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Venus e Serena vão à Nigéria promover o direito das mulheres

Serena Williams pediu conselhos para os fãs, no twitter, de um lugar para ir nas férias. A essa hora imaginávamos que estaria em alguma ilha paradisíaca desfrutando de sonhados dias de descanso. Venus Williams também está no período de férias e com tudo o que tem que fazer para poder competir com a síndrome de Sjogren, imaginávamos que estava na sua casa em Palm Beach Gardens, na Flórida. Mas, bem distante desta realidade, ambas desembarcaram na Nigéria, em Lagos para promover o direito das mulheres.

Um dos países com mais desigualdade de direitos entre homens e mulheres do mundo, a Nigéria –  ocupa o 118º lugar no ranking de 134 países da pesquisa feita pelo British Council – através da Associação Breaking the Mould – a tradução é Quebrando Moldes, mas poderia ser um Rompendo Padrões – trouxe as ícones do esporte para uma série de eventos.

 

Venus e Serena desembarcam na noite de terça-feira em Lagos, já participaram de entrevista coletiva, vão dar uma clínica para 250 crianças, seguida de palestra motivacional, em uma escolar, falando de determinação, trabalho duro e crença em si mesmo e que tudo isso pode transformar sonhos em realidade, apesar dos obstáculos que possam vir a encontrar. A programação em Lagos prevê também um jantar de Gala com o Governador e um jogo exibição.

Entrei em contato com a Breaking the Mould para entender o principal objetivo da Iniciativa com a visita das irmãs Williams à Nigéria. E a resposta foi direta: “para promover o papel das mulheres na mudança de percepção e encorajar o desenvolvimento, em todos os níveis, do continente africano. Elas estão em Lagos para quebrar os moldes que estão entre elas e o potencial que tem.”

 

A Nigéria é o país mais populoso da África, com 160 milhões de habitantes.

 

E realmente, neste caso, acho que não há ícone melhor do que Venus e Serena Williams para mostrarem o poder do trabalho árduo e da determinação para quebrar barreiras. Ambas nasceram em um bairro humilde e perigoso da Califórnia, em uma família sem tradição alguma no tênis e sem quaisquer recursos. Acreditaram no sonho do pai e literalmente conquistaram o mundo, saindo das condições mais adversas possíveis.

Talvez por isso não estejam no dolce far niente neste instante e sim em Lagos.

 

Vejo Venus e Serena assumindo o papel  de Billie Jean King, ícone do esporte americano e que circula livremente por todas as esferas governamentais liderando diversas causas, pleiteando mudanças e conseguindo quebrar barreiras.

 

PS – Breaking the Mould é um mecanismo inspirador para ajudar mulheres, de qualquer idade e em qualquer estágio da vida, a embarcar em uma jornada auto-estima, para elas saberem que podem conquistar qualquer coisa.  Essa iniciativa com Venus e Serena é a primeira que estão fazendo.

PS 2 – Depois da Nigéria elas vão a Joanesburgo.

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“Decadente” Estados Unidos domina olimpíadas em Londres, com três dos cinco ouros

Quantas vezes já ouvimos falar que o tênis americano está em decadência, que os jogadores dos Estados Unidos já não vencem como antes, que o esporte não tem mais estrelas? Pode até ser que a tal renovação esteja demorando um pouco para decolar, mas os americanos dominaram completamente as olimpíadas no tênis, em Londres. Dos cinco ouros em disputa, três foram para os Estados Unidos e das cinco categorias olímpicas, quatro tiveram a bandeira americana hasteada. Das 15 medalhas em jogo, 4 ficaram com os Estados Unidos.

 Serena Williams foi a grande sensação americana. Desde a estreia, com a Primeira Dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, torcendo por ela na quadra central do All England Club, ela parecia estar jogando um campeonato diferente, só dela. Do começo ao fim foi destruindo as adversárias. Não importava se eram campeãs de Grand Slam, número um do mundo, ou simplesmente uma atleta olímpica. Ao fim do jogo, lá estava Serena, comemorando, sem se quer ter sido ameaçada.

