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“Murray ainda vai melhorar muito” – quem disse foi Emilio Sanchez, há oito meses

Esse post é a reprodução da coluna do Emilio Sanchez, publicada na edição 117 da Tennis View. Vale a pena ler as observações que Sanchez, que treinou Murray, faz sobre o finalista de Wimbledon, nessa véspera de final histórica contra Federer.  Emilio inclusive previu que Murray melhoraria muito e que disputaria as vagas nas finais e os títulos de Grand Slams com mais chances de vencer os tops neste ano.

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“Estou aqui sentado na minha academia, a Sánchez-Casal, tentando me recordar dos momentos interessantes, que Andy Murray teve conosco. E a grande evolução dele foi em 2003.

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Ele chegou um dia com a sua mãe na academia. Ela estava confiante e ele tinha muitas dúvidas. Eu me lembro daquele menino que quase nem me olhava, que estava assustado em chegar num país estranho, de iniciar uma nova aventura, mas como as fronteiras desaparecem dentro da quadra de tênis, pois são iguais em todos os locais do mundo, ele conseguiu se adaptar rapidamente ao lugar. Quando olhava para ele, achava que parecia qualquer coisa, menos um tenista, mas dentro da quadra, ele mostrava todo o seu talento.

Sua mãe Judy, ex-tenista, que treinava os jogadores juvenis de seu país e também trabalhava para a Federação de Tênis da Grã Bretanha, sabia que deveria fazer com que Andy mudasse do ambiente em que vivia na Inglaterra, tirá-lo da pressão da imprensa inglesa, querendo que Andy fosse um a mais no grupo, que não fosse diferente, que se misturasse com os outros jogadores de nível.  Além disso, devia conseguir que seu filho se movimentasse em quadra como os espanhóis, que fosse um gladiador na quadra e sabia que a Espanha era o melhor lugar para isso. Judy apostou na nossa academia, pois estava convencida que aqui daríamos tudo o que ele precisasse.

A primeira vez que joguei com ele, me apareceu na quadra um menino magro, alto, desengonçado, com as pernas juntas e que só olhava para o chão. Eu tentei fazer algum comentário para impressioná-lo, mas sua resposta me deixou pensativo; aqui tem alguma coisa, pensei, tem caráter. Então, começamos a bater bola, não havia nada de especial nele, golpes normais, que pena, pensei. Mas, como eu gosto de medir os jogadores numa partida, tentei novamente instigá-lo. Perguntei a ele se ele gostaria de jogar um set e ele respondeu “pensei que você não se atreveria a jogar contra mim!”.  Ele tem confiança, pensei e fiquei animado.

Começamos a jogar. Vou ganhar, com certeza, pensava. Mudava as alturas das bolas e ele respondia, o atacava e ele se defendia melhor, o trazia para a rede e ele voleava melhor, era difícil para ele correr nas deixadas, mas era explosivo e acabaria aprendendo, não sacava muito forte, mas a execução do movimento era quase perfeita, quando ficasse mais forte, sacaria muito bem. A verdade é que fiquei impressionado, ele tinha algo de especial, além do mais era ganhador e quando aprendesse a canalizar as energias, seria duríssimo de ser vencido. Melhor, vou dizer o que aconteceu…

Aquele dia, fui para casa com um sorriso no rosto, se conseguíssemos dar a este garoto os valores básicos de um tenista espanhol, seria espetacular. Além do mais, em poucos dias que estava treinando com a gente, mostrou seu companheirismo, sua humildade e se conseguíssemos que trabalhasse de forma contínua, melhoraria muito. Foi a parte mais difícil, que ele se acostumasse com as rotinas de treinos, algumas vezes precisamos buscá-lo no quarto para vir treinar, outras vezes precisávamos perseguí-lo para quase obrigá-lo a treinar, ele precisava se acostumar à vida dura. Mas, quando ia aos torneios, era quando dava o melhor de si, essa parte tão difícil de ensinar, já tinha naturalmente.

Se analisarmos Andy Murray hoje em dia, nos damos conta que depois desse anos, ele segue mantendo tudo de excepcional que tem em seu jogo, é muito agressivo com o serviço e domina seus adversários e quanto mais alguém o ataca, melhor se defende. Se nos Grand Slams conseguir manter a constância com a agressividade como fez nos últimos meses nos torneios ATP, teríamos quase que com certeza o primeiro inglês a ganhar um grande torneio deste porte, desde Fred Perry. Eu sou um daqueles que defendem que ele ainda irá melhorar. Além disso, precisamos levar em consideração que ele joga em uma era de grandes jogadores da história, Nadal, Federer e se em alguma ocasião eles não estiveram presentes, Andy ainda encontra com um Djokovic quase superior do que os melhores. De um lado, penso que é sorte triunfar no tênis em uma época tão maravilhosa como a atual, coincidindo com os melhores jogadores da história, que obrigam os demais a subir o nível, mas por outro lado, é falta de sorte, apesar do tênis de alto nível de Andy, é muito mais difícil para ele ganhar um Grand Slam.

