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Guga movimenta o tênis no Brasil com evento em Florianópolis. Uma visita à Semana Guga Kuerten.

Voltei agora há pouco de Florianópolis onde fui ver de perto tudo o que o Guga tinha me contado no ano passado sobre a Semana Guga Kuerten.

Não pude ir ao evento em 2009 e fiz questão de dar, pelo menos, uma passada no LIC (Lagoa Iate Clube) e na cidade para constatar o que a gente já sabe, quando o Guga se envolve com um projeto, ele fica grande, chama a atenção e movimenta o esporte.

A estrutura da Copa Guga Kuerten é igual a dos melhores eventos nacionais do Brasil, que muitas vezes se compara a dos torneios Challengers. O diferencial é a sala dos jogadores onde os tenistas podem assistir durante o dia todo os jogos marcantes do Guga.

Dentro do LIC há ainda estandes dos patrocinadores e parceiros do evento – a partir de quarta-feira Tennis View estará lá -, uma quadra de mini-tênis, fotos dos melhores momentos de Guga, recipientes para coleta de lixo seletiva, e outros pequenos detalhes que fazem a diferença.

Sala dos Jogadores

coleta de lixo seletiva

Mas, para mim, o que diferencia o evento de todos os outros, além da presença constante de Guga assistindo os jogos e conversando com os tenistas é a extensa programação da Semana Guga Kuerten e que eu acho que vai muito além do grande destaque para o público em geral: a partida exibição entre Guga e o Yevgeny Kafelnikov, no sábado à noite, na arena Multiuso em São José.

mini-tênis em Escola pública de Florianópolis

Meligeni no LIC

Dias antes dos jogos da Copa Guga Kuerten – torneio juvenil de 12 a 18 anos – começarem, ilhas de mini-tênis foram montadas em dois shoppings centers da cidade, o Itaguaçu e o Beira-Mar e há outras itinerantes, dando a oportunidade de qualquer pessoa ter contato com o esporte.

Para a garotada de 10 anos haverá um torneio de mini-tênis.

Os tenistas cadeirantes que jogam o tênis sobre rodas se apresentarão no LIC e na Arena Multiuso São José, antes do jogo entre Guga e Kafelnikov.

Técnico do tricampeão de Roland Garros, Larri Passos estará em Florianópolis para dar clínicas para os participantes da Copa Guga Kuerten e conversar com os tenistas e treinadores.

Fernando Meligeni também está na capital catarinense. Assim como Larri, faz clínica e bate-papo com os participantes.


Os treinadores também tem vez na Semana Guga Kuerten com a realização de um curso de capacitação da CBT.

Os pais, poderão conversar com Alice Kuerten, mãe de Guga, com palestra com hora marcada.

Com tantas atividades acontecendo, técnicos e muitas das pessoas que fazem o tênis no País que não costumam comparecer a torneios juvenis acabam viajando até a capital catarinense.

A imprensa se movimenta nesta semana para acompanhar a “Semana” em Florianópolis e o tênis ganha grande espaço na mídia.

Guga, que já estampava uma grande foto na Avenida Beira-Mar, no bonito prédio do Hotel Majestic, hotel oficial do evento, usa sua imagem em benefício do esporte.

Neste ano, o Prêmio do Instituto Guga Kuerten, a Grande Jogada Social, também acontece na Semana Guga Kuerten. É nesta terça-feira.

O objetivo é mostrar o Prêmio para quem nunca viu.  Já tive a oportunidade de presenciar alguns e são sempre emocionantes, com apresentações de alunos dos projetos sociais do Instituto, em meio a show da Paula Lima e a entrega de prêmios aos melhores projetos do Estado.

Nossa, já estou sem fôlego. É evento que não acaba mais. Evento para movimentar de fato o tênis no Brasil.


Mais Infos no www.semanagugakuerten.com.br e www.igk.org.br

Fotos de Marcelo Ruschel / Poapress

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Leandro, o garoto xingado por Cabral e desencorajado a praticar tênis, “esporte de burguês” pelo nosso Presidente Lula, comprou as próprias raquetes

O vídeo em que o Presidente Lula desencoraja o garoto Leandro dos Santos a praticar o esporte que tanto gosta, o nosso esporte, o tênis, ao lado de Sérgio Cabral, na favela Manguinhos, no Rio de Janeiro, continua dando o que falar.

Soube do vídeo há quase uma semana, através do twitter do Fernando Meligeni e assim como ele e muitos que fazem o esporte no Brasil, fiquei indignada.

Ter feito um post há dois dias sobre projetos sociais ligados ao tênis foi coincidência, mas me deixou pensativa e me fez dizer de boca cheia novamente que um dos maiores benefícios que o Guga trouxe para o País, ao ganhar Roland Garros pela primeira vez foi o número de projetos sociais ligados ao tênis que surgiram no Brasil.

Com a Tennis View, a cada edição publicamos uma matéria sobre um deles. São 60, 200, 1000 crianças beneficiadas em cada projeto, das mais diferentes regiões do País, às vezes mais, às vezes menos. Já tentei fazer uma lista com todos os projetos sociais ligados ao tênis no País, mas ainda não consegui. Gostaria de saber quantas mil crianças tem uma vida melhor por causa do esporte que o Presidente chamou de burguês.

Fui lendo, confesso que pouco, não tanto o quanto gostaria, sobre o caso da favela ao longo da semana e hoje o Estado de S.Paulo publicou uma matéria com o menino do vídeo – vídeo foi gravado no fim de 2009 – Leandro dos Santos e o que mais me surpreendeu foi o que o garoto gosta tanto de tênis que COMPROU as raquetes que tem em uma feira. Não foi nenhum projeto social que o ajudou. Imagina se estivesse sendo ajudado.

Ainda não tenho mas pretendo conseguir o contato da Manguinhos para divulgar. Felizmente no tênis, sempre tem gente querendo ajudar.

Abaixo a reprodução da matéria de Gabriela Moreira, no Estadão desta sexta-feira, 13 de agosto.