 

Nas duplas, com a irmã mais velha, Venus Williams, fez história de novo ao conquistar o terceiro ouro na categoria, depois de Sidney e Beijing. Lesionada ela não competiu em Atenas. Agora ambas as Williams tem quatro medalhas de ouro, recorde olímpico. Venus foi campeã em Sidney.

 

Os irmãos Bob e Mike Bryan deram aos Estados Unidos a medalha de ouro nas duplas, a primeira da dupla que deu a eles o status de parceria Golden Slam. Com o ouro olímpico, tem no currículo agora os títulos dos quatro Grand Slams e as olimpíadas.  De quebra, ainda Mike Bryan levou mais uma medalha para casa, a de bronze, nas duplas mistas com Lisa Raymond.

 

Os três ouros do tênis colocaram os Estados Unidos mais perto da briga com a China, pela liderança no ranking de medalhdas de Londres 2012. 

 

A Rússia que dominou o pódio em 2008, saiu do All England Club com duas medalhas, a de prata de Sharapova e a de bronze de Kirilenko e Petrova. O resultado só deu gostinho de quero mais para Sharapova.

 

Ao lado de Victoria Azarenka, Max Mirnyi pôde enfim comemorar a sua primeira medalha olímpica e de ouro. A nação vizinha a Rússia, a Bielorússia, aplaudiu orgulhosa o ouro da dupla e o bronze de Victoria.

 

As checas Hradecka e Hlavackova, deixaram o país, com a prata nas duplas, na frente do Brasil no quadro de medalhas.

A Suíça esperava ver Roger Federer com o ouro, mas o tenista parece ter se contentado com a prata, afinal, pelo menos foi a primeira medalha olímpica dele.

Os ingleses sonhavam, e de tanto sonhar conseguiram ver um britânico emergir campeão no All England Club. Andy Murray fez as honras da casa e se juntou a outros 15 medalhistas de ouro, além de ter ganhado outra medalha para a Grã Bretanha, a de prata, nas duplas, com a novata Laura Robson.

Mas, sem dúvida, a medalha mais celebrada por uma nação foi a de Juan Martin del Potro. Sem vitórias olímpicas até então, o tenista deu ao país afundado em uma crise econômica, a alegria de ver o nome Argentina no quadro de medalhas. Mesmo sendo um bronze, a sensação para o país foi de uma medalha de diamante.

E nesta segunda-feira, enquanto os olhos do esporte continuam voltados para Londres, os do tênis mudam de continente. Começa hoje a Rogers Cup, em Toronto e Montreal.

É o primeiro Masters 1000 do verão da América do Norte.

O torneio não contará com diversos atletas olímpicos, mas é a chance dos americanos começarem a provar, e tem mais cinco semanas para isso até o fim do US Open, que o tênis americano ainda não está em declínio.

 

QUADRO DE MEDALHAS LONDRES 2012

 

Simples masculino

Andy Murray (GBR)

Roger Federer (SUI)

Juan Martin del Potro (ARG)

 

Simples feminino

Serena Williams (EUA)

Maria Sharapova (RUS)

Victoria Azarenka (BLR)

 

Duplas Masculino

Bob Bryan/Mike Bryan (EUA)

Joe Wilfried Tsonga / Michael Llodra (FRA)

Richard Gasquet / Julien Benneteau (FRA)

 

Duplas Feminino

Serena Williams / Venus Williams (EUA)

Andrea Hlavackova / Lucie Hradecka (CZE)

Nadia Petrova / Maria Kirilenko (RUS)

 

Duplas Mistas

Victoria Azarenka / Max Mirnyi (BLR)

Laura Robson / Andy Murray (GBR)

Lisa Raymon /Mike Bryan (EUA)

 

 

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