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Domingo especial para o tênis brasileiro

SOARES E MELO FINAL TORONTOTer brasileiro disputando final de Masters 1000 hoje em dia só acontece com Bruno Soares ou Marcelo Melo e como são apenas 9 torneios desta categoria por ano, são raras as vezes por temporada em que isso acontece. Por isso, este domingo é especial. Os dois disputam a final da Rogers Cup, o Masters 1000 de Toronto, fato inédito para o tênis brasileiro, logo antes de Roger Federer e Jo-Wilfried Tsonga entrarem na quadra central do Rexall Centre.

Cada um com seu parceiro, Bruno Soares com Alexander Peya e Marcelo Melo com Ivan Dodig jogará a segunda final de Masters 1000 da temporada. Soares e Peya foram vice em Indian Wells e Melo e Dodig perderam a decisão de Monte Carlo.

DODIG MELO DUPLAS TORONTOPEYA SOARES DUPLAS TORONTO

Há tempos que são os duplistas que levam o tênis do Brasil para frente. Só eles atualmente conseguem chegar longe nos grandes torneios e ser capa, por exemplo, do site da ATP e das chamadas de transmissão de televisão.

Ambos top 10, o que já é incrível para o país, Melo é o 6º na ATP e Soares é o 3º, tentarão aumentar o número de títulos conquistados. O mais alto dos mineiros tem 13 trofeus e Bruno tem 17.

O Brasil só tem a comemorar e engrandecer ainda mais os duplistas que continuam fazendo história.

 

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Sucesso do tênis canadense não é à toa

O tênis canadense tem dois top 10, um na ATP, Milos Raonic, outro na WTA, Eugenie Bouchard, realiza simultaneamente um Masters 1000 e um WTA Premier, tem tenistas disputando finais no circuito regularmente e muitos outros vindo atrás. O sucesso do tênis do Canadá, antigamente dependente apenas das duplas com Daniel Nestor e outros bons jogadores da modalidade, no entanto, não é à toa. Eugenie Bouchard Canada

A evolução do tênis no país foi tão bem feita que o Presidente da Tennis Canada, Michael Downey foi contratado para tentar fazer o mesmo no tênis britânico. O cargo de CEO e Presidente da federação é tão importante no Canadá que mais de 80 currículos foram analisados antes que Kelly Murumets fosse escolhida para ocupar a posição. A Federação é profissional.

Foi a Tennis Canada que decidiu, uns anos atrás, implantar três centros de excelência no País, em Toronto, Montreal e Vancouver e eleger a cidade em Quebec como o principal Centro do País.

Lá os melhores jogadores da nação, com 15 anos ou mais, podem treinar com todas as facilidades, pagando uma taxa por ano de apenas U$ 5 mil, referentes a despesas com alimentação, encordoamento e alojamento.  Cada centro tem aproximadamente 15 a 20 adolescentes que moram e treinam por lá e viajam juntos mundo afora.

Antigamente os tenistas saíam do Canadá e iam treinar na Flórida, onde o custou é mais de dez vezes superior. Foi o caso de Eugenie Bouchard, treinada por Nick Saviano, mas que hoje é vista frequentemente no centro de Montreal, assim como Raonic, que treinou a maior parte do tempo em Toronto.

Raonic top 10

Para os especialistas, uma das grandes viradas no tênis canadense foi quando Downey contratou o técnico francês Louis Borfiga para gerenciar o tênis competitivo no País. Foi ele que levou o espanhol Galo Blanco para lá – Blanco foi o primeiro grande técnico de Raonic, antes de Ljubicic, fazendo o descendente de Montenegrinos alcançar o top 20 – e também o treinador de Vasek Pospisil, Frederic Fontang.

Blanco agora está treinando outra joia do tênis no País, o campeão juvenil de Wimbledon e do US Open do ano passado, Filip Peliwo.

Se há esperança no tênis masculino com Peliwo, de quem possa seguir o sucesso de Raonic, atual 6º da ATP e Pospisil, 27º e campeão de duplas de Wimbledon, sem falar em Peter Polansky que ontem derrotou Jerzy Janowicz, na estreia do Masters 1000 de Toronto, no feminino, a menina dos olhos do tênis canadense para trilhar os passos de Bouchard é Françoise Abanda.

A tenista de 17 anos tirou um set de Cibulkova, na primeira rodada da Coupe Rogers, em Montreal. Abanda tennis Canada

Mas, o investimento no tênis canadense passa longe de ser apenas no alto rendimento.

Para motivar a participação da população no esporte, Milos Raonic gravou vários spots de televisão, ou seja, estão aproveitando a imagem do ídolo para tentar ser competitivo com o Hockey, esporte número um do País. Houve uma preocupação também com a base e o tênis recreativo, além de um aumento de investimento de mais de U$ 900 mil por ano.

Os números comprovam o crescimento do tênis. Há 10 anos 4,1 milhão de canadenses jogavam tênis ao menos uma vez ao ano. Em 2011 este número passou para 5,1 milhão e outra pesquisa foi feita agora para estudar os efeitos Raonic e Bouchard.

