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E as Williams, incrivelmente, continuam jogando com garra, sorriso no rosto e vencendo

Podem falar o que quiserem das irmãs Williams, mas elas são impressionantes.

Pode até ser que o nível do tênis na WTA esteja bem mais abaixo do que deveria estar, ou o fato do respeito que elas ainda têm perante as tenistas, especialmente as mais novas, ajude a ganhar uns pontos importantes no jogo.

Mas, isso não tira o fato de ser surpreendente, pelo menos para mim, vê-las jogando e com ambições.
Se não tivessem ambições não estariam competindo. É certo também que com as distrações fora das quadras e tantas lesões nos últimos tempos – há um bom tempo as duas, Venus e Serena, não tem uma temporada regular – elas não jogaram tanto e não se desgastaram como as outras, prolongando a carreira.

Independente de tudo isso, elas estão no circuito há mais de 15 anos, no mínimo, e continuam competindo com a mesma garra de quando jogavam com miçangas nos cabelos e ainda eram “teens” (elas já passaram dos 30 – Venus tem 31 e Serena, 30 ).

Semana passada no Sony Ericsson Open, em Miami, Venus venceu 4 jogos (perdeu nas quartas para a campeã Radwanska), tendo que começar da 1ª rodada, sem ser cabeça-de-chave. Dos cinco jogos que disputou, três foram em três sets.

E voou para Charleston, onde está jogando a Family Circle Cup, no saibro e já tem duas vitórias na chave. A primeira sobre Iveta Benesova e a segunda sobre Jelena Jankovic.

Só para relembrar, ela ficou parada desde o US Open quando teve que abandonar o torneio com a Síndrome de Sjogren e não disputou nenhum evento até Miami. Está ainda se readaptando a uma rotina e vendo como seu corpo aguenta. Aparentemente a síndrome a deixa fraca e ela teve que mudar toda a sua preparação e alimentação.

Serena também pouco jogou no ano passado. Sofreu com lesões no pé, no joelho, com uma embolia pulmonar e apesar de parecer um pouco menos em forma física do que a irmã Venus, se conseguir fazer bastante jogos volta a virar favorita entre as tops.  Competiu em Miami e já ganhou uma rodada em Charleston.

Há opiniões distintas sobre as Irmãs Williams. Alguns acham que elas tem interesses de mais fora das quadras – Serena fez curso de manicure, ponta em programas de TV, com Venus virou investidora dos Dolphins; Venus tem a própria linha de roupas Eleven, frequenta a universidade em Palm Beach – mas o fato é que elas atraem muitos fãs, principalmente nos Estados Unidos, onde são verdadeiras estrelas, comparadas às de Hollywood e tê-las jogando tênis é um privilégio para o esporte.

Vê-las jogando com sorriso no rosto, com vontade de vencer e sonhando com as Olimpíadas é melhor ainda.

 PS – Atualização do post. Venus foi até as quartas-de-final em Charleston, perdendo um jogo disputado para Stosur.

Serena acabou a semana como campeã da Family Circle Cup. Derrotou a checa Lucie Safarova na final por 6/0 6/1, depois de ter ganhado de Stosur na semi por 6/1 6/1, conquistando o 40 título da carreira no 40 aniversário do torneio.

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Dá para imaginar a Dilma jogando tênis?

Podem falar o que quiserem dos americanos e da USTA, mas temos que aplaudir o que eles fizeram no US Open, ao conseguir que a Primeira Dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, fosse a Flushing Meadows, discursasse, batesse uma bolinha com John McEnroe, recebesse dicas de Serena Williams, posasse para fotos com Billie Jean King e James Blake a ainda fosse ao Arthur Ashe Stadium assistir um jogo.

Já tinha sido incrível, um ano atrás, durante o ATP de Washington, quando o casal Obama se encontrou com os irmãos Bryan, mas agora, depois que a First Lady encampou o projeto “Let’s Move,” usando o tênis como forma de esporte saudável e contra a obesidade das crianças principalmente, a promoção para o esporte é sem tamanho de tão boa que é.

Dá para imaginar a nossa Presidente Dilma Roussef com uma raquete de tênis na mão, batendo uma bolinha com Guga? Seria fantástico para o tênis no Brasil.

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De Wimbledon – The Championships

Comecei bem  o dia! Já estava tentando imaginar como andaria as 6 quadras para chegar ao metrô de Earl’s Court e depois faria a longa caminhada da estação de Southfields para Wimbledon, quando vi um carro do torneio na porta do hotel.

Não me importo de pegar metrô e até gosto nestes eventos para ter um contato mais próximo com a cidade, mas carregando computador, cabos, adaptadores de tomada – claro que trouxe o errado, o da Austrália em vez da Inglaterra e tive que comprar outro -, camera fotográfica, livros – trouxe a biografia do Roger Federer que a Tennis View comercializa e cuja foto da capa é da nossa fotógrafa Cynthia Lum, que está aqui e ainda não tem o livro – e muitas revistas comigo, não estava gostando nada da ideia de sair por aí carregando todo esse peso.

Foi um alívio saber que tinha reservado esse hotel oficial de Wimbledon por alguma razão. Ontem quando cheguei não havia nenhum aviso com horários de transporte e eu também não tinha visto nenhum jogador ou jornalista, ou cara conhecida. Já encontrei rostos familiares no café da manhã e foi uma maravilha o serviço de motorista porta a porta.

