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Bruno Soares vai à final com Vesnina no Australian Open e faz história no tênis

Bruno Soares está fazendo história na Austrália. Depois de ter se classificado para a final de duplas, com o britânico Jamie Murray, nesta sexta-feira ele avançou também à decisão de duplas mistas, com a russa Elena Vesnina. Eles venceram a indiana Sania Mirza e o croata Ivan Dodig, por 7/5 7/6(4). Com a vitória, Bruno se tornou o primeiro brasileiro, depois de Maria Esther Bueno, e o único entre os homens, a disputar duas finais no mesmo Grand Slam.

Soares e Vesnina

Além de fazer história para o país, Bruno Soares jogará pelo terceiro trofeu de duplas mistas da carreira, já tendo dois do US Open, com Ekaterina Makarova, em 2012 e outro com Sania Mirza, em 2014. Jogará pelo primeiro título de duplas, tendo sido vice-campeão do US Open, em 2013.

“Difícil de imaginar que estaria nas duas finais. Um torneio como Grand Slam, fazer uma final já é super difícil, ainda mais duas. Vamos tentar aproveitar o momento e surfar essa onda e quem sabe pegar os dois títulos. No ano em que fiz final em 2013, no US Open, quando o Alex (Peya) machucou, perdi na semi de duplas mistas. Quase que deu dobradinha lá. E agora estou muito feliz com a dobradinha aqui. ,” disse Bruno Soares.

Esta é a primeira vez que Soares e Vesnina jogam juntos. “Conversei com a Sania no fim do ano e ela disse que queria trocar de parceiro. Mandei uma mensagem para a Vesnina, convidei e ela topou. A gente já se conhecia há um bom tempo, até por causa da Makarova. Ela ia sempre acompanhar o nosso jogo. Estou super feliz com o nosso resultado até agora.”

Com duas finais para disputar no fim de semana, Bruno credita o bom rendimento físico em quadra à pré-temporada realizada em Belo Horizonte. “O físico está super bom. O fato de estar disputando um jogo todo dia tem ajudado bastante. A programação tem sido muito boa, mas com certeza uma boa pré-temporada e o trabalho do Chriszogno Bastos foi fundamental para isso.”

Para se preparar para a final, o mineiro vai focar jogo a jogo. “Estou jogando todo dia e tem sempre que pensar no próximo jogo. Agora vou começar a focar na final de duplas masculinas que é amanhã e tentar esquecer o que a gente está jogando e focar em ganhar o jogo. Se pensar muito em final de Grand Slam, você acaba esquecendo de jogar. É focar no que a gente vem fazendo e que vem dando muito certo. Já sou mais experiente, já passei por isso outras vezes, já sei o que esperar e como me preparar. Estou tranquilo e espero poder jogar o meu melhor.”

A decisão de duplas, contra Daniel Nestor e Radek Stepanek, acontece no sábado, na Rod Laver Arena, após a final de simples feminina. A de duplas mistas, contra Coco Vandeweghe e Horia Tecau é realizada no domingo, antes da final de simples masculina.

Com chance de aumentar em 2 os trofeus do Brasil em Grand Slam, Bruno afirma:  “O Brasil também é o país das duplas. Há um bom tempo, eu o André e o Marcelo temos conseguido grandes resultados. Entra ano, sai ano e a gente vai elevando o nível do nosso tênis.”

SOBRE BRUNO SOARES – Mineiro nascido em 27/02/1982, Bruno Soares é um dos principais nomes da história do Brasil. Ao ganhar o US Open nas duplas mistas, em 2012, se juntou ao seleto grupo de campeões de Grand Slam brasileiros, que inclui apenas Maria Esther Bueno, Gustavo Kuerten, Thomaz Koch e Marcelo Melo. Em 2014 repetiu a façanha conquistando o segundo título em Nova York.
Além dos trofeus no US Open, Bruno tem 21 títulos de duplas no circuito e 20 vice-campeonatos e chegou ao 3o. posto no ranking mundial de duplas em 2013 (é o 22o. atualmente).
O tenista que  tem a sua carreira gerenciada pela LinkinFirm, do ex-tenista profissional Marcio Torres, conta atualmente com os patrocínios da Asics, Correios, MRV Engenharia, Banco BMG, Land Rover, Estácio,Wilson e Optimum Nutrition.

