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Da Bienal do Livro para os vídeos com aulas de tênis online

Eu queria muito estar escrevendo este post sobre os livros que vi na Bienal. Mas, não consegui entrar na feira de livros no maior centro de exposições da América Latina que terminou neste domingo, em São Paulo.

A culpa foi minha. Deixei para ir ao Anhembi no sábado à tarde.  Quando fui chegando e comecei a ver as filas de carro parados tentando entrar no estacionamento, já percebi que seria uma missão muvuca total tentar entrar lá. Andei mais um pouco e o outro estacionamento tinha fila maior ainda de carros e que também não se movia.

Tentei rapidamente encontrar uma outra alternativa para estacionar, mas logo desisti. Ao avistar a fila de pessoas na fila para comprar ingresso e entrar na Bienal e a multidão de pessoas saindo do metrô e rumando para o Anhembi, fiquei feliz com a minha decisão de abortar a missão Bienal.

Adoro ler e queria ver que livros de tênis estavam sendo vendidos por lá além do Open, do Andre Agassi e dos títulos que já conhecemos, o Champion’s Mind, do Pete Sampras (Mente de Campeão) e a biografia do Rafael Nadal.

Durante toda a semana li e ouvi que o segmento de esportes foi um dos que mais cresceu na Bienal e que a venda de livros estava superando e muito as feiras anteriores.

Que boa notícia para o mercado esportivo, literário e jornalístico no Brasil, País que tem uma media de apenas 1,3 livros lido por pessoa, durante um ano, contra 11 nos Estados Unidos e 2,4 na Colômbia.

E na contra-mão de tudo isso fiquei pensando que além dos livros hoje em dia uma fonte de informação que vem crescendo muito é a de vídeos online.

Nos Estados Unidos há décadas vídeos com aulas de ginástica – Jane Fonda foi praticamente uma pioneira com o seu programa de work out em vídeo – instruções, golfe e o tênis não fica fora.

Mas, ultimamente não paro de receber emails de gente me convidando para conhecer sites que forneçam aulas de tênis online, preparação mental, maneiras de melhorar seu golpe, tudo através de vídeo que você baixa na internet.

Primeiro fiquei achando tudo isso uma besteira. Mas, eu mesma para instalar este blog e aprender a usar outras ferramentas online assisti alguns “videos tutorials” e foram todos muito eficientes.

Porque então esses “tennis videos” com tennis lessons online não podem funcionar também? Longe de mim achar que tênis você pode aprender com um vídeo de passo a passo…

Assisti alguns, dei uma rápida olhada em outros e fiz uma pequena seleção de alguns sites que oferecem vídeos gratuitos.

Espero que os professores, técnicos e academias não fiquem chateados. Um vídeo jamais vai substituir um professor ao vivo e a experiência de jogar de verdade, mas alguns tens dicas que podem ser interessantes – apesar de eu nunca ter ouvido falar da maioria dos “video instructors” –  e eu sou sempre a favor da teoria de que alguma coisa sempre se aprende.

Dicas p/ você melhorar o seu saque – usa imagens dos campeões – http://bit.ly/ddqzrh

Dicas p/ você melhorar o seu jogo em geral – usa exemplos de jogadores recreativos – http://bit.ly/c5GzXx

Academia de tênis virtual  (Virtual Tennis Academy) – do técnico da WTA Heath Waters – http://bit.ly/aIkI2v

Esse tem vídeos dos golpes do Federer em super slow motion – http://bit.ly/aC2MQ9

Esse é um dos mais profissionais que vi – Drills, movimentação, estratégia, etc… http://bit.ly/diRxyM

Até para cura de tennis elbow tem vídeo – http://bit.ly/af9qBJ

Dicas de psicologia, entre outras – http://bit.ly/a91sky

A lista é enorme.. esses são apenas alguns exemplos do que tem por aí.

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A Suíça brasileira, Jordan Fields, Estância da Cura: Campos do Jordão

Tive que fazer uma rápida viagem a São Paulo, no início desta semana, para organziar a participação da MasterCard Tennis Cup no programa esportivo do BandSports, Encontro de Craques.


