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Indian Wells continua crescendo, mas para os brasileiros, Miami ainda é preferência nacional

Indian Wells continua crescendo e recebendo elogios do mundo todo, mas para nós brasileiros o Sony Open, em Miami, que começa nesta terça, com jogos da chave principal feminina, ainda segue na frente.

Site_Sony Open_105

Miami está a apenas 08h de vôo de São Paulo. O fuso é de 1 hora somente, o espanhol é praticamente a língua oficial do local, brasileiros que vivem no sul da Flórida invadem o Crandon Park e os que moram por aqui também. O segundo principal patrocinador do evento, o Itaú, é um banco brasileiro. Diversas celebridades do esporte nacional costumam aparecer no torneio, especialmente os da Fórmula Indy.

Sem falar que o Crandon Park, em Key Biscayne, fica a pouquíssimos minutos do centro de Miami, facilitando a vida de quem quer ir e vir do complexo e aproveitar para curtir uma praia ou fazer compras, atravessando um dos mais belos cartões postais da região, a Rickenbacker Causeway.

Passei em Miami na semana passada e já dava para sentir o clima do torneio pela cidade. A vontade era de ficar por lá, fazer bom uso da minha credencial, acompanhar e curtir esse ambiente único em um Masters 1000, mas tive que voltar antes.

Para quem estiver por lá ou quem for acompanhar a competição daqui, este ano o torneio promete muito mais emoção, especialmente com as participações de Roger Federer e Rafael Nadal, que não jogaram no ano passado.

Os latinos, apesar de terem perdido suas estrelas da década passada, quando Guga, Nico Lapentti, Luis Horna, Fernando Gonzalez, Nicolas Massu, Guillermo Cañas, Guillermo Coria, David Nalbandian, entre outros, transformavam o Crandon Park em um local ainda mais festivo, poderão torcer pelos duplistas (entre os brasileiros apenas Bruno Soares e Marcelo Melo jogam) e por uma série de jogadores argentinos e colombianos que estão na disputa. Juan Martin del Potro está na chave, mas ainda é dúvida, com lesão no pulso.

2013 Sony Open Tennis, MiamiSerena e Venus Williams chegam sempre com fome de título, depois de não jogarem Indian Wells anualmente, por conta de ofensas e acusações de racismo sofrida há mais de uma década.

Atual campeã e número um do mundo, Serena vive pertinho de Miami, em Palm Beach (pouco mais de 1 hora) e estreia contra a vencedora do jogo entre Francesca Schiavone e Yaroslava Shvedova.

A cabeça 2, Li Na, aguarda a ganhadora do confronto entre Iveta Melzer (ex-Benesova) e Alisa Kleybanova.

Vai ser interessante acompanhar como vai se sair a campeã de Indian Wells, Flavia Pennetta – espera qualifiers – no seu primeiro torneio pós a maior conquista da carreira. Victoria Azarenka que costuma jogar bem em Miami não compete, lesionada, assim como Agnieszka Radwanska.

As atenções também estarão bem voltadas para Maria Sharapova, que ainda não fez uma grande exibição em 2014, com o novo técnico Sven Groeneveld. Sem falar nas novatas americanas e na local Victoria Duval, nascida no Haiti.

Entre os homens, em um momento em que os tops estão jogando praticamente de maneira equilibrada, o Sony Open pode vir a dar continuidade à interessante quinzena que Indian Wells proporcionou aos fãs de tênis, com muitas surpresas pelo caminho. Murray_Sony Open_301O detentor do título, Andy Murray, ainda não conseguiu voltar ao melhor nível, depois de ter sido submetido a cirurgia nas costas, no ano passado. Ele espera o ganhador de Ebden e Kubot, para conhecer o primeiro adversário na sua segunda casa. O escocês passa boa parte do ano em Miami, onde tem apartamento, treinando para o circuito.

Vice em 2013, David Ferrer, apesar de alguns bons resultados nesta temporada, ainda não está no melhor da forma e se recupera de lesão que o tirou de Indian Wells. Pode enfrentar Granollers ou Gabashvilli na primeira rodada.

Campeão no deserto californiano, Djokovic que volta a estar com Boris Becker no Crandon Park, terá pela frente um dos jogadores mais queridos da região, Juan Monaco, ou o francês Jeremy Chardy.

