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IMX quer fazer do Rio Open o que a F1 é para São Paulo

A IMX lançou hoje, no Rio, oficialmente o Rio Open, o ATP 500 e WTA International que entra no calendário do circuito mundial a partir do ano que vem. De 15 a 24 de fevereiro de 2014, a cidade receberá o maior torneio da América do Sul.

ATP WTA RIO

Estou acompanhando de perto os detalhes da montagem do evento e neste primeiro momento o que dá para dizer é que eles estão prontos para fazer um super ATP e um WTA. Querem tornar o Rio Open tão importante no calendário esportivo nacional e do Rio, como a Formula 1 é para São Paulo. O calibre do evento já o credencia como maior evento esportivo anual da cidade. Estão escolhendo pessoas experientes para trabalhar com eles, buscando os melhores profissionais do mercado, chamando os ex-tenistas para perto, além de contar com todo o suporte da IMG International.

O Rio Open será disputado no Jockey Club Brasileiro, uma jóia rara na Zona Sul da capital carioca, com beleza exuberante, de fácil acesso para todos e com 8 quadras, incluindo um estádio com capacidade para 7 mil pessoas.

Lá fora estão dando também extrema importância para este novo evento no calendário. A CEO da WTA, Stacey Allaster, considerada uma das mulheres mais poderosas do mundo do esporte, segundo a Forbes, veio para o lançamento. O Mark Young, CEO da ATP para as Américas asism como o brasileiro André Silva, Chief Player Officer e Diretor do ATP Finals, também estiverem no Sheraton nesta quarta para o lançamento. E durante todo o tempo em que passaram conversando com os jornalistas, se mostraram confiantes no potencial do evento e revelaram que nos bastidores os tenistas, tanto da ATP, quanto da WTA, comemoraram a inclusão do Rio no calendário. Stacey Allaster

Allaster inclusive comentou que os patrocinadores mundiais do circuito estão empolgados também e querem ver a WTA no Rio.

Veja abaixo os detalhes do Rio Open

 

IMX APRESENTA RIO OPEN, O MAIOR TORNEIO DE TÊNIS DA AMÉRICA DO SUL

 

  • Rio Open acontecerá no Jockey Clube Brasileiro, a partir de 15 de fevereiro de 2014
  • Evento é o único ATP 500 da região e único torneio da América do Sul a reunir simultaneamente uma etapa do ATP World Tour 500 (masculino) e do WTA International (feminino)
  • Ingressos serão colocados à venda no segundo semestre de 2013

 

A IMX, joint venture de esportes e entretenimento do Grupo EBX e da IMG Worldwide, traz ao Rio de Janeiro de 15 a 23 de fevereiro de 2014 o Rio Open,único torneio da América do Sul a reunir simultaneamente uma etapa do ATP World Tour 500 e do WTA International.O evento será disputado no Jockey Club Brasileiro com oito quadras de saibro, incluindo um estádio central com capacidade para 7.000 pessoas. A premiação será de US$ 1,25 milhão na ATP e US$ 250 mil na WTA. Os ingressos estarão à venda no segundo semestre de 2013.

O Rio Open, maior torneio de Tênis do Cone Sul, se junta a outros eventos de magnitude global na cidade, como as Olimpíadas de 2016 e a Copa do Mundo de 2014, o Rock in Rio, o Reveillon de Copacabana e o carnaval, fortalecendo o Rio de Janeiro como um dos principais destinos mundiais dos grandes espetáculos.

O evento trará ao Brasil tenistas de destaque do circuito mundial e passa a ser um dos poucos eventos do mundo a ter disputa simultânea de torneios ATP e WTA. As finais dos últimos ATPs 500 ao redor do mundo envolveram Rafael Nadal, Roger Federer, Novak Djokovic, Juan Martin del Potro, David Ferrer, entre outros. No WTA International nomes como Ana Ivanovic, Daniela Hantuchova, Venus Williams, Flavia Pennetta, Maria Kirilenko e outras grandes tenistas do circuito competiram pelo título.

Ex-tenistas

Esta será a primeira vez em que o Brasil sediará um ATP World Tour 500 e a estreia de uma etapa do circuito WTA na cidade. Isso credencia o Rio Open como o maior evento esportivo anual da cidade do Rio de Janeiro e um dos únicos torneios ATP 500 de saibro no mundo, junto com Barcelona e Hamburgo.