Estado de S.Paulo - 13/08/2010


Na rede
‘EU GOSTO É DE TÊNIS MESMO’
Vídeo em que um jovem de favela pede a Lula uma quadra e é
xingado pelo governador do Rio ganha repercussão na web

Um vídeo gravado por um adolescente da fa- vela Mandela de Pedra, na zona norte do
Rio , está causando polêmica na comunidade. Parte dos moradores acha que a repercussão das imagens pode prejudi car as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Essa repercussão atrapalha os projetos que o cara traz para a comunidade”, disse um deles, sem explicar se o “cara” era o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou o governador Sérgio Cabral.
Visto até ontem por quase 500 mil visitantes, no YouTube, o vídeo, de 74 segundos, mostra o jovem Leandro dos Santos de Paula, de 18 anos, fazendo perguntas a Lula e ao governador na área conhecida como os apartamentos do PAC em Manguinhos
– uma favela vizinha à Mandela.
Na gravação, Leandro, que está concluindo o ensino médio, pergunta a Lula por que ele não constrói uma quadra de tênis na favela. O presidente responde que considera tênis esporte da burguesia e o aconselha a praticar natação na piscina construída pelo PAC. O rapaz diz que a piscina está fechada – e Cabral entra na conversa, com providências para que o local seja aberto. Leandro comenta, então: “Eu gosto de tênis, mesmo. Jogo aqui
na rua com estas raquetes que comprei na feira. São usadas, mas dá para jogar”. Depois de
mandar que a piscina seja reaberta, o governador o chama de “otário”, “sacana” e “ma-
landro”. “Eu acordo todos os dias com o caveirão (blindado da polícia) na minha porta”, comenta Leandro .
Nascido numa das áreas mais pobres do Rio, Leandro já correu outras vezes atrás de
Lula em busca de soluções para seus problemas. No ano passado, quando o Brasil foi esco-
lhido para a Olimpíada, ele esteve numa cerimônia no Copacabana Palace e conseguiu fa-
zer Lula sair da comitiva para ouvi-lo. “Gritei tanto que ele desceu do carro e veio falar comigo. Pedi a reforma da minha escola, que estava em estado muito ruim.” Agora, a reforma “está devagar, mas estão fazendo alguma coisa”.
Leandro também persegue Cabral em busca de uma pedido não atendido: “Ele prome-
teu um laptop, e não deu. Vou atrás dele até ganhar”. Após o vídeo, ele recebeu uma visita:
“Veio uma pessoa aqui e disse que a piscina já estava funcionando, mas não falou nada do
computador”.
O vídeo foi gravado em dezembro e postado no último fim de semana por Ricardo Ga-
ma, filiado ao PR do Rio e aliado do ex-governador Anthony Garotinho.

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Raí, Cafu, Cruyff, Agassi, Guga, Federer e Nadal, tem muito mais em comum além de serem astros do futebol e do tênis: a responsabilidade social

Estive hoje no Rio de Janeiro, no lançamento da Soccerex, a maior feira de futebol business do mundo, à convite de um grande amigo, de longa data, que hoje trabalha na IMG (International Management Group) e queria me mostrar como funcionava o negócio.
Liderado por um grupo de ingleses, a SoccerEx, marcada para 20 de novembro, com duração de cinco dias, no Rio, foi lançada com um almoço no Copacabana Palace.
Como convidados, além de empresários e dirigentes, algumas estrelas do mundo do futebol, como Carlos Alberto Torres, Jorginho e Cafu.

Entre uma apresentação de vídeo e outra Jorginho e Cafú foram chamados para falar sobre os seus projetos sociais, para ratificar a ligação da Soccerex com a responsabilidade social.
Cada um falou brevemente dos seus projetos e do porque e como tentam ajudar o próximo e principamente Cafu, de como poderão beneficiar milhares de pessoas de baixa renda com os eventos que estão chegando no País.
Quando eles estavam com microfone na mão, falando, fiquei pensando que no tênis, um dos maiores benefícios que os tenistas prestam à sociedade é através de suas Fundações e ações que realizam em cada torneio que participam.
Raí, aqui no Brasil, deve ter sido um dos pioneiros com a sua Gol de Letra, em parceria com Leonardo. A Fundação Cafu, ao lado da Gol de Letra, é hoje uma das mais bem estabelecidas.
Juntos, os ex-são paulinos já beneficiaram milhares de pessoas indiretamente. Assim fazem outros Astros do futebol, mas nem tantos com suas próprias fundações. Johan Cruyff é talvez a estrela do futebol internacional com a Fudação mais abrangente – a Johan Cruyff Foundation (http://www.cruyff-foundation.org/ )– que até torneio de tênis em cadeira de rodas organiza.
Andre Agassi, no tênis, é o nome mais forte entre os “mecenas” do esporte. Começou a sua Fundação em 1994 e seus projetos são tão bem montados que ele já chegou até ao Congresso, querendo mudar o sistema de Educação norte-americano, através das experiências com a sua Andre Agassi Preparatory Academy, que formou a sua primeira turma no ano passado.
Desde 1995 Agassi realiza o Grand Slam For Children, um dos eventos de caridade, de gala, mais conhecidos do planeta e que arrecada aproximadamente US$ 10 milhões por noite.