Vice, Roger Federer, depois de curtir a nova boa fase na Disney, aguardará o ganhador de um qualifier e do sempre perigoso Ivo Karlovic.

Para alegria dos americanos, ou melhor, alívio, o top 10 nativo, John Isner, jogará contra o vencedor de Berlocq e Donald Young.

Alexander Dolgopolov, a grande sensação do momento, espera Bernard Tomic, que retorna de cirurgia no quadril e Jarkko Nieminen.

Super badalado, Stanislas Wawrinka, o campeão do Australian Open, pega o ganhador de Gimeno Traver e do convidado Karen Kachanov.

Número um do mundo, Nadal aguarda o vencedor do duelo entre Hewitt e Haase.

A lista de tenistas para ficarmos de olho nestes primeiros dias de Sony Open é extensa e continua com Fabio Fognini, Milos Raonic, Jo-Wilfried Tsonga, Gael Monfils, Tommy Haas, Tomas Berdych, Grigor Dimitrov, entre muitos outros, que vale a pena ficar ligado e assistir nas belas quadras roxas do Crandon Park.

Fotos de Cynthia Lum

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Miami: Pelo menos as finais serão em grande estilo

Do jeito que o Sony Open começou, sem Federer e sem Nadal, logo depois sem Azarenka, com a eliminação de Djokovic por Haas e com uma série de desistências. De Venus Williams a Milos Raonic, até que uma final entre Sharapova e Serena Williams e Andy Murray e David Ferrer é lucro total para os organizadores do evento.

Sony Open 2013 tennis

Considerado o quinto Grand Slam, o Sony Open sofreu neste ano. Nos últimos tempos já vinha sendo superado em termos de estrutura por Indian Wells do milionário Larry Ellison e desta vez sofreu com as ausências dos jogadores tops.

Apesar de ainda ser considerado e é o melhor torneio para os latinos e para os brasileiros assistirem, conversei com algumas pessoas que estiveram no Crandon Park nos últimos dias e todos disseram que o evento já não é mais o mesmo.

A direção do torneio anunciou planos de renovação, com mais quadras e melhor estrutura para jogadores e fãs. Eles sabem que ficaram para trás e agora estão correndo para não tomarem WO de mais jogadores e fãs nos próximos anos. Sharapova Miami

Torço para as finais estarem lotadas. Depois de tantos anos de crescimento e investimento, com o evento de Miami sendo considerado o maior espetáculo anual esportivo do Sul da Flórida, o Sony Open merece, pelo menos, terminar em grande estilo.

 

 

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Com títulos de Djokovic e Radwanska, Sony Ericsson se despede de Miami para virar Sony Open

A partir do ano que vem, quando começarmos a falar do Masters 1000 de Miami não o chamaremos mais de Sony Ericsson Open. Depois de 12 anos fazendo parte do torneio, seja como nome principal – Ericsson Open –, ou como parte do grupo de patrocinadores quando o torneio teve o Nasdaq como “main sponsor,” e após cinco anos sendo chamado de Sony Ericsson Open, iremos ao Sony Open (Tennis) em 2013.

Raridade no mundo do tênis onde os campeonatos são mais conhecidos pelos nomes dos lugares onde são sediados, especialmente no Brasil – aqui ninguém chama o torneio de Indian Wells de BNP Paribas Open, ou Shanghai de Shanghai Rolex Masters e Madri de Mutua Madrileña Open.

Mas, o Masters 1000 de Miami fugia à regra. Conhecido por mais de uma década como Lipton Championships (de 1984 a 1999), o torneio foi o único no final dos anos 90 e início dos anos 2000 que se recusou a acatar decisão da ATP.  Era época da parceria – falida – com a ISL e havia a exigência de que os torneios então Super 9 passassem a se chamar Masters Series e que não pudessem mais ter o nome do patrocinador principal como nome do campeonato.  A direção do Lipton Championships não aceitou, se manteve firme e assim continuous a tradição de fazer com que as pessoas chamem o torneio pelo nome do patrocinador.

Depois das vitórias de Novak Djokovic, conquistando o tricampeonato diante de Andy Murray, por 6/1 7/6(4) e de Agnieszka Radwanska erguendo o seu maior trofeu com vitória sobre Maria Sharapova, por 7/5 6/4 e o evento batendo recorde de público mais uma vez – foi a quinta vez nos últimos seis anos (325.000 pessoas estiveram no Crandon Park) –é bem provável que continuemos a chamá-lo pelo nome designado pelos organizadores e para 2013 já vale guardar, Sony Open.