“É um grande privilégio para a IMX trazer um evento dessa magnitude para o Brasil. O Rio Open veio para ficar e será o maior evento esportivo anual da cidade do Rio de Janeiro. A aquisição da data de Memphis em 2012 foi o primeiro passo para entrarmos no mundo do tênis e o próximo será a realização do evento em 2014, com a presença de grandes nomes do esporte”, afirma Alan Adler, CEO da IMX.

“Estamos muito satisfeitos com o calendário de 2014 contar com um novo ATP World Tour 500 no Rio de Janeiro, um destino renomado e que será o foco do mundo esportivo nos próximos anos com uma série de grandes eventos. Tenho certeza que o Rio será um destino extremamente popular entre os nossos jogadores, que estão ansiosos para levar o melhor aos apaixonados fãs brasileiros de tênis. Desejamos tudo de melhor para a organização, com a IMX à frente dessa primeira edição do torneio em 2014”, diz Brad Drewett, presidente da ATP.

“Estamos ansiosos em trazer mais um torneio WTA ao Brasil, proporcionando o crescimento e desenvolvimento do esporte em um mercado tão importante. Nós aplaudimos o compromisso do Rio de Janeiro com o tênis, este evento será uma grande vitrine para a modalidade”, diz Stacey Allaster, CEO da WTA.

A IMX anunciou em abril de 2012 a aquisição da data de Memphis, composto por um ATP 500 e um WTA International. Logo após, os conselhos da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) e Women’s Tennis Association (WTA) aprovaram a mudança da data para o Rio de Janeiro. Desta forma, a cidade passa a integrar o exclusivo circuito mundial dos grandes eventos de tênis.

 

Sobre a IMX 

Com sede no Rio de Janeiro e conexões internacionais, a IMX, Joint-venture entre os Grupos EBX e IMG Worldwide, tem como objetivo ser uma das principais empresas do setor na América do Sul. As áreas de atuação dividem-se em quatro pilares: Eventos (criação, produção e promoção de eventos esportivos e entretenimento ao vivo), Serviços (gerenciamento de talentos, consultoria em marketing esportivo e Hospitality), Digital (venda de ingresso e distribuição de conteúdo) e Venues (gestão e operação de estádios, arenas e outros espaços para eventos). Através do braço IMX Live firmou sociedade com a empresa Rock World S.A, do empresário Roberto Medina, para expansão da marca Rock in Rio, em uma das maiores operações até então realizadas na indústria do entretenimento no Brasil. Com a IMX Talent oferece planejamento de imagem e carreira com uma visão diferenciada e específica, valorizando cada etapa da vida profissional de seus clientes. A sociedade com o Cirque du Soleil marcou a criação da IMX Arts, trazendo o melhor do conteúdo ao vivo do Cirque du Soleil e potencializando o valor agregado e a marca Cirque du Soleil no Brasil e na América do Sul.  Na área de esportes o portfólio da IMX inclui eventos como o ATP 500 (Tenis), UFC (MMA), Volvo Ocean Race (vela), Megarampa (skate), Brasil Classic (golfe), Mundial de Futevôlei 4×4, Vert Jam (esportes radicais), FMX (motocross), entre outros.

 

Sobre a ATP

A ATP é a responsável por organizar circuitos profissionais de tênis masculino, o ATP World Tour, ATP Challenger Tour e ATP Champions Tour. Com 61 torneios em 31 países, o ATP World Tour apresenta os melhores atletas masculinos competindo nos locais mais interessantes do mundo. Da Austrália para Europa e das Américas para a Ásia, as estrelas do ATP World Tour lutam por títulos de prestígio e pontos para o ranking mundial no ATP World Tour Masters 1000, 500 e 250, bem como nos Grand Slams (eventos não organizados pela ATP). No final da temporada, apenas os oito melhores do mundo em simples e as oito melhores duplas, com base no desempenho ao longo do ano, são qualificados para disputar o último título da temporada no ATP World Tour Finals. Realizada na The O2, em Londres, o evento coroa o número um no ranking. Para mais informações, por favor visite www.ATPWorldTour.com

 

Sobre a WTA

A WTA é a líder mundial no tênis profissional feminino com mais de 2.500 jogadores representando 92 nações e competindo por mais de US$ 100 milhões em prêmios nos 54 eventos e quatro Grand Slams em 33 países. Mais de 5,4 milhões de pessoas assistiram competições femininas de tênis em 2012, com outros milhões assistindo pela televisão e canais digitais em todo o mundo. A temporada de competições da WTA termina com o WTA Championship de Istambul, Turquia, e o Torneio das Campeãs, em Sofia, Bulgária. Mais informações sobre o WTA podem ser encontradas em www.wtatennis.com, facebook.com/WTA e twitter.com/WTA.