Guga inaugurou há quase uma década o seu Instituto, o Instituto Guga Kuerten (www.igk.org.br), em Florianópolis, que vai crescendo a cada temporada, atingindo pessoas de baixa renda e com necessidades especiais, buscando sempre a inclusão social e incentivando a prática de diversas modalidades esportivas.
A lista de campeões de tênis que tem suas próprias fundações é expressiva. Aliás, foi por isso que pensei em fazer este post, quando Cafu e Jorginho falavam dos benefícios que o esporte pode trazer.
Andy Roddick tem uma fundação muito forte, a Andy Roddick Foundation.  Esposa de Agassi, Steffi Graf, também tem sua própria Fundação, a Children for Tomorrow; Billie Jean King tem o Womens Sports Foundation; Arthur Ashe, já falecido, também tem a sua Fundação em prol dos que sofrem com a Aids – a Arthur Ashe Foundation.
Maior ídolo do momento no tênis, Rafael Nadal, também lançou a sua Fundação, a Fundacion Rafa Nadal, assim como Serena Williams, com a Serena Williams Foundation.
Musa do esporte mundial, até mesmo Maria Sharapova tem a sua própria Fundaçnao que beneficia desfavorecidos na sua região de origem, a Rússia.
Com raízes na África, continente de origem de sua mãe, Roger Federer voltou a sua Fundação para beneficiar os países africanos.
Acho que poderia passar a noite listando os tenistas e suas fundações. Além disso, a maioria deles, se não tem a sua própria Instituição participa de ações constantemente como é o caso de Boris Becker e Monica Seles, com o Laureus, de John McEnroe, que há três semanas esteve com Andre Agassi em evento para beneficiar a Andre Agassi Foundation, em Los Angeles, no Farmers Classic, entre muitos outros.
A questão da responsabilidade social que antes era um plus no currículo de qualquer esportista hoje se tornou mais do que obrigatória, está completamente ligada ao papel de cada um deles na sociedade.

PS – Para terminar reproduzo o blog de Andre Agassi, publicado no site da sua Fundação para mostrar o quanto ele está empenhado em mudar de fato a educação nos Estados Unidos. Este post é do dia 09 de agosto e Agassi atualiza seu blog constantemente.

“This has been a tough couple of weeks for education here in Nevada.
We lost someone who was a true friend to our Foundation, and a lifelong friend of education, our former Governor Kenny Guinn. At 73 years young, he was full of life and filled with passion for Nevada’s students. With his passing our state has lost a powerful and persuasive voice for education reform. Leaders like Kenny are simple irreplaceable.

The second part of this one two punch came on Tuesday of last week. Nevada was eliminated from consideration of the ‘Race To The Top’ grant. This means forfeiting about $160 million in Federal funds for our schools. However, in applying for these funds, a great deal of reform has been put on the table in the last six months. It’s a start.

Here and across the country, I am hopeful that winds of change are starting to stir. People are embracing reform in Washington, in the press and at the local level across America. It is a movement that calls for more high achieving charter schools in impoverished neighborhoods, for better tools to evaluate and identify good teachers, and for a culture of respect and high expectations in the classrooms. All, values that we cherish at Agassi Prep.

America was once a model for the world in education, and I believe it can be again if we become innovators that challenge the status quo, and reformers willing to reinvent a system that resists change and accountability. Our next generation is a treasure. We must value them enough to equip them, educate them and graduate them.”

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Toronto ou Montreal? Tennis Canada traz inovações e ainda quer ver tenistas da ATP e WTA competindo nas duas sedes, ao mesmo tempo.

Comecei o dia hoje com a ideia de escrever este post para falar da volta dos grandes nomes do tênis às quadras, com a disputa do Masters 1000 do Canadá e na sequência, o de Cincinnati.

Apesar de todo mundo reclamar que a temporada de tênis é longa, que os grandes torneios deveriam ser mais espaçados, que as semanas de descanso poderiam se tornar uns dois meses, aposto que a maioria estava sentindo falta de ver ou ouvir falar de Rafael Nadal e Roger Federer.

Desde o fim do torneio de Wimbledon, há mais de um mês, nenhum deles jogou. Algumas outras estrelas do esporte, como Djokovic, disputaram a Copa Davis, ou jogaram um ou outro torneio do Olympus US Open Series, que começou há duas semanas, mas de Nadal e Federer só se viu fotos nas praias da Espanha e da Itália.

A ideia era falar um pouco deles e dos dois Masters 1000 na sequência, mas na hora de me atualizar sobre o primeiro, o de Toronto, achei e fui lembrando de tantas histórias e notícias interessantes que Nadal e Federer vão ficar para outro momento.

O Masters 1000 do Canadá tem uma história antiga. Começou a ser disputado em 1881. As sedes do torneio se alternam a cada ano. Um ano os tenistas jogam em Montreal e no outro, em Toronto, se revezando com as mulheres.


Neste ano o Masters 1000 será realizado em Toronto, na sede da Universidade de York, um bonito campus, não muito distante da metrópole.

Desde 2004, quando o estádio novo ficou pronto, o evento ganhou um upgrade e tem uma das mais belas estruturas do circuito. A quadra central tem capacidade para 11.800 pessoas, com luxuosas salas VIPs, inúmeros restaurantes e facilidades para o espectador.

Sempre querendo inovar, a Rogers Cup, que é disputada em duas semanas, sendo a primeira sempre masculina e a segunda feminina mudará no ano que vem.Passará a ser realizada simultaneamente, ou seja, tenistas da ATP e WTA continuarão alternando as sedes ano a ano, mas jogarão na mesma semana.

É a tendência do circuito de cada vez mais fazer campeonatos de homens e mulheres juntos, como já acontece em Indian Wells, Miami e Madrid além dos Grand Slams. Mas, no caso do Canadá pelo fato dos eventos serem disputados em duas sedes, será um novo desafio para a Tennis Canada, a Federação de tênis canadense.

O colega jornalista Tom Tebbutt, publicou na sua coluna de quarta-feira, no The Globe and Mail, uma entrevista com o Presidente da Tennis Canada, Michael Downey, em que ele tem grandes planos para o evento.  Para o ano que vem, quer inundar os canais de televisão com jogos ATP e WTA simultaneamente e tinha uma ideia mais arrojada de fazer metade da chave masculina e metade da feminina em cada sede, com os jogadores viajando de Montreal para Toronto e Toronto para Montreal, para disputar a final. Mas, num primeiro momento a ideia não foi bem aceita pelos jogadores. Ele quer agora ver como vai funcionar no ano que vem, deixar a história esfriar e quem sabe retomar o assunto e ver se os tenistas se acostumaram à ideia.

Nadal faz sorteio da chave ao vivo, com Live Streaming, direto da CN Tower

Mas, nem por isso a Rogers Cup deixará de inovar em 2010. O sorteio da chave será transmitido ao vivo nesta sexta, 16h (Toronto), com live streaming no novo site da Tennis Canada – lovemeansnothing.ca – com Rafael Nadal, direto da turística CN Tower.