Segundo a Sony a mudança de nome se deve ao fato de terem adquirido completamente a Sony Ericsson e agora quererem reposicionar a marca Sony.

 

Foto de Cynthia Lum

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O que o Sony Ericsson Open, em Miami, tem de tão especial

Outro dia estava conversando com alguns amigos sobre viagens, tênis e um deles me perguntou porque o Sony Ericsson Open era chamado de quinto Grand Slam, o que ele tinha de tão especial.

Depois de dois dias de qualifying e uns jogos da chave principal feminina, o torneio começa para valer mesmo nesta quarta-feira, com grandes nomes em quadra.

Mas, voltando ao fato de ser chamado de quinto Grand Slam, a pergunta me inspirou a fazer uma matéria para a Tennis View (edição 118) em que coloco as 30 razões de porque ir ao torneio vale a pena. Reproduzo aqui neste post.

Já faz tempo que o Sony Ericsson Open é considerado o quinto maior torneio do mundo, ou seja, o mais importante depois dos Grand Slams. Com chave de 96 jogadores para homens e mulheres, os melhores do mundo duelam pelo prestigioso trofeu em 2012 até o dia 1º de abril, no Crandon Park, em Miami.

Com patrocínio com a Sony Ericsson renovado até 2014, e a nova parceria com a MasterCard, que entra na lista do que eles chamam de “Hot Sponsors,” assim como o Itaú, o torneio continua se reinventando para que a experiência para os fãs seja ainda mais especial.

Tennis View, que desde 1997 acompanha todas as edições do torneio (e está lá de novo) fez uma lista dos motivos que fazem a competição ser uma das melhores escolhas para o amante do tênis desfrutar, em um torneio internacional.

 