 

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Segunda é o Dia Mundial do Tênis

O mundo comemora, na segunda-feira, o Dia Mundial do Tênis, o World Tennis Day. Para celebrar também os 100 anos da ITF, diversos eventos acontecerão ao redor do mundo, com os maiores sendo em Nova York, Hong Kong e Los Angeles.

World Tennis Day

A ideia de criar um dia Mundial do Tênis surgiu depois que a empresa do CEO Jerry Solomon, StarGames, criou a Tennis Night in America, trazendo de volta o tênis para o Madison Square Garden, em 2008. Desde então, o evento foi crescendo e mobilizando mais pessoas envolvidas no esporte país afora. Federer e Sampras se enfrentaram por lá, Agassi e Sampras também, assim como Serena e Venus Williams, Clijsters e Kuznetsova, entre outras estrelas.

Neste ano o BNP Paribas Showdown terá a presença de Nadal enfrentando Del Potro e Serena jogando contra Azarenka.  Tennis Madison Square Garden

O BNP, um dos principais patrocinadores do tênis, promoverá um evento também em Hong Kong, com Wozniacki e Radwanska e McEnroe e Lendl.

Outra grande festa do esporte acontecerá em Los Angeles. A cidade californiana que perdeu o seu ATP, disputado anualmente em julho, sediará, dias antes do Masters 1000 de Indian Wells, o LA Tennis Challenge. Idealizado por Mardy Fish e Justin Gimelstob, o evento, na UCLA, terá uma partida entre Haas e Blake, outra entre Fish e Djokovic e um jogo de duplas entre Djokovic e Sampras contra os irmãos Bryan.

Sampras Djokovic

A ITF incentivou outras Federações mundo afora a promoverem o World Tennis Day e fazerem eventos locais. No Equador, por exemplo, Nicolas Lapentti e Andres Gomez convidarão o público a bater uma bola com eles; na Sérvia haverá a distribuição de produtos gratuitos de tênis e uma manhã de tênis na academia do Djokovic. Aqui do lado, na Argentina, a Avenida 9 de Julio será fechada, no domingo, para uma exibição de Tennis10s, programa de incentivo ao esporte para crianças, com bolas,  raquetes e quadras menores.

A maioria dos outros países listados pela ITF, incluindo o Brasil, terá ações isoladas de Tennis10s. Aqui não fecharemos a Av. Paulista ou veremos quadras de mini-tênis no calçadão de Copacabana ou Ipanema. Soube que a Squash Tennis Center, em Recife, dedicará o dia a chamar mais gente para o esporte, na 2ª feira, lançando o TennisXpress. Boa iniciativa. Mas, em geral, no país, depois de tantos eventos grandes, seguidos no País – Gillette Federer Tour, Brasil Open, WTA em Florianópolis, gostaria de ver mais, esperava mais para celebrar o esporte.

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Boas lembranças dos 20 anos do Abierto Mexicano e 2 títulos do Guga

O Abierto Mexicano Telcel, o ATP 500 de Acapulco, comemora 20 anos nesta temporada e fez uma série de ações para marcar a data, com cartazes e vídeos espalhados pelo México e nos canais de mídia social do evento que celebra as duas décadas com a presença de Nadal no balneário. Gustavo Kuerten, campeão de simples e dupals, há 12 anos,  faz parte dos destaques do evento.

Guga Acapulco

Guga foi campeão da primeira edição disputada em Acapulco. Antes, o ATP mexicano acontecia na Cidade do México e a Gira Latino-Americana no saibro não existia. A mudança para Acapulco aconteceu quando a Gira foi instituída e um novo complexo de tênis foi inaugurado dentro do luxuoso resort Fairmont Princess.

A semana de fevereiro de 2001 foi uma daquelas máginas na carreira de Guga. Saímos de Buenos Aires, na noite de domingo, depois de Guga derrotar José Acasuso e conquistar o trofeu do ATP argentino.

