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ATP Heritage – uma noite histórica em New York

Quando temos uma lenda, um campeão, entre nós, já é algo especial. Quando 19 números um do mundo se reúnem, a atmosfera muda, fica eletrizante e nostálgica ao mesmo tempo. Mas, acima de tudo, especial e comemorativa. Foi o que aconteceu na noite de sexta-feira, no também histórico hotel Waldorf Astoria, em NY, com a homenagem da ATP aos tenistas que já foram número um do mundo.

De Ilie Nastase, o primeiro a ser número um, até Novak Djokovic, o atual, praticamente todos que chegaram ao lugar mais alto do ranking se vestiram de terno e gravata (só Connors não se engravatou) e foram a Nova York receber um trofeu inedito pelo feito. Borg, McEnroe, Newcombe, Wilander, Edberg, Courier, Lendl, até o recluso Rios, Roddick, Hewitt, Kafelnikov, Moyá, Ferrero, Nadal, Federer, todos estavam lá. E claro, o Guga praticamente o mais sorridente da festa!

A comemoração marcou os 40 anos da instituição do ranking e prentede ser a primeira de muitas para resgatar a história do esporte.

Assista aqui o vídeo.

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Segunda é o Dia Mundial do Tênis

O mundo comemora, na segunda-feira, o Dia Mundial do Tênis, o World Tennis Day. Para celebrar também os 100 anos da ITF, diversos eventos acontecerão ao redor do mundo, com os maiores sendo em Nova York, Hong Kong e Los Angeles.

World Tennis Day

A ideia de criar um dia Mundial do Tênis surgiu depois que a empresa do CEO Jerry Solomon, StarGames, criou a Tennis Night in America, trazendo de volta o tênis para o Madison Square Garden, em 2008. Desde então, o evento foi crescendo e mobilizando mais pessoas envolvidas no esporte país afora. Federer e Sampras se enfrentaram por lá, Agassi e Sampras também, assim como Serena e Venus Williams, Clijsters e Kuznetsova, entre outras estrelas.

Neste ano o BNP Paribas Showdown terá a presença de Nadal enfrentando Del Potro e Serena jogando contra Azarenka.  Tennis Madison Square Garden

O BNP, um dos principais patrocinadores do tênis, promoverá um evento também em Hong Kong, com Wozniacki e Radwanska e McEnroe e Lendl.

Outra grande festa do esporte acontecerá em Los Angeles. A cidade californiana que perdeu o seu ATP, disputado anualmente em julho, sediará, dias antes do Masters 1000 de Indian Wells, o LA Tennis Challenge. Idealizado por Mardy Fish e Justin Gimelstob, o evento, na UCLA, terá uma partida entre Haas e Blake, outra entre Fish e Djokovic e um jogo de duplas entre Djokovic e Sampras contra os irmãos Bryan.

Sampras Djokovic

A ITF incentivou outras Federações mundo afora a promoverem o World Tennis Day e fazerem eventos locais. No Equador, por exemplo, Nicolas Lapentti e Andres Gomez convidarão o público a bater uma bola com eles; na Sérvia haverá a distribuição de produtos gratuitos de tênis e uma manhã de tênis na academia do Djokovic. Aqui do lado, na Argentina, a Avenida 9 de Julio será fechada, no domingo, para uma exibição de Tennis10s, programa de incentivo ao esporte para crianças, com bolas,  raquetes e quadras menores.

A maioria dos outros países listados pela ITF, incluindo o Brasil, terá ações isoladas de Tennis10s. Aqui não fecharemos a Av. Paulista ou veremos quadras de mini-tênis no calçadão de Copacabana ou Ipanema. Soube que a Squash Tennis Center, em Recife, dedicará o dia a chamar mais gente para o esporte, na 2ª feira, lançando o TennisXpress. Boa iniciativa. Mas, em geral, no país, depois de tantos eventos grandes, seguidos no País – Gillette Federer Tour, Brasil Open, WTA em Florianópolis, gostaria de ver mais, esperava mais para celebrar o esporte.

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Direto de NY – McEnroe e Fleming juntos novamente

Um dia de chuva no US Open é aquele momento em que a sala de imprensa fica cheia, a sala dos jogadores lotada e os fãs amontoados nos cafés e lojas de Flushing Meadows. Num destes momentos, sentada na minha mesa 233 olhei para o lado direito e Peter Fleming estava passando. Aproveitei a chance e bati um longo papo com o ex-número um do mundo de duplas e eterno parceiro de John McEnroe.

 

Até hoje, a parceria dos americanos tem o recorde de maior número de títulos de duplas vencidos em um ano. Foram 15 trofeus juntos em 1979 e a carreira incluiu 7 títulos de Grand Slam e 7 campeonatos do Masters, no Madison Square Garden, seguidos. No total foram 55 torneios vencidos juntos.

 

Com tanta intimidade na quadra, Peter finalmente atendeu aos pedidos de McEnroe e a partir da semana que vem, passa a integrar oficialmente a John McEnroe Tennis Academy, em New York.

 

“Falei com o John em Wimbledon. Ele já havia me convidado algumas outras vezes, mas não sei porque não estava convencido a morar em NY. Tinha algo que não me deixava. Mas desta vez, pensei mais e a minha filha Holly, em um certo momento disse: Você gosta de tanto de jogar, de estar na quadra e se tem alguém querendo pagar você para fazer isso, por que não?”