Entrei no AELTC, em Wimbledon pelo portão 13, uma das entradas da imprensa, com o meu papel de confirmação da credencial.

Depois de passar pela segurança – eles abrem todas as malas, bolsas, mochilas e seus bolsinhos, então imagina o quanto demorei – fui pegar minha credencial, no Press Center.

Encontrei minha mesa no segundo andar, me instalei e fui dar uma volta pelo complexo.

Fui direto para a “Center Court.” Ainda não havia visto com o teto retrátil – ele estava aberto – e é sempre bom para pegar um pouco do feeling do torneio.

Ao sentar na quadra central para assistir o jogo da Serena Williams contra a Aravane Rezai, apesar dela estar praticamente cheia, lembrei do que o Guga falou a primeira vez que jogou lá, contando que sentiu uma paz enorme naquela quadra.

 

E de fato, é essa a sensação mesmo e por vezes a de estar num filme dos tempos antigos. As pessoas todas vestidas elegantemente, os homens de terno e as mulheres de saias longa, a quadra de grama, as jogadoras todas de branco, remetem de alguma maneira ao passado. Mas, ao ouvir o ploc da bolinha saindo das raquetes das jogadoras e sentir a força com que elas batem, você logo lembra que está no presente.

Da “Center Court,” dei uma andada pelas quadras que estão mais perto da sala de imprensa, passei pela banca de jornal para comprar os jornais do dia, dei uma rápida entrada na “Wimbledon Shop,” só para ter uma ideia do estrago na hora em que for de fato comprar lembrancinhas para as crianças e me encontrei com a Mirka (Federer). Ela estava comprando meias com desenho de morango para as gêmeas – Myla Rose e Charlene Riva.

De volta a sala de imprensa – aliás acabo de reparar que estou sentada entre as fotos de Billie Jean King e de Arthur Ashe, campeões em 1975, vou procurar onde estão as da Maria Esther Bueno – , pausa para o almoço por que daqui a pouco tem Ricardo Mello e o tão falado jogo entre Isner e Mahut, não na quadra 18, mas na quadra 3, inaugurada ontem, no lugar da quadra 2, que era conhecida como “cemitério dos campeões,” por sempre ter zebras.

Mais tarde tem continuação!

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À caminho do US Open – NYC / On the way to the US Open Tennis

Já estou no aeroporto, quase embarcando para mais uma viagem, mais um torneio, mais um US Open, um dos meus eventos favoritos da temporada, em New York City.

Check in feito, fila da Polícia Federal passada, amigos encontrados, ligo o computador na sala vip e vejo uma ótima notícia para o tênis brasileiro. Mais um tenista do País estará na chave principal do ultimo Grand Slam do ano.

Júlio Silva derrotou o francês Nicolas Mahut, aquele que disputou o jogo mais longo da história do tênis contra John Isner, em Wimbledon, perdendo por 70/68 no quinto set, e passou o qualifying. Julinho venceu Mahut neste sábado sempre de muito agito no US Open, o sábado do Arthur Ashe Kid’s Day, por 6/4 3/6 6/3 e se junta a Thomaz Bellucci e Ricardo Mello no main draw, que inicia nesta segunda.

Antes de começar a postar direto de Nova York reproduzo aqui o texto de abertura do torneio que escrevi para a Tennis View, fazendo uma comparação da cidade com o torneio, e dos jogadores com os símbolos principais da Big Apple.

Quando escrevi a materia, o atual campeão, Juan Martin del Potro e a norte-americana Serena Williams ainda não havia anunciado a desistência de jogar o torneio.

Nadal quer conquistar o Grand Slam em Nova York

Cidade globalizada reflete a alma do circuito e dos jogadores

O US Open, o maior campeonato de tênis do mundo, começa nesta segunda, dia 30 de agosto. Nas últimas semanas, com certeza você ouviu falar muito de tênis.

Desde que criaram o Olympus US Open Series, há sete anos, com o objetivo de divulgar ainda mais o esporte pelos Estados Unidos e Canadá, com 10 torneios, entre os masculinos e os femininos, rumo a Nova York, o esporte ganhou mais horas de transmissão na televisão, os jogadores mais exposição na mídia, seja espontânea ou com comerciais de TV e outdoors, novos patrocinadores surgiram e mais premiação ainda passaram a receber os tenistas.

Neste ano, a USTA criou ainda outro evento para gerar “antecipação,” ao US Open. Pela primeira vez realizou um pré-qualifying, com início em abril e que terminou no fim de julho. A competição foi aberta a todos. Quem quisesse jogar, poderia se inscrever. Mais de 1500 tenistas participaram, do Havaí até Nova York, em play-offs estaduais e os campeões foram decididos durante o ATP de Atlanta e o WTA de Stanford. As finais tiveram transmissão ao vivo da ESPN, nos Estados Unidos, os jogos tinham resultados ao vivo na internet e os tenistas que chegaram às finais ganharam grande cobertura da mídia e tudo isso para ganhar uma vaga no qualifying do US Open.

A batalha para se chegar a uma vaga na fase classificatória do US Open é comparável a de uma pessoa tentando a vida em Nova York. É preciso superar adversidades, suportar o caos e a agitação para triunfar na Big Apple.

Todos os eventos que antecedem o Grand Slam americano dão ao espectador essa sensação e fazem o público sentir a energia da metrópole mais vibrante do mundo.