No ano que vem, em 2012, estou certo que nos torneios grandes Andy vai enfrentar seus três maiores rivais com maiores chances de vencê-los; chegou seu momento e no Masters que é disputado em seu país, é o principal candidato para o título.

Gostaria de terminar ressaltando que, mesmo chegando no topo, Andy sempre ajudou seus amigos, ex-companheiros de colégio e de residência da academia. É muito ligado aos seus amigos, é fiel e boa pessoa, convidou quase todos seus amigos aos grandes torneios e segue mantendo contato com o resto. Além disso, viajou quase dois anos com Carlos Mier, seu companheiro de quarto na Sánchez-Casal e agora seu técnico é o Dani Vallverdú, outro grande amigo que fez aqui na academia. Essas são as pessoas que estão perto de Andy, que conheceu aqui e ele continua com eles, e isso diz muito sobre quem ele é.

Eu só posso agradecer pelo Andy ser dessa forma que é, porque ele, desde que decidiu seguir sozinho, sempre se lembrou de todos nós da Sánchez-Casal, então somos muito agradecidos a ele. Aqui na academia não poderíamos ter maior referência, maior modelo a seguir. Um campeão como Andy e o fato de ele se recordar do tempo em que passou aqui como um dos melhores de sua vida nos enche de orgulho e satisfação. Todos que compartilhamos do seu crescimento, o admiramos e sabemos que em breve realizará seu sonho.”

 

Abraços,

Emilio Sànchez

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Não achei que fosse ver Andy Murray em uma final de Wimbledon – É admirável, ele conseguiu!

Não achei que fosse ver Andy Murray disputando uma final de Wimbledon. Assim como os fãs que estavam na Center Court e na Henman Hill, demoraram alguns segundos para de fato acreditar no que estavam vendo diante de seus olhos, também fiquei boquiaberta com a vitória do britânico diante de Jo-Wilfried Tsonga e a conquista da vaga para a final, em que enfrentará Roger Federer em busca do trofeu que Fred Perry ergueu em 1936.

Há 76 anos os ingleses falam de Fred Perry, o último tenista do Reino, a vencer em Wimbledon. Há 74 anos, Bunny Austin marcava seu nome na história ao se tornar o último britânico a chegar à final no All England Lawn Tennis & Crocquet Club.

Vieram Roger Taylor, Tim Henman e Andy Murray.

De Roger Taylor, não posso falar. Apenas li sobre ele nos livros de história. As tentativas de Tim Henman, e a Henman Mania em Londres, eu acompanhei de perto por lá mas também, nunca achei que ele tivesse muitas chances entre Pete Sampras e Andre Agassi e admito que torci para o Ivanisevic naquele 2001 em que Sampras foi eliminado antes do tempo. O corpo meio mirradinho, embora possa parecer uma besteira, ainda mais levando em conta o eficiente jogo de saque e voleio dele, não me inspirava confiança.

E Murray também não me inspirava aquela confiança, mesmo já tendo disputado três finais de Grand Slam – duas na Austrália e uma em Nova York -, tendo vencido Masters 1000 e provado que não é afetado pela toda loucura que envolve ser um britânico jogando Wimbledon e com chances de avançar no torneio.

Achei interessantíssimo quando ele apareceu com Ivan Lendl de técnico. Como o próprio Lendl disse, Murray teve coragem de contatá-lo e de assumir a parceria, sabendo de toda a atenção que teriam.

Há duas semanas, antes de Wimbledon começar, já havia rumores do que aconteceria entre técnico e jogador caso Murray não tivesse um bom resultado em casa. O jogador acusava dores nas costas e havia perdido na primeira rodada do ATP de Queen’s.

Mas, foi só ele começar a jogar bem em Wimbledon que as dúvidas do resultado da contratação do campeão de 8 Grand Slams, pararam e surgiram, no lugar, notícias e informações sobre como Lendl tem contribuído para o jogo de Murray.

Ao que parece uma das maiores influências tem sido mental. Lendl perdeu quatro finais de Grand Slam antes de vencer a primeira. Murray já perdeu três. Lendl nunca ganhou Wimbledon, apesar de ter disputado duas finais. Tudo o que Murray está passando, Lendl já passou.

A calma e a frieza de Lendl podem servir para acalmar o britânico. Não importa o momento do jogo, a expressão do checo naturalizado norte-americano parece não mudar.

O próprio Murray disse que uma outra coisa que Lendl mudou na sua preparação durante o torneio é o fato de estar sacando menos nos treinos. “Ele me disse que o ombro precisa estar descansado e solto e que vou sacar bastante nos jogos. De fato estou sacando melhor quanto mais eu jogo.”

Mas, independentemente de Lendl, ou não, é Murray quem está em quadra jogando e sobrevivendo não só aos adversários mais à Murray Mania, aos tablóides britânicos e aguentando a pressão da possibilidade de se tornar o primeiro britânico campeão de Wimbledon, na Inglaterra.