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Soares “estou jogando o meu melhor tênis e ainda posso evoluir mais”

A ocasião merece. Pela segunda vez na carreira Bruno Soares está na semifinal de duplas de Roland Garros. Nesta quarta, com o austríaco Alexander Peya, derrotou os poloneses Fyrstenberg e Matkowski por 1/6 6/4 3/1 desistência e joga na quinta para ir à sua segunda final de Grand Slam (foi campeão de duplas mistas no US Open).

Soares e Peya - Roland Garros

Bati um bom papo com o Bruno depois da derrota dele nas quartas-de-final de duplas mistas. Ele e Lisa Raymond perderam para Marcelo Melo e Liezel Huber por 6/4 6/4, em meio a uma maratona de jogos.

Primeiro Bruno e Peya deram entrevista para a TV austríaca e depois sentei com ele na zona de entrevistas do Centre de Presse. Já falei com ele tantas vezes e o conheço desde os tempos de juvenil que pode ficar difícil mudar um pouco o disco. Mas o momento da carreira dele é especial e resolvi reproduzir a conversa aqui.

Como está sendo disputar tantas partidas em poucos dias?

“Está uma correria. Estou jogando todo dia. Por um lado é bom porque estamos ganhando e voltando para Roland Garros diariamente. Significa que estamos jogando bem.

Infelizmente a programação na primeira semana não foi bem feita. Acho que já falei bastante sobre isso. Eles não deram atenção para quem estava jogando mais do que um torneio e deu essa correria.”

Você está na semifinal de Roland Garros pela segunda vez na carreira. Com tantos jogos, dá para perceber que está a um jogo da final?

“ Vou sempre jogo a jogo, mas dá sim para ter a noção de que estamos na semi e estou muito feliz.”

Como você compara essa com a de 2008?

“Estou bem mais experiente, mais preparado e jogando um melhor tênis.”

Dá para dizer que você está no melhor momento da sua carreira?

“Tenho jogado muito bem nos últimos tempos. Venho numa crescente muito forte desde que comecei a jogar com o Alex e acho que ainda posso melhorar. Sou mais maduro hoje.”

Como é o seu treinamento? Você está aqui sozinho. Às vezes viaja com treinador, às vezes não.

“ Eu treino em Belo Horizonte com o Roberto Moraes. Ele esteve comigo em Indian Wells e Miami. Mas, acabo treinando por tabela com o técnico do Peya, o Scott Davidoff.

Para gente é muito bom. Eu prefiro assim do que cada um treinar com o seu técnico. É bom ter um cara para a dupla.

O Scotty é muito gente boa, sem falar que é treinador há muitos anos de tenistas de altíssimo nível (ele treina também Bhupathi e Bopanna).

Você disse que está na casa de uma família – amigos – aqui em Paris. Conseguiu passear um pouco?

“Como estamos na casa de família, nossa rotina é ir daqui para casa e da casa para cá. Não fiz e espero não fazer nada.”

O que aconteceu exatamente com os poloneses no seu jogo de hoje cedo?

“O Fyrstenberg machucou na terceira rodada. Ele distendeu u músculo nas costas, mas a gente não sabia.

Eles começaram jogando completamente diferente do que jogam. Mas, a gente se recuperou a tempo e depois do break no 4/4 sabíamos que era uma questão de tempo.”

Você vem jogando em quadras grandes aqui, como a 1, a 2. Qual você gosta mais? Tem alguma que não jogou ainda?

“Nunca joguei na central. Mas a quadra 2 é a minha favorita. Acho que é perfeita para a dupla.  Deve caber umas 1000 pessoas e sempre enche. O público fica bem pertinho e fica um caldeirão legal.”

Como foi jogar contra o Marcelo dois dias seguidos?

“É chato jogar contra o Marcelo. Não foi a primeira vez que aconteceu e vai acontecer de novo. Mas, pelo menos foi nas oitavas e nas quartas. Pior foi no ano passado, no US Open, que joguei contra o André  – Sá – na primeira  rodada.

Mas com o Marcelo a gente conversou antes do jogo, conversou depois. Ele vai enfrentar uma dupla que eu joguei no US Open. Fora da quadra prevalece a amizade e agora tem dois tenistas brasileiros na semifinal.

 

 

 

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