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Muitas histórias do Brasil Open, desde o tempo em que 11 de setembro passou a ser mais do que uma data qualquer no calendário.

Não tem como não chegar a Salvador e pegar o transfer rumo a Costa do Sauípe e não passar um filme na cabeça. Afinal, o torneio existe desde 2001, estive em todas as edições do campeonato e mesmo antes dele acontecer, me lembro do Guga trabalhando nos bastidores da ATP para conseguir a data para o Brasil sediar um torneio desta categoria e do Carvalhinho, meu grande amigo e que foi empresário do Guga e que na época era o Diretor do ATP e montou o torneio inteirinho.

De todos estes anos vindo a Bahia não vou lembrar de tantos detalhes, mas alguns fatos são marcantes.

Lembro perfeitamente daquele 2001. Viemos direto de Nova York. Guga era o número um do mundo, era o primeiro ano do torneio. Nenhum de nós havia estado no Resort. Vínhamos de uma longa temporada nos Estados Unidos, que começara com uma semifinal no ATP de Los Angeles; terceira rodada em Toronto (naquela época não havia bye para os cabeças-de-chave nos Masters 1000); título em Cincinnati, com direito a dois jogos no mesmo dia da final; vice-campeonato em Indianápolis e quartas-de-final no US Open, em que mostrou os primeiros sinais de desgaste na derrota para Kafelnikov.

Chegou, como ele mesmo disse, “com as últimas forças” para jogar o ATP inaugural do Brasil na Costa do Sauípe, em quadra rápida, e foi jogar a primeira partida, no dia 11 de setembro, às 13h contra Flavio Saretta.

Pouco antes do jogo começar começamos a ouvir um burburinho de que estava havendo uma guerra nos Estados Unidos – havíamos saído de Nova York três dias antes -; minha mãe ligava para olhar a internet e ver as imagens do World Trade Center, cheio de cinzas em volta (muitos se perguntavam se era montagem). Começou um certo pânico entre os jogadores americanos.

Daqui da Bahia, no meio de um Resort, tudo que estava acontecendo em New York parecia surreal. Era tão distante que não parecia verdade.

Tentamos contato com nossos amigos em Nova York, mas as linhas para lá estavam congestionadas.

O torneio prosseguia normalmente. Guga foi para a quadra e não aguentou. Ganhou o primeiro set de Saretta, mas acabou perdendo por 4/6 6/2 6/4.

Em meio ao 11 de setembro, que então se tornaria uma data no calendário mundial que todos se lembram, a derrota de Guga passou praticamente despercebida. Nem destaque foi nos jornais.

Com compromissos para cumprir com patrocinadores, ficamos no torneio até o fim.

Meligeni surpreendeu, chegou à final, mas perdeu para o checo Jan Vacek. Havia também um torneio feminino, um WTA maior do que o ATP. Monica Seles erguia o trofeu de campeã, derrotando Jelena Dokic na final.

2002 –

Eliminado na primeira rodada em 2001, Guga queria triunfar no torneio brasileiro e cumpriu com seu objetivo. Conquistou o título, derrotando Guillermo Coria na final, por 6/7(4) 7/5 7/6(7), salvando match point, em um dos jogos mais emocionantes da história do torneio.

De quebra, ainda foi vice-campeão de duplas ao lado de André Sá.

2003 –

Muito se falou sobre a estreia de Guga contra Magnus Norman, que estreava em Sauípe. A vitória de Guga foi fácil por 6/3 6/2 e ele chegou tranquilo à semifinal. Mas, foi parado no terceiro set pelo alemão Rainer Schuettler, por 6/4 2/6 7/5. O título acabou ficando com o holandês Sjeng Schalken.

2004 –

Novo torneio. Depois de três anos disputado na quadra rápida o campeonato mudava para o saibro e passava a integrar a Gira Latino-Americana de torneios. Em vez de setembro, o ATP mudou para fevereiro e era carnaval.

O complexo estava lotado e todos os dias ouvíamos histórias de gente que havia ido a Salvador curtir a folia.

Outra vez chegamos cedo ao Resort. Guga havia sido vice-campeão em Santiago e gripado, perdido para o Ferrer na estreia em Buenos Aires.

De surpresa, raspou os cabelos e com novo visual chegou a Sauípe para jogar talvez uma das edições com mais nomes da história. Lembro que estavam o Moyá, Mantilla, Verdasco, Squillari, Gaudio já campeão de Roland Garros, Lapentti, Zabaleta, Gasquet, Acasuso, entre outros, todos no melhor das suas carreiras (fora o Verdasco, novato no circuito).