Murray soube aproveitar muito bem a oportunidade de uma chave mais aberta e fez o que muita gente não esperava, chegou à final de Wimbledon.

O próprio Henman, que passou por essa situação há 11 anos, afirmou que Murray estava mais preparado do que ele para esse momento.

Como é interessante o nosso esporte.  

Há um mês, todas as atenções estavam voltadas para Rafael Nadal e Novak Djokovic e Maria Sharapova. Nadal foi elevado ao status de Rei de Paris, como o maior campeão de todos os tempos do torneio. Sharapova completava o Grand Slam e voltava ao topo do ranking mundial.

Neste fim-de-semana tudo muda. Federer pode erguer o seu 7º trofeu de Wimbledon; Murray pode vencer o seu primeiro Grand Slam e se tornar o primeiro britânico a triunfar no All England Club desde 1936; Nadal já foi para casa há 10 dias, eliminado por Lukas Rosol e Serena Williams, derrotada na primeira rodada em Roland Garros enfrentará uma polonesa na final, neste sábado, para conquistar o 14º trofeu de Grand Slam da carreira.

 

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Wimbledon: agora é a vez de Federer jogar pelo 7º trofeu

A temporada de grama começou assim que Roland Garros terminou, mas os olhos do mundo só se voltam mesmo para o tênis na grama a partir desta segunda-feira, quando a temporada mais longa da história neste tipo de piso tiver início, em Wimbledon.

O mais prestigioso clube de tênis do mundo, o All England Lawn Tenni & Crocquet Club, sediará no período de 7 semanas o terceiro Grand Slam da temporada e os Jogos Olímpicos.

Diferente dos torneios na terra batida, em que as atenções estavam voltadas para o duelo entre Rafael Nadal e Novak Djokovic, para ver que recorde seria quebrado em Roland Garros, agora as atenções se voltam de novo para Roger Federer.  O suíço tentará igualar o recorde de Pete Sampras de sete trofeus, no palco onde obteve as suas maiores glórias.

Recentemente em uma entrevista ele apenas disse que o objetivo para a disputa deste Wimbledon era ir além das quartas-de-final onde ele parou nos últimos dois anos.

O heptacampeonato na Inglaterra poderia aproximar Federer (a última final que ele jogou em Wimbledon foi aquela histórica contra Andy Roddick) do posto de número um do mundo para ele então quebrar outro recorde, o de semanas na liderança do ranking mundial. Ele está a apenas uma semana de Pete Sampras (286).

Apesar de Nadal e Djokovic estarem à frente de Federer e como vencedores das edições de 2010 e 2011, respectivamente, serem mais favoritos, em Wimbledon e na terra da Rainha, ele é sempre candidato a reinar novamente.

Entre as mulheres, apesar da derrota na estreia em Roland Garros, Serena Williams e a irmã, Venus, com a saúde ainda frágil, sempre serão destaque. Juntas, elas tem 9 títulos em Wimbledon, 5 de Venus e quatro de Serena.

Vice-campeã no ano passado, Maria Sharapova chega na Inglaterra tendo completado o Grand Slam, e confiante para tentar vencer novamente o primeiro dos quatro torneios que ela conquistou, há oito anos.

Atual campeã, a checa Petra Kvitova não está tendo uma temporada como a do ano passado, mas ainda é a número quatro do mundo.

Para rivalizar com ela, Victoria Azarenka pretende apagar a má impressão deixada em Roland Garros. É, o mesmo pretende Caroline Wozniacki, na terra do namorado Rory MclRoy.

Wimbledon antigamente era conhecido como o torneio em que as grandes surpresas podiam acontecer, por ser disputado num piso em que mais da metade da chave não tem tanta habilidade. Mas, com a diminuição da velocidade da quadra nos últimos anos estas surpresas diminuíram. De qualquer maneira, é o piso onde todos estão mais suscetíveis.

O caminho para o título já foi traçado com o sorteio da chave. Nadal abre a campanha contra o brasileiro Thomaz Bellucci; Djokovic contra Juan Carlos Ferrero; Federer enfrentando o espanhol Albert Ramos e Murray o russo Nikolay Davydenko.

Entre as mulheres, menos suscetíveis a surpresas na primeira rodada – vamos esquecer o jogo entre Serena e Razzano há algumas semanas em Roland Garros – Sharapova enfrenta Rodionova; Radwanska joga contra Rybarikova; Serena pega Zahvalova Strycova; Kvitova joga contra Amanmuradova; Wozniacki desafia a austríaca Tamira Paszek, ex-pupila de Larri Passos e Azarenka joga contra a americana Falconi.

O majestoso torneio de Wimbledon vai começar. Dentro de poucas semanas dois campeões e duas campeãs saírão do All England Lawn Tennis & Crocquet Club com o trofeu mais prestigioso do mundo e uma medalha de ouro olímpica.

