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O mestre faz 70

O tênis brasileiro deveria estar em festa hoje. Thomaz Koch, a grande lenda do nosso esporte, faz 70 anos neste 11 de maio.

Thomaz Koch que desbravou o mundo do tênis na época de Bjorn Borg e Jimmy Connors.O mestre faz 70

Thomaz Koch que alcançou as quartas-de-final de Roland Garros, Wimbledon e US Open.

Thomaz Koch que foi campeão de duplas mistas de Roland Garros.

Thomaz Koch que jogava de cabelos longos e bandana.

Thomaz Koch que era ídolo de Guillermo Vilas.

Thomaz Koch, campeão em Barcelona.

Thomaz Koch, campeão Pan-Americano.

Thomaz Koch, o maior ídolo que o Brasil já tinha tido até aparecer o Guga.

Thomaz Koch, que entre os torneios que disputava ia meditar pelo mundo.

Thomaz Koch, ídolo de gerações.

Thomaz Koch, como todos deveriam aprender com você.

Thomaz Koch, que foi homenageado no Rio Open, neste ano, na foto , ao lado de Maria Esther Bueno.

Thomaz Koch, que está sempre em diversos campeonatos, contando histórias da sua época, analisando o tênis de hoje, com um tom um pouco nostálgico.

Mestre Thomaz Koch, parabéns.

 

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Campeão do US Open, Bruno Soares continua escrevendo seu nome na história do esporte nacional

Ganhar Grand Slam é para poucos, ser campeão duas vezes ainda mais. Nesta sexta-feira, Bruno Soares ergueu o segundo trofeu de Grand Slam da carreira, nas duplas mistas, ao derrotar Santiago Gonzalez e Abigail Spears, na final do US Open, por 61 26 11-9, repetindo a conquista de 2012, ao lado de Ekaterina Makarova.

Bruno Soares e Sania Mirza

Se olharmos para o histórico do Brasil nos Grand Slams, apenas quatro nomes até hoje, no profissional, aparecem como campeões: Bruno, Thomaz Koch, Maria Esther Bueno e Gustavo Kuerten. Ninguém mais, entre tantos profissionais que o Brasil já teve, conseguiu levanter este tão cobiçado trofeu.  Por isso a conquista de Bruno se torna ainda mais especial.

São apenas quatro Grand Slams no ano e quase sempre, como aconteceu nste US Open, ele tem que jogar com uma parceira diferente. Se nas duplas ele compete regularmente com Alexander Peya, nas duplas mistas é diferente. “A gente tem que se adaptar na hora, entender quais são os pontos fortes da parceira e mostrar para ela quais são os meus também, onde costumo sacar, como gosto de jogar. Eu conhecia a Sania fora da quadra, mas nunca tinha jogado com ela,” comentou o bicampeão do US Open.

Bruno Soares campeao US Open

Há dois anos, Bruno dizia se sentir até “assustado”ao ver o seu nome ao lado de Guga, Koch e Maria Esther Bueno. Agora ganhar Grand Slam não é mais novidade, mas continua sendo especial. É o auge do tenista, o US Open é o maior campeonato de tênis do mundo, a final foi disputada inclusive na maior estádio de tênis do planeta, o Arthur Ashe Stadium, a cerimônia, mesmo que rápida, teve toda a pompa e circunstância de uma conquista de Grand Slam e pelo terceiro ano seguido em Nova York, Bruno fez parte. Pela segunda vez, saiu com o trofeu, e não com a bandeja de vice-campeão, como fora no ano passado, ao lado de Peya.

Demorou 11 anos entre a última conquista do Guga em Roland Garros e o primeiro título de Grand Slam de Soares, em 2012. Agora se passaram dois anos até que ele erguesse outro trofeu da categoria.

Por isso, vamos comemorar o momento histórico do mineiro Bruno Soares, dando títulos para o Brasil.

Confira a lista de todos os títulos de Grand Slam vencidos por brasileiros

Maria Esther Bueno

1958 – Wimbledon, duplas

1959 – Wimbledon, simples; US Open, simples

1960 – Wimbledon, simples e duplas; Australian Open, duplas; US Open, duplas; Roland Garros, duplas e duplas mistas

1962 – US Open, duplas

1963 – Wimbledon, duplas; US Open, simples

1964 – Wimbledon, simples;  US Open, simples

1965 – Wimbledon, duplas

1966 – Wimbledon, duplas; US Open, simples e duplas

1968 – US Open, duplas

Thomaz Koch

1975 – Roland Garros, duplas mistas

Gustavo Kuerten

1997 – Roland Garros, simples

2000 – Roland Garros, simples

2001 – Roland Garros, simples

Bruno Soares

2012 – US Open, duplas mistas

2014 – US Open, duplas mistas

 

Fotos de Cynthia Lum

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Que bonito é ver o Projeto Tênis na Lagoa!