Depois da vitória na primeira rodada, duelo badalado com Gasquet. Vitória de Guga em dois sets e em poucos dias, mais uma final na Bahia. A chuva, no meio do carnaval, interrompeu a decisão com Calleri. Jogo só terminou no dia seguinte com triunfo de Guga, por 3/6 6/2 6/3, muita manifestação da torcida e chuva de confetti colorido em quadra.

A edição teve também encontro de Guga com Maria Esther Bueno e Ziraldo, que visitava o torneio.

2005 –

Guga não competiu, mas veio a Sauípe para cumprir compromissos com patrocinadores.

Chegamos nos últimos dias, a tempo de ver a partida entre Rafael Nadal e Ricardo Mello, em que Mello teve chances de ganhar do espanhol, que eventualmente se tornaria campeão ganhando de Alberto Martin na final.

2006 –

Não lembro muito desta edição do Brasil Open. Guga, ainda tentando se recuperar de sua lesão no quadril, perdeu para Andre Ghem na estreia. Nicolas Massu foi o campeão.

2007 –

Guga ainda tentava voltar a competir entre os grandes e estreou com vitória sobre Volandri, mas perdeu para Saretta, em três sets na rodada seguinte.

Como durante o tempo em que foi treinado por Hernan Gumy, Guga também treinava com Guillermo Cañas, ficamos por aqui para acompanhar o argentino que viria a se tornar campeão, ganhando de Ferrero na final. Cañas voltava de um longo período de inatividade e depois venceria, em duas semanas seguidas, Roger Federer, em Indian Wells e Miami.

2008 –

Quem não se lembra do início da emocionante turnê de despedida de Guga. O jogo foi contra Berlocq, mas o que ficou marcado foi a emoção de Guga em quadra após o jogo, as manifestações dos ídolos do esporte falando dele – inclusive Ronaldo -, a presença de amigos especiais como Moyá e Lapentti, as inúmeras entrevistas, enfim, uma semana de muitas homenagens.

Outra final espanhola na Bahia, com Almagro ganhando de Moyá.

2009 –

Bellucci surpreendeu chegando à final, mas foi superado por Tommy Robredo.

2010

Depois de alguns anos vindo jogar em Sauípe e proprietário de uma casa nas redondezas, Juan Carlos Ferrero enfim conquistou o troféu de campeão, ganhando de Kubot na final.

2011

O torneio está pronto para ver Thomaz Bellucci triunfar. Larri Passos é experiente nessas quadras e ao assistir o treino dele com o brasileiro no fim da tarde, hoje, na quadra atrás da central, o filme continuou passando pela minha cabeça.

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Mais um livro para a minha lista de “tennis books”. E esse é argentino

Terminei de ler mais um livro de tênis. E este nem estava na minha lista, mas ganhei do autor nos últimos dias no US Open e como é pequeno e fácil de levar para lá e para cá, acabei lendo rapidinho.

Enredados, La Copa Davis, ésa eterna busqueda argentina, do querido amigo jornalista Sebastian Fest – argentino com residência em Madri – e com prefácio do lendário Guillermo Salatino, trata do sonho da Argentina de conquistar a Copa Davis nos últimos anos, talvez quando eles mais tiveram chances.

Fest, que acompanha o circuito há praticamente o mesmo tempo que eu – mais de uma década – relata os bastidores dos confrontos nos últimos anos, conversa com dirigentes e jogadores.

Fala da confusão da escolha da sede da final contra a Espanha – Mar del Plata ou Cordoba -, da “liderança” de David Nalbandian, da “ingenuidade” de Juan Martin del Potro, da falta de comando de Alberto Mancini, disserta sobre aquilo que conhecemos bem aqui no Brasil  – quando surge uma oportunidade, quem vai ficar com a fatia maior do bolo -, escreve sobre as possíveis brigas entre jogadores da equipe, entre jogador e capitão, tenistas e dirigentes e até mesmo com a imprensa.

Ele entrevista também jogadores que não estão mais na ativa como Javier Frana – hoje comentarista da ESPN – Guillermo Vilas, Ricardo Rivera e todos os tenistas que fizeram parte da equipe nos últimos anos.

Vale a pena ler. Ainda mais aqui no Brasil, em que passamos por situações muitas vezes similares. A Argentina ainda não ganhou a Davis Cup e o Brasil continua no Zonal Americano, depois de uma inexplicável derrota para a Índia, há poucas semanas.

Tennis View deve ter Enredados em breve, à venda.

PS – este post é um complemento do post do dia 20 de julho – Os meus best sellers na literatura do tênis/ http://gabanyis.com/?p=767. Gostei de escrever e acho que vale a pena falar sobre as novidades, ou sobre os livros bacanas.

