:  1 to 1000.  I don’t know about my odds.  I can’t say anything about betting on myself.

Frankly, I think I would have hoped to do this, but this was pure hope, more than conviction.

 

PS – foto do Monfils de Cynthia Lum

 

Enhanced by Zemanta

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

La Monf – “Vou dar a minha vida em Roland Garros”

 

Os franceses estão vibrando com ele até agora. Gael Monfils, ou La Monf como é chamado na França, está nas quartas-de-final de Roland Garros pela terceira vez na carreira (foi semifinalista em 2008 e chegou às quartas em 2009), depois de vencer um jogo de cinco sets (6/2 2/6 7/5 1/6 8/6)

que havia sido interrompido no meio contra o espanhol David Ferrer.

Monfils incendiou o torneio, fez o público sentir aquela emoção em Roland Garros porque eles entendem que é neste torneio, ou quando joga em casa (ele foi duas vezes vice-campeão do Masters 1000 em Paris Bercy) que ele consegue dar o seu melhor, se entregar mais.

Depois do jogo de dois dias e com encontro marcado para enfrentar Roger Federer nas quartas-de-final, nesta terça ,Monfils resumiu a resposta sobre o seu cansaço desta maneira: “Claro que estou um pouco cansado. Mas é sempre assim, só que a partir do momento que a gente chega a Roland Garros que é um lugar mítico, cansado ou não, machucado ou não, não medimos mais os limites. Vou dar a minha vida.”

Os especialistas do circuito analisam que Monfils está um pouco mais maduro e que ele só não faz parte do grupo de Nadal, Federer e Djokovic porque ainda dispensa energia de mais perdendo sets que não deveria perder e ficando horas a mais na quadra desnecessariamente. Outros acreditam que o tempo já passou pra ele.

Mas o fato é que ele é um jogador que traz aquelas boas vibrações para o circuito, que se entrega na quadra, que deixa transparecer tudo o que está sentindo quando entra para jogar, especialmente em Roland Garros. E é isso que os fãs querem ver.

Ia ficar aqui escrevendo horas sobre ele, mas vale muito mais ler o que a nossa fotógrafa Cynthia Lum colocou no blog dela de hoje sobre La Monf!

 

Gael Monfils (MON Feeze) is without question high on my favorite players list, and also on the who I’d most like to have drinks with.  The athletic Frenchman is one of the most fun and entertaining players to ever grace a tennis court.  And talk about great photos .. no chance of getting bored at a Monfils match. Running, sliding, leaping, joyous, sad, this Frenchy’s matchs have it all.. and what about those arms?

http://bit.ly/lL4pr5

 

PS – O head to head de Federer – 3º na ATP e Monfils – 9º – é de 5 a 1 pro Federer. O ultimo confronto quem venceu foi o francês, no fim do ano passado em Bercy. Essa é a terceira vez que eles se enfrentam no French Open. Até agora Federer passou apenas 06h39min em quadra enquanto que Monfils já gastou 11h02 min no saibro de Roland Garros neste ano.

Enhanced by Zemanta

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

Um sul-americano estará nas 4ªs em Roland Garros: Falla ou Chela.

A segunda semana de Roland Garros começou hoje com a disputa das oitavas-de-final do torneio. Consegui ver os últimos sets do jogo entre o Fognini e o Montañes. Como é bom assistir um jogo emocionante, mesmo que à distância, na Suzanne Lenglen.


Nesta segunda serão definidos os outros quadrifinalistas do Grand Slam e entre os jogos haverá um entre sul-americanos: Alejandro Falla, da Colômbia e Juan Chela, da Argentina. Não pude acompanhar muitos jogos de sábado em que ele estavam envolvidos por estar no Forum Nacional de Esportes, em São Paulo, com esportistas como Raí, Cesar Cielo, Magic Paula, Lars Grael, Gustavo Borges, Xuxa, o Ministro dos Esportes Orlando Silva, empresários como Paulo Nigro, da Tetra Pak, Jorge Gerdau, Marcelo Lyra, da Braskem, Henrique Meirelles, Furlán, entre muitos outros, discutindo o esporte, o desenvolvimento, legado, educação, em altíssimo nível e confesso que quando fui analisar a chave me surpreendi ao ver que os únicos dois sul-americanos entre os 16 melhores de Roland Garros são o Falla e o Chela.

