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Billie Jean King, a maior embaixadora do nosso esporte in the USA

Estou escrevendo uma matéria para a próxima edição da Tennis View sobre a Billie Jean King e apesar de já ter escrito outras vezes sobre a fundadora da WTA, vencedora da “Battle of the Sexes,” contra Bobby Riggs e campeã de inúmeros Grand Slams, sempre me impressiono com o poder de influência que ela tem, principalmente nos Estados Unidos.

Ela advoga em prol do esporte, das mulheres, é recebida por Barack Obama na Casa Branca, é convidada de honra para falar em convenções gigantescas, como uma que ocorre nos próximos dias na Califórnia, seu estado natal, a Women’s Conference, liderada por Maria Shriver e que terá a participação de Michelle Obama, Ophra Winfrey, Sally Field, Laura Bush, Arnold Schwarzeneger, Goldie Hawn, Caroline Kennedy, entre outras ilustres influentes dos Estados Unidos.

Ela organiza eventos de caridade, há 35 anos faz o World Team Tennis, é autora do livro Pressure is a Privilege, conselheira da WTA, embaixadora da UNICEF e muito mais…

Enfim, Billie Jean King é um presente que o tênis ganhou há muito tempo e que devemos ser eternamente gratos pela representatividade que ela dá e traz ao esporte.

Ah, não podemos esquecer que o maior estádio de tênis do mundo, o do US Open, o Arthur Ashe Stadium, fica no Billie Jean King National Tennis Center, em New York.

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Um pouco de arte na Tennis View com ilustração exclusiva de Nadal

Ilustração de Cesar Paciornik

A ATP divulgou nesta semana dois trabalhos de arte que Rafael Nadal e Roger Federer fizeram, usando bolinhas de tênis com tinta e que serão expostas durante o Barclays ATP World Finals, em Londres, em novembro e depois serão leiloadas para caridade.

Aparentemente Nadal e Federer gostaram da experiência.

No fim do post reproduzo o que eles falaram sobre serem artistas por um dia.

Nesta semana, coincidentemente saiu a edição 108 da Tennis View, com uma página dedicada a arte. É uma ilustração do Rafael Nadal, feita exclusivamente para a revista, por Cesar Paciornik.

Amigo de longa data, Paciornik vem desenvolvendo seu trabalho de ilustrador cada vez mais e quando conversamos sobre fazer uma ilustração para a Tennis View, para mim só teria sentido se fosse de um grande momento, algo marcante.

Fiquei esperando esse momento chegar e com a conquista do Nadal em New York, não tive dúvidas.

Era agora a hora de retratar a vitória inédita de Nadal de uma outra maneira.

Sempre gostei muito do trabalho do César, mas não sabia o que esperar da ilustração. Afinal, nunca tinha visto nada dele relacionado a esporte e muito menos tênis – ele ilustra, entre outros trabalhos, as páginas de política da Folha de S.Paulo -. Fiquei tão encantada quando vi a ilustração que no dia do fechamento consegui mudar a paginação da revista para dar ainda mais destaque a obra do artista.

Normalmente os meus posts acabam entrando no site da Tennis View, mas desta vez sou eu que reproduzo aqui a entrevista que o repórter Edgar Lepri fez com César, em que ele explica como se inspirou para retratar a conquista do US Open, fechando o Grand Slam, do espanhol.

Tennis View – Como surgiu a ideia da ilustração do Nadal?

Cesar Paciornik – Começou com uma brincadeira, quis relacionar a ilustração com o início da matéria, que falava sobre a conquista de Nadal na América. Aí simulei a situação da estátua, com ele segurando a raquete, e no troféu representei os nove títulos de Grand Slam dele. As cores também são uma escolha. O vermelho da camiseta lembra a Espanha e, ao fundo, o azul e o vermelho remetem aos Estados Unidos. Na questão técnica, pensei em tons com pequenas variações e que ficassem bons na impressão.

TV – Você costuma assistir a partidas de tênis?

CP – Não tenho o hábito de parar ou me programar para ver um jogo, mas me interesso por esporte e notícia em geral. Se estiver passando na televisão, gosto de ver, principalmente os grandes jogos, quando a partida é difícil para os dois tenistas. Acho que o tênis ainda precisa de mais inserção e mais praticantes no Brasil.

TV – Como você criou o gosto pela ilustração?

CP – Desde criança, minha mãe estimulou meu irmão gêmeo, Ivan, e eu a desenhar. A gente brincava muito, até fazíamos história em quadrinhos e cada um desenhava uma página. Meu irmão também é ilustrador e estou procurando mais a ilustração editorial, tento criar uma identidade nos trabalhos.

TV – Como é o processo para a criação de uma arte?

CP – Recebo um tema e preciso criar uma imagem que representará um texto ou uma publicidade. Geralmente as ideias precisam ser muito bem trabalhadas, não é algo que surge instantaneamente. A ilustração demanda tempo para ser lapidada, para que cada pequeno elemento tenha significado. A ideia da cabeça precisa ser representada no papel sem perder nada pelo caminho, e acho que esse é o grande truque do artista.