Domingão de muito calor no Rio de Janeiro. Onde você espera encontrar Malu Mader, Tony Bellotto?  Eles trocaram a praia, ou as dependências do luxuoso Clube dos Caiçaras para prestigiar a festa de Natal do Projeto Tênis na Lagoa, ao lado do padrinho Thomaz Koch e da criançada de Alexandre Borges, animadíssima, mas comportada. tenis na lagoa

 

Apesar de não ter sido um daqueles dias de sol a pino, dava para sentir o mormaço e o calor que vinha de dentro da quadra rápida da Lagoa estava sufocante. Isso não impediu Alexandre de se vestir de Papai Noel e entregar um a um os presentes que as crianças pediram em cartinhas enviadas a “ele”.

Sem patrocínio algum, Alexandre conseguiu com doações de amigos e colaboradores, e com o dinheiro que arrecada dando aulas particulares, realizar o sonho e fazer muita criança sorrir neste domingo.
Não eram presentes simples.  Raquetes, mochilas, skates, bicicletas, uniformes de tênis e muito mais foi distribuído.

Os irmãos das 80 crianças das comunidades próximas à quadra – Lagoa, Cruzada São Sebastião e Vidigal – que participam do projeto, também receberam presentes. “Serve como incentivo. No ano seguinte eles querem entrar para o projeto,” contava Alexandre.

As mães que desceram o morro e foram participar da festa de Natal, também foram presenteadas.

Os mais assíduos ganharam até Cesta Básica de Natal.

Uma festa bonita e simples, em que só de observar dá para ver que é feita com muito esforço e acima de tudo, com coração.

O mesmo coração, ou melhor – corações, afinal Paula, a esposa de Alexandre também toca o projeto – que há 10 anos faz este projeto acontecer, não ensinando apenas tênis para essa garotada, mas muita disciplina e educação.

Alexandre aproveitou para vender na festa, as camisetas de apoio ao projeto, por R$ 25,00, para ajudar levar os mehores tenistas para competir em torneios Brasil afora, no início do ano.

Para quem quiser contribuir, aqui vai o email do Alexandre – alexandreborges@tenisnalagoa.com.br

A página do projeto no Facebook é https://www.facebook.com/projeto.tenisnalagoarj

 

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Um post mais do que merecido sobre o André Sá

Independente do resultado da final em Delray Beach deste domingo (ele foi vice também em 2009), André Sá está mais do que merecendo um post.

Aos 34 anos, desde 1997 jogando full time no circuito profissional, parece estar com a mesma apetitite de competir de que quando começou. Nas últimas três semanas, ao lado do parceiro eslovaco Michael Mertinak, alcançou a final dos torneios que disputou: Brasil Open, Buenos Aires e Delray Beach.

Não sei se todos se lembram, mas o André também teve uma carreira de sucesso no circuito, jogando simples. Foi quadrifinalista de Wimbledon e chegou à 50ª posição na ATP.

Mas, desde o início da carreira sempre jogou duplas e encontrou nela a longevidade no circuito.

Lembro de quando conheci o André. Era 1997 e ele estava jogando um torneio Satélite – o antigo nome, apesar de ter um formato diferente, dos Futures atuais – em Sorocaba, com o então técnico e parceiro de duplas, Nelson Aerts.

Havíamos fundado a Tennis View poucos meses antes e o Neco me chamou para assistir o torneio. Foi lá que conheci o André e a namorada, Fernanda, que se tornou uma grande amiga. Depois veio o casamento e a filha Carolina, que hoje está com cinco anos.

Não esqueço do Neco, que ainda jogaria mais uns dois, três anos no circuito e que viajou mais de uma temporada com o André, falando da importância das duplas. E que gostoso foi acompanhar a ascensão deles e a disputa da primeira final do André em um ATP e a última do Neco, em San José, em 1998.

Depois deste foram mais 20 finais – em ATP – (sem contar com a de Delray Beach deste domingo), com sete títulos; medalha de ouro Pan-Americana; participações Olímpicas e em Copa Davis.

A carreira do André foi acompanhada de perto pela Tennis View. Já na quarta edição da revista ele era um dos tenistas da capa. Sempre atencioso, colaborou conosco inúmeras vezes, esteve em outras capas e chegou a ganhar uma foto só sua na capa da edição 67.

É de se admirar um tenista que está há 15 anos no circuito e jogando os grandes torneios há muitas temporadas.

Não fiz uma pesquisa profundíssima – e pode haver erros – mas são pouquíssimos os brasileiros que chegaram a disputar 21 finais de ATP – seja em simples e duplas, simples ou somente duplas. A lista inclui, claro, Gustavo Kuerten, Carlos Kirmayr, Cassio Motta e Luiz Mattar – de Thomaz Koch só há registros de 1971 em diante.  Fernando Meligeni, Jaime Oncins, Ricardo Mello, Flavio Saretta, Marcos Daniel, Thomaz Bellucci, Bruno Soares, Marcelo Melo, Fernando Roese, João Soares, entre muitos outros, não alcançaram esta marca, apesar de alguns terem obtido melhores resultados do que André em simples.