 

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Bjorn Borg, 30 anos depois, faz sucesso vendendo cuecas e chama McEnroe para fazer design de underwear também

Hoje em dia o tênis vive em torno do quarteto mágico formado por Nadal, Djokovic, Murray e Federer, com alguns intrusos ocasionais, como foi o caso de Tsonga neste Wimbledon. Mas há 30 anos era de Bjorn Borg e John McEnroe que se falava. Há 30 anos exatamente eles faziam a final mais comentada de Wimbledon da história, até os recentes embates entre Nadal e Federer, mas mesmo assim, ainda se fala dela e muito.

Tanto se fala que a HBO, nos EUA, lançou um documentário chamado Fire & Ice sobre a rivalidade dos dois, livros estão sendo lançados novamente e a mítica continua.

Tão diferentes quanto eram em quadra, a vida dos dois pós tênis profissional tomou rumos diferentes.

McEnroe continuou 100% envolvido com o esporte. É comentarista na maioria dos Grand Slams para grandes redes de televisão, joga ativamente o Champions Tour e o Champions Series, tem uma academia em NY, a John McEnroe Tennis Academy, participa de eventos beneficentes, encontra os jogadores mais jovens do tour, enfim, está presente com frequência. Quando é chamado para grandes eventos que possam beneficar o tênis mundo afora, também participa.

Já Borg não costuma aparecer tanto assim. Esperavam que ele estivesse em Roland Garros para ver Nadal igualar seu recorde, mas ele não apareceu. Sem alardes, estava ontem no Royal Box, em Wimbledon, assistindo as semifinais.

Joga apenas um outro torneio do circuito senior, faz poucas aparições, não tem academia de tênis e faz sucesso mesmo hoje em dia, fora das quadras, vendendo cuecas.

Eu já estava pensando em escrever um post sobre o sucesso das cuecas Bjorn Borg de tanto andar, em diferentes cidades da Europa e ver a marca em lojas próprias ou em grandes magazines.

Entrei em algumas, vi que também há roupas de tênis, o que não tinha no começo, mas é com as cuecas, com a linha de underwear que ele ganhou o mundo, ou melhor, a Europa novamente. 

São coloridas, festivas e em diferentes modelos.

Uma cueca Bjorn Borg custa mais do que uma cueca Dolce Gabbana. Confirmei isso num grande magazine da Holanda ontem, o V&D – a de Borg estava sendo vendida a 19 Euros e a D&G, a 15.

Ontem, quando vi o Borg assistindo o jogo, tive o empurrão que faltava para escrever sobre as cuecas do ex-número um do mundo.

Ao receber hoje cedo o press release com a notícia de que ele chamou o ex-rival McEnroe para fazer uma série limitada desenhada por ambos, não acreditei.

Como parte das comemorações dos 30 anos do maior jogo da história, cada um fez dois modelos de cuecas e pela primeira vez uma cueca da marca Bjorn Borg sai com o nome de uma outra pessoa – John McEnroe -escrito no elástico.

A edição que deve ser lançada mundialmente no início de agosto será limitada e parte da renda será doada para a John and Patty McEnroe Foundation.

“Adorei a ideia assim que me falaram. É uma oportunidade maravilhosa de me juntar ao John e ganhar dele em novos territórios,” disse Borg – os dois já estão competindo para ver quem vai vender mais cuecas.


Lembro há alguns anos quando estive na Hungria e vi uma loja Bjorn Borg, de cuecas, achei a coisa mais estranha. Afinal, Borg já tinha se dado mal com uma linha de roupas décadas atrás e não combinava muito.

Mas, o negócio pegou, deu certo e qual não foi a surpresa, ao ver, numa foto do Rio Champions, no ano passado, do nosso fotógrafo João Pires, o Safin vestindo cuecas Bjorn Borg – não, não vimos o Marat só de cueca, apareceu um pouco acima do shorts.

A marca Bjorn Borg existia desde essa época – anos 80 – que não deu certo, mas a partir de meados dos anos 1990 um grupo de investidores resolveu ressurgir com o nome na moda, na Suécia, mas só ganhou força a partir de dezembro de 2006 quando a empresa, the GROUP, adquiriu os direitos mundias e iniciou a expansão.

Os maiores mercados da marca, entre os 23 países em que operam, são a própria Suécia e a Holanda. Não há nenhuma loja, nem venda na América do Sul  – o mais próximo são os Estados Unidos mesmo.

Ah, e para a minha surpresa, o primeiro objetivo da empresa para o próximo ano é aumentar em 10% o uso de material orgânico na confecção. Responsabilidade social está em todos os lugares, até mesmo nas cuecas.

E quem diria, que 30 anos depois, seria uma cueca que uniria Borg e McEnroe novamente. 

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Tsonga prova em Wimbledon que mudança de atitude, força mental e alegria fazem a diferença

Gostaria de ter escrito esse post sobre o Tsonga ontem, mas como já não estou mais em Wimbledon e às vezes as idas e vindas de uma cidade para outra na Europa acabam demorando mais do que o imaginado – isso não é uma reclamação – só consegui me conectar novamente quando já era muito tarde.