A viagem nos surpreendeu e acabou sendo muito mais longa do que o esperado. Tivemos que fazer conexão em São Paulo, pegamos um vôo que parava em Acapulco e enfim muitas horas depois chegamos ao famoso litoral mexicano, destino favorito de americanos milionários décadas atrás.

De alguns eventos, não sei porque, tenho memória vivíssima de tudo o que aconteceu. Kuerte Abierto Mexicano

Lembro de ter ficado chocada com o número de jornalistas mexicanos presentes neste lugar tão longe da Cidade do México. E todos eles numa posição de fãs, sempre cercando Guga para tirar fotos e pedir autógrafos depois das lotadas coletivas de imprensa. Mais ainda do que vimos com Nadal e Federer em São Paulo. Era estranho. Uns meses atrás um jornalista tinha sido expulso de Roland Garros por fazer o mesmo.

Apesar de jogar e simples duplas, pelas quadras ficarem a poucos passos do quarto e da piscina, havia tempo para muitas atividades, entrevistas, ações com patrocinadores.

Guga bateu-papo com crianças de um projeto social da região, participou da tradicional noite de branco do torneio, aproveitou boas horas na piscina ao lado da mãe Alice, deu muita entrevista, mas não saiu do complexo.

Eu até me aventurei para conhecer o balneário. Vi belas paisagens, gente mergulhando (salto ornamental), caí no conto do turista comprando mais pedras azuis do que usei até hoje, comi muito mais fruta do que esperava e trabalhei muito também. O fuso horário não era fácil em relação ao Brasil, a internet não tinha tantas informações como hoje, havia bastante jornalista brasileiro por lá, Guga podia perder o posto de número um do mundo caso não alcançasse a semifinal, enfim, tinha muita coisa acontecendo. E era carnaval no Brasil. Guga era a única notícia importante em meio aos desfiles.

Guga era número um do mundo e jogou muito tênis naquela semana, como fizera em Buenos Aires e faria praticamente o ano todo.

Perdeu apenas um set no torneio todo – fui conferir essa info, não lembrava de cor – para Fernando Meligeni, nas quartas-de-final. Começou ganhando de Felix Mantilla, depois de Alexandre Simoni, sim ele mesmo, passou pelo Meligeni – lembro até dos textos que escrevi -, ganhou do Cañas na semifinal e na final venceu o hoje técnico do Milos Raonic, Galo Blanco, por 6/4 6/2.

Voltou poucas horas depois para a quadra central para conquistar o título de duplas com o americano Donald Johnson. Ganharam dos cabeças-de-chave 1, David Adams e Martin Garcia por 6/3 7/6(5).

Para comemorar a conquista, a organização do torneio propôs que Guga tirasse uma foto com chapéu de mexicano. Ele relutou em tirá-la, mas enfim acabou cedendo e fizemos a foto num pôr-do-sol lindo, com vista para a praia. Até hoje, todos os campeões tiram foto com o sombrero.

Fernando Meligeni também deve ser lembrado nessas comemorações de 20 anos do Abierto Mexicano. Ele foi vice-campeão duas vezes. Uma na Cidade do México, em 1995 perdendo para Thomas Mustar e outra em Acapulco, em 2002, perdendo a final para Carlos Moyá.

O Brasil ainde teve outro finalista no ATP mexicano, Roberto Jábali, que também perdeu para Muster, em 1994. ATP Acapulco Kuerten

Há dois anos, os mineiros Marcelo Melo e Bruno Soares ficaram com o vice-campeonato da competição.

Ainda voltamos para Acapulco mais uma vez, em 2003. Guga foi à semifinal. Ganhou de Coutelot, Ferrer, Gonzalez e perdeu um duríssimo jogo para Mariano Zabaleta.

Se alguma vez voltar ao ATP mexicano tudo será diferente. A partir do ano que vem o torneio passa a ser disputado em quadra rápida, na semana que antecede o Masters 1000 de Indian Wells.

 

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É como Reveillon no Rio

Ainda não sei muito bem o que pensar de todas essas reclamações de jogadores, sobre a quadra e as bolas, envolvendo o Brasil Open.  Fico triste. Afinal, por enquanto, é o nosso único ATP e a última coisa que queremos é ver a imagem dele arranhada e o torneio mal falado mundo afora.  Se os tenistas já reclamaram no ano passado, tudo se intensificou neste ano com a presença do Rafael Nadal.

nadal brasil open

Teve linha soltando, quadra interditada, escorregões, e as bolas – Wilson Championships (aparentemente não combinam com o tipo de quadra, o indoor e a altitude) que os jogadores estão reclamando desde o início da competição. Lembro, antes mesmo de chegar no torneio, de ter lido o José Perlas, técnico do Fognini, no twitter, escrever que as bolas pareciam de supermercado.

