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Brasil ainda sonha com vaga nas Olimpíadas de Londres, nas duplas

Ninguém ainda pode afirmar nada. Até Roland Garros terminar – a lista olímpica será baseada no ranking pós Roland Garros – não teremos certeza absoluta da participação brasileira nas Olimpíadas de Londres. Mas, o fato é que com a derrota de Thomaz Bellucci na primeira rodada em Paris, tendo que defender pontos de terceira fase, as chances dele se classificar ficaram ínfimas. Motivada pela chegada da minha partner Jackie de Botton a Liverpool, com Tião Santos, que participará do revezamento da Tocha Olímpica na sexta-feira, resolvi me informar com os próprios jogadores de duplas sobre as chances de participação nas Olimpíadas.

Conversei com os dois personagens principais: Bruno Soares e Marcelo Melo. Ambos acham muito difícil a presença de Bellucci, mas acreditam na participação deles.

Ambos acham muito difícil a presença de Bellucci, mas acreditam na participação deles.

Os dois defendem apenas uma vitória em Roland Garros e acham que se o “cut-off” fosse hoje estariam dentro das Olimpíadas.

Bruno nunca jogou Olimpíadas. Marcelo participou da última em Beijing com André Sá e antes, André Sá já havia participado em Sidney. “Seria a realização de um sonho,” disse Soares.

Não fiz contas, apenas ouvi os jogadores. Para não terem que depender de resultados de outros ou ficarem até o último minuto na espera por uma vaga olímpica, o que eles querem mesmo é jogar bem em Paris. “Se um de nós dois avançar ajuda. Quanto mais pontos a gente somar, melhor,” explicou Bruno que joga em Roland Garros ao lado do parceiro americano Eric Butorac. Marcelo Melo tem o croata Ivan Dodig como parceiro.

André Sá também tem uma chance. Mas, para isso precisa chegar à final de Roland Garros e aí passaria um dos outros dois mineiros. Ele está no meio da primeira rodada ao lado de Mertinak e o jogo foi interrompido por causa da chuva.

Independente de que dupla vá para as Olimpíadas, o importante é que tenhamos alguém representando o Brasil no tênis. Ainda há esperança

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A maior biblioteca de tênis do mundo, Tennis View e um breve encontro com a Serena

Acordei cedo hoje para ir até a Oxford Street, procurar uma livraria. Foi uma manhã quase perdida. O metrô parecia estar na operação tarturaga – parando entre as estações, lotado e entre as baldeações demorando muito pra chegar. Os avisos sonoros diziam que era devido a uma reforma – e eu peguei algumas linhas diferentes -, depois a uma falha no sistema elétrico e por fim por causa da multidão indo para Wimbledon. Vai entender.

Que tem uma multidão hoje aqui tem. Ao sair do metrô na chegada em Wimbledon já tinha um cara no megafone dizendo que as pessoas que decidissem ir pra fila tentar um ingresso esperariam no mínimo sete horas.

Até que eu precisava de um ingresso para um amigo, mas desisti imediatamente. Achei melhor tentar com algum jogador conhecido.

Depois de conseguir chegar na sala de imprensa – demorei para andar do portão 5 –uma das entradas de Wimbledon de tanta gente que há circulando pelo torneio. Hoje estão completamente lotados, por isso a fila não está andando rápido.

Fui até a sala dos jogadores e também não tive sucesso. Eles reduziram as cotas dos tenistas também e eu deixei para muito em cima da hora. Mas, o bom foi que encontrei a Serena (Williams), com quem não conversava há um tempão. Acho que desde quando fui press officer do Masters da WTA em Doha.  Nssa relação vem desde os tempos do início da carreira do Guga no circuito em que ela tinha uma admiração especial por ele e pelo Brasil. Conversamos um pouco e ela estava interessadíssima no Rio de Janeiro e no meu projeto também com os catadores de materiais recicláveis que surgiu do meu trabalho com o filme Lixo Extraordinário (Waste Land).

Sem sucesso com os tickets – fazer o quê?


Assisti um pouco do jogo da Sharapova, o da Petkovic e o último set do Feliciano Lopez e do Roddick e fui até a Biblioteca de Wimbledon, a Kenneth Ritchie Wimbledon Library, adjacente ao Wimbledon Lawn Tennis Museum.

Fui direto procurar o Allan Little, o bibliotecário que levantou  e mantém organizada a maior biblioteca de tênis do mundo e com quem mantenho contato desde a minha primeira vinda a Wimbledon, em 1997.

Fazia tempo que não ia à biblioteca e não tinha visto a mesma reformada (2008).

Queria cumprimentar o Mr. Little e saber se as edições da Tennis View estavam atualizadas.

Era para ser uma visita breve, mas fui tão bem recebida pelo Mr. Little e suas assistentes e a biblioteca está tão bem organizada que acabei ficando lá um tempão.

Primeiro fui ver onde ficam arquivadas todas as edições da Tennis View, sem antes ele checar se tinha até o último número, e tinha.

Foi emocionante ver todos os números da Tennis View em forma de livro e as edições deste ano numa sessão especial, ao lado de revistas da Austrália, Bélgica, Czech Republic (as revistas são organizadas alfabeticamente por Países), etc..

Fiquei enlouquecida na parte dos livros. Especialmente no Brasil que tem uma publicação fraca de livros esportivos, a gente esquece que possa existir tanto material de tênis e olha que tinha livros de 1800..

Curiosa perguntei para o Mr. Little se ele sabia de quando datava a primeira revista de tênis. Ele respondeu na hora: 1883 – Pastime e mesmo com sua idade avançada, pegou uma escada, subiu os degraus e pegou a publicação para que eu conhecesse.


De quebra ele e o staff ainda me deram dois livros que ele publicou recentemente, o da Suzanne Lenglen – Tennis Idol of the Twenties e o Tennis and the Olympic Games.

Saí de lá motivadíssima, querendo levar uma mala de livros – mas só os que já acumulei até agora vão me dar trabalho – e orgulhosa de fazer parte da história do tênis, ah e prometendo ao Mr. Little continuar mandando a Tennis View para a maior biblioteca de tênis do mundo.

 

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