Quarta-feira de manhã já estava subindo a serra novamente e no caminho, ao avistar as montanhas, com o verde misturado ao colorido do inverno com o céu azul, fiquei pensando na beleza de Campos do Jordão.

Muitas vezes, por estarmos aqui todos os anos nos esquecemos de apreciar a Suíça Brasileira.


Antes de visitar os Alpes Suíços pela primeira vez achava que esse era mais um daqueles nomes que dão a cidades do Brasil, como chamar Recife de Veneza brasileira. Mas, de fato, Campos do Jordão pode ser considerada a suíça brasileira, tanto pelas montanhas, quanto pelo estilo das casas e também pelo clima.

Pesquisas científicas acusaram a superioridade de seu clima – Campos do Jordão tem 1700m de altitude –  em relação a Davos Platz, nos Alpes Suíços, bem como um teor de oxigenação e ozona superior ao da famosa estância francesa de Chamonix, pela pureza do ar.


Quando era pequena me lembro de passar férias em Campos, onde alugávamos uma casa. Depois, um pouco mais crescida, vinha para cá e passava uma temporada na Colônia de Férias. Alguns anos mais tarde comecei a vir com amigos, em diversas épocas do ano e há dez anos venho para a MasterCard Tennis Cup.

Programas para quem vem passear aqui não faltam. São várias atrações turísticas, o famoso Festival de Inverno de Campos do Jordão, sem falar nos restaurantes e lojas temporárias que abrem apenas no inverno, época em que a cidade mais lucra e fica praticamente intransitável no mês de julho.

Hoje em dia, associo a cidade completamente ao torneio, mas além de tudo isso Campos sempre foi, na minha cabeça, de tanto ler em livros, ver em filmes e novelas, um lugar do mais puro ar e dotado de um certo poder de cura, com muita gente subindo a serra para se tratar da tuberculose.

E realmente, depois de ficar alguns dias aqui, a gente percebe como faz bem respirar esse ar puro, como é agradável estar nesta cidade.


Pela primeira vez, logo que subi a serra, na quarta-feira, tive que parar para esperar o trem passar. Sabia que havia um trem que fazia algum trajeto por aqui, mas para mim, não passava de folclore, já que o único que a gente vê pela cidade é aquele de turistas passando em frente ao Tênis Clube como parte do city tour.  Na verdade são três os trajetos que o trem faz. Um é o Campos do Jordão – Santo Antônio do Pinhal, o outro é Pindamonhagaba Campos do Jordão e o terceiro é um bonde que faz trajeto diário em julho (http://www.suicabrasileira.com/passefcj.htm).

Curiosa, quis saber um pouco mais sobre a cidade e descobri que ela foi descoberta na época da corrida pelo ouro, nos anos 1700. Foi o sertanista Gaspar Vaz da Cunha, o Oyaguara, que desbravou as matas virgens da Mantiqueira, chegou ao Vale do Paraíba e foi abrindo caminho . Alguns anos mais tarde, Inácio Caetano Vieira de Carvalho seguiu as pegadas de Oyaguara e chegou até o Pico do Itapeva.  Quando Caetano faleceu, suas terras foram hipotecadas a um tal Brigadeiro Jordão, que adquiriu mais sesmarias e chamou a região de Campos do Jordão.

Assim foi semeada a Campos do Jordão que conhecemos hoje. Várias vilas foram sendo fundadas nos arredores até adquirir o formato que tem hoje.

Nesta breve pesquisa sobre a história de Campos do Jordão, descobri da onde vem o nome de Abernéssia, um dos bairros da cidade. A vila foi fundada pelo escocês Robert John Reid, nascido na cidade de Aberdeen e filho de um escocês de Inverness. Juntou os dois nomes e criou a Vila Abernéssia.

Para complementar todas as informações, Campos do Jordão virou município em 1934 e tem uma área de 269km, com clima tropical de montanha e sol presente quase o ano todo.