Desde a metada do jogo estava pensando no poema do Kipling que postei ontem no blog, que fala de batalhas, de erguer a cabeça mesmo na derrota e de se levar ao limite. O jogo de ontem foi um pouco assim. Federer reconheceu a derrota. Achou que jogou o seu melhor e mesmo assim perdeu. Tsonga, derrubou o inimigo maior  e com a alegria natural, relaxamento em quadra, foi além. Ganhou de Federer no “jardim dele.”


Esse jogo certamente será analisado por psicólogos – tenho certeza que nosso colunista na Tennis View Dietmar Samulski já está analisando o lado mental da partida – e por todos que acreditam que o mental é mesmo o mais importante no tênis.

Há algumas semanas venho acompanhando o novo desenvolvimento do Tsonga, especialmente depois que ele resolveu ficar sem técnico (desde meados de maio), pela primeira vez em sete anos. Parece que esse novo jeito de levar o tênis, mais alegre e menos estressante como ele mesmo disse na coletiva – “antes qualquer coisa me estressava. Se o carro atrasava, se o pessoal no meu box não me motivava o suficiente, tudo era motivo para eu reclamar e olha que vida maravilhosa eu tenho, então resolvi relaxar -” fez os resultados aparecerem. “Sinto mais liberdade, mais alegria,” e isso sempre faz a diferença.

“A mudança começou com a vitória sobre Nicolas Almagro em Madri, depois veio a vitória sobre Rafael Nadal, em Queen’s onde ele ficou com o vice-campeonato, perdendo para Murray na final e agora veio a vitória sobre Federer,” me elembrou um jornalista amigo do L’Equipe.

Foi essa tranquilidade e liberdade para soltar o braço, mais a alegria e a sensação de estar num momento especial, acima da zona normal, que surpreendeu os grandes nomes do esporte.

Ontem em Wimbledon, Goran Ivanisevic chegou a comparar Tsonga a Becker. “Ele é grande, forte e nunca teve medo de arriscar. “

O próprio Becker felicitou o francês: “Ele jogou sem medo, usando as suas melhores armas, a direita e o saque e um pouco de tudo mais que ele tem. Ele usa muito também as emoções e quando você as usa e tudo vai bem, é difícil te pararem.”

Se Tsonga vai chegar à final, derrotar Djokovic e depois passar pelo vencedor de Murray e Nadal ninguém sabe, mas o que ele provou é que uma mudança de atitude, uma mudança mental, claro que aliada a um jogo de altíssima qualidade, podem realmente mudar o curso da história. 

Por falar em alegria, olha a  capa do L’Equipe de hoje – “Que Alegria,” diz a manchete com as fotos do Tsonga. Capa 100% dele.

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Depois dos “Fab Four,” o tênis encontrou seu “Wonder Boy,” com Tomic em Wimbledon

Há algum tempo venho observando, mesmo que de longe, lendo uma coisa aqui outra ali, o Bernard Tomic.

Muito se falou dele, desde que tinha 15 anos de idade, como a esperança do tênis australiano, the next big thing, mas também do relacionamento tempestuoso entre o pai e técnico, John, a Tennis Australia  e até mesmo entre os jogadores mais veteranos.

Parece que só com a entrada de Patrick Rafter – que está em Wimbledon e vem assistindo os jogos no box de Tomic – como capitão da Copa Davis, que a relação melhorou. “Quero trabalhar com o Tomic nas bases do que o pai dele já fez,” disse o vice-campeão de 2001 ontem em Londres.

A ideia era ter escrito sobre o novo “wonder boy” do tênis ontem, mas com tantos jogos na “manic Monday” em Wimbledon foi impossível.

Vi a coletiva de imprensa de um relaxado Tomic e fui pesquisar mais sobre ele antes de escrever, até no meu próprio blog (escrevi sobre ele no começo do ano durante o Australian Open -)

Hoje fiquei surpresa ao ver o pouco espaço que dedicaram os jornais ingleses ao australiano. O foco ficou todo em cima da derrota das irmãs Williams, da lesão do Nadal e claro, de Andy Murray, além da presença do Prince William e da sua senhora, Kate – os Duques de Cambridge.

Eis o que pesquisei. Tomic nasceu em Stuttgart, na Alemanha e se mudou para a Austrália quando tinha dois anos e meio, três e começou a jogar tênis aos cinco. O nome Tomic não soa tipicamente alemão porque os pais tem origens croatas e é por isso que Tomic fala Sérvio e se dá bem com Djokovic.

Aliás, ele fala bem sérvio e não alemão.

Desde o início ele sempre foi treinado pelo pai que controla toda a sua carreira e o garoto prodígio sofreu pressões da Tennis Australia e da mídia pelos seus métodos de treinamento e opções de calendário e respostas mal dadas à Federação e a outros jogadores.

O comportamento sempre foi o maior problema da família Tomic, tanto que o próprio pai John já afirmou que não queria ser conhecido como o próximo Damir, se referindo ao pai de Jelena Dokic.