Se pudéssemos fazer uma comparação entre os tenistas e os lugares emblemáticos de Nova York, o atual campeão, o argentino Juan Martin del Potro, apelidado de a Torre de Tandil, e que derrotou Roger Federer na final de 2009, seria aquela imagem que se tem do Top of The Rock, do Rockfeller Center. E na decisão do ano passado ele precisou de toda sua energia para vencer por 3/6 7/6(5) 4/6 7/6(4) 6/2 e chegar ao topo, vendo toda Manhattan de cima.

Ainda se recuperando de uma lesão no punho, Del Potro pode nem chegar a ver o Empire State neste ano. Sua volta ao circuito ainda não está confirmada.

Bicampeã do US Open, tendo vencido em 2005 e no ano passado, quando estava retomando a sua carreira, a belga Kim Clijsters, poderia ser facilmente vista na famosa loja Toys ‘R Us, da Times Square, com sua filha Jada, na roda gigante. A imagem de Clijsters com o troféu e a filha na quadra central de Flushing Meadows, logo após a vitória sobre a dinamarquesa Caroline Wozniacki, por 7/5 6/3, rodou o mundo.

Único Grand Slam que falta na sua carreira, Rafael Nadal, espera poder repetir os gestos de vibração, com os punhos cerrados em Nova York e posar para a foto de campeão ao lado do touro mais famoso de Manhattan, o de bronze que fica em Wall Street, para se igualar a Federer e Andre Agassi, os jogadores que completaram o Grand Slam na Era Aberta.

Desde a vitória em Wimbledon ele deixou claro que o grande objetivo para o segundo semestre era conquistar Nova York.

Cinco vezes campeão do US Open, Roger Federer tentará o sexto título como uma maneira de provar para si mesmo que ainda tem determinação e vontade suficientes para continuar vencendo os maiores torneios do mundo. A referência para ele pode ser o elegante Metropolitan Museum e suas obras de arte, para buscar inspiração e executar os seus mais belos golpes.

Vice-campeão em 2008, Andy Murray, que tem até uma região em Nova York com o seu nome – não em sua homenagem – a de Murray Hill, entre MidTown e Soho – renovou as esperanças após a semifinal em Wimbledon, de que pode de fato conquistar um torneio do Grand Slam.

Robin Soderling, Tomas Berdych e Novak Djokovic, que poderia ser um ator da Broadway ou dos inúmeros Comedy Clubs do Village, são outros que estão entre os favoritos em Nova York.

O gigante John Isner, que ficaria bem no Empire State Building, Sam Querrey e Mardy Fish, liderados por Andy Roddick, serao o foco das atenções dos americanos, que sonham em vê-los posar com o troféu de campeão ao lado da Estátua da Liberdade, um dos símbolos mais conhecidos dos Estados Unidos.

O brasileiro Thomaz Belluci, junto a Ricardo Mello e os duplistas Marcelo Melo, Bruno Soares e André Sá, direto nas respectivas chaves principais, convocam os conterrâneos da Rua 44 e os que estiverem em Nova York para comemorar o Brazilian Day, para torcerem em Flushing Meadows.

Campeã pela primeira vez do US Open em 1998 e desclassificado na semifinal contra Clijsters, no ano passado, após xingar abusivamente de uma juíza, Serena Williams, que parece ter toda a agitação e vibração da Times Square em sua pessoa, sofreu uma cirurgia no pé após pisar em um caco de vidro ao sair de um restaurante, em julho, e não competiria até o Grand Slam, tendo até mesmo a sua participação ameaçada.

Sua irmã, Venus, a Fashion Designer, que costuma frequentar o Fashion District, tenta provar que ainda é capaz de ganhar títulos de Grand Slam.

Tão ligada em moda quanto ela, Maria Sharapova, a imgem da elegante 5ª Avenida, quer recuperar o troféu que ergueu em 2006.

Vice no ano passado, Wozniacki, que mais parece uma sorridente atriz de um espetáculo da Broadway, espera recuperar a confiança no US Open Series para chegar ainda mais longe e erguer o seu primeiro troféu de Grand Slam.

Além de Sharapova, as russas Zvonareva, Safina, Dementieva, Petrova, entre outras, terão que recuperar o fôlego no Russian Tea Room, para superar as também perigosas tenistas da República Checa, Estônia, Bulgária, Casaquistão e Eslováquia, que vem cada vez mais conquistando espaço no globalizado mundo do tênis.

Assim como Nova York, o US Open também é uma torre de babel, com participantes de diversas nações, convivendo em harmonia, em busca de um objetivo comum, o título de campeão do maior torneio de tênis do mundo.

US Open 2010 – Nova York

30 de agosto a 12 de setembro

Atuais campeões: Juan Martin del Potro (ARG) e Kim Clijsters (BEL)

Premiação total: U$ 22,6 milhões. Campeões de simples: U$ 1,7 milhões cada, mais o bonus de U$ 1 milhão caso os mesmos sejam os campeões do US Open Series.

Site oficial: www.usopen.org

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Com Sharapova & Cia, Nike faz o 1º grande evento do US Open em New York

O US Open só começa oficialmente na segunda-feira, mas Nova York já está vivendo o Grand Slam e não é porque o qualifying começou na terça-feira.As principais estrelas do campeonato já estão na Big Apple e aproveitam a semana que antecede o maior campeonato do mundo para treinar e participar de diversos eventos para seus patrocinadores.