Vamos ver como evoluirão os canadenses.

O Masters 1000 seguinte, o de Cincinnati, no ano que vem, terá disputa de homens e mulheres ao mesmo tempo e há pouquíssimos anos, nem havia um WTA feminino no meio-oeste americano.

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Os Bryans com o President Obama e Falla nas oitavas em Washington D.C.

Só para complementar os últimos dois posts do blog, sobre os Bryans e o investimento do tênis na Colômbia que 15 anos depois começa a trazer resultados, aqui vão mais algumas informações.

Os irmãos gêmeos Bob e Mike Bryan, junto a Sam Querrey, campeões do Farmer’s Classic, em Los Angeles, foram recebidos pelo Presidente Barack Obama, na Casa Branca, sim, na WHITE HOUSE, em Washington. A recepção em Washington D.C. foi organizada pela USTA para incentivar o tênis no País, com a presença de crianças na quadra montada no South Lawn da Casa Branca, como parte do programa da First Lady Michelle Obama, Let’s Move, para diminuir a obesidade infantil nos Estados Unidos.

O Presidente acabou aparecendo no gramado onde 100 crianças participavam da ação com o  Quick Start tennis. A data da ação, também usada para promover o tradicional ATP de Washington, o Legg Mason Tennis Classic, acabou sendo perfeita para o encontro do President Obama com Bob e Mike Bryan, que quebraram o recorde dos Woodies, no domingo, se tornando os maiores vencedores de todos os tempos, na lista de número de títulos. Eles chegaram ao troféu número 62.

Photo of the Day - Courtesy White House Paulo Lopez

Que incentivo para o tênis, ter o Presidente posando para fotos com os tenistas e conversando com as crianças. A foto de Barack Obama com as kids do Quick Start Tennis foi inclusive eleita a foto do dia pela Casa Branca.

E para complementar o post de ontem sobre o tênis colombiano e o retorno do investimento da Colsanitas, empresa que “vende saúde,” atuando em hospitais, clínicas, entre outros, com planos de saúde, o número um da Colômbia, Alejandro Falla, ganhou do ex-número um do mundo Lleyton Hewitt, por 7/5 3/2 e está nas oitavas-de-final em Washington D.C. . Ok, foi por desistência, mas Falla aproveitou e enfrenta nesta quinta o sérvio Janko Tipsarevic.

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Mais de 15 anos de investimento trazem retorno ao tênis da Colômbia. País tem 2 top 70 na ATP e outros estão subindo.

Faz mais de 15 anos que a marca colombiana Colsanitas entrou no tênis mundial. Começou patrocinando um torneio Future feminino, em 1993 e  foi aumentando o investimento em campeonatos na Colômbia, passou a patrocinar jogadoras, até criar a Equipe Colsanitas masculina e feminina.

Fabíola Zuluaga foi o maior destaque do time, alcançando a semifinal do Australian Open em 2004 e chegando ao 16º posto no ranking mundial.

As vitórias de Fabíola mantiveram o patrocinador motivado e eles foram cada vez mais incrementando o patrocínio e montando um centro de treinamento e um staff de alto nível, para o Programa de juvenis que hoje virou o Programa de Alto Rendimento, com técnicos, preparadores físicos, médicos e psicólogos e realizando inúmeros torneios de diferentes categorias na Colômbia.

Já faz algum tempo que venho notando a ascensão colombiana no circuito.

Alejandro Falla o jogador número dois da Colômbia chamou atenção recentemente ao levar Roger Federer a disputar uma partida de cinco sets, na estreia em Wimbledon. Mas, já vinha tendo bons resultados. Dos qualifyings de Grand Slams passou a entrar direto nas chaves principais. Foi às quartas-de-final em ‘s-Hertogenbosch e na semana passada alcançou as quartas em Los Angeles, perdendo para Murray.

O número um, Santiago Giraldo, assim como Falla, não tem nenhum título na ATP, mas está sempre aí, jogando os maiores torneios do mundo e de tanto disputar os qualifyings, cresceu e hoje é o 58º colocado no ranking mundial.

Cabal

Escrevo este post de Campos do Jordão, onde dois colombianos estão nas quartas-de-final: Juan Sebastian Cabal e Robert Farah, os números quatro e cinco do País (Além deles também está no torneio o número sete do ranking colombiano Eduardo Struvay, que passou o qualifying e perdeu para Hocevar na estreia).

Farah recentemente ganhou o Challenger de Bogotá, com premiação de US$ 100 mil e deu um salto na carreira, começando a deixar para trás os torneios Futures.

Cabal, semifinalista em Bogotá, segue na mesma linha.

Falla

Falla é o mais velho da turma, com 27 anos. Cabal, Farah e Giraldo tem 23 e se espelham em Falla.

“Foi ele que fez ressurgir o tênis na Colômbia. Tivemos o Maurício Hadad que era o grande ídolo do nosso País – foi 78º na ATP – , e quando ele parou há mais de 10 anos o tênis tinha praticamente morrido,” contou Cabal, aqui na sala de imprensa da MasterCard Tennis Cup.

Chamei o tenista para saber o que ele esperava do próximo confronto no torneio, que sera contra Ricardo Mello e acabei batendo um interessante papo sobre muito do que escrevi neste post.

Cabal contou que todos os tenistas da equipe Colsanitas viajam com um técnico e que se, por acaso, um dos treinadores não pode ir, vai um preparador físico.Eles vestem com orgulho a logomarca da empresa nos seus uniformes e é a Colsanitas, com toda experiência de anos de tênis que tem, que cuida da carreira dos jogadores e negocia contratos de patrocínio.

O espanhol Marco Aurélio Gorriz, que  jogou o circuito – esteve entre os top 100 –  e foi técnico de Alberto Martin por muito tempo,  é o chefe dos treinadores e costuma viajar com Falla e Giraldo. Aqui em Campos Cabal e Farah estão acompanhados pelo capitão da Copa Davis da Colômbia, Felipe Béron. É ele que comandará a equipe, em setembro, no confronto com os Estados Unidos, no saibro, em casa e que pode colocar o País no Grupo Mundial da competição.  O renovado American Team do capitão Patrick McEnroe, provavelmente com Sam Querrey, John Isner, Mardy Fish e os irmãos Bryan, fará primeira viagem a América do Sul desde que os Estados Unidos ganharam do Brasil em Ribeirão Preto, em 1997, com Courier, Malivai Washington, Richey Reneberg e Alex O’Brien vencendo o time de Meligeni, Guga, Oncins e Roese.