Com o passar do tempo, desde que começou a chamar a atenção, aos 15 anos de idade, três anos atrás, foi criticado pelos resultados demorarem a aparecer.

Se “salvou” ao avançar à terceira rodada do Australian Open e se tornar o único australiano ainda na competição.

E agora, em Wimbledon, quando todos já falavam do fim do tênis australiano, o que irritou Roger Federer, defendendo Lleyton Hewitt “Vocês falam disso como se o Hewitt não existisse mais. Ele merece respeito e poderia ter ganhado do Soderling. Se tivesse, todo o discurso seria diferente, não é?,”  Tomic surpreendeu.

A história dele remete à daquelas dos grandes campeões que surgem no fim da adolescência. “Boom boom Becker” foi relembrado ontem, afinal Tomic se tornou o jogador mais jovem desde Becker, em 1986 a alcançar as quartas-de-final em Wimbledon.

E ontem, na coletiva, Bernard explicou porque os resultados demoraram um pouco – mas nem tanto – a aparecer. Típica coisa da transição do juvenil para o profissional.

“Well, you know, I was so used to playing a lot of junior tennis, where I got into the habit of playing a lot of defense tennis.  That’s what made me win a few junior titles, where I was really good in juniors.

That’s where players missed, as opposed to here; they don’t miss as much.  I found out, look, if I really want to play against these guys, I have to relax like I do in practice.  That’s when I play my best tennis, in practice.

I know if I play like I do in practice, I’ll play much better in my game. “

Mas a explicação do ex-número três do mundo juvenil e campeão de Grand Slams na categoria não parou por aí:

“It’s got to happen sometime (smiling).

Yeah, I mean, look, I said to myself, you know, I’m going to have a tournament here.  Play well.

Ever since quallies, I tried to play a little bit more relaxed than I’m used to.  I’ve been doing that ever since I qualified.  Davydenko, I played relaxed.  Now I found my game, where I need it be, and that’s to have fun, relax out there, not play under pressure where as opposed to maybe six months ago I was playing a little bit more defensive, not playing my game.

I think now I really learnt the way I should play my game. “

E é isso mesmo que acha outro campeão australiano de Wimbledon, Pat Cash. “Ele é um garoto ótimo, que não tem medo de muito coisa não. Ele vai pra quadra e joga e com a vantagem de que nem muita gente sabe como jogar contra ele”

Tomic, que veio do qualifying – aliás ele é o primeiro qualifier a alcançar as quartas-de-final desde Vladimir Voltchkov que foi semifinalista no ano 2000 e que inclusive passa completamente desapercebido por Wimbledon e só tem o gostinho dos dias de glória quando vai pra quadra bater bola com Maria Sharapova. Sim, a russa o chamou para ser hitting partner na temporada de grama- e vem afirmando rodada após rodada que não esperava estar onde está, também explicou a sua relação com Djokovic, seu próximo adversário. “Treinamos algumas vezes juntos e nos damos bom porque a gente fala a mesma língua.”

Como dizem os especialistas que gostam de contar depois que estavam no lugar, no momento em que o fato aconteceu, estamos tendo a oportunidade de ver o Tomic “grow up in front of our eyes. A Star in the making”

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Do jeito que o dia começou, frio, com chuvisco passando por chuva forte na hora do almoço, o final da tarde, início da noite ficou dos mais agradáveis em Wimbledon.

Acordei cedo para ir a um café da manhã / reunião, um pouco fora do centro e da rota Hotel – Wimbledon.

Achei que seria mais fácil pegar o metrô direto do lugar da reunião para Wimbledon, em vez de voltar para o hotel e pegar o carro para ir ao torneio.

Que erro eu fiz.

Ao sair do metrô, na estação de Southfields, já chuviscava.

Tentei e não consegui colocar o capuz do meu casaco – é daqueles que saem – então entrei num mercadinho e fui comprar um daqueles guarda-chuvas baratinhos, já que eu tinha esquecido o meu.

O guarda-chuva quase voou e quebrou no caminho da estação até Wimbledon, de tanto que ventava, ou de tão frágil que é o guarda-chuva de 5 libras (também, nem que quisesse eu teria outra escolha no mercadinho).

Ao entrar em Wimbledon a chuva apertou e todo mundo começou a se espremer nos lugares cobertos ou a abrir guarda-chuva.

Jogo só na quadra central mesmo, com o teto. E que jogo! Kimiko Date Krumm, aos 40 anos, levou Venus ao limite, vencendo no final por 6/7(6) 6/3 8/6  e a americana só foi elogios para a japonesa depois. “Ela não parece que tem 40 anos e é um exemplo e inspiração para todas nós.”

Vi um pouquinho desse jogo na quadra central, com o teto, fiquei um tempo no computador trabalhando com o escritório no Brasil e depois que a chuva forte passou, fui dar uma volta pelas quadras.

Primeiro me atentei à moda – será tema de um outro post – e acho que como as roupas são todas brancas, o design acaba se destacando um pouco mais e depois sentei um pouco nas diferentes quadras para ver um pouco de cada jogo.