Sempre causando “buzz” a Nike levou Rafael Nadal, Roger Federer, Maria Sharapova, John McEnroe e até Serena Williams que não jogará o Grand Slam, ao Pier 54 nesta noite de quarta-feira, para o Nike Knockout event, Lights In, Lights Out, em que montaram uma quadra no Pier e abriram a festa ao público.

A  gigante norte-americana aproveitou também para mostrar as roupas que Federer, Nadal e Sharapova usarão no US Open. Para quem não tinha gostado da camiseta ultra pink do Nadal nos últimos torneios, não se preocupe, ele vai jogar de verde limão de dia, e de preto à noite. Federer também não vai continuar usando o rosa. A cor dele para o US Open é o azul.  E Sharapova vai de azul marinho à noite e azul turquesa durante o dia.

O evento da Nike foi apenas o primeiro de muitos que acontecem em New York City até os jogos começarem.

O próprio sorteio da chave principal, nesta quinta, costuma ser um grande evento para a USTA. Antes realizado em um grande hotel da cidade ou até mesmo na sede da ONU, desta vez, a chave será sorteada no Billie Jean King National Tennis Center.

A chef Ingrid Hoffmann e Roddick

Nesta quinta também muitos dos jogadores “celebs” participaim do BNP Paribas Taste of Tennis, no Hotel W da Lexington Avenue, em que grandes chefs de cozinha oferecem suas delícias aos convidados que pagam US$ 275 para entrar. Os tenistas se juntam aos chefs, colocam a mão na massa e arrecadam fundos para instituições de caridade. Esta é a 9ª edição do Taste of Tennis.

Venus Willimas também tem compromisso nesta quinta. Participa de uma clínica de tênis virtual com a Ralph Lauren, parceira do US Open.

A K-Swiss, patrocinadora de Mardy Fish, Sam Querrey e Vera Zvonareva, também já anunciou evento no mesmo hotel W, no sábado; a Donnay que está voltando ao tênis patrocina um torneio Pro-Am cheio de ex-campeões de Grand Slam, no domingo; a Wilson costuma fazer sua festa em um dos outros hotéis da cidade, no fim de semana.

Estes são apenas alguns dos pré-eventos do US Open.  Sessões de autógrafos na Macy’s, aparições na Times Square – lembram-se de Guga, Ivanisevic e Agassi em um evento da Head, em 2001, em pleno coração da vibrante cidade? – entrevistas em lugares inusitados de Manhattan, ainda agitarão New York até o torneio começar de fato na segunda-feira.

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Raí, Cafu, Cruyff, Agassi, Guga, Federer e Nadal, tem muito mais em comum além de serem astros do futebol e do tênis: a responsabilidade social

Estive hoje no Rio de Janeiro, no lançamento da Soccerex, a maior feira de futebol business do mundo, à convite de um grande amigo, de longa data, que hoje trabalha na IMG (International Management Group) e queria me mostrar como funcionava o negócio.
Liderado por um grupo de ingleses, a SoccerEx, marcada para 20 de novembro, com duração de cinco dias, no Rio, foi lançada com um almoço no Copacabana Palace.
Como convidados, além de empresários e dirigentes, algumas estrelas do mundo do futebol, como Carlos Alberto Torres, Jorginho e Cafu.

Entre uma apresentação de vídeo e outra Jorginho e Cafú foram chamados para falar sobre os seus projetos sociais, para ratificar a ligação da Soccerex com a responsabilidade social.
Cada um falou brevemente dos seus projetos e do porque e como tentam ajudar o próximo e principamente Cafu, de como poderão beneficiar milhares de pessoas de baixa renda com os eventos que estão chegando no País.
Quando eles estavam com microfone na mão, falando, fiquei pensando que no tênis, um dos maiores benefícios que os tenistas prestam à sociedade é através de suas Fundações e ações que realizam em cada torneio que participam.
Raí, aqui no Brasil, deve ter sido um dos pioneiros com a sua Gol de Letra, em parceria com Leonardo. A Fundação Cafu, ao lado da Gol de Letra, é hoje uma das mais bem estabelecidas.
Juntos, os ex-são paulinos já beneficiaram milhares de pessoas indiretamente. Assim fazem outros Astros do futebol, mas nem tantos com suas próprias fundações. Johan Cruyff é talvez a estrela do futebol internacional com a Fudação mais abrangente – a Johan Cruyff Foundation (http://www.cruyff-foundation.org/ )– que até torneio de tênis em cadeira de rodas organiza.
Andre Agassi, no tênis, é o nome mais forte entre os “mecenas” do esporte. Começou a sua Fundação em 1994 e seus projetos são tão bem montados que ele já chegou até ao Congresso, querendo mudar o sistema de Educação norte-americano, através das experiências com a sua Andre Agassi Preparatory Academy, que formou a sua primeira turma no ano passado.
Desde 1995 Agassi realiza o Grand Slam For Children, um dos eventos de caridade, de gala, mais conhecidos do planeta e que arrecada aproximadamente US$ 10 milhões por noite.