É este sol que tem brilhado desde que a 10ª edição da MasterCard Tennis Cup começou.

O torneio entra na fase de quartas-de-final, com destaque para a argentina Paula Ormaechea e os tenistas do Challenger masculino ATP já começam a aparecer em Jordan Fields, outro nome que gostamos de dar a Campos do Jordão. O primeiro a pisar na nossa sala de imprensa foi o francês Josselin Ouanna.

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Inês Berton, a Tea Blender número um do mundo que também é fã de tênis

Meu trabalho, felizmente, me proporciona algumas vezes momentos bem especiais e neste fim de semana tive o prazer de conhecer, conversar e assistir a palestra, com degustação de chás da Inês Berton, a quem me referi no post de ontem, ou seja, a mulher que mais entende de chás no mundo. Fiquei tentando compará-la a alguma tenista melhor do mundo, mas não achei alguma que combinasse com ela, talvez Gabriela Sabatini, por ser morena, charmosa e argentina também.

Simpática, sorridente, apaixonada pelo que faz – há nove anos lançou a sua marca, a Tealosophy (www.tealosophy.com), abriu três lojas, duas em Buenos Aires e uma em Barcelona que recentemente ganhou o prêmio  da Louis Vuitton de melhor loja de chá do mundo -, ao conversar com ela, você nem parece que está batendo um papo com a consultora do Dalai Lama, do Rei Juan Carlos, dos melhores hotéis e restaurantes do planeta. Aqui no Brasil é consultora do DOM.

Ao encontrá-la me apresentei pois tínhamos que trabalhar. Fazer fotos pelo evento, agendar entrevistas e organizar as próximas horas no evento. Fizemos as fotos, combinamos as matérias e uma troca de informações profissional acabou virando um bate-papo. Conversamos um pouco sobre chá, mas como estamos em um torneio de tênis, o assunto caiu no nosso esporte e Inês contou que já participou de um jantar beneficente da ATP, em Miami, fez algumas parcerias com Martin Jaite nos torneios da Argentina, a Copa TelMex, disse que joga tênis duas vezes por semana e que é fã incondicional de Nadal e claro, de Juan Martin del Potro.

Inês contou também que adorava ver o Guga jogar, que já assistiu o torneio Conde de Godó, em Barcelona, conheceu Guillermo Cañas, entre outros e que da próxima vez que vier a Campos do Jordão trará a raquete.

Mas, a missão de Inês na MasterCard Tennis Cup era falar sobre o que ela mais entende, os chás.  Mesmo depois de já ter conversado bastante com ela, assisti atentamente a sua aula.


Carismática, a palestra cativou todos os presentes que tiveram a raríssima oportunidade de degustar várias das infusões e chás que ela criou, ouvir de perto sua história e ainda receber dicas de como melhor aproveitar o chá. A dica que vai ser mais difícil de seguir é a de nunca ficar mexendo o sachê do chá. Acho que todos temos mania de ficar mexendo o saquinho enquanto ele não fica pronto para beber. Ferver a água para o chá, jamais. Queima o chá e se você ainda coloca o chá quente na boca, perde muito do paladar.

Durante a degustação provei o chá, ou melhor , a infusão favorita de Inês,o vermelho, da linha Chamana, que ela criou com o parceiro argentino Guillermo Casarotti.  As infusões Chamana (www.chamana.com.ar)  são praticamente todas compostas por Rooibos, uma bebida vermelha, com gosto de nozes e rica em minerais, misturada com canela, gengibre, mel, figo e sem cafeína.

Mas, por enquanto – ainda não consegui provar todos os chás e infusões – o meu favorito é o chá Don Juan, da Inti Zen (www.intizen.com.ar) : chá preto, doce de leite e frutas vermelhas.

O mais interessante de todos esses chás e infusões é o cheiro que você sente ao abrir o sachê. Todos tem um perfume maravilhoso.