Foi o que Rafael Nadal confirmou na coletiva após o jogo.  Disse que o principal problema não são as quadras, e sim as bolas. “A quadra, em ginásios construídos em cima da hora nem sempre ficam perfeitas. Mas o problema é a bola, muito ruim, e a ATP ter permitido que se jogue com ela.”

Acho que sempre acontece um efeito bola de neve. Quando um começa a reclamar, o outro ouve, reclama também e de repente fica viral. Todo mundo falando mal.

Mas, na verdade, para o público, para quem o espetáculo é feito, tudo isso fica para trás, quando Rafael Nadal entra em quadra.

O jogo contra o Feijão, nesta quinta à noite, não foi marcante. Foi legal ver o Feijão conseguir jogar bem contra o Nadal, ver o rei do saibro fazer umas jogadas bonitas – poucas, como ele mesmo falou devido a altitude e à bola- , mas o mais bonito é ver o Ibirapuera lotado e as pessoas aplaudindo, de pé, os dois jogadores.

Fiquei pensando, numa comparação um tanto nada a ver, mas que me lembrou do Reveillon no Rio. É lotado, tem fila para tudo, o calor insuportável, os preços são altíssimos, mas quando chega meia-noite e você tem a oportunidade de ver os fogos em Copacabana, esquece de todo o resto.

 

 

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Resultados dos Challengers dão novo sinal de alerta para o tênis brasileiro

Sei que estamos no meio do ATP Finals, que Del Potro ganhou um jogo emocionante contra Roger Federer, as semifinais foram definidas com os dois, além de Murray e Djokovic, mas isso não me faz parar de pensar no momento alarmante que o nosso tênis passa. Já escrevi um post sobre o assunto em abril e volto a escrever agora.

 

Tivemos uma boa sequência de torneios Challengers no Brasil nas últimas semanas e desde a Peugeot Tennis Cup, no Rio, venho observando os resultados dos brasileiros. Em três torneios da categoria no País – Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Leopoldo, nenhum tenista do Brasil alcançou a semifinal.

 

Quando escrevi em abril sobre o primeiro sinal de alerta, pelo menos havia tenistas brasileiros avançando nos Challengers do Brasil, mesmo sendo mais velhos. E o alerta era para isso, pelo fato de nenhum Novato, fora Guilherme Clezar, apresentar resultado  consistente nos Challengers.

 

Thiago Alves, 30 anos,  havia vencido o Challenger de São Paulo (Villa-Lobos);  Ricardo Hocevar, 27 anos, havia sido vice em Santos; Julio Silva, 33, em São Paulo e Clezar empolgando com o título do Challenger do Rio Quente Resorts.

Veio o segundo semestre e a situação não mudou. Piorou. Pelo menos em dois dos cinco Challengers jogados no Brasil, um tenista daqui foi à final. No entanto, nem Leonardo Kirche, 27, vice em Campinas e Hocevar, campeão em Belém, são jogadores novos.

 

Entendo que houve uma mudança no circuito, que não jogadores novinhos se destacando no top 100. Mas é sim um momento de alerta, quando três vezes seguidas, com 12 brasileiros na chave, ou mais (foram 12 no Rio e em Porto Alegre e 13, em São Leopoldo), nenhum deles alcança a semifinal. E ainda, no Rio, por exemplo, apenas Ricardo Mello, 33 anos e André Ghem, 30 estavam nas quartas-de-final. 

 

Tentei buscar explicações e não encontrei. Alguns disseram, ah, esse Challenger está muito forte, por isso os brasileiros não estão indo bem? Ah, a quadra está lenta, tem que saber jogar bem todos os fundamentos, não dá só para bater na bola…

Enfim, alguma coisa precisa ser feita.

Não é falta de torneio; não é falta de investimento.

 

Seis meses se passaram do post que escrevi e não houve qualquer mudança de padrão no ranking dos brasileiros. Continuamos apenas com Clezar, 19 anos, entre os top 10 do País de novato e vendo a evolução, por méritos próprios, de Fabiano de Paula, 23 anos, que começou o ano na 380ª posição e está no 239º lugar.

