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Chave principal só começa domingo, mas Paris já sente o clima de Roland Garros

Oficialmente Roland Garros só começa no domingo, com a disputa dos jogos da primeira rodada da chave principal. Mas, o evento em si já começou. A disputa do qualifying está em andamento – desde terça-feira -, as principais estrelas do circuito já estão em Paris e treinando para o segundo Grand Slam do ano e os patrocinadores estão fazendo inúmeras ações de marketing pela cidade.

Antes do sorteio da chave principal, que acontece nesta sexta-feira, em Paris, em Roland Garros mesmo, Ana Ivanovic, Jo-Wilfried Tsonga, Richard Gasquet e a vice-campeã do ano passado, Samantha Stosur, fizeram uma aparição no topo da famosa Galeria Lafayette. ELes bateram bola em uma quadra montada no topo do histórico edifício do Boulevard Haussmann e levaram também os trofeus dos campeões que ficaram em exibição enquanto eles treinavam com a vista para a Torre Eiffel e outros marcos históricos da capital parisiense. 

Sábado, um dia antes do início da chave principal, a maioria dos tenistas faz jogos amistosos em Roland Garros, com duração de um set profissional e a renda da venda dos ingressos revertida para diversas instituições de caridade da França.

Nesta quinta à noite também, Rafael Nadal fez uma aparição na loja da Nike, na Champs Elysee. Ainda não recebi imagens, mas já sei que foi uma loucura.

Ou seja, Roland Garros, para Paris, já começou.

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Enchentes no Brasil; Enchentes na Austrália – quanta diferença. Tenistas se mobilizam.

Estive ausente do blog, mas não distante das notícias e dos acontecimentos.

Nesta época de temporada da Oceania, aliás, antes dela começar, já no início de dezembro costumo começar a ler os jornais australianos para ficar por dentro das novidades nas competições, ler matérias escritas por jornalistas que vivem lá, que cobrem o circuito do tênis e que sempre fazem notas interessantes com os principais tenistas do mundo.

Desde o fim do ano passado, cada vez que abro a página de um jornal australiano na internet vejo uma notícia sobre enchentes.

As águas foram se acumulando na região de Queensland. Chove há dias e dias.

Os campeonatos de tênis na região tem sido prejudicados, mas tanto em Hobart, quanto em Sidney, quanto em Melbourne estão acontecendo. Sim, o qualifying está atrasado, mas eles encontram maneiras de realizá-lo, já que estão preparados para situações extremas.


As enchentes causaram e estão causando prejuízos, deixando inúmeros desabrigados, famílias desoladas, cidades embaixo d’agua, mas o número de mortes, por enquanto, não passa dos 20.

Autoridades já tomaram medidas para aliviar a vida da população local, extendendo prazo para pagamentos de contas, eliminando taxas, oferecendo auxílio, um guia do que fazer, entre outros.

Além disso celebridades e claro, tenistas, já se mexeram, para de alguma forma ajudar.

Neste domingo, a exemplo do que foi feito nas tragédias dos terremotos do Haiti e do Chile, os tenistas farão uma exibição no Melbourne Park, com entradas no valor de 20 dólares australianos e toda renda revertida para ajudar as vítimas das enchentes.

O valor que será arrecadado nem de perto é suficiente para reconstruir o que a natureza destruiu, mas serve para chamar a atenção para a tragédia e fazer com que mais pessoas contribuam.


Entre os jogadores que oficialmente declararam seu apoio ao evento e confirmaram participação na Rod Laver Arena, um dia antes do Grand Slam começar, estão Roger Federer, Rafael Nadal, Kim Clijsters, Andy Murray, Novak Djokovic e os locais Lleyton Hewitt, Sam Stosur e Patrick Rafter.

Nascido em Brisbane, região de Queensland mais afetada pelas enchentes, o novo capitão da Copa Davis, deu o depoimento mais coerente de todos, ao comentar a realização do evento, que teve seus ingressos esgotados em pouquíssimas horas.