Nada contra eles, aliás parabéns aos dois. É admirável que um deles chegará às quartas-de-final em Paris.  Falla aos 27 anos e Chela, aos 31.

O fato que surpreende é que eles sejam os únicos sul-americanos a estarem nas oitavas em Roland Garros e que eles não são novos.

Chela já esteve nesta posição em 2004 no Grand Slam francês e é um exemplo de perseverance. Ficou afastado do circuito um bom tempo se recuperando de lesões, de hérnia, voltou ao tour disputando torneios Challengers – inclusive esteve no Brasil na MasterCard Tennis Cup, em Campos do Jordão e está novamente entre os melhores. É o 34º. Falla já chegou ao 58º posto em abril do ano passado. Hoje é o 120º na ATP.

Escrevi um post sobre o tênis colombiano há alguns meses que coloco aqui, falando do investimento da Colsanitas no esporte por lá – http://gabanyis.com/?p=1301

Falla, treinado pelo espanhol Marco Aurelio Gorriz que veio do qualifying, é o primeiro colombiano a alcançar as quartas-de-final em Roland Garros. Está fazendo história por lá. Antes de Falla o único colombiano a alcançar as oitavas-de-final de um Grand Slam foi Jairo Velasco, no US Open de 1976.

 

Enhanced by Zemanta

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

Espanhol preparador físico de Sharapova fala da exigência do físico em Roland Garros e da preparação física no tênis mundial

Já estou para escrever este post até mesmo antes de Roland Garros começar. Estava com ele na cabeça, mas às vezes vão acontecendo outras histórias e as iniciais acabam ficando para trás.

Cada Grand Slam tem a sua particularidade e uma de Roland Garros é o fato de ser o que exige mais preparo físico dos jogadores. É no saibro, os pontos são mais longos e haja fôlego e resistência dos tenistas.

Por isso, reproduzo aqui o meu bate-papo com o Juan Reque, o preparador físico espanhol da Sharapova em que ele fala da transformação da preparação física no tênis nos últimos anos e da importância atual dela no circuito.

Ontem, depois do jogo em que Sharapova chegou a estar perto de um adeus precoce a Paris diante da francesa Caroline Garcia, falei com Juan e ele confirmou que se em Roland Garros você não estiver com o físico bem preparado, bem mais do que nos outros Grand Slams, vai sofrer para avançar ou não vai aguentar.

Veja os principais trechos da conversa com o madrilenho Reque, publicada na edição 113 da Tennis View sobre preparação física no circuito profissional e as dicas que ele dá para quem está começando.

 

 

Preparador físico de Sharapova avalia a evolução física no tênis profissional e avisa: “a preparação tem que começar antes do profissionalismo.”

 

Juan Reque trabalhou cinco anos na ATP antes de se mudar para os EUA para cuidar exclusivamente da russa

 

Já estamos cansados de ouvir e de comprovar que sem o físico no circuito profissional, tanto no masculino, quanto no feminino, não há como chegar longe e vencer barreiras entre os tops. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, até pouco tempo atrás o físico não tinha tanto espaço no dia-a-dia dos tenistas. Claro que havia a preparação, mas não da maneira como é feita atualmente.

Quem conta como tudo começou é o espanhol Juan Reque, 38 anos, fisioterapeuta e preparador físico de Maria Sharapova que trabalhou por cinco temporadas na ATP, como fisioterapeuta do circuito, atendeu entre muitos tops, Rafael Nadal em sua clínica a NovoReq na Espanha, antes de se mudar de Madri para  Los Angeles para cuidar exclusivamente do físico da russa radicada nos Estados Unidos.

 

Tennis View – Como você avalia a evolução física no tênis profissional?

Juan Reque – A primeira coisa que temos que notar é que há dez, quinze anos quase não havia jogadores viajando com preparadores físicos e fisioterapeutas no circuito. Pete Sampras foi um dos primeiros a viajar com um todo o tempo e foi o Alex Stober, que trabalhou na ATP e depois até trabalhou com o Guga. O Alex foi um precursor assim como o Walt Landers – falecido em 2004 – que viajou com o Yevgeny Kafelnikov, Marat Safin, Lleyton Hewitt e por um período até com o Andre Agassi e o próprio Sampras.

