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Campeão, Soares investe nos negócios e quer trazer a Solfire para o Brasil

Bruno Soares não poderia ter escolhido momento melhor para se tornar sócio da marca de roupas que ele vem jogando há alguns meses, a Solfire.  Campeão neste domingo do terceiro ATP da temporada, o Rakuten Open, o ATP 500 de Tóquio, ao lado de Alexander Peya, ganhando dos fortíssimos Leander Paes e Radek Stepanek, por 6/3 7/6(5), Bruno não sabe o que é perder há um mês.

 

Desde o início de setembro ele foi campeão de duplas mistas do US Open, ganhando o seu primeiro Grand Slam, depois, com Marcelo Melo levou o Brasil de volta ao Grupo Mundial da Copa Davis, dando o ponto decisivo ao País; na semana passada ganhou o ATP 250 de Kuala Lumpur, com Peya e neste domingo ergueu o oitavo trofeu da carreira, no Japão.

 

Durante o US Open conversei bastante com Bruno e com Brendan Murphy, fundador da marca de roupas que o mineiro veste, a Solfire. Bruno me contou que havia se tornado sócio da de Brendan Murphy. Os dois se conheceram através do outro sócio da marca no Brasil, Marcio Torres, técnico de Bruno.

 

Com design diferente das tradicionais marcas esportivas, a Solfire surgiu das mãos do artista plástico Murphy, que começou a desenhar camisetas para ele e os amigos jogarem tênis. Aos poucos foi entrando no circuito e começou a patrocinar alguns jogadores.

Os desenhos coloridos que estampam as roupas são todos extraídos de quadros de Murphy. O que Bruno vem usando é uma parte do “caos da cidade,” nas versões branca e preta.

 

Pouco conhecido no Brasil, mas habitué da cena da arte americana, o artista exibiu o seu trabalho recentemente em Nova York, no Atelier Building e foi aclamado pela crítica. “Para mim, desenhar essas camisetas é algo muito fácil, porque assim como os meus quadros e como diz o nome da marca, vem da alma (soul) e a arte dirige a minha vida.”

Murphy parece mesmo ter um forte senso de expressão através da arte, daí o nome fogo (fire), na marca e confessa analisar bastante como as roupas  com a sua arte“vestem e se traduzem de maneira diferente, dependendo da pessoa.”

 

Além de camisetas, a Solfire tem uma linha completa de roupas esportivas, que se misturam com o casual e a alta performance. Como estratégia de vendas, depois de um início conturbado nos negócios, em que a distribuição em um país tão grande como os Estados Unidos, acabou custando caro, em breve as roupas poderão ser encontradas na gigante Tennis Warehouse, não só na América do Norte, mas na Europa também.

 

E claro que com Bruno Soares fazendo a melhor propaganda que a marca poderia ter no Brasil, no tênis atualmente, Murphy quer trazer as artísticas roupas para cá, com os sócios mineiros.

 

Esta não é a primeira vez que Bruno se aventura no mundo dos negócios. Quando estava lesionado, há cinco anos, montou uma série de academias de ginástica para mulheres, em Belo Horizonte, sua cidade natal.

Durante o US Open, o trio Murphy, Soares e Torres, cogitava já ter algo para o Gillette Federer Tour, em que Bruno jogará uma partida de duplas com Marcelo Melo, contra os irmãos Bob e Mike Bryan, em São Paulo.

 

“Vamos começar aos poucos, mas queremos muito em breve estar vendendo, pelo menos, uma camiseta para começar a entrar no mercado.”

 

Com alta qualidade e design, as camisetas nos Estados Unidos devem ser vendidas por U$ 45 (R$ 90,00) e chegar a um preço similar no Brasil.

 

Enquanto Murphy coloca a sua alma na pintura e nas roupas, Bruno Soares coloca no esporte, ganhando títulos e jogando com alegria. A parceria não poderia ter encontrado melhor momento de sintonia.

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Que mês inspirado de Bruno Soares

Já vi acontecer de tenistas terem semanas e até meses inspirados, mas do jeito que o mês de setembro se armou para Bruno Soares, é difícil ver. Entre o dia 06 e 30 de setembro, ele ganhou o primeiro Grand Slam da carreira, o US Open, nas duplas mistas, colocou o Brasil de volta no Grupo Mundial da Copa Davis, e neste domingo ergueu o 7º trofeu de duplas da carreira e o primeiro com o austríaco Alexander Peya, no ATP de Kuala Lumpur, na Malásia.

Tenistas estão acostumados, com raríssimas exceções, a passar justamente pelo contrário. A ganhar numa semana, perder na outra, ou ganhar alguns jogos e perder antes da final. É o normal, afinal em uma chave de um torneio normal da ATP, são 32 jogadores na chave de simples e 16 duplas. Apenas um tenista e uma dupla sai com o trofeu de campeão. É comum ouvir os tenistas falando: “o bom do tênis é que sempre temos uma nova chance na semana seguinte.”

Tudo isso passou longe de Bruno Soares nas últimas três semanas. Há 24 dias ele estava em Nova York, erguendo o seu primeiro trofeu de Grand Slam, com Ekaterina Makarova. Horas depois pegava um avião para Belo Horizonte, comemorava com a família e viajava em seguida para defender o Brasil na Copa Davis. Com Marcelo Melo, ajudou a colocar o país de volta no Grupo Mundial. Voltou para casa por alguns dias, curtiu as vitórias e viajou para o outro lado do mundo, para a Malásia, para jogar o ATP 250 com Alexander Peya e ganhou o torneio, vencendo na final Colin Fleming e Ross Hutchins, por 5/7 7/5 10/7.

Foi o sétimo título de Bruno Soares na carreira, em 16 finais que disputou. É o segundo de 2012 – o outro foi o do Brasil Open, com Eric Butorac – e o primeiro na Ásia.

Aos 30 anos de idade ele está vivendo aquele momento especial que todo jogador um dia sonha em atingir. Aquela rara sensação de ser praticamente invencível.

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