Todos os convidados para a degustação foram servidos por Guillermo ou Inês e puderam fazer perguntas, tirar dúvidas e conversar sobre os chás.

Inês está tão “pop” que recebeu convite para fazer uma série para a BBC no Tibet. Ela ainda está pensando se vai aceitar.

Por tudo isso, aproveitar este momento com a “Papisa do Chá,” foi especial.


Antes de ir embora, Inês reafirmou o seu desejo de um dia morar no Brasil. “Meu sonho é morar em São Paulo. Adoro essa cidade, a energia que tem lá, vendo as coisas acontecer e sempre abrindo a cabeça. Muitos dos chás que eu criei surgiram em São Paulo.”

Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre Inês Barton, reproduzo a matéria que escrevi sobre  ela, para a revista da MasterCard Tennis Cup 2010.

“Nascida na Argentina, Inés aperfeiçoou o olfato para o chá ao se mudar para Nova York e trabalhar na The T Emporium, loja que conheceu por acaso quando era funcionária do Museu Gugghenheim. A loja ficava ao lado do Museu e Inés passou a frequentá-la diariamente, criando suas próprias infusões. Impressionada com a sua sensibilidade, a japonesa Fumiko a contratou e fez de Inés sua discípula.

O T Emporium foi o início de uma nova vida para a argentina, que viajou o mundo em busca das melhores ervas e combinações e se tornou grife internacional ao lançar a Tealosophy, sua própria empresa de chás.

Através da Tealosophy, Inés passou a ser consultora dos mais glamurosos hotéis e restaurantes do mundo.

Sua fama chegou tão longe que até mesmo o Dalai Lama está na lista de seus clientes ilustres, integrada também pelo Rei Juan Carlos II, Lenny Kravitz, Shakira, entre outros.

A Tealosophy tem três lojas, duas na Argentina e uma na Espanha, onde é possível degustar os chás, fazer suas próprias misturas e levar para casa os favoritos.

Os chás escolhidos para a degustação em Campos do Jordão são os das grifes Inti Zen e Chamana, em que as infusões foram criadas por Inés, em parceria com o TeaBlender Guillermo Casarotti.

A seleção especial do Chamana inclui uma caixa com cinco cores: Fucsia, amarelo, verde, azul e vermelho, em que cada uma representa uma infusão diferente, vinda dos andes.

Os chás Inti Zen integram a energia dos Andes, as virtudes naturais da Patagônia e a sabedoria e arte do chá do Oriente. A seleção inclui sete tipos de chás: Silencio Andino, Tea for Tango, Patagonia Bee, Amazonie 12, Inca Rose, Chaman Chai, Don Juan e Ilumine.”


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On the Tennis Road Again – em Campos do Jordão

Escrevo este post com quase um dia de atraso. A ideia era ter escrito ontem, antes de deixar São Paulo para mais uma viagem pelo mundo do tênis.

Desta vez não precisei pegar avião e cruzar um oceano.

Pouco mais de duas horas de carro me trouxeram a Campos do Jordão onde permanecerei nas próximas duas semanas.

Quadra Central

Entre algumas das funções de comunicadora que acumulo, exerço a de Diretora de Comunicação da Try Sports, empresa que organiza há 10 anos a MasterCard Tennis Cup, um torneio Challenger feminino e masculine na serra paulista.

Depois de todo um mês de preparação em São Paulo, fazendo a Revista Programa que conta a retrospectiva da década do torneio – em um outro post vou contar um pouco mais sobre todo mundo que já jogou por aqui -, escolhendo e fazendo legendas de inúmeras fotos expostas no Stella Artois Hall com a história de cada tenista que hoje está ou esteve entre os top 50 que já competiu no torneio, separando fotos que estão em um Totem gigante, com os campeões do torneio, fazendo reuniões, escrevendo os press releases de divulgação que antecedem o evento, estou agora na sala de imprensa do Campos do Jordão Tênis Clube.

