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Guillermo Vilas é homenageado com estátua na Argentina

Os argentinos celebram seus ídolos. Todos os campeões e grandes tenistas que estão, de alguma forma, envolvidos com o esporte e nesta terça-feira, em Mar del Plata, foi a vez do ídolo maior, Guillermo Vilas ganhar uma estátua.

O artista plástico cordobês Daniel Masi criou uma estátua de bronze, em tamanho humano – 1,80m de altura e 100kg, intitulada “Vilas, el revés argentino,” e ficará no Club Nautico de Mar del Plata, onde Vilas deu as suas primeiras raquetadas.

 

Há alguns anos Maria Esther Bueno recebeu como homenagem, uma estátua na praça em frente ao Clube Harmonia, em São Paulo. Sempre que passo por lá lembro da ocasião e dou aquela olhadinha na bela obra de arte.

 

A ideia é que a estátua de Vilas se torne atração turística.

 

Fico mais feliz ainda com a homenagem argentina, ao descobrir que o idealizador foi o colega jornalista e historiador do tênis, Eduardo Puppo. Foi ele que lançou uma verdadeira obra em livro, compilando em três volumes e DVDs a TRILOGIA, História do Tênis na Argentina. Puppo teve a ideia, foi atrás do escultor, conseguiu o patrocínio e juntou todas as pontas para fazer com que a história de Vilas continue viva eternamente.

 

É uma bela homenagem que o argentino recebe no ano em que comemora o 35º aniversário da conquista do primeiro título de Roland Garros.  O primeiro de seus quatro trofeus de Grand Slam que incluíram o US Open e duas vezes o Australian Open.

 

Foto de Sergio Llamera

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A tetralogia do tênis

Lembro, há mais de 10 anos, quando conheci o jornalista argentino Eduardo Puppo, dele me falar que estava escrevendo o livro com a história do tênis do seu país e que o trabalho era enorme. Claro, imaginei. Os argentinos tem muito mais tradição no tênis do que os brasileiros.

Sempre que o encontrava perguntava como andava o livro e ele falava que estava complicado, que parecia que nunca ia terminar e até achei que tivesse desistido de continuar a obra.

Até que nesta semana recebo fotos do lançamento da Tetralogia, da “História del Tenis en la Argentina”, de Puppo e do também jornalista Roberto Andersen.

Imediatamente mandei um email para parabenizar o colega e pedir mais informações sobre o longo trabalho realizado.

E que longo. Descubro que foram 54 anos de de trabalho para concluir mais de 600 páginas, em três volumes e mais um e-book. Mais de 5.700 fotos e momentos marcantes da história do tênis argentino lembrado por grandes nomes da história do tênis mundial e por diversos jornalistas e dirigentes.

O nosso mestre Thomaz Koch escreve um capítulo sobre Guillermo Vilas; Bud Collins, talvez o mais conhecido jornalista de tênis mundo afora, disserta sobre o esporte na Argentina; Martina Navratilova, John McEnroe, Maria Esther Bueno, Manoel Orantes, entre outros também escrevem no livro. Gabriela Sabatini, Martin Jaite, José Luis Clerc, são apenas alguns dos nomes que colaboraram com a obra.

E nada mais propício para lançar o livro, que conta a história desde 1877 até a final da Copa Davis contra a Espanha, no ano passado, do que a Copa Claro, o ATP 250 de Buenos Aires, que acontece nesta semana, depois do Brasil Open.

Mais bonito do que ver os livros prontos – por enquanto só por imagens – foi ver a presença dos grandes nomes da história do tênis no lançamento, incluindo a musa Sabatini.

Mais uma vez temos que parabenizar nossos “hermanos”argentinos que preservam a sua história e recentemente lançaram um “Hall da Fama do Tênis Argentino.”

Mais informações sobre a Tetralogia no www.tenniscom.com – ou na página do Facebook http://www.facebook.com/pages/Historia-del-Tenis-en-la-Argentina-Andersen-Puppo

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Nico Lapentti se despede e com ele uma era de sucesso do tênis na América do Sul

Nicolas Lapentti anunciou nesta segunda, em Guaiaquil, a sua despedida do tênis profissional, em um coletiva de imprensa que contou com a presença não só de jornalistas, mas do irmão e também jogador Giovanni, da noiva Maria, dos pais, de amigos como o ex-jogador Luis Adrian Morejon, do técnico Raul Viver, o maior ídolo do tênis do País, Andres Gomez, entre outros.

Aos 34 anos, o equatoriano não conseguiu se recuperar de lesões e se dedicará agora a projetos para desenvolver o tênis no seu país. Ainda jogará uma partida de despedida, mas sem data e adversário definidos.

Um dos “grandes” do circuito, não apenas como jogador, mas como pessoa, das mais educadas, gentis, elegantes e boas que convivi, Nico deixará saudades, especialmente para o tênis da América do Sul, que cada vez fica mais órfão de ídolos.

Nico chegou ao auge da carreira no fim da década de 90 e início da de 2000. Alcançou a semifinal do Australian Open, em 1999, ganhou 5 títulos de ATP em simples, 3 em duplas, disputou Master Cup, chegou ao 6º posto no ranking mundial, e quebrou inúmeros recordes na Copa Davis. É o tenista que mais jogos ganhou em cinco sets, em toda a história e na América do Sul, em números de partidas vencidas na competição, só perde para Thomaz Koch e Edison Mandarino.

Liderados primeiro pelo chileno Marcelo Rios e depois por Gustavo Kuerten, Lapentti fez parte de uma era de sucesso para o tênis da América Latina. Jogou com Rios e Guga, aliás um de seus melhores amigos no circuito, desde os tempos de juvenil até a despedida do brasileiro do circuito em que participou ativamente de todos os emocionantes momentos, com toda a geração argentina, de Squillari a Del Potro, com o peruano Horna, com o uruguaio Filippini, com os herdeiros de Rios, no Chile, Massu e Gonzalez, com o paraguiao Delgado, um pouco com os colombianos Giraldo e Falla, entre outros.

Lapentti integrou um top 10 histórico na ATP, o último de 1999, em que três jogadores latinos, de distintos países ocuparam lugares entre os 10 melhores do mundo. Guga era o 5º, ele o 8º e Rios, o 9º.  Depois só mesmo os argentinos juntos conseguiram ter presença marcante no top 10.

A aposentadoria de Nicolas Lapentti marca mais uma força latina fora das quadras, depois de Guga já ter parado, Rios há algum tempo, Delgado tendo se despedido há pouco, assim como Horna. Gonzalez se recupera de uma lesão, argentinos novatos no circuito são poucos e atualmente o mais bem ranqueado é Nalbandián, o 21º, seguido por Mônaco (28º) e Bellucci (30º). Parece o fim de uma era. São apenas oito latinos no top 10. Três brasileiros (Bellucci, Mello e Daniel), quatro argentinos (Nalbandián, Mônaco, Schwank e Chela) e um colombiano (Cabal).

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