Na volta para a sala de imprensa o sol estava mais firme e fiquei no terraço. De lá pude apreciar de fato a vista privilegiada que temos.

É neste terraço que os jogadores fazem algumas entrevistas exclusivas, principalmente com a televisão, já que o terraço serve de ligação entre as quadras do fundo do AELTC, press center e sala de jogadores.

Além de dar para apreciar a vista, assistindo alguns jogos ao mesmo tempo, é um ótimo lugar para encontrar as pessoas, jogadores, técnicos e observar a multidão pelo torneio.

É deste mesmo lado que fica o restaurante da imprensa, um andar acima, com vista ainda mais ampla do AELTC. Dá para ficar lá apreciando o torneio e assistindo jogos incríveis, especialmente neste começo de torneio, quando jogadores tops também competem por aqui, o dia todo. Só hoje passaram por estas quadras, Victoria Azarenka, Flavia Pennetta, Dominika Cibulkova, Gael Monfils, Daniela Hantuchova, Feliciano Lopez, entre outros.

É, a vista do terraço é privilegiada.

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Mello: “Finalmente venci meu primeiro jogo em Wimbledon”

Ricardo Mello comemorou muito a vitória na primeira rodada de Wimbledon, de virada, contra o canadense Frank Dancevic, por 3/6 3/6 6/4 7/6(6) 6/2, em quase três horas de jogo.

Comemorou porque virou um jogo praticamente perdido. Dancevic venceu os dois primeiros sets sem muita resistência do brasileiro e no quarto set, Mello perdia por 5/2 quando começou a reação.

A quadra sete, que já estava cheia, foi lotando, o público foi se aglutinando para ver o tie-break e o quinto set e ao final do jogo Mello comemorou, foi até a arquibancada beijar a esposa Júlia e abraçar os companheiros brasileiros – Soares, Ferreiro e Sá – que estavam torcendo por ele na arquibancada – e ao sair da quadra, cercado de fãs brasileiros e dos guardas ingleses para levá-lo ao vestiário, falou: “Finalmente ganhei um jogo na chave nesse torneio.”


Essa é a terceira participação de Mello na chave principal do Wimbledon Championships – perdeu na primeira rodada em 2005 e em 2010, respectivamente para David Scherwood e para Thomaz Bellucci, que aliás também apareceu para ver um pouco do jogo do Ricardinho.

Para o tenista de Campinas a “diferença foi no quarto set quando estava perdendo por 5/2 e conseguiu virar.” Entrou no quinto cheio de confiança e nem a longa ida ao vestiário do canadense conseguiu esfriar Mello, que agora espera pelo francês Michael Llodra.

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De Wimbledon – The Championships

Comecei bem  o dia! Já estava tentando imaginar como andaria as 6 quadras para chegar ao metrô de Earl’s Court e depois faria a longa caminhada da estação de Southfields para Wimbledon, quando vi um carro do torneio na porta do hotel.

Não me importo de pegar metrô e até gosto nestes eventos para ter um contato mais próximo com a cidade, mas carregando computador, cabos, adaptadores de tomada – claro que trouxe o errado, o da Austrália em vez da Inglaterra e tive que comprar outro -, camera fotográfica, livros – trouxe a biografia do Roger Federer que a Tennis View comercializa e cuja foto da capa é da nossa fotógrafa Cynthia Lum, que está aqui e ainda não tem o livro – e muitas revistas comigo, não estava gostando nada da ideia de sair por aí carregando todo esse peso.

Foi um alívio saber que tinha reservado esse hotel oficial de Wimbledon por alguma razão. Ontem quando cheguei não havia nenhum aviso com horários de transporte e eu também não tinha visto nenhum jogador ou jornalista, ou cara conhecida. Já encontrei rostos familiares no café da manhã e foi uma maravilha o serviço de motorista porta a porta.

Entrei no AELTC, em Wimbledon pelo portão 13, uma das entradas da imprensa, com o meu papel de confirmação da credencial.

Depois de passar pela segurança – eles abrem todas as malas, bolsas, mochilas e seus bolsinhos, então imagina o quanto demorei – fui pegar minha credencial, no Press Center.

Encontrei minha mesa no segundo andar, me instalei e fui dar uma volta pelo complexo.

Fui direto para a “Center Court.” Ainda não havia visto com o teto retrátil – ele estava aberto – e é sempre bom para pegar um pouco do feeling do torneio.

Ao sentar na quadra central para assistir o jogo da Serena Williams contra a Aravane Rezai, apesar dela estar praticamente cheia, lembrei do que o Guga falou a primeira vez que jogou lá, contando que sentiu uma paz enorme naquela quadra.

E de fato, é essa a sensação mesmo e por vezes a de estar num filme dos tempos antigos. As pessoas todas vestidas elegantemente, os homens de terno e as mulheres de saias longa, a quadra de grama, as jogadoras todas de branco, remetem de alguma maneira ao passado. Mas, ao ouvir o ploc da bolinha saindo das raquetes das jogadoras e sentir a força com que elas batem, você logo lembra que está no presente.