Isso é uma mostra de como não é fácil se manter no circuito sendo competitivo.

Apesar de ter um jogo a menos por semana do que os torneios de simples, do jogo ser mais rápido e do tenista dividir a quadra com um parceiro, é necessário estar em forma fisicamente, cuidar das lesões, e seguir a rotina de um tenista profissional. As viagens são igualmente longas e desgastantes.  Às vezes, a gira dos duplistas acaba sendo mais longa do que a dos tenistas de simples.

Por tudo isso temos que aplaudir André Sá, exemplo de longevidade, misturado com profissionalismo, competitividade e amizade. Além dos resultados, ele também é conhecido por ser um dos tenistas mais queridos de todo o tour há tempos. Troca ideias e tem amizade desde Roger Federer até os tenistas que jogam Futures.

Conheço também vários produtores, empresários e patrocinadores que já fizeram eventos com André Sá e são só elogios para o tenista.

Nascido em Belo Horizonte (1977), André começou a jogar tênis por influência do irmão Vinicius, e aos 13 anos foi treinar na academia de Nick Bollettieri, nos Estados Unidos, onde além de treinar, aperfeiçoou o inglês e desenvolveu o gosto pelo basquete.  Voltou ao Brasil em 1996/97 – quando iniciou de fato a carreira profissional.

E que ela continue por mais temporadas para inspirar e ainda servir de exemplo para muita gente.

 

Os títulos e finais de André Sá, em ATPs

1998 – Vice em San Jose  (com Aerts)

2001 – Campeão em Hong Kong (com Braasch) e vice em Newport (com Weiner) e Bogotá (com Rodriguez)

2002 – Vice do Brasil Open (com Guga) e em Amersfoort (com Simoni)

2003 – Vice em Amersfoort (com Haggard)

2007 – Campeão em Estoril (com Melo)

2008 – Campeão em New Haven (com Melo), Portschach (com Melo), Brasil Open (com Melo) e vice em Queen’s (com Melo)

2009 – Campeão em Kitzbuhel (com Melo) e Vice em Queen’s (com Melo) e Delray Beach (com Melo)

2011 – Campeão em Metz (com J Murray) e Vice em Kitzbuhel (com Ferreiro) e Buenos Aires (com Ferreiro)

2012 – Vice em Buenos Aires (com Mertinak) e do Brasil Open (com Mertinak).

 

PS – não podemos esquecer de mencionar a semifinal em Wimbledon, com Melo, em 2007

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De Thomaz Koch a Saretta, tenistas relembram momentos históricos no PAN

O Brasil tem tem uma riquíssima história nos Jogos Pan-Americanos, com muitas medalhas e conquistas que marcaram a vida dos tenistas e jogos que entraram para a história do nosso País, como a final do Pan de Santo Domingo com Fernando Meligeni vencendo Marcelo Rios

A conquista de medalhas no entanto data de bem antes do que o ouro de Meligeni em 2003. Desde os tempos de Maria Esther o Brasil já tinha tradição no tênis.

Tennis View, desde o começo do ano, vem fazendo uma série de matérias especiais para resgatar a história de medalhistas como Dadá Vieira, Patrícia Medrado, Marcelo Saliola, Nelson Aerts, João Soares, Thomaz Koch – o maior medalhista de todos – Luciana Tella, Gisele Miró, Flávio Saretta, Joana Cortez, entre muitos outros.

Enquanto João Souza, Rogerinho Dutra Silva, Ricardo Mello, Teliana Pereira, Vivian Segnini e Ana Clara Duarte tentam manter a tradição do Brasil, em Guadalajara, nesta semana, reproduzo aqui parte do material feito por Fabiana de Oliveira, Leonardo Stavale e Edgar Lepri, na Tennis View, com memórias do Pan!

 

 

De Thomaz Koch a Saretta, medalhistas relembram as conquistas no PAN

 