 

TV – Então os tenistas não se dedicavam tanto ao físico quanto hoje?

JR – Eles faziam o básico da preparação física que é o aquecimento e depois o que chamamos de cool down pós jogo ou treinos. Somente quando havia uma lesão os tenistas davam atenção de fato ao físico e iam tratar do que já estava ruim, quando já era tarde.

 

TV – E quando começou a haver essa mudança?

JR – Pouco a pouco, muito devido a exemplo de outros tenistas que deixaram as quadras cedo por causa de lesões, eles perceberam que talvez fosse melhor prevenir, do que chegar ao momento em que não possam fazer mais nada e tenham que parar de jogar antes da hora, como foi o caso do Guga e do Magnus Norman.

 

TV – E você sentiu essa mudança na base ou só entre os mais tops?
JR – Hoje em dia os adolescentes de 14, 16 anos já estão trabalhando o físico nos programas das principais federações do mundo e assim quando estiverem jogando profissionalmente já terão um conhecimento melhor do corpo, percebendo sinais importantes que ele sempre dá.

 

TV – Sabemos que você não pode contar detalhes do seu trabalho com a Sharapova, mas qual é a principal função de um fisioterapeuta e/ou preparador físico que se dedica exclusivamente a um tenista?

JR – O principal objetivo acompanhando o jogador o tempo todo é fazer com que o corpo do atleta se mantenha sempre em boas condições. O corpo tem que estar flexível, bem compensado e o atleta tem que poder se movimentar bem.

Além disso, uma das principais funções é estar atento, em cima o tempo todo para que não ocorra nenhuma lesão grave, apesar de nem sempre podermos evitar.

O trabalho compreende os músculos, as articulações, tendões, ligamentos, a parte cardio vascular e também do tempo de descanso, do treino, da alimentação. Enfim, é bem completo.

 

 

TV – O que você recomendaria aos tenistas que estão iniciando um trabalho mais sério como juvenis e entrando no profissionalismo?
JR – Acho que uma idade boa para começar a fazer preparação física mais a sério é aos 16 anos. Deve haver um aquecimento sempre, a preparação física em si, um bom trabalho de compensação e condicionamento físico. O que todos tem que ter em mente é que o físico, se não for bem trabalhado, pode um dia vir a te impedir de jogar e você tem que saber também que quando chegar ao profissionalismo não basta ter físico para jogar bem uma partida e sim um campeonato inteiro, uma temporada e para aguentar Grand Slams.

É recomendável, desde o início que haja um entendimento da equipe de preparação física com a equipe técnica, seja em clubes, academias ou quando for particular. Os treinos de tênis e preparação física tem que ser adaptados a cada jogador e aos objetivos traçados.

 

 

 

 

 

Enhanced by Zemanta

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

Nadal, Isner e Tião Santos: coragem de enfrentar, em Paris e no Jardim Gramacho

 

Se na segunda-feira já estava com a sensação que Roland Garros havia de fato começado, com jogos relevantes e emocionantes, então hoje, o Grand Slam pegou fogo.

Não pude assistir o jogo inteiro do Nadal e do Isner e até agora, com o sol já nascendo em Paris na quarta-feira, não tive tempo de ler as entrevistas coletivas de ambos os jogadores, as matérias que escreveram por aí, enfim, fazer o trabalho normal de um jornalista.

Assisti os dois primeiros sets e tive que sair para um evento com o Tião Santos, na Coca-Cola. É a semana do otimismo e o Tião foi palestrar para uma seleta plateia sobre reciclagem, ao lado de Marcos Simões, vice-presidente de comunicações e sustentabilidade da Coca-cola e do economista Sergio Besseman.

Saí de casa de olho no live scores e no twitter para acompanhar o desenrolar do jogo. Lembro que quando vi o sorteio da chave e me deparei com Nadal x Isner na primeira rodada, logo pensei que poderia ser um jogo perigosíssimo pro número um do mundo.