 

Pelo menos, nas dulas, Bruno Soares, Marcelo Melo e André Sá, além de Thomaz Bellucci na simples, tem deixado a bandeira brasileira hasteada no circuito mundial

 

Fotos de João Pires/Fotojump

 

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Marko Djokovic, chego à conclusão, é um corajoso

 

Ele poderia ser retraído, fechado e arrogante. Afinal, é irmão do número dois do mundo, do super campeão Novak Djokovic,  praticamente o rei da Sérvia. Mas Marko, aos 21 anos, 617º colocado no ranking mundial e no Rio de Janeiro para disputar a Peugeot Tennis Cup, mostrou que não vive mesmo à sombra do irmão mais velho.

 

Desde que chegou ao Rio, na última quarta-feira, deu inúmeras entrevistas. Conversou com jornalistas brasileiros e estrangeiros e não se esquivou do assunto de ser irmão de Novak e da pressão que sofre com isso. Falou abertamente e todos os dias.

Simpático, educado e sorridente, atendeu pedidos de crianças e fãs que o cercam por onde quer que ande no Jockey Club Brasileiro.

Já vi muito irmão de atleta famoso, sem nenhuma função ou carreira, ser bem menos atencioso.

Claro que ele tem sobrenome, para ter tanta atenção, mas se não fosse carismático e educado, não teria tantos fãs atrás dele.

Marko, chego à conclusão, é um corajoso. Nunca foi um fenômeno juvenil, não tem de longe o talento do irmão que transformou o esporte na Sérvia e mesmo assim se expõe, tentando fazer carreira no tênis profissional, viajando o mundo com o sobrenome Djokovic e tendo que disputar torneios Futures, de base, com estrutura simples e glamour zero, enquanto o irmão brilha nos Grand Slams e Masters 1000.

A Peugeot Tennis Cup é apenas o terceiro evento Challenger que está jogando na temporada. E no Rio pode se sentir privilegiado. O torneio é considerado um evento Challenger boutique, com hotel à beira-mar, no Leblon e dentro de um dos mais belos clubes da cidade, o Jockey.

 

Para fugir um pouco da pressão na Sérvia, Marko se mudou para Marbella, na Espanha, onde treina na academia de Manolo Santana. Diz ele que lá encontrou de novo o amor pelo esporte e está com uma vida muito mais harmoniosa.

Viaja com o treinador espanhol Pepe Imaz, ex-tenista profissional que se especializou nos estudos da mente e se dedica a ajudar a pessoas, especialmente jovens com “bloqueios e com medo.”

Pelo menos no Rio, parece estar surtindo efeito. Desde que chegou, Marko Djokovic já ganhou 3 partidas do qualifying, uma nas duplas e não para de sorrir.

 

Foto de Marko Djokovic em ação – João Pires

 

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Direto de NY – Soares: “Chegar à final seria a realização de um sonho”

E Bruno Soares continua fazendo história neste US Open. Depois de derrotar dois Bryans, aposentar Kim Clijsters, ele está a um jogo da final do Grand Slam americano, nas duplas mistas. “Seria a realização de um sonho. Falta um jogo,” disse o mineiro, logo após disputar e vencer, a segunda partida do dia em NY.

 

Ao lado da russa Ekaterina Makarova, Bruno virou um jogo difícil, contra o holandês Jean Julien Roger e a russa Anastasia Rodionova, por 4/6 6/3 10/7, para alcançar a sua primeira semifinal de duplas mistas da carreira. “Já tinha feito acho que umas 5 vezes quartas-de-final e em todas elas perdi no match tie-break.”

 

Em uma rápida visita ao Centro de Imprensa do US Open, Bruno falou que as derrotas anteriores até passaram pela cabeça quando o match tie-break contra o holandês e a russa começou, mas que ele logo esqueceu.

 

Ainda agitado de um dia de muitos jogos, que começou com outra vitória de virada sobre o checo Frantisek Cermak e o eslovaco Michael Mertinak, por 6/7(5) 6/3 7/6(3), Bruno queria mais era ir para a casa onde está hospedado, no Lower East Side, fazer uma refeição caseira com a esposa Bruna e descansar para a próxima batalha. “Nós dois, eu e a Makarova, estávamos cansados, sentindo as pernas quando o jogo começou. Sabia que a gente ia demorar para soltar mais. Eu fiz um jogo de três sets e ela também.”