Esse confronto EUA x Colômbia, que há algum tempo pareceria simples para os americanos, mesmo no saibro colombiano, hoje se tornou dos mais complicados, ainda mais porque pode entrar para a história. Os colombianos nunca chegaram ao Grupo Mundial, mas depois de mais de uma década de investimentos, a Colsanitas pode vir a ter o empenho recompensado.

No tênis feminine, mesmo já tendo colhido os frutos com Fabíola Zuluaga, a Colsanitas, não parou. Continua fazendo o WTA em fevereiro – aquele primeiro torneio Future que realizaram se tornou um evento Tier I com premiação de US$ 170 mil, do mesmo nível que a própria Zuluaga venceu em 1999, em São Paulo, quando a cidade sediava um evento da categoria e tem como grande aposta Mariana Duque Marino. Ela foi vice-campeã juvenil de Roland Garros, já jogou em Campos do Jordão e neste ano conquistou o WTA de Bogotá, a Copa Colsanitas.

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Sustentabilidade no tênis agora também no Brasil: Recycle, Reduce, Reuse

Incentivadora da sustentabilidade no tênis, tentando divulgar ao máximo o que os torneios de tênis vem fazendo pelo mundo, seja através deste blog, da Tennis View, de contar para conhecidos e pessoas influentes o que os maiores eventos vem fazendo, posto aqui com orgulho o press release que divulgamos hoje, direto da MasterCard Tennis Cup sobre as iniciativas do torneio para que ele seja, de alguma forma, sustentável.

Espero não estar ficando repetitiva. Sei que há poucos dias fiz um post sobre a iniciativa do torneio WTA de Stanford, de usar uma máquina para represssurizar as bolas diretamente no torneio, mas acho que divulgar esse tipo de informação é sempre válido e pode incentivar mais pessoas e eventos a Recycle, Reuse, Reduce – Reciclar, Reduzir e Reutilizar.  Inclusive foi através de uma iniciativa dessas que eu mesma comecei a fazer uma coletiva ainda mais seletiva em casa – só separava papel e plástico – , ao ganhar um kit da Braskem, no Rio Champions, no Rio de Janeiro, no início deste ano.


Outros torneios no Brasil já fizeram algumas ações, seja plantando árvores ou reciclando lixo. Todas as iniciativas são válidas e vão somando para que de alguma forma possamos colaborar com o nosso planeta.


“Um torneio limpo e sustentável. Esse é o objetivo da MasterCard Tennis Cup, maior torneio do inverno brasileiro e que acontece até o dia 07 de agosto nas quadras do Tênis Clube de Campos do Jordão. Seguindo a tendência dos maiores torneios do circuito internacional, que desde a temporada passada buscam iniciativas que diminuam o lixo e a emissão de gases na atmosfera, a MasterCard Tennis Cup adotou a ideia de realizar um torneio verde. Todo lixo reciclável é separado e recolhido pela Cooperativa Reciclagem Cidade Limpa.

Durante as duas semanas do torneio que distribui no total US$ 100 mil em premiação, para os torneios feminino e masculino, que contam pontos para os respectivos rankings mundiais, são consumidos mais de sete mil copos e 10 mil garrafas de água, 12 mil latinhas de refrigerantes 10 mil vasilhames de vidro, entre outros produtos trazidos por torcedores e visitantes. Uma parceria da Try Sports, empresa promotora do torneio, com a Tetra Pak e BrasKem possibilitou a colocação, no Tênis Clube de Campos do Jordão, de lixeiras de material reciclável e próprias para coleta seletiva de lixo.



Os jogadores também ganham um Kit para coleta seletiva residencial, como forma de multiplicar a consciência da reciclagem. Além disso, o óleo descartado pela Citron Gastronomia, responsável pelo Buffet no Stella Artois Hall, também está sendo enviado para reciclagem e os anéis das latinhas de refrigerante são recolhidos para o projeto FRATO Social, da FRATO Ferramentas (www.frato.com), e se convertem em cadeira de rodas para diversas entidades assistenciais.

Para finalizar, as bolas utilizadas na MasterCard Tennis Cup, cerca de 50 caixas, ou quase quatro mil bolinhas, serão doadas para o Projeto Social Escola de Tênis do Campos do Jordão Tênis Clube. Com isso, o torneio praticamente não terá geração de lixo e não causará impacto ambiental negativo na região de Campos do Jordão.”

Fotos dos tenistas Marcos Daniel e Paula Gonçalves, de Hedeson Alves

Na outra foto, eu e minha amiga e companheira de trabalho, a jornalista Lia Benthien


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Inês Berton, a Tea Blender número um do mundo que também é fã de tênis

Meu trabalho, felizmente, me proporciona algumas vezes momentos bem especiais e neste fim de semana tive o prazer de conhecer, conversar e assistir a palestra, com degustação de chás da Inês Berton, a quem me referi no post de ontem, ou seja, a mulher que mais entende de chás no mundo. Fiquei tentando compará-la a alguma tenista melhor do mundo, mas não achei alguma que combinasse com ela, talvez Gabriela Sabatini, por ser morena, charmosa e argentina também.

Simpática, sorridente, apaixonada pelo que faz – há nove anos lançou a sua marca, a Tealosophy (www.tealosophy.com), abriu três lojas, duas em Buenos Aires e uma em Barcelona que recentemente ganhou o prêmio  da Louis Vuitton de melhor loja de chá do mundo -, ao conversar com ela, você nem parece que está batendo um papo com a consultora do Dalai Lama, do Rei Juan Carlos, dos melhores hotéis e restaurantes do planeta. Aqui no Brasil é consultora do DOM.