“Como um cara de Queensland, fico emocianado, do coração com a preocupação e a bondade do nosso esporte, de se envolver e fazer algo para aliviar o sofrimento. Sei que se colocarmos numa escala, a nossa contribuição é pequena, mas é bom poder fazer algo para ajudar.”

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Vale lembrar que as principais estrelas do Australian Open entrarão em quadra para participar do evento beneficente, um dia antes da competição, a mais importante do ano até maio, começar.

Aqui no Brasil as campanhas de ajuda às vítimas das enchentes, principalmente no Rio de Janeiro, começaram em sua maioria hoje, em diferentes canais de televisão e mídias sociais.

Sempre solidário, Gustavo Kuerten já anunciou, dos Estados Unidos, onde passa férias, que doará os US$ 25 mil que ganhou no início da semana, em uma competição de poker nas Bahamas, para as vítimas.

Foi a primeira manifestação de um esportista, enquanto dirigentes, autoridades, responsáveis, continuam culpando a chuva, que todos os anos causa enchentes nesta época no Brasil, especialmente na região serrana do Rio de Janeiro, pela morte de quase 400 pessoas.

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Parabéns Kimiko Date Krumm! Aos 40 anos na final em Osaka e não é torneio Senior.

Já escrevi sobre a Kimiko mais de uma vez e hoje volto a falar sobre ela.  Não gosto de ser repetitiva, mas a história da japonesa é de se admirar.

Aos 40 anos de idade, depois de uma década de inatividade, ela derrotou mais uma favorita e está na final do WTA de Osaka, no Japão, o HP Open.

Nesta semana ganhou de Samantha Stosur e de Shahar Peer, depois de já ter derrotado tenistas 23 anos mais novas do que ela, como a britânica Laura Robson.

Muitos podem analisar as vitórias de Kimiko como um sinal de fraqueza do circuito. Até pode ser. Já tivemos jogadoras mais regulares e vencedoras, mas pra mim é a vitória da força de vontade, da paixão pelo esporte, pelo tênis, de se jogar em casa.

Assistindo constantemente a tenista se lesionar, ou ganhar um jogo importante e no dia seguinte não conseguir se recuperar fisicamente para continuar vencendo e avançando nos torneios, não acreditava muito que ela fosse se superar mais uma vez.

E aí está, na final de um outro torneio.

O duelo é contra a tailandesa Tamarine Tansurgarn, de 33 anos. É a final mais velha da história do Sony Ericsson WTA Tour.

Para saber mais sobre a quarentona da WTA, coloco a link do post que escrevi depois de bater um papo com ela e o marido, em Paris, neste ano.

http://gabanyis.com/?p=26

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De Aussie Kim a Jersey Girl, Clijsters é tricampeã do US Open

Clijsters na final do US Open (Cynthia Lum)

Há alguns dias, num dos raros US Open days que consegui sair cedo – isso quer dizer antes das 20h – de Flushing Meadows fui encontrar alguns amigos no Soho. O café acabou se tornando uma ida a um pub e juntando outros conhecidos que no fim eram todos do meio da comunicação, de diferentes áreas.

Entramos num bate-papo sobre o bairrismo de alguns jornais, que sempre acabam encontrando uma maneira, em qualquer assunto que seja, de colocar um personagem local na sua história, ou de transformar alguém em em local.

Qual não foi a minha surpresa, uns dias depois, ao abrir o New York Times e me deparar com uma matéria sobre a Kim Clijsters, com o título, Two Time Champ, Part Time Jersey Girl.

É, a regionalização existe em qualquer meio de comunicação do mundo, não adianta.

Mas, comentários e risadas a parte, a matéria de Harvey Araton era bastante informativa.

Uma semana depois, Clijsters é a tricampeã do US Open.

Teve dois jogos complicados no torneio, contra Samantha Stosur e Venus Williams. Ontem, na final, aniquilou qualquer sonho que Vera Zvonareva tinha de vencer o seu primeiro Grand Slam. Com 6/2 6/1, marcou a 21ª vitória consecutiva no US Open – campeã em 2005, 2009 e 2010 (não jogou em 2006, 2007 e 2008), ergueu o seu terceiro troféu em New York.