Revista Programa da MasterCard Tennis CUp 2010 (foto Hedeson Alves)

Aqui, uma equipe de cinco pessoas, incluindo a minha pessoa, é responsável por divulgar para todo o País e ocasionalmente para o exterior também, tudo o que acontece na competição. Resultados, notícias, fotos, programação, atualização do site – www.trysports.com.br , do twitter @trysportsbrasil, credenciamento de imprensa, produção de matérias, cerimonial de premiação, acompanhar os jornalistas, sugerir pautas e fotos, são apenas alguns dos afazeres que temos em Campos, o que nos deixa no Campos do Jordão Tênis Clube praticamente o dia todo.

De dia o foco são os jogos, as tenistas, resultados e à noite, nos dirigimos todos para o Stella Artois Hall, a Sala VIP do evento, uma das mais belas que já vi pelo circuito e olha que já frequentei muitas. É lá que acontece o que chamam de marketing de relacionamento, onde os patrocinadores recebem seus principais clientes e os organizadores do torneio, os seus convidados.

Um buffet dos mais refinados, hoje tinha um Oyster Bar na hora do almoço –  fica à disposição durante o dia todo, com prosecco, vinhos – neste ano da Bodega Norton – e  Stella Artois, entre outros.

A programação do Stella Artois Hall muda a cada ano e para comemorar a 10ª edição, uma parceria com a WineBrands trouxe a Campos do Jordão, a sommelier da Norton, Judith Bernal e a TeaBlender, Inês Berton, simplesmente a consultora do Dalai Lama e a única mulher entre 11 TeaBlenders que existem no mundo a exercer tal função.

Conto no próximo post, mais um pouco sobre Inês Berton e seus chás e infusões.

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Jogue o tênis que você quer. Você pode!

Yes you Can! You Can Play the Tennis You Want

Há dias que você quer escrever algo especial, diferente, mas a inspiração não vem. Culpa, quem sabe, do excesso de trabalho, em que você se acostuma a escrever automaticamente incontáveis páginas, emails, press releases e a cabeça se acomoda, ou cansa.

Exatamente por isso reproduzo aqui o texto inspirador da edição 106 da Revista Tennis View, da nossa sessão de psicologia, coordenada pelo Prof. Doutor Dietmar Samulski, um alemão que há muitos anos reside no Brasil, é especialista em psicologia esportiva, colabora com a Revista há anos e vem introduzindo uma nova maneira de pensar a vida e o esporte.

Desde o número 105, a “Life Coach,” Maria Teresa Guimarães vem colaborando também nas colunas e escreveu uma inspiradora coluna, que não pára de receber elogios, sobre um tema que está super na moda também nos EUA, o “Coaching de Vida.”

Nesta coluna, Maria Teresa, que buscou sua inspiração pelo mundo, inclusive na Índia, adapta todo o pensamento do “Life Coach,” para o tênis, mostrando que você pode jogar o tênis que você quer e contando que o “Life Coach” começou com um livro sobre tênis. Não dizem mesmo que uma boa parte do sucesso do tenista está na mente. So, what is on your mind?

A minha diz que é hora de deixar o computador um pouco de lado, por mais trabalho que se tenha e relaxar um pouco. Não chove em São Paulo. O frio intenso parece já ter passado e sei que uns amigos estão jogando tênis aqui do lado. Acho que vou pegar a minha raquete, uma Wilson bem antiga, mas que eu adoro, e me juntar a eles.

“Coaching de Vida

Jogue o tênis que você quer. Você pode!

Viva a vida que se quer viver

Realizei uma longa busca espiritual por diversos países, procurando encontrar uma forma de viver melhor, com mais consciência, mais paz e mais saúde. Depois de viver anos em um mosteiro na Índia; caminhar na brasa e ficar dias sozinha, sem água e sem comida, no alto de uma montanha no Chile; permanecer por um ano em treinamento rígido no Uruguai e receber iniciação espiritual de três diferentes tradições, percebi, dentre outras coisas, que nós, seres humanos, temos a capacidade de criar a vida e a circunstância que desejamos. Somos responsáveis pelo que pensamos, pelo que elegemos como foco de nossa atenção e pelo que criamos a partir de nossas escolhas.