Ao encontrá-la me apresentei pois tínhamos que trabalhar. Fazer fotos pelo evento, agendar entrevistas e organizar as próximas horas no evento. Fizemos as fotos, combinamos as matérias e uma troca de informações profissional acabou virando um bate-papo. Conversamos um pouco sobre chá, mas como estamos em um torneio de tênis, o assunto caiu no nosso esporte e Inês contou que já participou de um jantar beneficente da ATP, em Miami, fez algumas parcerias com Martin Jaite nos torneios da Argentina, a Copa TelMex, disse que joga tênis duas vezes por semana e que é fã incondicional de Nadal e claro, de Juan Martin del Potro.

Inês contou também que adorava ver o Guga jogar, que já assistiu o torneio Conde de Godó, em Barcelona, conheceu Guillermo Cañas, entre outros e que da próxima vez que vier a Campos do Jordão trará a raquete.

Mas, a missão de Inês na MasterCard Tennis Cup era falar sobre o que ela mais entende, os chás.  Mesmo depois de já ter conversado bastante com ela, assisti atentamente a sua aula.


Carismática, a palestra cativou todos os presentes que tiveram a raríssima oportunidade de degustar várias das infusões e chás que ela criou, ouvir de perto sua história e ainda receber dicas de como melhor aproveitar o chá. A dica que vai ser mais difícil de seguir é a de nunca ficar mexendo o sachê do chá. Acho que todos temos mania de ficar mexendo o saquinho enquanto ele não fica pronto para beber. Ferver a água para o chá, jamais. Queima o chá e se você ainda coloca o chá quente na boca, perde muito do paladar.

Durante a degustação provei o chá, ou melhor , a infusão favorita de Inês,o vermelho, da linha Chamana, que ela criou com o parceiro argentino Guillermo Casarotti.  As infusões Chamana (www.chamana.com.ar)  são praticamente todas compostas por Rooibos, uma bebida vermelha, com gosto de nozes e rica em minerais, misturada com canela, gengibre, mel, figo e sem cafeína.

Mas, por enquanto – ainda não consegui provar todos os chás e infusões – o meu favorito é o chá Don Juan, da Inti Zen (www.intizen.com.ar) : chá preto, doce de leite e frutas vermelhas.

O mais interessante de todos esses chás e infusões é o cheiro que você sente ao abrir o sachê. Todos tem um perfume maravilhoso.

Todos os convidados para a degustação foram servidos por Guillermo ou Inês e puderam fazer perguntas, tirar dúvidas e conversar sobre os chás.

Inês está tão “pop” que recebeu convite para fazer uma série para a BBC no Tibet. Ela ainda está pensando se vai aceitar.

Por tudo isso, aproveitar este momento com a “Papisa do Chá,” foi especial.


Antes de ir embora, Inês reafirmou o seu desejo de um dia morar no Brasil. “Meu sonho é morar em São Paulo. Adoro essa cidade, a energia que tem lá, vendo as coisas acontecer e sempre abrindo a cabeça. Muitos dos chás que eu criei surgiram em São Paulo.”

Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre Inês Barton, reproduzo a matéria que escrevi sobre  ela, para a revista da MasterCard Tennis Cup 2010.

“Nascida na Argentina, Inés aperfeiçoou o olfato para o chá ao se mudar para Nova York e trabalhar na The T Emporium, loja que conheceu por acaso quando era funcionária do Museu Gugghenheim. A loja ficava ao lado do Museu e Inés passou a frequentá-la diariamente, criando suas próprias infusões. Impressionada com a sua sensibilidade, a japonesa Fumiko a contratou e fez de Inés sua discípula.

O T Emporium foi o início de uma nova vida para a argentina, que viajou o mundo em busca das melhores ervas e combinações e se tornou grife internacional ao lançar a Tealosophy, sua própria empresa de chás.

Através da Tealosophy, Inés passou a ser consultora dos mais glamurosos hotéis e restaurantes do mundo.

Sua fama chegou tão longe que até mesmo o Dalai Lama está na lista de seus clientes ilustres, integrada também pelo Rei Juan Carlos II, Lenny Kravitz, Shakira, entre outros.

A Tealosophy tem três lojas, duas na Argentina e uma na Espanha, onde é possível degustar os chás, fazer suas próprias misturas e levar para casa os favoritos.

Os chás escolhidos para a degustação em Campos do Jordão são os das grifes Inti Zen e Chamana, em que as infusões foram criadas por Inés, em parceria com o TeaBlender Guillermo Casarotti.

A seleção especial do Chamana inclui uma caixa com cinco cores: Fucsia, amarelo, verde, azul e vermelho, em que cada uma representa uma infusão diferente, vinda dos andes.

Os chás Inti Zen integram a energia dos Andes, as virtudes naturais da Patagônia e a sabedoria e arte do chá do Oriente. A seleção inclui sete tipos de chás: Silencio Andino, Tea for Tango, Patagonia Bee, Amazonie 12, Inca Rose, Chaman Chai, Don Juan e Ilumine.”


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Jogue o tênis que você quer. Você pode!

Yes you Can! You Can Play the Tennis You Want

Há dias que você quer escrever algo especial, diferente, mas a inspiração não vem. Culpa, quem sabe, do excesso de trabalho, em que você se acostuma a escrever automaticamente incontáveis páginas, emails, press releases e a cabeça se acomoda, ou cansa.

Exatamente por isso reproduzo aqui o texto inspirador da edição 106 da Revista Tennis View, da nossa sessão de psicologia, coordenada pelo Prof. Doutor Dietmar Samulski, um alemão que há muitos anos reside no Brasil, é especialista em psicologia esportiva, colabora com a Revista há anos e vem introduzindo uma nova maneira de pensar a vida e o esporte.

Desde o número 105, a “Life Coach,” Maria Teresa Guimarães vem colaborando também nas colunas e escreveu uma inspiradora coluna, que não pára de receber elogios, sobre um tema que está super na moda também nos EUA, o “Coaching de Vida.”