 

Sentado no alto do Arthur Ashe Stadium, ao lado da cabine da Sky Sports, rede de televisão inglesa para quem comenta uma média de 15 torneios por ano, Fleming contou que não estava fazendo nada além disso, de jogar golfe e tomar cerveja. “Não era eu. Sempre fui muito ativo. Ainda estou muito bem fisicamente e quero ajudar.”

 

Americano nascido em New Jersey, Fleming volta a morar nos Estados Unidos depois de anos na Inglaterra e já sabe como será sua rotina na JTA. “Serão quatro horas por dia treinando a garotada de todas as idades. Muitas crianças, com especial atenção àquelas que tem bolsa na academia. E depois se eu quiser, vou dar aulas para adultos.”

 

O parceiro de McEnroe acredita que o fato de ter jogado tanto com John e conhecê-lo tão bem, ajudará na hora do treinamento. “Eu acho que sei mais sobre o que o John faz em quadra do que ele. Eu assisti tanto ele jogar, aprendi tanto observando ele jogar que consigo dizer como ele fez isso, ou fez aquilo.  Coisas que para ele parecem naturais, então ele não precisa me dizer o que fazer, como deve ser o treinamento. Já nos entendemos só de olhar um para o outro.”

 

O que mais Peter aprendeu com o parceiro foi que o principal é ter equilíbrio, não só em quadra, mais na vida. “Você olha o John jogar, bater uma bola, a maneira como ele treina e organiza a vida dele e sempre há um equilíbrio.”

 

Assim como McEnroe, e baseado nesta ideia do equilíbrio, Fleming também acredita na teoria de que as crianças e adolescentes “não precisam ficar 6 horas em quadra por dia treinando e mais duas horas fazendo preparação física. Eles não podem ser transformados em robôs.” 

 

Para ele, foi Jimmy Connors que os ensinou a ser desta maneira. “Em um dia sem jogos, o Connors treinava uma hora, apenas uma hora, mas essa hora valia por duas de qualquer outra pessoa. Ele estava tão focado e havia uma intensidade nele impressionantes. Quando você entra em quadra é hora de se concentrar, mas também de se divertir, dando duro.”

 

A dupla Fleming/McEnroe incentiva a prática de outros esportes. “Com certeza isso faz de você um jogador melhor. Você usa o cérebro para outras coisas e tem mais auto-confiança. Temos que observar o jogo como um todo até encontrar o equilíbrio.”

 

Pergunto para Fleming, que cumprimentava cada assistente ou produtor que passava perto das cabines, quem hoje em dia tem esse equilíbrio no circuito. “Federer, Djokovic e Nadal são todos bem balanceados. Os outros não são.”

 

Com um sorriso quase inglês, Fleming está animado para voltar a morar no seu país e “ajudar as crianças a se tornarem indivíduos fortes e que possam se tornar jogadores de sucesso.”

 

Aberta em 2010, em Randall’s Island, em Manhattan, a JTA já está presente em outros dois lugares em NY, em Lake Isle e Bethpage.

 

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Rogerinho: “Quero ter cada vez mais experiências como esta”

Para quem pensou em parar de jogar tênis há três anos, Rogério Dutra Silva até que fez bonito. Enfrentou nesta sexta, em NY, no Arthur Ashe Stadium, o sérvio atual campeão do US Open, Novak Djokovic e apesar do placar de 6/2 6/1 6/2 para o número dois do mundo, o paulista, 112º da ATP, gostou da experiência e quer mais.

 

Durante todo o tempo em que esteve na maior quadra de tênis do mundo, com capacidade para 23.000 pessoas, Rogerinho ouviu seu nome diversas vezes, com o público incentivando e aplaudindo as diferentes jogadas que ele tentou fazer diante de Djokovic. O brasileiro também foi ovacionado ao sair da quadra e até elogiado pelo campeão sérvio. “O placar não refletiu o que foi o jogo.”

 

Depois da partida, sorridente e feliz com a experiência, Rogerinho foi até entrevistado por jornalistas estrangeiros, que perguntaram da sensação de jogar um game de 15 minutos (o segundo do segundo set). “Eu estava cansado. Estava tentando fazer alguma coisa para machucá-lo- no jogo –  e não conseguia.”

 

Mesmo assim, Rogerinho continuou tentando até o final. “Tentei jogar de fundo, jogar mais rápido, variar, trocar bastante bola, mas o nível deles – Djokovic, Nadal, Federer e Murray – é muito, muito alto.”

 

Apesar do placar, Rogerinho disse ter gostado da experiência e ter tirado uma lição da partida. “Gostei muito. Nunca tinha enfrentado um campeão de US Open, número dois do mundo e nem chegado perto da quadra central. Fiquei lisonjeado de poder enfrentá-lo e agora é ir para a quadra amanhã e continuar trabalhando para cada vez enfrentar esses caras.”

 

Enquanto dava entrevista após o jogo, o paulista lembrou dos momentos difíceis em que esteve perto de abandonar o esporte, há três anos. “Eu ia parar mesmo. Até que o Larri me convidou para treinar na academia dele e foi uma reviravolta total. Não estou mais tão novinho – 28 anos – mas para mim foi um super aprendizado essa partida.”

 

Rogerinho, um dos tenistas mais guerreiros dessa geração de brasileiros, volta para casa e espera poder representar o Brasil no confronto da Copa Davis contra a Rússia, em São José do Rio Preto.

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