Guga inaugurou há quase uma década o seu Instituto, o Instituto Guga Kuerten (www.igk.org.br), em Florianópolis, que vai crescendo a cada temporada, atingindo pessoas de baixa renda e com necessidades especiais, buscando sempre a inclusão social e incentivando a prática de diversas modalidades esportivas.
A lista de campeões de tênis que tem suas próprias fundações é expressiva. Aliás, foi por isso que pensei em fazer este post, quando Cafu e Jorginho falavam dos benefícios que o esporte pode trazer.
Andy Roddick tem uma fundação muito forte, a Andy Roddick Foundation.  Esposa de Agassi, Steffi Graf, também tem sua própria Fundação, a Children for Tomorrow; Billie Jean King tem o Womens Sports Foundation; Arthur Ashe, já falecido, também tem a sua Fundação em prol dos que sofrem com a Aids – a Arthur Ashe Foundation.
Maior ídolo do momento no tênis, Rafael Nadal, também lançou a sua Fundação, a Fundacion Rafa Nadal, assim como Serena Williams, com a Serena Williams Foundation.
Musa do esporte mundial, até mesmo Maria Sharapova tem a sua própria Fundaçnao que beneficia desfavorecidos na sua região de origem, a Rússia.
Com raízes na África, continente de origem de sua mãe, Roger Federer voltou a sua Fundação para beneficiar os países africanos.
Acho que poderia passar a noite listando os tenistas e suas fundações. Além disso, a maioria deles, se não tem a sua própria Instituição participa de ações constantemente como é o caso de Boris Becker e Monica Seles, com o Laureus, de John McEnroe, que há três semanas esteve com Andre Agassi em evento para beneficiar a Andre Agassi Foundation, em Los Angeles, no Farmers Classic, entre muitos outros.
A questão da responsabilidade social que antes era um plus no currículo de qualquer esportista hoje se tornou mais do que obrigatória, está completamente ligada ao papel de cada um deles na sociedade.

PS – Para terminar reproduzo o blog de Andre Agassi, publicado no site da sua Fundação para mostrar o quanto ele está empenhado em mudar de fato a educação nos Estados Unidos. Este post é do dia 09 de agosto e Agassi atualiza seu blog constantemente.

“This has been a tough couple of weeks for education here in Nevada.
We lost someone who was a true friend to our Foundation, and a lifelong friend of education, our former Governor Kenny Guinn. At 73 years young, he was full of life and filled with passion for Nevada’s students. With his passing our state has lost a powerful and persuasive voice for education reform. Leaders like Kenny are simple irreplaceable.

The second part of this one two punch came on Tuesday of last week. Nevada was eliminated from consideration of the ‘Race To The Top’ grant. This means forfeiting about $160 million in Federal funds for our schools. However, in applying for these funds, a great deal of reform has been put on the table in the last six months. It’s a start.

Here and across the country, I am hopeful that winds of change are starting to stir. People are embracing reform in Washington, in the press and at the local level across America. It is a movement that calls for more high achieving charter schools in impoverished neighborhoods, for better tools to evaluate and identify good teachers, and for a culture of respect and high expectations in the classrooms. All, values that we cherish at Agassi Prep.

America was once a model for the world in education, and I believe it can be again if we become innovators that challenge the status quo, and reformers willing to reinvent a system that resists change and accountability. Our next generation is a treasure. We must value them enough to equip them, educate them and graduate them.”

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Dokic e Lucic, as ex-prodígios, com histórias de pais abusivos e que continuam lutando na WTA. Dokic já está entre as top 100 de novo.

As atenções do tênis mundial estão voltadas nesta semana para o Masters 1000 de Toronto, a Rogers Cup, com o retorno de Nadal, Federer e Djokovic às quadras, depois de um mês de descanso do tour.

Mas, já faz tempo que quero escrever sobre a Mirjana Lucic e Jelena Dokic. E hoje, ao passar os olhos sobre o ranking da WTA e ver o de Dokic no 82º posto, resolvi aproveitar para falar sobre a croata e a sérvia.

Quando as vi pela primeira vez no circuito, há mais de 10 anos, elas eram do leste europeu, eram jovens e pareciam prontas para dominar o mundo do tênis. Com estilo de jogo agressivo e cabelos loiros colorindo as quadras do mundo, elas eram a sensação na WTA.

Mas, diferente das histórias de outras meninas prodígio da época, como Martina Hingis, Anna Kournikova e Serena Williams, Dokic e Lucic viajavam com pais um pouco diferentes dos já diferentes pais de tenistas.

Sim, Martina ganhou o nome da mãe Melanie, em homenagem a Navratilova. Queria fazer da filha uma campeã no tênis. As irmãs Williams fizeram o sonho do pai se tornar realidade e Kournikova viajava todos os torneios com a mãe. Mas, nenhum deles, pelo menos que se saiba, bateu na filha, abusou sexualmente, foi preso, expulso de algum torneio, passou dos limites com imprensa  e com as próprias meninas.

No caso de Lucic, semifinalista de Wimbledon em 1999 e de Dokic, semifinalista no ano 2000, isso aconteceu.

Lucic, um ano mais velha do que Dokic, não chegou ao quarto posto do ranking mundial como a hoje australiana Dokic. Seu auge foi o 32º lugar em 1998, ano em que precisou fugir de seu país, a Croácia, para se livrar dos abusos do pai, que batia na adolescente, após cada jogo que ela perdia.

Número um do mundo juvenil, campeã junior do US e do Australian Open, Lucic também era obrigada a se pesar diariamente na frente do pai. Caso estivesse acima do peso, apanhava. A mãe também sofria com os abusos do marido, que segundo a própria Mirjana batia nas crianças desde que elas eram pequenas.  A família chegou a se esconder na casa de Goran Ivanisevic, em Split, até conseguir asilo político, primeiro na Suíça e depois fixar residência nos Estados Unidos.