Nesta coluna, Maria Teresa, que buscou sua inspiração pelo mundo, inclusive na Índia, adapta todo o pensamento do “Life Coach,” para o tênis, mostrando que você pode jogar o tênis que você quer e contando que o “Life Coach” começou com um livro sobre tênis. Não dizem mesmo que uma boa parte do sucesso do tenista está na mente. So, what is on your mind?

A minha diz que é hora de deixar o computador um pouco de lado, por mais trabalho que se tenha e relaxar um pouco. Não chove em São Paulo. O frio intenso parece já ter passado e sei que uns amigos estão jogando tênis aqui do lado. Acho que vou pegar a minha raquete, uma Wilson bem antiga, mas que eu adoro, e me juntar a eles.

“Coaching de Vida

Jogue o tênis que você quer. Você pode!

Viva a vida que se quer viver

Realizei uma longa busca espiritual por diversos países, procurando encontrar uma forma de viver melhor, com mais consciência, mais paz e mais saúde. Depois de viver anos em um mosteiro na Índia; caminhar na brasa e ficar dias sozinha, sem água e sem comida, no alto de uma montanha no Chile; permanecer por um ano em treinamento rígido no Uruguai e receber iniciação espiritual de três diferentes tradições, percebi, dentre outras coisas, que nós, seres humanos, temos a capacidade de criar a vida e a circunstância que desejamos. Somos responsáveis pelo que pensamos, pelo que elegemos como foco de nossa atenção e pelo que criamos a partir de nossas escolhas.

Não aprendemos que somos criadores, ao contrário, sempre acreditamos que são as circunstâncias externas que governam nossas vidas e assim dependemos do fator sorte, na genética, na conta bancária, na geografia, na classe social, e em muitos outros aspectos que compõem a nossa existência.

E assim vamos vivendo, sem nos saber criadores. E vamos criando uma vida que muitas vezes não nos agrada, um trabalho que não faz sentido, um corpo que não apreciamos, uma carreira que nos rouba energia e vamos nos tornando uma pessoa que não admiramos.

E o mais incrível é saber que a mesma energia que utilizamos para criarmos uma vida que nos desagrada, pode ser usada para criar uma vida admirável, que nos alegra, que inspira e que contribui.

Aí vem a pergunta chave: O que precisamos para criar a vida que queremos?

Consciência do que queremos, conhecimento a respeito do caminho e dos recursos necessários para trilhar a direção escolhida e ações coerentes com a escolha.

Quando olho para minha vida, e com certeza ao olhar para a sua, verá o exemplo das inúmeras criações, que chamamos milagres, coisas que a princípio pareciam impossíveis de serem alcançadas, e que com o tempo se manifestaram apenas como a realização natural de um forte desejo colocado em ação.

É disso que se trata o Coaching de Vida, um processo dinâmico de construir, de forma consciente, a vida que se quer.

Um processo para você se conscientizar dos motivos por trás dos seus desejos, dos valores e princípios que sustentam suas escolhas, das crenças que te limitam,  e te

impedem de alcançar o resultado desejado e das infinitas possibilidades de ação a cada momento.

É assumir completa responsabilidade pela própria vida e pelos resultados obtidos.

É aprender a estar atento aos pensamentos, às crenças, aos hábitos, às reações usuais, e a escolher o que está alinhado com o seu propósito mais elevado.

É descobrir o que importa para você, o que te inspira, o que te move, decidir não abrir mão de exercer o direito de expressar seus talentos e dons únicos e a não adiar o que é essencial.

Ninguém melhor do que Nadal para ilustrar esse post. Ele provou, com as vitórias seguidas, de Roland Garros a Wimbledon, que "basta querer." (Foto de Cynthia Lum)

E o que tem tudo isso a ver com o mundo do tênis?

Tem tudo a ver. Primeiro, porque o Coaching teve sua origem no universo do esporte, tendo sido uma das primeiras referências sobre o Coaching, o livro de Tim Gallwey, ‘O jogo interior do Tênis – The Inner Game of Tennis. Nesse livro, o autor analisa o que se passa no interior do jogador na hora do jogo do tênis e aponta o adversário que realmente importa, o adversário interior. Em segundo lugar, porque o Coaching, assim como o mundo esportivo, é sobre alcançar resultados, a partir dos recursos de cada indivíduo, aproveitando ao máximo o potencial de cada um.

Saber os recursos que tem, o que necessita para alcançar seu objetivo; conhecer as crenças que te inibem, que te limitam e te impedem de viver o seu sonho; traçar um

caminho para a sua realização e te apoiar ao longo do processo de se obter o que se deseja é a função de um Coach/Técnico, o profissional do Coaching.

O Coaching de Vida é indicado para todo aquele que deseja realizar uma mudança na vida, seja uma mudança de atitude ou direção, como um jogador que quer alcançar melhores resultados, um adulto que quer recomeçar a vida, um jovem que quer descobrir seus talentos ou um idoso que quer descobrir algo que dê novo sentido à sua vida.

A vida passa… decida… e viva a vida que você quer viver!”

Maria Teresa Guimarães trabalha com Dietmar Samulsky

Ela tem Com Certificação Internacional em Coaching, mestrado em Ciências do Esporte pela UFMG e se dedica a ajudar as pessoas a viverem uma vida mais saudável e feliz.

mteresa.lifecoach@gmail.com

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O tênis, com o herói Nalbandian, faz a Argentina vibrar neste 11 de julho

Nalbandian vibra com a vitória contra a Rússia, em Moscou

Há dois dias escrevi neste blog que a Copa Davis não passava de um evento perdido em meio à decisão da Copa do Mundo de Futebol, fato incontestável.

Mas, as incríveis vitórias da Argentina e da França, fizeram as respectivas nações vibrarem e comemorem uma conquista diferente da que imaginavam há algumas semanas.

Torcedor na África do Sul, na partida da Argentina contra o México, David Nalbandian e acabou se tornando o herói nacional neste 11 de julho, depois que as esperanças de conquistar o “Mundial” terminaram com a derrota do País para a Alemanha, nas quartas-de-final. Mesmo sem competir há quase três meses, ainda se recuperando da cirurgia no quadril a que foi submetido há um ano, Nalbandian aceitou o papel de protagonista mais uma vez e levou a “celeste” à primeira vitória na Rússia, nos últimos 15 anos, garantindo a vaga do País na semifinal, enquanto o maior ídolo da nação, Lionel Messi, descansava nas praias do Rio.