Desde que o torneio começou, Clijsters vem tentando explicar o seu sucesso nesse torneio.

Ontem, na coletiva após a vitória, falou que se sente muito bem nas quadras rápidas dos Estados Unidos. São as suas favoritas. Contou que o azul da quadra do US Open a ajuda a ver melhor o jogo e que ela já tem experiência aqui.

Para mim, um dos diferenciais da belga é a concentração dela nos jogos. Quando ela está em quadra, dá para notar, nos olhos dela, o grau de intensidade e foco.

Com tanto sucesso na América, Araton foi até New Jersey tentar achar mais um motivo para a mãe de Jada ter tantos triunfos por aqui.

O casamento com Lynch, em 2007

Nascida em Bree, na Bélgica, Clijsters primeiro foi apelidada de Aussie Kim, durante o seu longo namoro com o australiano Lleyton Hewitt. Conquistou o coração da Austrália. Mas, depois de terminar o relacionamento com o ex-número um do mundo, não fazia mais sentido chamarem a belga de Aussie Kim e agora, casada já há algum tempo com o ex-jogador de basquete americano Brian Lynch, virou a Jersey Girl.

Clijsters tem até mesmo uma propriedade nos EUA. Uma casa em Walls, New Jersey, próxima a Belmar, na costa de Jersey, onde Lynch cresceu e onde a família do marido ainda reside.

“Não sei porque, mas a Kim se sente à vontade com a minha família e em Jersey e quando ela se sente à vontade é difícil ganhar dela. É, acho que dá para chamá-la de Jersey girl,” disse Lynch ao New York Times.

Os dois se conheceram em Bree, a cidade natal de Kim, quando Brian estava jogando basquete na Europa e não demoraram para se casar (2007).

Lynch conta na matéria que o plano era que a esposa ficasse em casa quando Jada nasceu, no início de 2008, e que ele continuasse jogando basquete. “Mas quando o pai da Kim – Leo – adoeceu, não tínhamos mais plano. O importante era que Kim e o bebê passassem tempo com o pai dela.”

Para se distrair da tristeza, Clijsters resolveu jogar algumas exibições e Lynch revela que foi sentindo o instinto competitivo da esposa crescer. “Ela queria competir de novo. Eu sentia isso e mudamos os nossos planos. Eu já estava jogando no exterior há nove anos.”

Lynch foi quem se aposentou para poder viajar com Kim e Jada.

E o que aconteceu todo mundo já sabe. Clijsters, tricampeã do US Open, jogando no Arthur Ashe Stadium, como se fosse mesmo a sua casa.

Em "casa," Clijsters repete a cena de 2009 e posa p/ fotos com Jada e o troféu de tri do US Open (Cynthia Lum)É, acho que depois de 21 vitórias seguidas, dá para dizer mesmo que ela é part-time Jersey Girl.

Planos para o futuro?  Clijsters não tem meses contados no circuito, não sabe até quando vai jogar. Mas, a julgar pela sua entrevista coletiva de ontem no Billie Jean King National Tennis Center, ainda veremos a Jersey Girl no tour, por um bom período.

Transcrevo aqui uma das respostas dela.

“I mean, I’ve said, you know, obviously I would like to keep it going until the Olympics.  But then again, I mean, you never know what can happen.  You know, injuries ‑‑ I always ‑‑ my main goal is to try and just stay injury‑free.  If I can do that and if I can practice hard and work hard, you know, obviously, I mean, the Grand Slams will always be my focus.  So now that I’m playing well, obviously I’m not going to just give it up.  I just want to keep it up.

As long as it’s worth balancing and if I’m able to balance it with the family ‑‑ Jada is not obligated to go to school yet, so, you know, obviously it becomes a totally different story once, you know, it becomes mandatory.”

Congratulations Jersey Girl.


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