Thomaz Koch

“Os Jogos Pan-Americanos, a Copa Davis e os torneios de Grand Slam, são as emoções mais fortes, mais marcantes na minha carreira tenística. Participando dos Jogos Pan-Americanos, pude sentir pela primeira vez que o esporte tem uma linguagem comum. A convivência com os outros atletas, principalmente do basquete, futebol, box e atletismo, tudo é uma coisa só, mesma adrenalina. Preparação antes dos jogos, nervosismo, black out mental em alguns durante a prova, etc. Para mim, foi uma constatação maravilhosa poder ver com os olhos de esportista qualquer evento e ter a noção de como esse ou aquele atleta estava sentindo durante a prova, o porque de uma reação assim ou assado.
Em segundo lugar, vencer o torneio com a torcida brasileira, atletas do basquete liderados pelo Amauri e outros esportes, dando a maior força na vitória contra Arthur Ashe em Winnipeg, Canadá. Na época, comparavam com Cassius Clay – ainda não era Muhammad Ali -. E, de bandeja, ainda venci a dupla com Mandarino, meu parceiro de tantas batalhas. E ainda teve a participação como técnico em dois Pans-Americanos, com os tenistas Fernando Roese, Gisele Miró, Neco Aerts, Patrícia Medrado, Marcelo Saliola, Claudia Chabalgoity, Andréa Vieira. Foi muito legal. Tenho excelentes lembranças e saudades dos Pan-Americanos. A melhor lembrança que tenho é comemorando as vitórias no tênis, basquete e futebol, com os respectivos técnicos após a vitória final nos três esportes”.

Ouro em simples e duplas em Winnipeg 67

 

 

 

 

 

 

 

 

 

André Sá

“A medalha no Pan significou muito, pessoal e profissionalmente. Ganhar uma medalha numa competição tão importante mostra que você está fazendo as coisas certas e chegando aos seus objetivos. Essa medalha de ouro me deu muita confiança para acreditar que poderia competir contra os melhores. Foi um momento muito especial na minha carreira. O melhor foi escutar o Hino Nacional e levantar a bandeira do Brasil”.

Ouro nas duplas em Winnipeg 99

 

Gisele Miró

“A medalha de ouro no Pan foi meu resultado mais importante, até mesmo pela repercussão que teve. Graças ao título no Pan de Indianápolis, sou lembrada até hoje. As lembranças são muitas e todas boas. Fui a mais jovem integrante da delegação brasileira em Caracas, com 14 anos. Quatro anos mais tarde, conquistei a medalha de ouro e a de bronze ao lado do Fernando Roese, em Indianápolis. Subir no pódio e ouvir o Hino Nacional é uma experiência indescritível. Também fiz muitos amigos, em diversos esportes. Todas as noites nos reuníamos na Vila para saber dos resultados. Sempre que possível, pegava carona no ônibus das delegações para ir torcer pelo vôlei, basquete, natação, futebol, atletismo e ginástica. Muitos atletas também foram torcer por mim. Tafarel, Romário e Bebeto viviam me pedindo bolinhas de tênis e até cheguei a ir treinar junto com a equipe feminina de vôlei. No ano seguinte, ganhei um torneio da WTA na Itália e o Oscar [Schmidt], que jogava basquete na cidade, foi quem me entregou o troféu”.

Ouro em simples e bronze em duplas em Indianápolis

 

Vanessa Menga

“A medalha nos Jogos Pan-Americanos significou tudo na minha vida e na minha carreira. Foi uma das conquistas mais importantes e emocionantes. A melhor lembrança foi da vitória, ouvir o Hino Brasileiro, ver a bandeira ser estiada e receber a medalha de ouro no topo do pódio”.

Ouro em simples em Winnipeg 99

 

Fernando Meligeni

“A medalha no Pan foi o encerramento de uma carreira com chave de ouro. Tinha o sonho de jogar o Pan e nada melhor do que jogar e vencer. Foi a oportunidade de dar ao Brasil um título e uma medalha no esporte que eu tanto amo. Tenho muitas lembranças da competição. O dia a dia na Vila é sensacional. A final, sem dúvida, foi um marco na minha carreira”.

Ouro em simples em Santo Domingo

 

Joana Cortez

“A primeira medalha de ouro, em Winnipeg (1999) foi, sem dúvida, o momento mais importante da minha carreira. Estava começando a disputar o Circuito Profissional e sempre sonhava em participar de competições representando o Brasil, como Fed Cup, Pan e Olimpíadas. Foi um momento único jogar ao lado da Vanessa Menga. O ambiente dos Jogos Pan-Americanos é maravilhoso. Lembro-me de ter disputado uma final emocionante contra as chilenas, contando com o apoio da torcida e também de atletas brasileiros de outras modalidades. Ganhar a medalha de ouro e ouvir o Hino Nacional foi, sem dúvida, inesquecível”.

Ouro nas duplas em Winnipeg 99 e Santo Domingo e bronze nas duplas no Rio

 

Luciana Tella

“A medalha dos Jogos significou pra mim algo diferente, melhor do que qualquer troféu que tenho em casa. Acho que desperta na gente uma sensação especial de estar defendendo o País e um sentimento muito gostoso, que não tem preço. Saber que aquela medalha conta pontos para o nosso País é muito bom. O clima, as amizades, tudo é muito especial e diferente do que um torneio comum. Subir ao pódio é maravilhoso. A minha melhor lembrança é de quando jogamos a semifinal em Mar del Plata, contra a Argentina, e lá estavam todos os nadadores da seleção brasileira. Eles gritavam muito, era de arrepiar. Isso não acontece em nenhum torneio. Lembro-me do Xuxa gritando e aí consegui entender a importância daquele jogo. São lembranças lindas”.