“ As estrelas ajudam para conectar os fãs ao esporte, mas a mensagem que queremos passar é que você não necessariamente precisa de um clube para jogar. Eu aprendi no quintal da escola. Você precisa de uma raquete e tênis,” disse ao Globe and Mail, a nova CEO da Tennis Canada. Pospisil tennis canada

Para o vice-presidente, Eugene Lapierre, o importante é construir a base. “Temos jogadores tops e temos que crescer em cima disso. Não queremos, daqui a 10 anos, ter apenas 2 ou 3 jogadores no top 100.

Para isso o investimento anual no tênis canadense, segundo Gavin Ziv, Diretor de Eventos da Tennis Canada, é de 10 milhões de dólares canadenses (U$ 9,1 milhão). “Isso inclui investimentos nos seniors, nos técnicos, nos juízes, tênis em cadeira de rodas, juvenil e profissional,” contou o dirigente ao Global News.

“Temos alguns buracos no desenvolvimento, mas estamos trabalhando para ficar cada vez melhor, desde o início do juvenil.”

 

 

 

 

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Toronto ou Montreal? Tennis Canada traz inovações e ainda quer ver tenistas da ATP e WTA competindo nas duas sedes, ao mesmo tempo.

Comecei o dia hoje com a ideia de escrever este post para falar da volta dos grandes nomes do tênis às quadras, com a disputa do Masters 1000 do Canadá e na sequência, o de Cincinnati.

Apesar de todo mundo reclamar que a temporada de tênis é longa, que os grandes torneios deveriam ser mais espaçados, que as semanas de descanso poderiam se tornar uns dois meses, aposto que a maioria estava sentindo falta de ver ou ouvir falar de Rafael Nadal e Roger Federer.

Desde o fim do torneio de Wimbledon, há mais de um mês, nenhum deles jogou. Algumas outras estrelas do esporte, como Djokovic, disputaram a Copa Davis, ou jogaram um ou outro torneio do Olympus US Open Series, que começou há duas semanas, mas de Nadal e Federer só se viu fotos nas praias da Espanha e da Itália.

A ideia era falar um pouco deles e dos dois Masters 1000 na sequência, mas na hora de me atualizar sobre o primeiro, o de Toronto, achei e fui lembrando de tantas histórias e notícias interessantes que Nadal e Federer vão ficar para outro momento.

O Masters 1000 do Canadá tem uma história antiga. Começou a ser disputado em 1881. As sedes do torneio se alternam a cada ano. Um ano os tenistas jogam em Montreal e no outro, em Toronto, se revezando com as mulheres.


Neste ano o Masters 1000 será realizado em Toronto, na sede da Universidade de York, um bonito campus, não muito distante da metrópole.

Desde 2004, quando o estádio novo ficou pronto, o evento ganhou um upgrade e tem uma das mais belas estruturas do circuito. A quadra central tem capacidade para 11.800 pessoas, com luxuosas salas VIPs, inúmeros restaurantes e facilidades para o espectador.

Sempre querendo inovar, a Rogers Cup, que é disputada em duas semanas, sendo a primeira sempre masculina e a segunda feminina mudará no ano que vem.Passará a ser realizada simultaneamente, ou seja, tenistas da ATP e WTA continuarão alternando as sedes ano a ano, mas jogarão na mesma semana.

É a tendência do circuito de cada vez mais fazer campeonatos de homens e mulheres juntos, como já acontece em Indian Wells, Miami e Madrid além dos Grand Slams. Mas, no caso do Canadá pelo fato dos eventos serem disputados em duas sedes, será um novo desafio para a Tennis Canada, a Federação de tênis canadense.

O colega jornalista Tom Tebbutt, publicou na sua coluna de quarta-feira, no The Globe and Mail, uma entrevista com o Presidente da Tennis Canada, Michael Downey, em que ele tem grandes planos para o evento.  Para o ano que vem, quer inundar os canais de televisão com jogos ATP e WTA simultaneamente e tinha uma ideia mais arrojada de fazer metade da chave masculina e metade da feminina em cada sede, com os jogadores viajando de Montreal para Toronto e Toronto para Montreal, para disputar a final. Mas, num primeiro momento a ideia não foi bem aceita pelos jogadores. Ele quer agora ver como vai funcionar no ano que vem, deixar a história esfriar e quem sabe retomar o assunto e ver se os tenistas se acostumaram à ideia.

Nadal faz sorteio da chave ao vivo, com Live Streaming, direto da CN Tower

Mas, nem por isso a Rogers Cup deixará de inovar em 2010. O sorteio da chave será transmitido ao vivo nesta sexta, 16h (Toronto), com live streaming no novo site da Tennis Canada – lovemeansnothing.ca – com Rafael Nadal, direto da turística CN Tower.

Vamos ver como evoluirão os canadenses.

O Masters 1000 seguinte, o de Cincinnati, no ano que vem, terá disputa de homens e mulheres ao mesmo tempo e há pouquíssimos anos, nem havia um WTA feminino no meio-oeste americano.

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