Com toda essa confusão mental na vida da então adolescente Mirjana, a carreira no tênis foi desmoronando aos poucos. Ela saiu do top 100 no ano 2000, sumiu dos rankings entre 2004 e 2007, engordou mais de 20 quilos e  agora, aos 28 anos, está chegando perto de um lugar entre as 100 mais bem colocadas do ranking mundial novamente.

Depois de perder todos os contratos, processar a IMG (International Management Group), ficar sem dinheiro para poder competir, está no circuito de novo e tendo que disputar os qualifyings de todos os torneios em que já brilhou.  Desde 2003 sem jogar um Grand Slam, passou o quali de Wimbledon e jogou a chave principal neste ano. Espera conseguir fazer o mesmo em New York .

Já Dokic tem uma história até mais complicada do que a de Lucic, por já ter sido top 5 e ter um pai que chegou a ser preso e foi acusado de abusar ainda mais fisicamente da filha. “Ninguém sofreu mais do que eu,” revelou Dokic em uma entrevista à revista Sport & Style, da Austrália, no ano passado.

Foi em 2009 que ela viveu um novo momento de conto de fadas ao alcançar as quartas-de-final do Australian Open, jogando novamente pela bandeira da Austrália e depois de ter disputado apenas um torneio do Grand Slam nos quatro anos anteriores.

Viu seu ranking subir, seu pai ser preso, viveu momentos de celebridade novamente. Assinou contratos com a Lacoste, JetStar, ganhou wild cards para vários torneios, mas seu corpo não estava tão pronto assim para aguentar a forte rotina do circuito mundial e logo os resultados pararam e vieram as lesões.

Pensei, sinceramente, que Dokic pararia por alí. Cheguei a vê-la na estreia em Roland Garros, mas ela foi facilmente superada pela checa Lucie Safarova. Ela parecia estar entrando naquela rotina de lesões e derrotas que depois de tantos infortúnios passados, tanta luta fora da quadra, acabam levando o atleta a desistir do esporte.


Mas, não foi o que aconteceu. Ela se separou do namorado e treinador Borna Bikic, e contratou o ex-técnico de Ana Ivanovic e Dinara Safina, Glen Schaap, ganhou três torneios seguidos da categoria Challenger, todos com premiação de US$ 75 mil (Bucareste, Contrexeville e Vancouver) e já está na 82ª posição no ranking mundial.

Para jogar o US Open ela provavelmente – se não ganhar um wild card – terá que passar pelo qualifying, mas não está preocupada. Ela afirma estar se preparando para a temporada 2011.

Que coragem e vontade destas meninas – elas ainda tem cara de menininhas, apesar de possuírem um olhar muitas vezes triste – de vencerem novamente. É admirável.

Para quem quiser ler uma história mais detalhada de Dokic, reproduzo a seguir uma material bem completa que escrevi – alias, adorei escrever – sobre ela, na edição 95 da Tennis View.

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Os meus best sellers na literatura do tênis. Agassi, Serena, Sampras, Seles, Ashe, McEnroe…

Uma troca de mensagens no Twitter, na tarde desta quarta-feira, me fez pensar em livros.

A questão se referia aos livros das irmãs Williams.

Fã de livros, ainda mais de autobiografias, na hora respondi que o da Serena valia a pena ler.

O da Venus, Come to Win: Business Leaders, Artists, Doctors, and Other Visionaries on How Sports Can Help You Top Your Profession ainda não li. Quando vi o título pela primeira vez pensei se tratar de um daqueles livros chatos, com muita auto-ajuda, mas lendo algumas páginas, disponíveis nos sites internacionais de livrarias virtuais, está me parecendo muito mais um exemplo de como o esporte pode mesmo te ajudar na vida. Há depoimentos inclusive do ex-presidente norte-americano Bill Clinton.

Bem diferente do livro da Serena – aliás, difícil as irmãs fazerem coisas iguais, estão sempre juntas, mas se diferenciando uma da outra -, que é uma autobiografia.

Fiquei pensando no que me atraiu no livro dela. A primeira razão de adquirir um exemplar foi puramente profissional.

Como editora de uma revista de tênis tenho por obrigação ler materiais como este. Achei estranho e ainda acho ler autobiografias de tenistas que ainda estão em atividade, mas ao ler o Serena Williams, On The Line, não senti falta da carreira dela ainda não ter terminado. Demorei para pegá-lo para ler e confesso que o livro não foi um daqueles que fluiu, que me fez virar página após página, sem parar. Mas, foi um livro que me trouxe muita informação sobre a história dela e de toda a família Williams que eu jamais havia ouvido falar e o interessante é ler sobre essas histórias não por alguém que apurou os fatos e escreveu, mas sim da própria personagem.

Ela conta com detalhes como era a vida na Califórnia, bem antes da fama, como no início todas as irmãs treinavam, como iam para o treino – em uma van -, como ela convenceu o pai que jogaria o primeiro torneio, como aconteceu a mudança para a Flórida, como viveu a morte da irmã Yetunde e por aí vai.

Dá para perceber no livro também a admiração que ela tem pela irmã Venus, que desde a infância mantém o papel de irmã mais velha e protetora e entre outras coisas, que sua vida se divide entre a de uma super atleta, de celebridade e de uma pessoa normal, que vai à faculdade e faz curso de manicure.

Por ser uma rica fonte de informações, gostando ou não da Serena e suas attitudes, a leitura de On The Line é válida.