Bronze nas duplas e por equipes em Mar Del Plata

 

Patrícia Medrado

“A medalha de prata do Pan do México foi a conquista que mais orgulho me trouxe. Apesar de ter perdido na final, subir ao pódio representando um país é uma sensação insuperável. Teve o sabor do inesperado, uma vez que eu não constava na lista das favoritas. Também representou uma  superação, pois, na década de 70, ser baiana e jogar tênis não era uma combinação de sucesso. A grande surpresa aconteceu na semifinal, quando venci em dois sets uma tenista americana [Sandy Step], que havia me derrotado na primeira fase do torneio. Outra grande lembrança foi o meu retorno ao Brasil e o carinho que recebi de todos, culminando com uma volta olímpica na Fonte Nova [antigo estádio de futebol de Salvador], mostrando a medalha,  em dia de clássico, juntamente com o futebolísta baiano Leguelé que também havia trazido uma medalha para o esporte baiano”.

Prata em simples na Cidade do México

 

Marcelo Saliola

“É sempre uma honra defender o país, independente da conquista de medalhas. No meu caso, que conquistei ouro e bronze, foi ainda mais satisfatório. Essa conquista é uma coisa que ninguém tira de você, e você lembra pra sempre. A melhor lembrança que tenho foi na final por equipes, quando o Neco e eu enfrentávamos a equipe de Porto Rico. Vencemos no terceiro set por 7/6. Lembro que na arquibancada estavam integrantes das equipes de basquete, atletismo e natação e eles invadiram a quadra para comemorar com a gente”.

Bronze em simples e ouro por equipes em Havana

 

Nelson Aerts

“Participei de duas edições do Pan, em Indianápolis e em Cuba. O tênis tem um problema sério: é um esporte muito individualista, ele não cria no atleta, desde pequeno, a cultura de defender o seu clube, por exemplo. No Pan e nas Olimpíadas é a oportunidade que temos de nos aproximar de outros esportes, ver que outros esportistas passam pelas mesmas dificuldades que nós. Atletas de outras modalidades são mais acostumados a se posicionares ao lado de entidades esportivas, então participar de eventos como esses faz com que o tenista abra sua visão. É um ganho inacreditável. Você representa seu país, se integra com outros atletas, compete em equipe. Só quem foi consegue ter um entendimento maior da importância do esporte, entendendo que ele pode mobilizar um país. Tive a oportunidade de jogar em Cuba, que é referencia mundial ao desenvolver pessoas por meio do esporte e da educação. Vi que lá o esporte é capaz de transformar uma ilhazinha em um país respeitado por seus atletas. Foi um aprendizado muito grande. Tenho duas lembranças boas: em Cuba, a dedicação e entrega do Saliola e do Kyriakos, que eram mais jovens e suportaram bem a pressão; e nas duas edições do Pan, as amizades geradas com pessoas que até em tão não tinha contato e ficaram pra sempre”.

Ouro por equipes em Havana

 

João Soares

“Foi muito legal. Joguei com João Carlos Schmidt [Filho], tivemos três match points no tiebreak, contra os Estados Unidos. Lembro que no 6/5 o Schmidt disse: ‘eu vou sacar e você cruza’. Eu não cruzei e nós acabamos perdendo o jogo e a oportunidade de ganhar a medalha de ouro. Ah, se eu pudesse voltar atrás seria ótimo. Mas, a dupla dos Estados Unidos era muito boa, já jogavam tênis profissional. Eu estava no tênis universitário. Foi muito legal ganhar uma medalha e estar ao lado de atletas de diversas modalidades”.

Bronze nas duplas na Cidade do México

 

Teliana Pereira

“Ter a oportunidade de jogar o Pan-Americano no Brasil e trazer uma medalha para casa foi algo que vai ficar marcado pra sempre. Guardo essa medalha com muito carinho, me dá motivação pra melhorar a cada dia. Com certeza, a melhor lembrança da disputa foi subir no pódio, receber uma medalha e ouvir o Hino Nacional.”

Bronze nas duplas no Rio

 

Andréa Vieira

“O Pan foi uma experiência única. Estive em Cuba e Mar Del Plata. O tênis é um esporte individual, então é uma experiência nova para nós que estamos sempre viajando sozinhos. Pude conhecer a rotina dos atletas que praticam esportes coletivos. Nos sentíamos mais seguros por sermos integrantes de uma equipe, é muito motivante. O complexo de tênis era perto da Vila, então queríamos ganhar para que todos pudessem ouvir o Hino Nacional sendo tocado para nós. É um privilégio estar em uma competições dessa, não tem dinheiro que compre a sensação de estar lá. Acredito que os tenistas só sentem algo igual quando estão na Davis ou Fed Cup, porque é quando todos estão com o sangue quente pelo país. Pra se ter uma ideia, eu cheguei à terceira rodada de Roland Garros e a repercussão não foi a mesma das conquistas no Pan”.