Ainda estou pensando em qual será o meu próximo, mas provavelmente o da Venus Williams, Come to Win

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Leandro, o garoto xingado por Cabral e desencorajado a praticar tênis, “esporte de burguês” pelo nosso Presidente Lula, comprou as próprias raquetes

O vídeo em que o Presidente Lula desencoraja o garoto Leandro dos Santos a praticar o esporte que tanto gosta, o nosso esporte, o tênis, ao lado de Sérgio Cabral, na favela Manguinhos, no Rio de Janeiro, continua dando o que falar.

Soube do vídeo há quase uma semana, através do twitter do Fernando Meligeni e assim como ele e muitos que fazem o esporte no Brasil, fiquei indignada.

Ter feito um post há dois dias sobre projetos sociais ligados ao tênis foi coincidência, mas me deixou pensativa e me fez dizer de boca cheia novamente que um dos maiores benefícios que o Guga trouxe para o País, ao ganhar Roland Garros pela primeira vez foi o número de projetos sociais ligados ao tênis que surgiram no Brasil.

Com a Tennis View, a cada edição publicamos uma matéria sobre um deles. São 60, 200, 1000 crianças beneficiadas em cada projeto, das mais diferentes regiões do País, às vezes mais, às vezes menos. Já tentei fazer uma lista com todos os projetos sociais ligados ao tênis no País, mas ainda não consegui. Gostaria de saber quantas mil crianças tem uma vida melhor por causa do esporte que o Presidente chamou de burguês.

Fui lendo, confesso que pouco, não tanto o quanto gostaria, sobre o caso da favela ao longo da semana e hoje o Estado de S.Paulo publicou uma matéria com o menino do vídeo – vídeo foi gravado no fim de 2009 – Leandro dos Santos e o que mais me surpreendeu foi o que o garoto gosta tanto de tênis que COMPROU as raquetes que tem em uma feira. Não foi nenhum projeto social que o ajudou. Imagina se estivesse sendo ajudado.

Ainda não tenho mas pretendo conseguir o contato da Manguinhos para divulgar. Felizmente no tênis, sempre tem gente querendo ajudar.

Abaixo a reprodução da matéria de Gabriela Moreira, no Estadão desta sexta-feira, 13 de agosto.

Estado de S.Paulo - 13/08/2010


Na rede
‘EU GOSTO É DE TÊNIS MESMO’
Vídeo em que um jovem de favela pede a Lula uma quadra e é
xingado pelo governador do Rio ganha repercussão na web

Um vídeo gravado por um adolescente da fa- vela Mandela de Pedra, na zona norte do
Rio , está causando polêmica na comunidade. Parte dos moradores acha que a repercussão das imagens pode prejudi car as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Essa repercussão atrapalha os projetos que o cara traz para a comunidade”, disse um deles, sem explicar se o “cara” era o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou o governador Sérgio Cabral.
Visto até ontem por quase 500 mil visitantes, no YouTube, o vídeo, de 74 segundos, mostra o jovem Leandro dos Santos de Paula, de 18 anos, fazendo perguntas a Lula e ao governador na área conhecida como os apartamentos do PAC em Manguinhos
– uma favela vizinha à Mandela.
Na gravação, Leandro, que está concluindo o ensino médio, pergunta a Lula por que ele não constrói uma quadra de tênis na favela. O presidente responde que considera tênis esporte da burguesia e o aconselha a praticar natação na piscina construída pelo PAC. O rapaz diz que a piscina está fechada – e Cabral entra na conversa, com providências para que o local seja aberto. Leandro comenta, então: “Eu gosto de tênis, mesmo. Jogo aqui
na rua com estas raquetes que comprei na feira. São usadas, mas dá para jogar”. Depois de
mandar que a piscina seja reaberta, o governador o chama de “otário”, “sacana” e “ma-
landro”. “Eu acordo todos os dias com o caveirão (blindado da polícia) na minha porta”, comenta Leandro .
Nascido numa das áreas mais pobres do Rio, Leandro já correu outras vezes atrás de
Lula em busca de soluções para seus problemas. No ano passado, quando o Brasil foi esco-
lhido para a Olimpíada, ele esteve numa cerimônia no Copacabana Palace e conseguiu fa-
zer Lula sair da comitiva para ouvi-lo. “Gritei tanto que ele desceu do carro e veio falar comigo. Pedi a reforma da minha escola, que estava em estado muito ruim.” Agora, a reforma “está devagar, mas estão fazendo alguma coisa”.
Leandro também persegue Cabral em busca de uma pedido não atendido: “Ele prome-
teu um laptop, e não deu. Vou atrás dele até ganhar”. Após o vídeo, ele recebeu uma visita:
“Veio uma pessoa aqui e disse que a piscina já estava funcionando, mas não falou nada do
computador”.
O vídeo foi gravado em dezembro e postado no último fim de semana por Ricardo Ga-
ma, filiado ao PR do Rio e aliado do ex-governador Anthony Garotinho.

