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Direto de NY – Soares: “Chegar à final seria a realização de um sonho”

E Bruno Soares continua fazendo história neste US Open. Depois de derrotar dois Bryans, aposentar Kim Clijsters, ele está a um jogo da final do Grand Slam americano, nas duplas mistas. “Seria a realização de um sonho. Falta um jogo,” disse o mineiro, logo após disputar e vencer, a segunda partida do dia em NY.

 

Ao lado da russa Ekaterina Makarova, Bruno virou um jogo difícil, contra o holandês Jean Julien Roger e a russa Anastasia Rodionova, por 4/6 6/3 10/7, para alcançar a sua primeira semifinal de duplas mistas da carreira. “Já tinha feito acho que umas 5 vezes quartas-de-final e em todas elas perdi no match tie-break.”

 

Em uma rápida visita ao Centro de Imprensa do US Open, Bruno falou que as derrotas anteriores até passaram pela cabeça quando o match tie-break contra o holandês e a russa começou, mas que ele logo esqueceu.

 

Ainda agitado de um dia de muitos jogos, que começou com outra vitória de virada sobre o checo Frantisek Cermak e o eslovaco Michael Mertinak, por 6/7(5) 6/3 7/6(3), Bruno queria mais era ir para a casa onde está hospedado, no Lower East Side, fazer uma refeição caseira com a esposa Bruna e descansar para a próxima batalha. “Nós dois, eu e a Makarova, estávamos cansados, sentindo as pernas quando o jogo começou. Sabia que a gente ia demorar para soltar mais. Eu fiz um jogo de três sets e ela também.”

 

A vitória nas duplas mistas foi a sexta de Bruno Soares neste US Open e segundo ele, um dos motivos para o sucesso foi a derrota na estreia em Winston Salem, com Peya. “Fizemos o nosso pior jogo do ano, eu acho. Mas aí viemos cedo para cá e treinamos muito. A gente ficava umas quatro horas por dia em quadra, treinando e tentando se conhecer melhor, saber o que um gosta de fazer no momento de decisivo, que jogada fica mais à vontade e isso faz muita diferença. Se um ponto decide o jogo, isso é muito importante.”

 

Já na semifinal de duplas mistas, em que enfrentará os checos Frantisek Cermak e Lucie Hradecka, Bruno quer  também chegar à semi de duplas masculinas. Apenas uma vez na carreira ele esteve a um jogo da final de um Grand Slam. Foi em Roland Garros 2008, com o checo Dusan Vemic, no primeiro Grand Slam que jogou depois de anos afastado do circuito lesionado. “Vai ser um jogo bem diferente do que foi hoje. Temos que estar sólidos contra os espanhóis.”

 

Bruno passará o dia na quadra 17 nesta terça. A partir das 14h (Brasil) ele joga as quartas-de-final com Peya, contra Marcell Granollers e Marc Lopez e volta para a mesma quadra, no terceiro jogo da rodada, contra Hradecka e Cermak.

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Soares: “Fazer parte desse jogo histórico com a Clijsters, foi uma honra”

Kim Clijsters não jogará mais tênis profissional. Ela até poderia voltar a entrar em quadra depois de amanhã, mas um brasileiro parou a tricampeã do US Open, nas duplas mistas. Com a russa Ekaterina Makarova, em um jogo eletrizante, na novíssima quadra 17, Bruno Soares derrotou Clijsters e Bob Bryan, por 6/2 3/6 12/10, encerrando a carreira da belga.

 

“Em nenhum momento pensei nisso,” disse Bruno, alguns minutos após o jogo, ainda vestindo a camiseta verde chocante que usou no match tie-break. “Só estava focado no jogo e no que fazer na partida. Estava pensando mais na atmosfera em quadra e no privilégio que é estar fazendo parte disso tudo.”

 

Bruno, que chegou a ser entrevistado em quadra, para as 2400 pessoas que estavam assistindo ao vivo a partida e para as televisões do mundo todo, ratificou o que disse logo após o match point (Clijsters e Bryan chegaram a salvar 4 match points). “O jogo estava tão incrível, com um tie-break, depois do 0/3 só de winners, que não importava ganhar ou perder. Penso isso mesmo. Mesmo com a torcida toda para eles, a energia em quadra estava muito intensa, maravilhosa e isso me dá mais energia ainda e acho que o público estava participando porque o nível do jogo estava altíssimo, com eu e o Bob na rede e as meninas jogando muito do fundo de quadra.”

 

Clijsters disse depois, na coletiva, que não queria que o último ponto da carreira dela, um que ela iria lembrar para sempre, fosse um erro bobo, ou um ponto feio, por isso foi crescendo de produção e jogando cada vez mais solta.

Acostumado a enfrentar algumas das melhores jogadoras de duplas do mundo, o mineiro Soares raramente fica do outro lado da rede de alguma ex-número um do mundo em simples ou campeã de Grand Slam. “Joguei uma vez contra a Wozniacki, mas quando ela ainda estava crescendo. Ela é uma embaixadora do nosso esporte, uma tenista que fez a diferença no tênis e por isso foi um jogo especial também. Estava tão bom ficar jogando, que poderia ficar em quadra mais umas três horas.”

 

Mas, além de Clijsters, Bruno derrotou um Bryan pelo segundo dia seguido. “Quando vi a chave xinguei todo mundo e pensei: quem é que foi o safado que fez esse sorteio. Nem achei que fosse chegar ao segundo Bryan (ganhou de Mike e Lisa Raymond, a número um do mundo na sexta), mas no fim, o que o sorteio me deu foi ter essa experiência ótima de ter participado desse jogo de hoje.”

 

Agora, depois de eliminar os dois irmãos Bryan, a número um do mundo de duplas, a tricampeã do US Open, Bruno e Makarova enfrentam o vencedor do jogo entre os poloneses Jans-Ignacik/Fyrstenberg e Rodionova/Rojer, por uma vaga na semifinal do US Open.

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