Ouro por equipes em Havana e Bronze por equipes e nas duplas em Mar del Plata

 

Miriam D’Agostini

“Eu ganhei a medalha de bronze por equipe nos Jogos Pan-americanos de Mar del Plata. Eu era bem jovem, tinha 15 anos e foi muito emocionanete subir ao pódio e receber a medalha. O mais bacana foi vivenciar pela primeira vez o clima dos Jogos Pan-americanos, conviver com os outros atletas brasileiros na Vila e poder acompanhar outras modalidades esportivas. Dentro da quadra, minha melhor lembrança foi a disputa da dupla mista ao lado do Márcio Carlsson. Apesar de não termos levado uma medalha, foi ótima a experiência.”

Bronze por equipes em Mar del Plata

 

Flávio Saretta 

“O Pan foi muito importante pra mim. Foi minha última vitória como profissional e praticamente a última competição que disputei, porque logo depois eu me lesionei. Foi especial por ter sido no Brasil e por valer uma medalha, que é algo super diferente para um tenista. Minha melhor lembrança são os vários match points que eu salvei: foram dois na semifinal contra o Schwank e dois na final [contra Adrián García]”.

Ouro em simples no Rio

Os brasileiros medalhistas Pan-Americanos

Cidade do México 1955
Bronze
Ingrid Charlotte Metzer/Maria Esther Bueno

São Paulo 1963
Ouro
Roland Barnes
Maria Esther Bueno
Bronze
Carlos Fernandes/ Roland Barnes

Winnipeg 1967
Ouro
Thomaz Koch
Thomaz Koch/Edson Mandarino

Cidade do México 1975
Prata
Patrícia Medrado
Maria Cristina Andrade/Wanda Bustamente Ferraz

João Soares

Indianópolis 1987
Ouro
Fernando Roese
Gisele Miró

Havana 1991
Ouro

Nelson Aerts, Marcelo Saliola, William Kyriakos Cláudia Chabalgoity  Andréa Vieira
Bronze
Marcelo Saliola
Andrea Vieira

Mar del Plata 1995
Bronze

Andrea Vieira, Luciana Tella, Miriam D’Agostini  e Vanessa Menga
Andrea Vieira/Luciana Tella

Winnipeg 1999
Ouro
Joana Cortez/Vanessa Menga
André Sá/Paulo Taicher
Bronze
Paulo Taicher

Santo Domingo 2003
Ouro
Fernando Meligeni
Bruna Colósio/Joana Cortez

Rio de Janeiro 2007
Ouro
Flávio Saretta
Bronze
Teliana Pereira/Joana Cortez

 

 

 

 

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Nico Lapentti se despede e com ele uma era de sucesso do tênis na América do Sul

Nicolas Lapentti anunciou nesta segunda, em Guaiaquil, a sua despedida do tênis profissional, em um coletiva de imprensa que contou com a presença não só de jornalistas, mas do irmão e também jogador Giovanni, da noiva Maria, dos pais, de amigos como o ex-jogador Luis Adrian Morejon, do técnico Raul Viver, o maior ídolo do tênis do País, Andres Gomez, entre outros.

Aos 34 anos, o equatoriano não conseguiu se recuperar de lesões e se dedicará agora a projetos para desenvolver o tênis no seu país. Ainda jogará uma partida de despedida, mas sem data e adversário definidos.

Um dos “grandes” do circuito, não apenas como jogador, mas como pessoa, das mais educadas, gentis, elegantes e boas que convivi, Nico deixará saudades, especialmente para o tênis da América do Sul, que cada vez fica mais órfão de ídolos.

Nico chegou ao auge da carreira no fim da década de 90 e início da de 2000. Alcançou a semifinal do Australian Open, em 1999, ganhou 5 títulos de ATP em simples, 3 em duplas, disputou Master Cup, chegou ao 6º posto no ranking mundial, e quebrou inúmeros recordes na Copa Davis. É o tenista que mais jogos ganhou em cinco sets, em toda a história e na América do Sul, em números de partidas vencidas na competição, só perde para Thomaz Koch e Edison Mandarino.

Liderados primeiro pelo chileno Marcelo Rios e depois por Gustavo Kuerten, Lapentti fez parte de uma era de sucesso para o tênis da América Latina. Jogou com Rios e Guga, aliás um de seus melhores amigos no circuito, desde os tempos de juvenil até a despedida do brasileiro do circuito em que participou ativamente de todos os emocionantes momentos, com toda a geração argentina, de Squillari a Del Potro, com o peruano Horna, com o uruguaio Filippini, com os herdeiros de Rios, no Chile, Massu e Gonzalez, com o paraguiao Delgado, um pouco com os colombianos Giraldo e Falla, entre outros.