  • O torneio é considerado o quinto Grand Slam. Para a ATP é um Masters 1000 e para a WTA é um Premier Event.
  • Do 1º dia de jogos até a final, com certeza você assiste os melhores do mundo em ação. No ano passado Djokovic d. Nadal e Azarenka d. Sharapova.
  • Além de assistir os jogos, você pode ver todos os jogadores treinando e de perto. As quadras de treino são ao lado das de jogo e acessíveis a todos, com qualquer tipo de ingresso.
  • Os jogadores passam no meio do público para treinar ou jogar. Você tem chance de trombar com o Federer no meio do caminho.
  • A viagem do Brasil é a mais rápida para um torneio deste porte.
  • A comunicação é fácil. Não só em Miami, mas no torneio, todos falam espanhol.
  • É uma perfeita combinação de passeio, com tênis e compras.
  • O Crandon Park fica a 10 minutos da região da Brickell Avenue, em Miami e a 15 de Miami downton.
  • Dá par air de carro ou pegar um “shuttle” que te deixa na porta do torneio, em um dos hotéis oficiais do campeonato.
  • Você pode se hospedar nos diversos hotéis oficiais dos jogadores e não paga a mais por isso. O próprio torneio ou operadoras oficiais fazem a reserve para você, de acordo com o seu orçamento.
  • Há pacotes de viagem que incluem hospedagem, transporte, camiseta autografada pelo Sampras para clientes MasterCard, com vouchers para o Champions Club.
  • Mesmo se você não for um convidado VIP do torneio, tem a opção de comprar pacotes que dão acesso a espaço VIPS, com refeições completas, Open Bar e presença dos jogados. E os preços não são exorbitantes. Começam em US$ 600 (aproximadamete R$ 1050,00).
  • Há ingressos para todos os tipos de bolso. Os preços vão de US$ 29 (R$ 50,00) – lugar mais alto do Estádio – até o mais perto da quadra na final US$ 465 (R$ 815,00).
  • Além de pacotes com hotel e ingressos, há pacotes de ingressos para quem vai vários dias, ou só para as semi e finais. Opções não faltam para atender a todos os gostos.
  • Quer sentar lá embaixo, quase dentro da quadra, onde os fotógrafos se posicionam e se sentir como em um jogo de basquete da NBA? O torneio proporciona essa experiência. É o Star Box. *
  • Você pode jogar a moeda na quadra central e decider quem vai começar sacando. É o VIP Player Coin Toss. *
  • O torneio te dá acesso aos bastidores da competição. Você pode fazer um tour e ainda degustar de um buffet no The Terrace. *
  • Cliff Drysdale, Monica Seles, Lindsay Davenport e Nick Bollettieri, podem ser seus técnicos, em uma clínica de tênis nas quadras do torneio. *
  •  O caminho entre Miami e o Crandon Park é paradisíaco.
  • Há jogos de manhã até à noite, masculino e feminino.
  • Se o seu acompanhante de viagem não for fã de tênis, não tem problema. Há inúmeras opções de lazer e entretenimento dentro do Crandon Park.
  • Do Gourmet Hot Dog ao Veuve Clicquout Wine & Sushi Bar, são inúmeros os restaurantes ou stands de fast food. Entram nesta lista o Starbucks, Crepe Express, Corona Beach House, Latin Café and Bacardi House, The Grill e muito mais.
  • Há opções para verdadeiras refeições gourmet, para você desfrutar ou fazer uma reunião de negócios, no Collectors Club, Champions Club, The Terrace e nas Suítes dentro do Estádio.
  • Lojas também não faltam para você comprar os mais modernos equipamentos de tênis, roupas das mais diferentes marcas e acessórios. Tennis Plaza, parceira da Tennis View estará lá novamente!
  • Com a grande comunidade latina em Miami, incluindo os brasileiros e com o sucesso dos tenistas da região nos últimos anos, começando com Marcelo Rios em 1998, o torneio dá atenção e destaque para os jogadores e fãs latinos.
  • Durante o torneio há inúmeros eventos em Miami relacionados à competição.
  • Celebridades amantes do tênis costumam prestigiar o evento. Anna Wintour, Bob Sinclair, Lebron James, Andy Garcia e muitos outros estiveram no Crandon Park em 2011.
  • Os jogadores circulam à vontade pela cidade. É fácil encontrar algum deles jantando em diversos restaurantes de Miami, como o Novecento, o Nobu e a churrascaria Porcão.
  • A temperatura costuma ser das mais agradáveis possíveis, variando entre 22ºc e 28ºc.  Mas é bom levar protetor solar e beber muita água. Às vezes costuma esquentar no estilo do verão brasileiro.
  • O Brasil tem uma agência oficial do Sony Ericsson Open, a Faberg Tennis Tour, que tem pacotes disponíveis ou apenas a venda de ingressos individuais (www.faberg.com.br).

 

*pago à parte

 

Fotos: Dalia Gabanyi e Sony Ericsson Open

 

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Direção Miami – Sony Ericsson Open

Estava me preparando para escrever este post só quanto chegasse em Miami, mas como hoje em dia quando o assunto é voar, estamos sempre sujeitos a surpresa, me encontro agora no aeroporto de Manaus, esperando o vôo da Tam para Miami, já que o meu direto foi cancelado, sem qualquer aviso, na manhã desta terça-feira.

O motivo da viagem a Miami desta vez é o tênis. Depois de algumas semanas incríveis, com direito a passagem por Hollywood, com o pessoal do Lixo Extraordinário e de inúmeras idas e vindas entre Rio e São Paulo, para me aprofundar neste trabalho que está indo muito além do Oscar e transformará a maneira como o Brasil lida com o lixo, estou indo para um dos meus torneios favoritos no calendário do tênis mundial, o Sony Ericsson Open.

Há dois anos não encontrava um tempo na agenda para acompanhar o campeonato e desta vez, consegui encaixar uma ida a Miami, com o objetivo de ver todos esses nomes novos que estão cada vez mais ganhando espaço: Raonic, Berankis, Dolgopolov, Dimitrov, etc…

É sempre bom dar uma olhada mais de perto nestes que podem ser os próximos líderes – não líderes de número um – mas líderes do circuito mesmo em geral, como são hoje Federer, Nadal, Djokovic, etc..

Sem falar, que sempre há reuniões importantes, contatos a serem retomados ou feitos, amigos de longa data para encontrar e novidades para conhecer em termos de mídia, entretenimento, eventos, organização e muito mais.

Por isso tudo, o Sony Ericsson Open é considerado o quinto Grand Slam e em termos de negócios do tênis, talvez até ganhe de um ou outro “major”.

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