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Bruno Soares e Marcelo Melo iniciam preparação olímpica no Rio Open

Será no Rio Open, na próxima semana, que os tenistas Bruno Soares e Marcelo Melo iniciarão a preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Os atletas, que vivem grande fase nas quadras, jogarão juntos pela primeira vez no ano. Soares acaba de conquistar de seu primeiro Grand Slam de duplas – o Australian Open 2016 – e Melo é o atual número 1 no ranking de duplas da ATP.

Bruno e Marcelo iniciam preparação olímpica no Rio Open

Os brasileiros, que atuarão na Olimpíada,iniciam a preparação para o Rio 2016 de olho no título do ATP 500 . No circuito mundial, o último torneio que Soares e Melo jogaram juntos foi o Masters 1000 de Miami, no ano passado, em que foram semifinalistas.

“Sabemos que temos um longo caminho pela frente, desde preparação física até a psicológica. Alcançarmos um bom resultado nessa competição que jogaremos juntos já será um grande passo para chegarmos ainda mais confiantes nas Olimpíadas”, comenta Marcelo Melo.

“Estou muito feliz de poder jogar no Rio com o Marcelo, meu parceiro olímpico e grande amigo. É uma forma da gente começar a se preparar para o Rio 2016, nosso principal objetivo do ano. Vai ser muito legal poder jogar na cidade do Rio de Janeiro, já contando com apoio da torcida e sentindo um pouco dessa energia que vai ser diferente durante os jogos. Temos dois torneios importantes para jogar no Brasil e vamos aproveitar essa oportunidade”, afirma Bruno Soares.

Juntos, Melo e Soares somam 5 títulos de Grand Slam. Melo conquistou Roland Garros no ano passado, ao lado de Ivan Dodig e Soares, tem 2 US Opens de duplas mistas, 1 Australian Open de duplas e outro de mistas.

Na Copa Davis, a única competição entre países do tênis mundial, Melo e Soares, jogando lado a lado, tem o recorde de 9 vitórias e apenas 2 derrotas.

Bruno desembarca no Rio nesta sexta e Marcelo, no sábado.

SOBRE BRUNO SOARES – Mineiro nascido em 27/02/1982, Bruno Soares é um dos principais nomes da história do Brasil. Ao ganhar o US Open nas duplas mistas, em 2012, se juntou ao seleto grupo de campeões de Grand Slam brasileiros, que inclui apenas Maria Esther Bueno, Gustavo Kuerten, Thomaz Koch e Marcelo Melo. Em 2014 repetiu a façanha conquistando o segundo título em Nova York.
Em janeiro de 2016, no Australian Open, conseguiu o feito inédito de vencer o 1o. Grand Slam de duplas, com Jamie Murray e de conquistar também o trofeu nas duplas mistas, com Elena Vesnina, se tornando o primeiro brasileiro desde Maria Esther Bueno, em 1960 a vencer dois títulos no mesmo torneio.
Além dos trofeus de mistas no US e no Australian Open, Bruno tem 22 títulos de duplas no circuito e 20 vice-campeonatos e chegou ao 3o. posto no ranking mundial de duplas em 2013 (é o 10o. atualmente).
O tenista que  tem a sua carreira gerenciada pela LinkinFirm, do ex-tenista profissional Marcio Torres, conta atualmente com os patrocínios da Asics, Correios, MRV Engenharia, Banco BMG, Land Rover, Estácio,Wilson e Optimum Nutrition.

 

 

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Soares “estou jogando o meu melhor tênis e ainda posso evoluir mais”

A ocasião merece. Pela segunda vez na carreira Bruno Soares está na semifinal de duplas de Roland Garros. Nesta quarta, com o austríaco Alexander Peya, derrotou os poloneses Fyrstenberg e Matkowski por 1/6 6/4 3/1 desistência e joga na quinta para ir à sua segunda final de Grand Slam (foi campeão de duplas mistas no US Open).

Soares e Peya - Roland Garros

Bati um bom papo com o Bruno depois da derrota dele nas quartas-de-final de duplas mistas. Ele e Lisa Raymond perderam para Marcelo Melo e Liezel Huber por 6/4 6/4, em meio a uma maratona de jogos.

Primeiro Bruno e Peya deram entrevista para a TV austríaca e depois sentei com ele na zona de entrevistas do Centre de Presse. Já falei com ele tantas vezes e o conheço desde os tempos de juvenil que pode ficar difícil mudar um pouco o disco. Mas o momento da carreira dele é especial e resolvi reproduzir a conversa aqui.

Como está sendo disputar tantas partidas em poucos dias?

“Está uma correria. Estou jogando todo dia. Por um lado é bom porque estamos ganhando e voltando para Roland Garros diariamente. Significa que estamos jogando bem.

Infelizmente a programação na primeira semana não foi bem feita. Acho que já falei bastante sobre isso. Eles não deram atenção para quem estava jogando mais do que um torneio e deu essa correria.”

Você está na semifinal de Roland Garros pela segunda vez na carreira. Com tantos jogos, dá para perceber que está a um jogo da final?

“ Vou sempre jogo a jogo, mas dá sim para ter a noção de que estamos na semi e estou muito feliz.”

Como você compara essa com a de 2008?

“Estou bem mais experiente, mais preparado e jogando um melhor tênis.”

Dá para dizer que você está no melhor momento da sua carreira?

“Tenho jogado muito bem nos últimos tempos. Venho numa crescente muito forte desde que comecei a jogar com o Alex e acho que ainda posso melhorar. Sou mais maduro hoje.”

Como é o seu treinamento? Você está aqui sozinho. Às vezes viaja com treinador, às vezes não.

“ Eu treino em Belo Horizonte com o Roberto Moraes. Ele esteve comigo em Indian Wells e Miami. Mas, acabo treinando por tabela com o técnico do Peya, o Scott Davidoff.

Para gente é muito bom. Eu prefiro assim do que cada um treinar com o seu técnico. É bom ter um cara para a dupla.

O Scotty é muito gente boa, sem falar que é treinador há muitos anos de tenistas de altíssimo nível (ele treina também Bhupathi e Bopanna).

Você disse que está na casa de uma família – amigos – aqui em Paris. Conseguiu passear um pouco?

“Como estamos na casa de família, nossa rotina é ir daqui para casa e da casa para cá. Não fiz e espero não fazer nada.”

O que aconteceu exatamente com os poloneses no seu jogo de hoje cedo?

“O Fyrstenberg machucou na terceira rodada. Ele distendeu u músculo nas costas, mas a gente não sabia.

Eles começaram jogando completamente diferente do que jogam. Mas, a gente se recuperou a tempo e depois do break no 4/4 sabíamos que era uma questão de tempo.”

Você vem jogando em quadras grandes aqui, como a 1, a 2. Qual você gosta mais? Tem alguma que não jogou ainda?

“Nunca joguei na central. Mas a quadra 2 é a minha favorita. Acho que é perfeita para a dupla.  Deve caber umas 1000 pessoas e sempre enche. O público fica bem pertinho e fica um caldeirão legal.”

Como foi jogar contra o Marcelo dois dias seguidos?

“É chato jogar contra o Marcelo. Não foi a primeira vez que aconteceu e vai acontecer de novo. Mas, pelo menos foi nas oitavas e nas quartas. Pior foi no ano passado, no US Open, que joguei contra o André  – Sá – na primeira  rodada.

Mas com o Marcelo a gente conversou antes do jogo, conversou depois. Ele vai enfrentar uma dupla que eu joguei no US Open. Fora da quadra prevalece a amizade e agora tem dois tenistas brasileiros na semifinal.

 

 

 

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