Lapentti integrou um top 10 histórico na ATP, o último de 1999, em que três jogadores latinos, de distintos países ocuparam lugares entre os 10 melhores do mundo. Guga era o 5º, ele o 8º e Rios, o 9º.  Depois só mesmo os argentinos juntos conseguiram ter presença marcante no top 10.

A aposentadoria de Nicolas Lapentti marca mais uma força latina fora das quadras, depois de Guga já ter parado, Rios há algum tempo, Delgado tendo se despedido há pouco, assim como Horna. Gonzalez se recupera de uma lesão, argentinos novatos no circuito são poucos e atualmente o mais bem ranqueado é Nalbandián, o 21º, seguido por Mônaco (28º) e Bellucci (30º). Parece o fim de uma era. São apenas oito latinos no top 10. Três brasileiros (Bellucci, Mello e Daniel), quatro argentinos (Nalbandián, Mônaco, Schwank e Chela) e um colombiano (Cabal).

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Uma homenagem mais do que especial ao Mestre Thomaz Koch

Koch emocionado entre Marcelino e Aerts

Ontem tive a oportunidade de acompanhar a homenagem para o Mestre Thomaz Koch, na Grande Final do Citigold Masters Tour, em Angra dos Reis e afirmar que foi emocionante ver o Mestre ser ovacionado de pé pelo público presente no Club Med.

Participei ativamente da produção da homenagem, agendando e gravando os depoimentos do Guga, Meligeni, Sá e de todos os tenistas que jogam o circuito com o Mestre e que estavam entre e Rio e São Paulo nas últimas semanas.

Ouvi inúmeras vezes os depoimentos, acompanhei a edição, o ensaio, a inserção de fotos cedidas pelo jornal  O Globo e ainda editei e vasculhei muita informação sobre Koch, para o texto da revista do Citigold Masters Tour, que faz um apanhado geral sobre a carreira do brasileiro.

Ao começar a fazer a pesquisa sobre os feitos de Koch eu mesma me surpreendi com tantas façanhas. Apesar de já conhecê-lo há anos, de ter lido sobre o que alcançou, por ter jogado parte da carreira em uma época em que o tênis não era profissional, muitos dos dados são difíceis de encontrar e pouco divulgados.

Claro que sabia que ele havia vencido o ATP de Washington, mas não me lembrava que a vitória foi sobre Arthur Ashe na final e que ele recebeu o prêmio das mãos da filha do Presidente Richard Nixon, Tricia.

Sabia que ele ainda é recordista da Copa Davis e que ganhou de Bjorn Borg, em Bastad, quando o sueco era número um do mundo? E que ele foi vice-campeão juvenil de Roland Garros duas vezes?

Muitas dessas informações foram me contagiando e aumentando ainda mais a minha admiração por Koch.

Às vezes por ele ser uma pessoa tão bacana, acessível, humilde, agradável, com aquela energia que contagia a todos, nos esquecemos tudo o que ele já fez e continua fazendo pelo esporte brasileiro. Até capitão de equipe brasileira Pan-Americana ele já foi, em Havana e ganhou medalha de ouro.

Talvez até ele se esqueça do que já conquistou ou não fique pensando nisso todos os dias. Leva uma vida como qualquer outro cidadão, com uma intensa paixão pelo esporte e carinho pelos próximos.

Por isso, ao subir ao palco e agradecer a homenagem da Try Sports, afirmou, com lágrimas nos olhos, que agora “vai começar a acreditar que realmente é tudo isso.”

Reproduzo aqui a materia escrita com Lia Benthien, sobre o mestre e o vídeo com os depoimentos da homenagem.

httpv://www.youtube.com/watch?v=rFLIXA1TLXM

O Mestre Thomaz Koch

Principal estrela do Citigold Masters Tour, desde a sua primeira edição, Thomaz Koch fez de 2010 uma de suas melhores temporadas no circuito.

Um dos maiores tenistas brasileiros de todos os tempos, viveu boa parte da sua carreira na era amadora do tênis, quando o ranking não era computado e não havia registros dos principais resultados. Mesmo assim, estima-se que esteve entre os 15 melhores do mundo. Oficialmente, depois da criação da lista, foi o 24º em 1974.

Koch venceu alguns dos maiores nomes do esporte, como Rod Laver, Arthur Ashe, Guillermo Vilas, Ion Tiriac, Andres Gimeno, Manuel Santana, Bjorn Borg, entre outros.

Começou a carreira cedo para os padrões da época. Foi à final do Orange Bowl  de 15 anos em 1960 e à semifinal de 18 por equipes. Três anos depois, além de vencer o Orange Bowl nos 18 anos, foi quadrifinalista, como profissional, do Nacional dos Estados Unidos, hoje US Open, que era jogado na grama. Koch conta que teve dois match points, mas acabou perdendo para o então campeão de Wimbledon, Chuck McKinley. Na época era proibido jogar com sapato de prego, mas McKinley reclamou que a grama estava escorregadia e trouxeram um par para ele. Koch também pediu um, mas disseram que não havia o seu número.