O Larri sempre me dizia: você consegue ganhar desses caras, dos tops, numa primeira, segunda rodada, mas não quando o torneio já está no meio ou chegando mais pro fim. Aí fica bem mais difícil. Primeira rodada é sempre complicada, ainda mais em Grand Slam. Isso ficou na minha cabeça…

Escutava o debate, com um olho para o palco e o outro na tela do telefone.

Quando o Isner ganhou o terceiro set, comecei a ler os twits dos colegas jornalistas de Roland Garros e mesmo muito distante pude sentir toda a agitação que estava se passando na sala de imprensa, na tribuna dos jornalistas na quadra Philippe Chatrier, nos bastidores do circuito.

Já começavam a perguntar: será que teremos agora um novo número um do mundo? Se Nadal perder, Djokovic vira o primeiro do ranking.

O que vai ser mais marcante na carreira de Isner, ganhar do Nadal em Roland Garros ou o recorde do jogo mais longo da história?

É a primeira vez que Nadal joga uma partida de cinco sets em Roland Garros..

Ao mesmo tempo que lia os twits ouvia o que os palestrantes falavam e de repente surgiam frases do tipo: “Reciclar no Brasil, fazer parte do movimento dos catadores é ter coragem de enfrentar.” Isso porque no Brasil, 90% da reciclagem é feita pelos cataores e apenas 1% do lixo do País é reciclado. Ouvia isso e pensava, o Isner entrou em quadra hoje com coragem de enfrentar o Nadal e de arriscar.

Vivemos hoje tempos interessantes e tempos interessantes são trabalhosos. Que tempos interessantes vivemos no tênis mundial de hoje em dia.

E aí, quando a palestra estava acabando, surge outra frase importante ligada aos materiais recicláveis. “A maior das liberdades é você se libertar do medo.”

Isner se libertou do medo de enfrentar Nadal em Roland Garros, teve liberdade para jogar todo o tênis que sabe. Os catadores tem liberdade e não tem medo de ninguém. Vão atrás do que querem, do sonho de um dia após o outro ter uma vida melhor e com isso transformam o país.

Ouvia as frases, pensava no jogo, lia os twits e por um momento fiquei até preocupada, mas depois, quando Nadal quebrou o saque do americano no quarto set, deu a sensação de que não perderia mais o jogo.

Saí do evento em Botafogo, no Rio e a partida não havia acabado. Fui para Jardim Gramacho, para outra ação com o Tião. Entregar cestas básicas que ele ganhou ao participar de um evento do Pão de Açúcar, para 100 famílias que tem integrantes sofrendo de tuberculose.

Encontramos o pessoal do Pão de Açúcar logo na entrada da ACAMJG (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis) e fomos com o Tião entregar algumas cestas bem na entrada da rampa do maior aterro sanitário do mundo a céu aberto. É um dos lugares mais chocantes que já estive na minha vida. Não pelo odor, sujeira, etc, mas sim por ver que pessoas que trabalham, que convivem conosco diariamente, vivem em condições como aquelas. Lá, olhando para os barracos eu não conseguia mais checar o telefone para saber do resultados do jogo. Parecia estar em outro mundo, bem mais distante do que os aproximadamente 5 mil km que separam a França do Brasil. Ou será que a realidade de Roland Garros é irreal?

Enfim, de volta ao centro do Rio de Janeiro, vi que Nadal havia vencido.

Como disse, por um certo momento temi pelo espanhol, mas no fim, foi um dia de emoções em Roland Garros, para incendiar o torneio logo no terceiro dia de disputas. Foi um dia de chamar a atenção das pessoas para o trabalho dos catadores e de mostrar que também como pequenas ações podemos fazer muitas coisas, mas que a principal delas, seja em Jardim Gramacho ou em Roland Garros é ter a coragem de enfrentar e se libertar do medo.

Ps – foto do Nadal é da Cynthia Lum – nossa fotógrafa que está em Roland Garros. Acompanhe também o blog dela direto de Paris: http://cynthiasinsiderblog.wordpress.com/

 

 

Enhanced by Zemanta

1 Comment

Filed under Uncategorized