 

A vitória nas duplas mistas foi a sexta de Bruno Soares neste US Open e segundo ele, um dos motivos para o sucesso foi a derrota na estreia em Winston Salem, com Peya. “Fizemos o nosso pior jogo do ano, eu acho. Mas aí viemos cedo para cá e treinamos muito. A gente ficava umas quatro horas por dia em quadra, treinando e tentando se conhecer melhor, saber o que um gosta de fazer no momento de decisivo, que jogada fica mais à vontade e isso faz muita diferença. Se um ponto decide o jogo, isso é muito importante.”

 

Já na semifinal de duplas mistas, em que enfrentará os checos Frantisek Cermak e Lucie Hradecka, Bruno quer  também chegar à semi de duplas masculinas. Apenas uma vez na carreira ele esteve a um jogo da final de um Grand Slam. Foi em Roland Garros 2008, com o checo Dusan Vemic, no primeiro Grand Slam que jogou depois de anos afastado do circuito lesionado. “Vai ser um jogo bem diferente do que foi hoje. Temos que estar sólidos contra os espanhóis.”

 

Bruno passará o dia na quadra 17 nesta terça. A partir das 14h (Brasil) ele joga as quartas-de-final com Peya, contra Marcell Granollers e Marc Lopez e volta para a mesma quadra, no terceiro jogo da rodada, contra Hradecka e Cermak.

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Coleta Seletiva, Rede Extraordinária – Back2Black e Art RUA, no Rio

Um pouquinho do que venho fazendo nesses últimos tempos – a formação da Rede Extraordinária + eventos de Arte e claro, ainda sempre com o esporte, a Tennis View, Try Sports e muito mais! Ah, esse fim de semana além da Coleta Seletiva no Back2Black com a Rede Extraordinária, tem Itaú Masters Tour no Rio.

 

Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e Instituto R.U.A. apresentam
ART RUA

Rio recebe, em setembro, mostra inédita de Arte Urbana

Mostra de arte paralela a ART RIO, a ART RUA reunirá, na Gamboa, de 07 a 11 de setembro, alguns dos melhores artistas de Street Art, do eixo Rio-São Paulo, que participarão também da revitalização do Porto Maravilha, deixando um legado para a cidade.


Alguns dos mais consagrados grafiteiros do Brasil e novos nomes da cena de Street Art do País estarão reunidos, de 07 a 11 de setembro, das 12h às 21h, na ART RUA, uma mostra paralela a ART RIO que exibirá o que há de mais moderno em graffiti, stencil, poster art, sticker art, instalações, projeções, performances circenses variadas, DJ’s e VJ’s. O evento de arte urbana, com entrada gratuita no Galpão da Gamboa (Rua Pedro Ernesto 29 – Gamboa), idealizado pelo Instituto R.U.A e que conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, deixará também um legado para a cidade, participando da revitalização da Zona Portuária, através da arte.

Artistas das galerias Choque Cultural, Babel,  Galeria Movimento, HUMA, do Instituto R.U.A, entre eles Akuma, Acmo, Eco, Ment, SWK, Combone, e outros como Marinho, Tinho, TM1 e Gais, que recentemente teve obra leiloada na renomada Phillips de Pury, em Londres, são os destaques da ART RUA. Eles pintarão os muros do galpão da GAMBOA, exibirão seus trabalhos nas mais variadas formas de arte urbana e como legado para a cidade do Rio de Janeiro, pintarão outros 10 muros da região do Porto Maravilha.

“Muito mais do que uma exposição de arte, o ART RUA se propõe a ser um pólo cultural de incentivo ao intercâmbio artístico e depois de fazer várias revitalizações em diversas áreas do Rio, com o Instituto R.U.A, vamos deixar essa cidade ainda mais maravilhosa. Com a parceria da Secretaria de Cultura, o ART RUA vai invadir a zona portuária com a arte de rua,” explica o empresário de artes e um dos fundadores do Instituto R.U.A e da Galeria Huma, André Bretas, que há mais de 10 anos vem pesquisando as tendências nas principais feiras de artes do mundo.

Com a parceria com a ART Rio, a ART RUA disponibilizará Vans que farão o trajeto entre uma feira e outra – dos Armazéns da ART Rio para a ART RUA –  no entanto o circuito pode ser feito a pé – 10 minutos – , estimulando a integração do público com os artistas, que estarão pintando os muros da região, ao vivo.