A vitória podia servir de tema para um Tango. Foi dramática e decidida apenas no quinto jogo, com Nalbandian, que aumentou o seu recorde de vitórias na Davis, em simples, para 20, contra apenas 4 derrotas.

Foi Nalbandian quem abriu o placar na sexta-feira ganhando de Nikolay Davydenko; no segundo jogo Leonardo Mayer foi derrotado por Mikhail Youzhny; no sábado, com o confronto empatado, os ainda novatos em Davis, Eduardo Schwank e Horacio Zeballos ganharam de Igor Kunitsyn e Davydenko nas duplas; Schwank tentou fechar o confronto no quarto jogo, neste domingo, mas Davydenko foi superior e como já havia feito outras vezes, inclusive na primeira rodada contra a Suécia neste ano, Nalbandian voltou à quadra do Estádio Olímpico de Moscou para marcar o ponto da vitória. Nem deu chances a Youzhny. Venceu por 3 a 0 e fez a Argentina vibrar.

“Entrei em quadra decidido a buscar a vitória. Na sexta ganhei mas não tinha jogado bem, mas contra o Youzhny joguei um tênis de altíssimo nível. Estou muito feliz por estarmos na semifinal outra vez,” comemorou Nalbandian, que não contou novamente com os tops argentinos Juan Martin del Potro e Juan Monaco, lesionados. “É um grupo novo, mas estamos nos dando muito bem. Espero que possamos contar com o Juan Martin e com o Monaco na semifinal.”

Para avançar à decisão, os argentinos terão que viajar novamente, desta vez para a França, que surpreendeu ao vencer a Espanha, por 3×0.

“Mesmo sem o Nadal, os espanhóis formam uma equipe muito forte com Verdasco, Ferrer, Lopez e o Almagro, por isso não imaginávamos vencer por 3×0,” comentou o capitão francês, Guy Forget, após a vitória em Clermond Ferrand.

Assim como os argentinos e espanhóis, Forget não pôde contar com os seus principais tenistas em quadra. Jo-Wilfried Tsonga e Richard Gasquet também lesionados assistiram pela TV os jogos. “Foi quando falei para o Monfils, Llodra, Bennetteau e Simon que uma Davis se ganhava jogando em equipe e foi o que aconteceu.”

Monfils teve uma de suas melhores performances na Davis vencendo Ferrer, no primeiro jogo, em cinco sets.

“Provei para o meu capitão que ele pode confiar em mim,” desabafou Monfils. O segundo ponto veio com Llodra, que ganhou de Verdasco em quatro sets.

Com uma vitória em quatro sets, sobre Verdasco e Lopez, Llodra e Bennetteau encerram o confronto, marcando a primeira vitória sobre os espanhóis desde 1923 e a primeira passagem à semi da Davis, desde 2004.

Eliminada de maneira vergonhosa da Copa do Mundo de Futebol, em meio a polêmicas envolvendo técnico e jogadores e decepcionando toda uma nação, o tênis devolveu orgulho ao País. O L’Equipe, principal jornal esportivo da França, estampou, em cima da foto da comemoração da equipe de Forget, na sua capa deste domingo: “Essa é a França que vence.”

A outra semifinal será entre Sérvia e República Checa, na terra de Djokovic, que pela primeira vez tem seu país em uma semifinal de Copa Davis.

Resultados completos

França d. Espanha

Gael Monfils (FRA) d. David Ferrer (ESP) 76(3) 62 46 57 64

Michael Llodra (FRA) d. Fernando Verdasco (ESP) 67(5) 64 63 76(2)

Julien Benneteau/Michael Llodra (FRA) d. Feliciano Lopez/Fernando Verdasco (ESP) 61 62 67(6) 76(5)

Gilles Simon (FRA) d. Nicolas Almagro (ESP) 76(4) 76(7)

Julien Benneteau (FRA) d. Feliciano Lopez (ESP) 76(3) 64



ARGENTINA d. RUSSIA 3-2

David Nalbandian (ARG) d. Nikolay Davydenko (RUS) 64 76(5) 76(6)
Mikhail Youzhny (RUS) d. Leonardo Mayer (ARG) 63 61 64
Eduardo Schwank/Horacio Zeballos (ARG) d. Nikolay Davydenko/Igor Kunitsyn (RUS) 76(7) 64 67(3) 61
Nikolay Davydenko (RUS) d. Eduardo Schwank (ARG) 46 63 61 64
David Nalbandian (ARG) d. Mikhail Youzhny (RUS) 76(5) 64 63

Sérvia d. Croácia

Novak Djokovic (SRB) d. Ivan Ljubicic (CRO) 76(3) 64 61
Marin Cilic (CRO) d. Viktor Troicki (SRB) 64 75 62
Janko Tipsarevic/Nenad Zimonjic (SRB) d. Marin Cilic/Ivan Dodig (CRO) 63 62 64
Novak Djokovic (SRB) d. Marin Cilic (CRO) 63 63 62
Janko Tipsarevic (SRB) d. Antonio Veic (CRO) 62 76(5)

República Checa d. Chile

Ivo Minar (CZE) d. Nicolas Massu (CHI) 60 62 63
Jan Hajek (CZE) d. Paul Capdeville (CHI) 60 62 61
Lukas Dlouhy/Jan Hajek (CZE) d. Jorge Aguilar/Nicolas Massu (CHI) 76(3) 63 36 63
Jorge Aguilar (CHI) d. Lukas Dlouhy (CZE) 61 76(6)
Ivo Minar (CZE) d. Cristobal Saavedra-Corvalan (CHI) 76(2) 62

PS: A Espanha comemora neste domingo a sua segunda grande conquista esportiva em uma semana. Há sete dias Nadal conquistava o bicampeonato de Wimbledon e foi até a África do Sul torcer pelo País na final da Copa do Mundo.

*o blog está sendo reestruturado. Peço desculpas por qualquer inconveniente.

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