As histórias fazem parte da vida de Koch, um tenista que nunca teve técnico e planejou sozinho a carreira. Viajava meses pelos Estados Unidos e Caribe em troca de prêmios de US$ 25,00 por título. Na Europa não era diferente. Venceu Gstaad e ganhou um relógio como prêmio.

Em Grand Slams, além das quartas do US Open, Thomaz Koch colecionou bons resultados em Roland Garros- duas finais juvenis e como profissional , quartas de simples e duplas- além  do troféu de duplas mistas ao lado de Fiorella Bonicelli. Em Wimbledon foi quadrifinalista de simples e semifinalista de duplas. Na Austrália nunca jogou.

Ganhou torneios na Venezuela, Espanha, Estados Unidos, México, Suíça, Inglaterra e Alemanha. Em Barcelona derrotou Manoel Santana na final. Em Washington, venceu Arthur Ashe e recebeu o prêmio das mãos da filha do presidente Nixon. Para completar suas façanhas, ganhou de Bjorn Borg em pleno saibro de Bastad.

Seu estilo meio hippie, cabelos compridos e fita na cabeça rendeu alguns seguidores. Guillermo Vilas declarou em seu livro que os cabelos compridos, o jeito de andar e a bandana eram para imitar seu ídolo Thomaz Koch.

Recordes na Copa Davis que duram até hoje

Na Copa Davis, Koch é ainda o brasileiro que mais confrontos disputou (44 em 16 anos) e detém todos os recordes da competição no Brasil. É o que tem mais vitórias de simples (46), mais vitórias de duplas (28), mais anos representando o pais (16). É também o nono tenista que mais venceu em toda a história da competição entre nações (74 a 44), é o sétimo, também em toda a história, com maior número vitórias nas duplas e o quarto, ao lado de Mandarino, como melhor parceria no livro dos recordes. Com Koch, o Brasil chegou à semifinal, em 1966 e 1971.

Recordes no Pan-Americano

E também é recordista em medalhas em Pan –Americano –foi ouro em simples e duplas em 1967, em Winnipeg, prata no Brasil em 1963 na dupla mista com Maria Esther Bueno e  bronze em duplas masculino. Alem das medalhas como jogador, Koch foi campeão Pan-Americano como Capitão em Indianápolis (1987) e Havana (1991).

Destaques da Carreira

1960

Final Orange Bowl – 15 anos

1962/63

Duas vezes vice-campeão juvenil de Roland Garros. Perdeu as finais para John Newcombe e Nikola Kalogeropoulos.

Estreou na Copa Davis aos 16 anos.

1963

Campeão Orange Bowl 18 anos (juvenil)

Alcançou o topo do ranking mundial juvenil

Quartas-de-final Nacional dos EUA (atual US Open)

Vice-campeão do GP de Caracas

Vice-campeão do GP de Hilversum

Medalhista de prata nas duplas mistas (Maria Esther Bueno) e bronze nas duplas (Iarte Adams), no Pan-Americano de São Paulo

1964

Campeão do GP de Gstaad (d. Ronald Barnes)

1966

Campeão em Barcelona

Semifinalista da Copa Davis

1967

Quartas-de-final Wimbledon

Campeão Pan-Americano de Simples e Duplas (Edison Mandarino)

1968

Quartas-de-final de Roland Garros

1969

Campeão do GP de Washington com vitória sobre Arthur Ashe na final

Campeão do GP de Caracas – (d. Mark Cox)

1971

Campeão do GP de Caracas em simples (d. Manoel Orantes) e duplas, com Edison Mandarino

Campeão duplas em Macon, com Clark Graebner

Semifinalista da Copa Davis

1974

Semifinalista dos GPS de São Paulo, com vitória sobre Panatta e perdendo para Borg e dos de Teerã e New Jersey

Vice-campeão de duplas em Gstaad, com Roy Emerson

Alcançou a melhor posição no ranking de simples: 24ª

1975

Campeão de duplas mistas em Roland Garros

Campeão de duplas em Istambul com Colin Dibley

Semifinalista do GP de Bastad, com vitória sobre o no. 1 do mundo Bjorn Borg.

Semifinalista do GP de São Paulo, perdendo para Rod Laver.

1976

Vice-campeão em Nuremberg e Khartoum, no Sudão

Semifinalista dos GPS de Buenos Aires e duas vezes em São Paulo.

1979

Campeão da Copa Itaú aos 34 anos

1982

Vice-campeão de duplas do GP de Itaparica com Jose Schmidt

1981

Defendeu o Brasil pela última vez na Copa Davis, com 36 anos de idade.

1983

Vice-campeão de duplas do GP de Itaparica com Ricardo Cano

Alcançou a melhor posição no ranking mundial de duplas, a 60ª

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