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Brasil pode fazer história na Fed Cup, mas evento pode passar despercebido

13901020451_aec04fc662_z O Brasil pode fazer história no tênis feminino neste fim de semana, em Catanduva, interior  paulista. O país enfrenta a Suíça e se vencer entra para o Grupo Mundial II da Fed Cup, a versão feminina da Copa Davis, pela primeira vez. Mas, com a disputa distante de um grande centro e sem muito burburinho em cima do evento, a sensação é de que a competição nem é por aqui.

O sorteio da chave foi realizado nesta sexta-feira e colocou Teliana Pereira, 92ª diante de Timea Baczinski, 162ª. No outro jogo, Paula Gonçalves, 289ª, pega a sensação suíça do momento, Belinda Bencic, 91ª.  No domingo, os jogos se invertem e caso seja necessário, para um desempate, um quinto jogo, Paulinha e Teliana jogam a dupla contra Viktoria Golubic/Amra Sadikovic.

Teliana Pereira Fed CupO confronto, com a Suíça, tem apelo. Além de Teliana,estar na melhor fase da carreira – garantiu vaga direto na chave principal de Roland Garros –  e ter conquistado inúmeros fãs ao alcançar a semifinal do Rio Open, no início do ano, a vitória no Paraguai, quando conseguiram a vaga no Playoff foi bem divulgada no País. Do outro lado, a nação européia capitaneada pelo ex-treinador de Steffi Graf, Hanz Guenthardt trouxe ao Brasil a nova “Martina Hingis”. Treinada pela mãe de Martina, Melanie Molitor, Bencic, de apenas 17 anos, entrou para o top 100 há pouco tempo, ao chegar à semi no WTA Premier de Charleston. Bencic foi quem marcou os 2 pontos da Suíça na disputa com a França, em Paris, no início do ano, vencendo Cornet e Razzano.  Equipe Suíça Fed Cup

Esperava estar ouvindo falar muito mais da Fed Cup nestes dias do que estou. Claro que temos concorrência com o Masters 1000 de Monte Carlo, o IS Open e a volta de Flavio Saretta, a Copa do Mundo FIFA chegando, mas é o Brasil podendo fazer história na competição.

Imagino que a Confederação e a capitã Carla Tiene tenham seus motivos para terem escolhido a distante Catanduva para o confronto – fica a 384km da capital paulista. Há sempre o discurso de que o interior abraça um evento destes, mas a cidade de apenas 111.914 habitantes, não tem tradição no esporte, o confronto não está em destaque na home page do município, diferente de outras competições esportivas e uma disputa destas na capital, mesmo em um clube pequeno, atrairia muito mais atenção para o esporte e para as meninas.

Teliana, Paula, Gabriela Cé e Laura Pigossi parecem, de longe, estar unidas, trabalhando duro e concentradas na missão, mas isso não impede que o evento seja um pouco mais valorizado, inclusive pela confederação que não coloca as meninas como principal destaque no seu site. E nesta sexta, 16h30, tinha como última notícia sobre a Fed Cup, a capita Carla Tiene chamando a torcida, datada de 16/04. A notícia boa é que o SporTV 3 transmitirá os jogos.

A última vez que o Brasil teve uma oportunidade de disputar um Play Off do Grupo Mundial II foi em 2004 e perdeu para a Croaácia.

 

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Teliana no Estadão

Legal abrir o Estadão hoje e ver a matéria com a Teliana Pereira que volta ao top 100 na semana que vem!

teliana

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Tênis brasileiro vive momento antagônico

A triste realidade do tênis nacional

O tênis brasileiro vive momentos distintos entre os homens e as mulheres. Com a eliminação de Thomaz Bellucci na estreia em Hamburgo, o Brasil não terá nenhum tenista entre os top 100 da ATP. Enquanto isso, entre as mulheres, Teliana Pereira está chegando cada vez mais perto. Já é a 105ª. É possível que a única top 100 do país seja a Teliana.

Teliana Pereira top 100

É triste para o tênis brasileiro abrir o ranking da ATP e não encontrar a sigla (BRA) entre os 100 primeiros colocados no ranking mundial. Não é culpa de Thomaz Bellucci. Ele era o único entre os 100 melhores. Nos últimos anos só ele e Ricardo Mello estiveram nesta posição constantentemente. Foram raras as aparições de João Souza,o Feijão, Rogério Dutra Silva e Thiago Alves.

Mello estava sempre entre os 70 e 90º. Bellucci, entre os melhores do mundo mesmo. Passou um tempão entre os top 40.

Ficou três meses parado e como nem todo mundo é um Rafael Nadal que volta ganhando muito mais do que perdendo, vencendo título atrás de título, a recuperação do Bellucci pode demorar. Ele perdeu na estreia em Stuttgart e no 70o. lugar defendia os pontos, nesta semana, da conquista do torneio de Gstaad.

Os sinais de renovação continuam distantes. Há mais de um ano escrevi sobre isso. Apenas Guilherme Clezar e Thiago Monteiro tem 20 anos ou menos entre os top 10 do país.

Vivemos dos excelentes resultados do país nas duplas, com Bruno Soares, Marcelo Melo, André Sá e mais recentemente Marcelo Demoliner. Bellucci top 100

Bellucci ganhou um torneio na semana passada, mas foi ocasional. Não vai se dedicar a esta categoria.

O fato é que o Brasil vem sofrendo há anos. Tivemos sorte com o Bellucci tanto tempo entre os top 100. Agora é a hora de encarar a realidade de frente.

Pode ser e torço muito para isso, que Monteiro e Clezar sejam os futuros nomes do Brasil entre os top 100. Mas, ainda estamos longe disso.

Enquanto isso, Teliana Pereira vai colhendo os resultados de uma longa temporada na Europa.

Foi para o velho continente em abril e não voltou ainda.

Viajou com o foco no top 100 e está muito próxima de se tornar a primeira mulher, desde Andrea Vieira, em 1990 (Dadá ficou entre 1989 e 1990 entre as top 100), a entrar para o grupo das 100 melhores do mundo.
Atual 105ª na WTA, venceu na estreia hoje em Bastad, garantindo 30 pontos na listagem. Se o ranking fosse feito hoje al estaria entre as 100, mas depende de resultados de outras tenistas.

Thiago Monteiro tenis

As outras meninas também vem subindo. Bia Haddad Maia já está entre as 300 e Paula Gonçalves é a 305ª. Mas, assim como Clezar e Monteiro, estão trabalhando para, mas ainda estão longe das tops.

Assim como Teliana, Thiago Monteiro está há um tempão disputando uma sequência longa de torneios.

São atitudes como essas, com foco e determinação, que fazem a diferença e acrescentam muito no conjunto de fatores que levam um tenista a chegar lá ou não, um país a ter vários jogadores na chave principal de um Grand Slam, ou não e uma nação como o Brasil que há 12 anos tinha o número um do mundo, a não ter um jogador se quer entre os top 100.

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