A programação para o público começará diariamente às 12h e vai até as 21h, com eventos noturnos, a partir das 22h, destinados a convidados.

Programação ART RUA

07 de setembro – 12h – Abertura
Graffiti, stencil, poster art, sticker art, instalações, projeções, performances circenses variadas, DJ’s e VJ’s

08 de setembro – das 12h às 21h
* Graffiti, stencil, poster art, sticker art, instalações, projeções, performances circenses variadas, DJ’s e VJ’s
* Mostra de vídeo PIXO
* Livepainting dos muros da Zona Portuária

09 de setembro – das 12h às 21h
* Graffiti, stencil, poster art, sticker art, instalações, projeções, performances circenses variadas, DJ’s e VJ’s
* Mostra de vídeo RUA-Mub
* Livepainting dos muros da Zona Portuária


10 de setembro – das 12h às 21h
Graffiti, stencil, poster art, sticker art, instalações, projeções, performances circenses variadas, DJ’s e VJ’s
* Mostra de vídeo Pixo
* Livepainting dos muros da Zona Portuária


11 de setembro – das 12h às 21h
Graffiti, stencil, poster art, sticker art, instalações, projeções, performances circenses variadas, DJ’s e VJ’s

Insituto R.U.A – Fundado em 2010 por André Bretas, Pedro Villela e Wagner Nascimento promove a Revitalização Urbano Artística, trazendo renovação – revitalizando ambientes onde vivemos; fomentando a arte e suas manifestações, inserindo-a no nosso cotidiano e contribuindo para a sociedade com a inserção de jovens. Desde a fundação, há menos de um ano, o Instituto R.U.A. Já realizou diversas ações como: Mural Bambas da Lapa; Painel Mídias Mirabolantes; Projeto um Olhar sobre as Pedras; Projeto Romero Brito e Santa Crew; Pintura do Camarote da Sapucaí; Projeto Graffiti Tapume; Projeto Arpex Poste de Surfe e Pintura Decorativa na Secretaria de Conservação.

 

E a Rede Extraordinária!

REDE EXTRAORDINÁRIA FARÁ COLETA
SELETIVA DO BACK2BLACK FESTIVAL, NO RIO

Os Catadores de Recicláveis, agentes da sustentabilidade, liderarão a ação


A Rede Extraordinária, uma central inédita de cooperativas de catadores de recicláveis do Rio de Janeiro, estará em ação novamente em um grande evento, o Back2Black Festival.
Um grupo de catadores liderados por alguns dos maiores especialistas no País, conhecido como o Time dos Sonhos da Reciclagem, fará a coleta seletiva do evento, neste fim de semana, na Estação Leopoldina.

Serão 25 catadores sob a supervisão de Claudeth Ferreira, a maior representante feminina da classe e que é responsável pela coleta do centro do Rio e Presidente da Reciclando Para Viver; de Custódio Silva, da CooperGericinó e Alexandre Gordim, da CooperCamjg. Todos eles com a chancela do maior propagador e representante mundial dos mais de um milhão de catadores de recicláveis do Brasil, Tião Santos, personagem principal do Lixo Extraordinário.

Os catadores integrantes das cooperativas que integram a Rede Extraordinária, farão todo o trabalho no Back2Black, uniformizados, separando o material reciclável em plásticos transparentes, que são em seguida depositados em lonas, para então serem colocadas em um caminhão com caçamba que faz o transporte dos recicláveis para as cooperativas. Desta maneira, todo o material reciclável do evento é transformado em renda para as cinco cooperativas integrantes da Rede e o evento ainda recebe um certificado de que fez a coleta seletiva, contribuindo para um meio-ambiente mais limpo e sustentável e também começa a se adaptar à Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Este é o segundo evento que a recém-formada Rede Extraordinária, faz no Rio de Janeiro, de coleta seletiva e e integração dos catadores, que há 50 anos são responsáveis por fazer 90% da reciclagem – com as mãos – no Brasil, à sociedade e ao mercado de trabalho.

A Rede Extraordinária é uma empresa gestora de uma central de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, transformando os catadores em agentes da sustentabilidade e que desenvolve coleta seletiva e projetos de sustentabilidade baseada nas premissas da nova PNRS (Decreto Lei 7404).


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