Da “Center Court,” dei uma andada pelas quadras que estão mais perto da sala de imprensa, passei pela banca de jornal para comprar os jornais do dia, dei uma rápida entrada na “Wimbledon Shop,” só para ter uma ideia do estrago na hora em que for de fato comprar lembrancinhas para as crianças e me encontrei com a Mirka (Federer). Ela estava comprando meias com desenho de morango para as gêmeas – Myla Rose e Charlene Riva.

De volta a sala de imprensa – aliás acabo de reparar que estou sentada entre as fotos de Billie Jean King e de Arthur Ashe, campeões em 1975, vou procurar onde estão as da Maria Esther Bueno – , pausa para o almoço por que daqui a pouco tem Ricardo Mello e o tão falado jogo entre Isner e Mahut, não na quadra 18, mas na quadra 3, inaugurada ontem, no lugar da quadra 2, que era conhecida como “cemitério dos campeões,” por sempre ter zebras.

Mais tarde tem continuação!

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Projetos que inspiram – Voz das Comunidades no Rio, lembrando o começo da Tennis View

Nesta semana pré Wimbledon tive a oportunidade de participar de um bate-papo com o Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Mariano Beltrame e com Rene Silva, o garoto de 17 anos que ficou conhecido mundo afora ao twitar (@Rene_Silva_RJ) a subida do Morro do Alemão, durante a pacificação da comunidade.

Não, não enlouqueci e depois de achar que estou começando a entender de lixo, recicláveis e coleta seletiva com o projeto da Rede Extraordinária, não vou começar a escrever sobre segurança no Rio de Janeiro.

Rene e o irmão Renato

Era para ser apenas um bate-papo de troca de ideias e acabou sendo uma noite inspiradora em Ipanema.

Meu conhecimento sobre o Rene e o seu sucesso instantâneo era pequeno. Ao longo da noite fui ouvindo Rene e seu irmão mais novo, Renato, o fotógrafo contarem sobre o que estão fazendo e como se envolveram com Twitter, Redes Sociais e comunicação.

Rene começou a falar do jornal que ele, Renato e alguns outros companheiros do complexo começaram a fazer, o Voz Das Comunidades.  Ouvindo Rene contar sobre o seu sonho de ser jornalista e de como iniciaram a publicação – com a vontade de contar para toda a comunidade o que estão fazendo, que começaram com uma versão P&B e hoje já estão com a publicação colorida, que a primeira edição teve 1000 exemplares de tiragem e hoje estão com 5000 e que querem conseguir atingir todas as comunidades do Rio, além do Alemão, me lembrou do começo da Tennis View. 

Já contei essas histórias do começo da Revista várias vezes. Eu, o Neco (Nelson Aerts), Heidy Krapf Aerts e a Fernanda Papa começamos a revista numa conversa despretensiosa no Tênis Clube de Santos, em 1996. Lançamos a revista em janeiro de 1997, no confronto da Copa Davis entre Brasil e Estados Unidos, em Ribeirão Preto. Tennis View tinha cara de jornal do tênis, era P&B também e eram apenas 16 páginas.

Poucos meses depois Guga ganhou o primeiro de seus três Roland Garros e o jornal logo se transformou em Revista. Aproveitamos a revolução do tênis no Brasil e começamos a adquirir o formato que temos hoje.
Claro que a revista passou por transformações. Mudou de tamanho, hoje são, no mínimo, 72 páginas, são nove edições por ano em vez de 6, já passamos do número 100 e amanhã estou embarcando para Wimbledon, onde a Revista integra a Biblioteca do Museu de Wimbledon, com a edição 113 para levar para lá e fechando neste fim de semana a edição 114.

Vejo que Rene e Renato estão no momento certo de fazer o Voz das Comunidades. Eles mesmos, assim como Neco, Heidy, Fernanda e eu fizemos no início – e de vez em quando ainda fazemos – fazem tudo no jornal muito além da parte editorial, vendendo anúncios, levando à gráfica, distribuindo, buscando parcerias, entre outros.

Já estão na Era Digital, com um site bem cheio de notícias das comunidades e estão estudando uma maneira de transformar também o jornal em uma versão on-line.

Eles, que são da comunidade, estão aproveitando a oportunidade de viver no momento da pacificação, o momento em que empresas estão entendendo o valor das comunidades, fazendo pesquisas com o objetivo de abrir estabelecimentos por lá, para alavancarem o jornal.

Talvez nem tenham essa percepção ainda do momento que vivem, mas o principal de tudo foi que o bate-papo me inspirou, ao ver os olhos dos meninos brilharem com o sonho – que já é uma realidade – de fazer o jornal, de serem ouvidos, de crescerem, de transformarem não o mundo, mas o mundo onde vivem, que já é mais do que muitos nem chegam a sonhar.

Rene quer estudar jornalismo. Não sabe ainda para que ramo da comunicação quer se direcionar, mas sabe que quer ser um comunicador. Ele já é.

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