Ao pensar um pouco no livro dela, olhei em volta da minha sala na redação da Tennis View e percebi quantos livros de tênis eu já tinha lido. Resolvi então fazer uma seleção dos mais interessantes, começando pelo livro de Andre Agassi, Open, que teve sua versão em português lançada recentemente.

Independentemente de toda controvérsia que surgiu semanas antes do livro ter sido lançado, com Agassi confessando ter usado drogas e mentido em um tested a ATP, eu já teria adquirido o exemplar, imaginando que se Agassi estava lançando uma biografia teria algo de novo para contar.

Toda a controvérsia gerada com os capítulos publicados pré-lançamento no The Times da Inglaterra, os depoimentos dos jogadores, praticamente todos atacando o norte-americano e sua entrevista no programa 60 minutes, em que parecia completamente transtornado, aumentaram ainda mais a minha curiosidade.

Este livro sim, eu devorei. Mais ainda do que o livro da Serena, o do Agassi traz, muito além da história das drogas e da peruca, uma verdadeira descrição de quem ele é e como viveu, desde o momento em que o pai colocou uma raquete na mão dele até os dias de hoje, a relação de amor e ódio com o esporte.

O livro todo, capítulo a capítulo, é baseado nas relações de Agassi, começando pelo pai e passando pela mãe, os irmãos, o ex-melhor amigo Perry Rogers, Nick Bollettieri, Gil Reyes, Brooke Shields, Steffi Graf, entre muitos outros. Cada página foi tão bem escrita – Agassi contratou o vencedor do prêmio Pulitzer, J.R. Moehringer – que apesar de ser uma autobiografia de um tenista você parece estar lenda uma verdadeira obra prima, diferente de qualquer outro livro de tênis, de esportes, que eu já tenha lido.

Os capítulos estão tão bem amarrados, que quando você está lendo o livro, sem pular páginas, a parte que fala das drogas, da peruca, do exame anti-doping da ATP, não chocam tanto, porque lendo a história todo você parece entender o ser humano Andre Agassi.

Os fãs de romance vão adorar todo o relato de como ele se apaixonou por Graf e a conquistou.

A lista de livros é grande e se for relatar o que cada tenista contou é melhor eu começar a escrever um livro sobre os livros e deixar todos os meus outros afazeres de lado.

Continuo aqui observações mais sucintas sobre os outros livros.

You Can Not Be Serious, do John McEnroe é outro livro que se destaca nas autobiografias dos tenistas. Não sei, se no meu caso, por eu não ter acompanhado de perto a carreira dele, mas me trouxe também muita informação e a leitura foi das mais agradáveis.

O livro de Pete Sampras, a Champion’s Mind, ou em português Mente de Campeão, também entre na lista dos meus favoritos. Ao ler o livro não estava achando tão interessante, mas com o passar das páginas fui percebendo que havia ali muitas passagens que nunca haviam sido contadas e que o objetivo do livro, de relatar como pensa um campeão, estava sendo cumprido. A visão de Sampras sobre o que é ser um atleta profissional e como ele trilhou o seu caminho, merecem atenção.

Fã de Monica Seles, desde criança, devorei o livro Getting a Grip on My Body, My Mind, My Self. Muito mais do que aprender sobre a carreira vitoriosa dela, antes da fatídica facada, o livro é um fiel relato de como ela viveu aquele momento e como o acidente transformou completamente a sua vida, causando sérios danos a sua saúde mental e física. É chocante ler as descrições de como ela perdia o controle com a comida, como se sentia mal quando vestia uma roupa de jogo e ficava apertada e quanto tempo demorou para ela conseguir sair do buraco.

Adorei ler o livro de Boris Becker, The Player. É outro livro, que já começa falando do episódio em que ele engravidou uma garçonete, em um bar de Londres, após o seu último jogo como profissional e em que você sente de fato estar ouvindo a própria voz do autor página após página.

O “Je Voulais Vous Dire,” de Henri Leconte, também me agradou muito. Não era um tenista que eu conhecia muito, apesar de sempre ler e ouvir histórias sobre ele. O livro, além de detalhes da carreira, relata como era o circuito nos anos 80 e início dos anos 90, o que é sempre interessante.

Um dos primeiros livros que li, antes mesmo de me tornar jornalista e guardo até hoje é o Arthur Ashe, Days of Grace, que ele escreveu com Arnold Rempersad, um ano antes da sua morte.

O livro de Billie Jean King, Pressure is a Privilege: Lessons I’ve Learned from Life and the Battle of the Sexes, é pequeno, com poucas páginas e fácil de ler. É também um livro de auto-ajuda, com conselhos desta lenda mundial que tanto fez e continua fazendo pelo tênis. Mesmo sendo um livro pequeno, dá para ter mais apreço ainda pela pessoa especial que é Billie Jean. Foi a primeira vez que li, em detalhes, como foi a famosa “Battle of the Sexes,” entre ela e Bobby Riggs.

Outro livro que não é exatamente uma autobiografia, mas é bem interessante é o de Martina Navratilova, Shape Your Self. Entre dicas de hábitos saudáveis, alimentares e físicos, ela conta alguns detalhes da sua vida no circuito.

Best Seller do New York Times, o livro de James Blake.

Breaking Back: How I Lost Everything and Won Back My Life, não me entusiasmou. Não trouxe quase nada que eu não soubesse sobre sua história. Talvez, para um leigo no esporte, seja interessante.

