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A maior biblioteca de tênis do mundo, Tennis View e um breve encontro com a Serena

Acordei cedo hoje para ir até a Oxford Street, procurar uma livraria. Foi uma manhã quase perdida. O metrô parecia estar na operação tarturaga – parando entre as estações, lotado e entre as baldeações demorando muito pra chegar. Os avisos sonoros diziam que era devido a uma reforma – e eu peguei algumas linhas diferentes -, depois a uma falha no sistema elétrico e por fim por causa da multidão indo para Wimbledon. Vai entender.

Que tem uma multidão hoje aqui tem. Ao sair do metrô na chegada em Wimbledon já tinha um cara no megafone dizendo que as pessoas que decidissem ir pra fila tentar um ingresso esperariam no mínimo sete horas.

Até que eu precisava de um ingresso para um amigo, mas desisti imediatamente. Achei melhor tentar com algum jogador conhecido.

Depois de conseguir chegar na sala de imprensa – demorei para andar do portão 5 –uma das entradas de Wimbledon de tanta gente que há circulando pelo torneio. Hoje estão completamente lotados, por isso a fila não está andando rápido.

Fui até a sala dos jogadores e também não tive sucesso. Eles reduziram as cotas dos tenistas também e eu deixei para muito em cima da hora. Mas, o bom foi que encontrei a Serena (Williams), com quem não conversava há um tempão. Acho que desde quando fui press officer do Masters da WTA em Doha.  Nssa relação vem desde os tempos do início da carreira do Guga no circuito em que ela tinha uma admiração especial por ele e pelo Brasil. Conversamos um pouco e ela estava interessadíssima no Rio de Janeiro e no meu projeto também com os catadores de materiais recicláveis que surgiu do meu trabalho com o filme Lixo Extraordinário (Waste Land).

Sem sucesso com os tickets – fazer o quê?


Assisti um pouco do jogo da Sharapova, o da Petkovic e o último set do Feliciano Lopez e do Roddick e fui até a Biblioteca de Wimbledon, a Kenneth Ritchie Wimbledon Library, adjacente ao Wimbledon Lawn Tennis Museum.

Fui direto procurar o Allan Little, o bibliotecário que levantou  e mantém organizada a maior biblioteca de tênis do mundo e com quem mantenho contato desde a minha primeira vinda a Wimbledon, em 1997.

Fazia tempo que não ia à biblioteca e não tinha visto a mesma reformada (2008).

Queria cumprimentar o Mr. Little e saber se as edições da Tennis View estavam atualizadas.

Era para ser uma visita breve, mas fui tão bem recebida pelo Mr. Little e suas assistentes e a biblioteca está tão bem organizada que acabei ficando lá um tempão.

Primeiro fui ver onde ficam arquivadas todas as edições da Tennis View, sem antes ele checar se tinha até o último número, e tinha.

Foi emocionante ver todos os números da Tennis View em forma de livro e as edições deste ano numa sessão especial, ao lado de revistas da Austrália, Bélgica, Czech Republic (as revistas são organizadas alfabeticamente por Países), etc..

Fiquei enlouquecida na parte dos livros. Especialmente no Brasil que tem uma publicação fraca de livros esportivos, a gente esquece que possa existir tanto material de tênis e olha que tinha livros de 1800..

Curiosa perguntei para o Mr. Little se ele sabia de quando datava a primeira revista de tênis. Ele respondeu na hora: 1883 – Pastime e mesmo com sua idade avançada, pegou uma escada, subiu os degraus e pegou a publicação para que eu conhecesse.


De quebra ele e o staff ainda me deram dois livros que ele publicou recentemente, o da Suzanne Lenglen – Tennis Idol of the Twenties e o Tennis and the Olympic Games.

Saí de lá motivadíssima, querendo levar uma mala de livros – mas só os que já acumulei até agora vão me dar trabalho – e orgulhosa de fazer parte da história do tênis, ah e prometendo ao Mr. Little continuar mandando a Tennis View para a maior biblioteca de tênis do mundo.

 

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Um sul-americano estará nas 4ªs em Roland Garros: Falla ou Chela.

A segunda semana de Roland Garros começou hoje com a disputa das oitavas-de-final do torneio. Consegui ver os últimos sets do jogo entre o Fognini e o Montañes. Como é bom assistir um jogo emocionante, mesmo que à distância, na Suzanne Lenglen.


Nesta segunda serão definidos os outros quadrifinalistas do Grand Slam e entre os jogos haverá um entre sul-americanos: Alejandro Falla, da Colômbia e Juan Chela, da Argentina. Não pude acompanhar muitos jogos de sábado em que ele estavam envolvidos por estar no Forum Nacional de Esportes, em São Paulo, com esportistas como Raí, Cesar Cielo, Magic Paula, Lars Grael, Gustavo Borges, Xuxa, o Ministro dos Esportes Orlando Silva, empresários como Paulo Nigro, da Tetra Pak, Jorge Gerdau, Marcelo Lyra, da Braskem, Henrique Meirelles, Furlán, entre muitos outros, discutindo o esporte, o desenvolvimento, legado, educação, em altíssimo nível e confesso que quando fui analisar a chave me surpreendi ao ver que os únicos dois sul-americanos entre os 16 melhores de Roland Garros são o Falla e o Chela.

Nada contra eles, aliás parabéns aos dois. É admirável que um deles chegará às quartas-de-final em Paris.  Falla aos 27 anos e Chela, aos 31.

O fato que surpreende é que eles sejam os únicos sul-americanos a estarem nas oitavas em Roland Garros e que eles não são novos.

Chela já esteve nesta posição em 2004 no Grand Slam francês e é um exemplo de perseverance. Ficou afastado do circuito um bom tempo se recuperando de lesões, de hérnia, voltou ao tour disputando torneios Challengers – inclusive esteve no Brasil na MasterCard Tennis Cup, em Campos do Jordão e está novamente entre os melhores. É o 34º. Falla já chegou ao 58º posto em abril do ano passado. Hoje é o 120º na ATP.

Escrevi um post sobre o tênis colombiano há alguns meses que coloco aqui, falando do investimento da Colsanitas no esporte por lá – http://gabanyis.com/?p=1301

Falla, treinado pelo espanhol Marco Aurelio Gorriz que veio do qualifying, é o primeiro colombiano a alcançar as quartas-de-final em Roland Garros. Está fazendo história por lá. Antes de Falla o único colombiano a alcançar as oitavas-de-final de um Grand Slam foi Jairo Velasco, no US Open de 1976.

 

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