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A Suíça brasileira, Jordan Fields, Estância da Cura: Campos do Jordão

Tive que fazer uma rápida viagem a São Paulo, no início desta semana, para organziar a participação da MasterCard Tennis Cup no programa esportivo do BandSports, Encontro de Craques.


Quarta-feira de manhã já estava subindo a serra novamente e no caminho, ao avistar as montanhas, com o verde misturado ao colorido do inverno com o céu azul, fiquei pensando na beleza de Campos do Jordão.

Muitas vezes, por estarmos aqui todos os anos nos esquecemos de apreciar a Suíça Brasileira.


Antes de visitar os Alpes Suíços pela primeira vez achava que esse era mais um daqueles nomes que dão a cidades do Brasil, como chamar Recife de Veneza brasileira. Mas, de fato, Campos do Jordão pode ser considerada a suíça brasileira, tanto pelas montanhas, quanto pelo estilo das casas e também pelo clima.

Pesquisas científicas acusaram a superioridade de seu clima – Campos do Jordão tem 1700m de altitude –  em relação a Davos Platz, nos Alpes Suíços, bem como um teor de oxigenação e ozona superior ao da famosa estância francesa de Chamonix, pela pureza do ar.


Quando era pequena me lembro de passar férias em Campos, onde alugávamos uma casa. Depois, um pouco mais crescida, vinha para cá e passava uma temporada na Colônia de Férias. Alguns anos mais tarde comecei a vir com amigos, em diversas épocas do ano e há dez anos venho para a MasterCard Tennis Cup.

Programas para quem vem passear aqui não faltam. São várias atrações turísticas, o famoso Festival de Inverno de Campos do Jordão, sem falar nos restaurantes e lojas temporárias que abrem apenas no inverno, época em que a cidade mais lucra e fica praticamente intransitável no mês de julho.

Hoje em dia, associo a cidade completamente ao torneio, mas além de tudo isso Campos sempre foi, na minha cabeça, de tanto ler em livros, ver em filmes e novelas, um lugar do mais puro ar e dotado de um certo poder de cura, com muita gente subindo a serra para se tratar da tuberculose.

E realmente, depois de ficar alguns dias aqui, a gente percebe como faz bem respirar esse ar puro, como é agradável estar nesta cidade.


Pela primeira vez, logo que subi a serra, na quarta-feira, tive que parar para esperar o trem passar. Sabia que havia um trem que fazia algum trajeto por aqui, mas para mim, não passava de folclore, já que o único que a gente vê pela cidade é aquele de turistas passando em frente ao Tênis Clube como parte do city tour.  Na verdade são três os trajetos que o trem faz. Um é o Campos do Jordão – Santo Antônio do Pinhal, o outro é Pindamonhagaba Campos do Jordão e o terceiro é um bonde que faz trajeto diário em julho (http://www.suicabrasileira.com/passefcj.htm).

Curiosa, quis saber um pouco mais sobre a cidade e descobri que ela foi descoberta na época da corrida pelo ouro, nos anos 1700. Foi o sertanista Gaspar Vaz da Cunha, o Oyaguara, que desbravou as matas virgens da Mantiqueira, chegou ao Vale do Paraíba e foi abrindo caminho . Alguns anos mais tarde, Inácio Caetano Vieira de Carvalho seguiu as pegadas de Oyaguara e chegou até o Pico do Itapeva.  Quando Caetano faleceu, suas terras foram hipotecadas a um tal Brigadeiro Jordão, que adquiriu mais sesmarias e chamou a região de Campos do Jordão.

Assim foi semeada a Campos do Jordão que conhecemos hoje. Várias vilas foram sendo fundadas nos arredores até adquirir o formato que tem hoje.

Nesta breve pesquisa sobre a história de Campos do Jordão, descobri da onde vem o nome de Abernéssia, um dos bairros da cidade. A vila foi fundada pelo escocês Robert John Reid, nascido na cidade de Aberdeen e filho de um escocês de Inverness. Juntou os dois nomes e criou a Vila Abernéssia.

Para complementar todas as informações, Campos do Jordão virou município em 1934 e tem uma área de 269km, com clima tropical de montanha e sol presente quase o ano todo.

É este sol que tem brilhado desde que a 10ª edição da MasterCard Tennis Cup começou.

O torneio entra na fase de quartas-de-final, com destaque para a argentina Paula Ormaechea e os tenistas do Challenger masculino ATP já começam a aparecer em Jordan Fields, outro nome que gostamos de dar a Campos do Jordão. O primeiro a pisar na nossa sala de imprensa foi o francês Josselin Ouanna.

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