Os livros de Roger Federer, Quest for Perfection – sera lançado em português ainda neste ano –  e de Rafael Nadal, “Rafael Nadal, a biografia de um ídolo do tênis,” de Tom Oldfield, não são auto-biográficos, mas são boas fontes de informação, especialmente o de Federer, do amigo jornalisa René Stauffer.

Tenho dois livros na minha prateleira, me olhando diariamente, o de Rod Laver, The Education of a Tennis Player e do Fabrice Santoro, A Deux Mains.

Mas, estou lendo outros dois livros fora do esporte e é preciso ler outras coisas de vez em quando.

Assim que concluir a leitura de ambos faço um post contando  o que achei de cada um deles.

Ah, já ia me esquecendo. Tem outros dois livros que gostei muito de ter lido, com histórias interessantes do circuito, o do Brad Gilbert, I’ve Got Your Back e o de Nick Bollettieri, My Aces, My Faults.

Já li inúmeros outros livros de tênis, mas assim de cabeça – já saí do escritório com minha prateleira repleta deles – são os que me mais me recordo e com certeza, se recordo é porque ou são recentes, ou são os mais legais.

PS – Quase esqueci, mas jamais poderia. Aqui Tem, o livro do Fernando Meligeni com o jornalista André Kfouri é uma agradável leitura das melhores passagens do tenista no circuito mundial. Só o fato de Meligeni, um tenista, ter  conseguido lançar um livro no Brasil, país em que pouco se lê, merece aplausos.

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Conquista em Wimbledon coloca Serena na capa da Sports Illustrated e mostra domínio da atleta no tênis, há mais de uma década

Serena comemora conquista do 13º troféu de Grand SLam (Cynthia Lum)

Já faz muito tempo, não sei dizer ao certo o ano, se foi no início de 1997 ou 1998. Acredito que tenha sido em 1997 a primeira vez que vi as irmãs Venus e Serena Williams e o famoso pai, Richard Williams.

Elas eram adolescentes, usavam miçangas na cabeça, sorriam para tudo e deixavam claro ter a intenção de conquistar o mundo. Venus, um ano mais velha, já jogava mais torneios do que Serena

Lembro na época que muitos duvidavam do verdadeiro potencial de duas meninas, treinadas pelo pai, sem nenhum histórico no tênis, sem terem disputado torneios juvenis e que diziam ser as próximas números um do mundo.

Mas, o que mais me chamou atenção na época, foi o fato de Richard ter dito. “Se vocês estão impressionados com a Venus, esperem até observarem a Serena jogar. Ela é melhor ainda.”

Essa afirmação ficou comigo desde então e Serena, ao longo dos anos, provou mesmo ser melhor do que a irmã Venus.

Com a conquista em Wimbledon, no sábado, em que derrotou Vera Zvonareva, por 6/3 6/2, Serena ergueu o seu 13º troféu de Grand Slam, quase o dobro de Venus, que tem sete. Serena já está bem a frente de Venus no livro dos recordes. Entrou para o seleto grupo de tenistas que completaram o Grand Slam. Ganhou os quatro maiores torneios do mundo. Venus nunca ergueu a Taça de Roland Garros e do Australian Open.

Foi Serena também a primeira das duas a ganhar um torneio do Grand Slam. Ela foi campeã do US Open em 1999. Venus ganhou o seu primeiro Grand Slam no ano 2000, em Wimbledon.

Pessoalmente sempre gostei mais de Serena, a mais extrovertida e sorridente das irmãs. Não sei dizer o motivo, mas alguém com um sorriso no rosto é sempre mais fácil de simpatizar. Serena tem também uma afinidade enorme com o Brasil. Durante uma época, no início da sua carreira, queria aprender português. Era super fã do Guga.

O que impressiona na história dela é que tudo isso, desde que ela ganhou o primeiro Grand Slam, já faz mais de 10 anos e ela continua dominando o tênis da mesma maneira que fazia uma década atrás.

Claro que com altos e baixos, participando do circuito à sua maneira, jogando apenas os torneio que quer, que não costumam passar de 13, 14 ao ano, falando o que bem entende e levando a vida para Jeová e para fazer o que bem entender e quando quiser.  Até curso de manicure ela fez recentemente, mas sem jamais esquecer o lado social. Está ajudando crianças na África, construindo escolas. A próxima é no Kenya.

Mas, mesmo competindo pouco, o que fica claro é que quando Serena se prepara e quer é difícil rivalizar com ela.

Ela parece ter uma força superior a das outras tenistas, tanto física, quanto mental e exercer uma influência no esporte raramente vista.

Seu jogo força elevou o nível do tênis nos últimos anos. Com o potente saque, que nenhuma outra tenista consegue imitar, conseguiu vencer Wimbledon mais uma vez.  Nossa fotógrafa, Cynthia Lum, que acompanha os jogos de dentro da quadra, chegou a escrever no blog dela (http://cynthiasinsiderblog.wordpress.com) que até assusta estar diante de Serena em quadra, tamanha é sua presença.

Capa da Sports Illustrated

Com status de estrela de Hollywood nos Estados Unidos, onde costuma aparecer, além dos maiores momentos do esporte, nos grandes eventos de moda e até na Casa Branca para se encontrar com a família Obama, o feito de Serena, que passou até mesmo a lendária Billie Jean King na lista de número de troféus de Grand Slam (ela tem 12 e Serena 13), a irmã de Venus, em meio a Copa do Mundo de futebol, é a capa da Sports Illustrated que chega às bancas nos EUA nesta semana.

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