Não aprendemos que somos criadores, ao contrário, sempre acreditamos que são as circunstâncias externas que governam nossas vidas e assim dependemos do fator sorte, na genética, na conta bancária, na geografia, na classe social, e em muitos outros aspectos que compõem a nossa existência.

E assim vamos vivendo, sem nos saber criadores. E vamos criando uma vida que muitas vezes não nos agrada, um trabalho que não faz sentido, um corpo que não apreciamos, uma carreira que nos rouba energia e vamos nos tornando uma pessoa que não admiramos.

E o mais incrível é saber que a mesma energia que utilizamos para criarmos uma vida que nos desagrada, pode ser usada para criar uma vida admirável, que nos alegra, que inspira e que contribui.

Aí vem a pergunta chave: O que precisamos para criar a vida que queremos?

Consciência do que queremos, conhecimento a respeito do caminho e dos recursos necessários para trilhar a direção escolhida e ações coerentes com a escolha.

Quando olho para minha vida, e com certeza ao olhar para a sua, verá o exemplo das inúmeras criações, que chamamos milagres, coisas que a princípio pareciam impossíveis de serem alcançadas, e que com o tempo se manifestaram apenas como a realização natural de um forte desejo colocado em ação.

É disso que se trata o Coaching de Vida, um processo dinâmico de construir, de forma consciente, a vida que se quer.

Um processo para você se conscientizar dos motivos por trás dos seus desejos, dos valores e princípios que sustentam suas escolhas, das crenças que te limitam,  e te

impedem de alcançar o resultado desejado e das infinitas possibilidades de ação a cada momento.

É assumir completa responsabilidade pela própria vida e pelos resultados obtidos.

É aprender a estar atento aos pensamentos, às crenças, aos hábitos, às reações usuais, e a escolher o que está alinhado com o seu propósito mais elevado.

É descobrir o que importa para você, o que te inspira, o que te move, decidir não abrir mão de exercer o direito de expressar seus talentos e dons únicos e a não adiar o que é essencial.

Ninguém melhor do que Nadal para ilustrar esse post. Ele provou, com as vitórias seguidas, de Roland Garros a Wimbledon, que "basta querer." (Foto de Cynthia Lum)

E o que tem tudo isso a ver com o mundo do tênis?

Tem tudo a ver. Primeiro, porque o Coaching teve sua origem no universo do esporte, tendo sido uma das primeiras referências sobre o Coaching, o livro de Tim Gallwey, ‘O jogo interior do Tênis – The Inner Game of Tennis. Nesse livro, o autor analisa o que se passa no interior do jogador na hora do jogo do tênis e aponta o adversário que realmente importa, o adversário interior. Em segundo lugar, porque o Coaching, assim como o mundo esportivo, é sobre alcançar resultados, a partir dos recursos de cada indivíduo, aproveitando ao máximo o potencial de cada um.

Saber os recursos que tem, o que necessita para alcançar seu objetivo; conhecer as crenças que te inibem, que te limitam e te impedem de viver o seu sonho; traçar um

caminho para a sua realização e te apoiar ao longo do processo de se obter o que se deseja é a função de um Coach/Técnico, o profissional do Coaching.

O Coaching de Vida é indicado para todo aquele que deseja realizar uma mudança na vida, seja uma mudança de atitude ou direção, como um jogador que quer alcançar melhores resultados, um adulto que quer recomeçar a vida, um jovem que quer descobrir seus talentos ou um idoso que quer descobrir algo que dê novo sentido à sua vida.

A vida passa… decida… e viva a vida que você quer viver!”

Maria Teresa Guimarães trabalha com Dietmar Samulsky

Ela tem Com Certificação Internacional em Coaching, mestrado em Ciências do Esporte pela UFMG e se dedica a ajudar as pessoas a viverem uma vida mais saudável e feliz.

mteresa.lifecoach@gmail.com

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