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Canadense de 20 anos, nascido em Montenegro e comparado a Philippoussis é a surpresa do Australian Open

Comparado a Philippoussis, o canadense nascido em Montenegro, Milos Raonic, aos 20 anos, é a grande surpresa do Australian Open. Por enquanto.

Se o sábado foi de tristeza para os australianos, com a última esperança de sucesso no Grand Slam, Sam Stosur perdendo para Petra Kvitova, já que de Bernard Tomic, só esperavam mesmo por um milagre para que ele derrotasse Rafael Nadal, no Canadá e em Montenegro, o fim de semana é de festa.

Milos Raonic, de 20 anos, 1,96m, derrotou o cabeça-de-chave 10, Mikhail Youzhny, por 6/4 7/5 5/6 6/4 e está nas oitavas-de-final do Grand Slam, depois de ter vindo do qualifying.

Com um saque impressionante como uma de suas principais armas – deu 31 aces em Youzhny -, alto e moreno, já vem sendo comparado pela mídia australiana a Mark Philippoussis. “Era um dos caras que eu mais gostava de ver jogar quando era criança,” confessou o canadense.

Canadense, mas nem tanto. Nascido em Montenegro, Raonic se mudou para o Canadá com a família, em 1994 e apesar de se considerar canadense, mantém fortes laços com o país europeu. O tio é vice-presidente da nação e os dois irmãos residem por lá. “Vou constantamente para visitar.”

Mas, é pelo Canadá que ele joga e não pretende mudar de nacionalidade. Todo o seu tênis foi desenvolvido na América do Norte, mais especificamente em Toronto, onde treinou nos últimos três anos, com a equipe da federação canadense.

Há três meses se mudou para Barcelona, para treinar com um ex-companheiro de Guga, Galo Blanco, contratado pela Tennis Canada, ou seja, mesmo morando na Espanha, quem financia a carreira do jovem Raonic é a federação canadense. “Inclusive a minha programação de torneios e viagens é discutida com o pessoal da Tennis Canada,” explica o jovem com cara de criança ainda, próximo de entrar no top 100.

Atualmente colocado no 152º posto na ATP, deve garantir um lugar entre os top 100, independente do resultado da próxima rodada contra o espanhol David Ferrer.

A federação canadense já pode ao menos começar a celebrar o resultado do investimento que vem fazendo há algum tempo, contratando inclusive Bob Brett para gerenciar o programa de desenvolvimento, para ver o tênis brilhar além das duplas com Daniel Nestor.

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Enchentes no Brasil; Enchentes na Austrália – quanta diferença. Tenistas se mobilizam.

Estive ausente do blog, mas não distante das notícias e dos acontecimentos.

Nesta época de temporada da Oceania, aliás, antes dela começar, já no início de dezembro costumo começar a ler os jornais australianos para ficar por dentro das novidades nas competições, ler matérias escritas por jornalistas que vivem lá, que cobrem o circuito do tênis e que sempre fazem notas interessantes com os principais tenistas do mundo.

Desde o fim do ano passado, cada vez que abro a página de um jornal australiano na internet vejo uma notícia sobre enchentes.

As águas foram se acumulando na região de Queensland. Chove há dias e dias.

Os campeonatos de tênis na região tem sido prejudicados, mas tanto em Hobart, quanto em Sidney, quanto em Melbourne estão acontecendo. Sim, o qualifying está atrasado, mas eles encontram maneiras de realizá-lo, já que estão preparados para situações extremas.


As enchentes causaram e estão causando prejuízos, deixando inúmeros desabrigados, famílias desoladas, cidades embaixo d’agua, mas o número de mortes, por enquanto, não passa dos 20.

Autoridades já tomaram medidas para aliviar a vida da população local, extendendo prazo para pagamentos de contas, eliminando taxas, oferecendo auxílio, um guia do que fazer, entre outros.

Além disso celebridades e claro, tenistas, já se mexeram, para de alguma forma ajudar.

Neste domingo, a exemplo do que foi feito nas tragédias dos terremotos do Haiti e do Chile, os tenistas farão uma exibição no Melbourne Park, com entradas no valor de 20 dólares australianos e toda renda revertida para ajudar as vítimas das enchentes.

O valor que será arrecadado nem de perto é suficiente para reconstruir o que a natureza destruiu, mas serve para chamar a atenção para a tragédia e fazer com que mais pessoas contribuam.


Entre os jogadores que oficialmente declararam seu apoio ao evento e confirmaram participação na Rod Laver Arena, um dia antes do Grand Slam começar, estão Roger Federer, Rafael Nadal, Kim Clijsters, Andy Murray, Novak Djokovic e os locais Lleyton Hewitt, Sam Stosur e Patrick Rafter.

Nascido em Brisbane, região de Queensland mais afetada pelas enchentes, o novo capitão da Copa Davis, deu o depoimento mais coerente de todos, ao comentar a realização do evento, que teve seus ingressos esgotados em pouquíssimas horas.

“Como um cara de Queensland, fico emocianado, do coração com a preocupação e a bondade do nosso esporte, de se envolver e fazer algo para aliviar o sofrimento. Sei que se colocarmos numa escala, a nossa contribuição é pequena, mas é bom poder fazer algo para ajudar.”

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Vale lembrar que as principais estrelas do Australian Open entrarão em quadra para participar do evento beneficente, um dia antes da competição, a mais importante do ano até maio, começar.

Aqui no Brasil as campanhas de ajuda às vítimas das enchentes, principalmente no Rio de Janeiro, começaram em sua maioria hoje, em diferentes canais de televisão e mídias sociais.

Sempre solidário, Gustavo Kuerten já anunciou, dos Estados Unidos, onde passa férias, que doará os US$ 25 mil que ganhou no início da semana, em uma competição de poker nas Bahamas, para as vítimas.

Foi a primeira manifestação de um esportista, enquanto dirigentes, autoridades, responsáveis, continuam culpando a chuva, que todos os anos causa enchentes nesta época no Brasil, especialmente na região serrana do Rio de Janeiro, pela morte de quase 400 pessoas.

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