TV – Qual o segredo para passar uma mensagem com a ilustração?

CP – A ilustração tem que deixar que os espectadores interpretem. É preciso saber dosar o subjetivo e o sutil com o explícito e o descarado.

Vida de Artista

Rafael Nadal

“Making the artwork was fun and something I’ve never done before. It’s a great way to celebrate the World Tour Finals coming back to London. It was a little bit of a challenge to put the balls on the silhouette! Of course this is the least we can do for charity and for those who need it the most. It’s very important that people in our position help those who really need help. I’d like to thank everyone for the support they give us.”

Roger Federer

“It was great fun being invited to create my self portrait and I’m excited to see how the finished piece looks. Raising money for charity is always a great thing so already I would like to thank people who will buy these pictures and it’s going to be for a good cause. I’m happy I can help a bit. I am very happy as it is the ninth consecutive year I have qualified for the year-end event. I have played in a lot of different venues during my career and I can say they staged a fantastic event at The O2 last year. I look forward to returning there in November and finishing the season strong.”

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Campeão do US Open, Nadal já está na Espanha, mas continua dando o que falar

Cada vez que um fato inédito no esporte acontece, ele vira assunto por alguns dias seguidos.  Rafael Nadal e a conquista do US Open estão dando o que falar pelo mundo.

Com apenas 24 anos, o espanhol já é o mais jovem tenista da Era Aberta a completar o Grand Slam e como tradicionalmente acontece com os campeões do US Open, ele participou na segunda-feira de um “media tour,” em New York City.

Foi ao Today Show, da NBC, esteve no programa de Regis e Kelly, foi ao estúdio da CNN, posou para fotos na Times Square, foi entrevistado em um evento para o público por John McEnroe, e concedeu entrevistas exclusivas para o El País, New York Times, El Mundo, entre outros, antes de embarcar, no início da noite, de volta para a Espanha.

Coloco aqui o link das matérias mais interessantes que encontrei sobre Nadal hoje, mostrando que acima de tudo ele continua humilde, focado, muito profissional e ainda quer mais.

New York Times – “What matters most when you play a final is the victory, but what really gives you a deep personal satisfaction is to feel that you’ve become a better player because that’s the real product of the everyday work,” Nadal said. “Whether you win or lose in a given match can depend on the small things that you sometimes cannot control, but to feel you are a truly improved player when you go on a court and to know that it is the fruit of all your labor for many years is a big satisfaction. http://nyti.ms/9MNhkM

El Mundo (vôo com Nadal para Madri) – http://bit.ly/d1Y8y8

El País – (Sobre Carlos Moyá) – Somos jugadores distintos. Es muy complicado ganar un título del Grand Slam. Ha tenido una carrera brillante, ha estado muchísimos años arriba. Las comparaciones no son buenas. Tuvo una gran carrera, fue un boom para España. Gracias a él muchos de los que hoy estamos aquí nos aficionamos al tenis, nos ayudó a ver que era posible. http://bit.ly/a98vTx

DPA – Las rivalidades no son “light” o “no light”, sino que se definen por si uno las lleva a un extremo innecesario o no. Creo que en otras épocas quizás las rivalidades se han sacado de lo que es puramente el juego. Creo que en esta época Federer y yo entendemos claramente que esto es un juego. Yo tengo un especial aprecio por Federer porque he vivido muchos momentos muy importantes de mi carrera enfrentándome a él, yo creo que él siente lo mismo por mí. Al final le tienes un cariño especial a los rivales. Yo creo que Federer, Djokovic, Murray o yo mismo entendemos que esto es un juego. Lo dejamos todo en la pista, pero cuando se acaba, se acaba allí.  http://bit.ly/d24HbZ

CNN – “All my life I practice with high intensity and passion.  I love the competition. I fight every moment” – http://bit.ly/cProaP

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O sósia do Federer em NY

Darren Cellemme

Ontem à noite finalmente conheci o famoso sósia do Federer.

Federer

Darren Cellemme ficou conhecido no ano passado, quando o PR Steve Pratt entrou num bar perto da Broadway e deu de cara com um barman que era igual a Roger Federer.

Pratt acabou levando Cellemme ao US Open e ele virou matéria em diversos meios de comunicação.

Ficou conhecido na Suíça – a TV suíça fez uma grande reportagem com ele, tamanha a semelhança.

A história rendeu e durante dias no ano passado, o barman foi convidado a sair pelas ruas, se vestir de Federer e ver como o público reagia. Todos achavam que era o Federer. Me lembro da nossa fotógrafa Cynthia Lum contar a história, mas não sabia que tinha dado tanto o que falar.

Natural de Rhode Island e em New York para tentar a vida de ator, Cellemme acabou cansando um pouco de fazer as mesmas histórias todas as vezes e neste ano não apareceu no US Open.

Mas, na noite de quinta-feira Steve Pratt, que acabou virando amigo de Darren, o convidou para jantar e acabamos nos conhecendo.

No começo não achei o “sósia” assim tão parecido. Mas depois fui reparando nas semelhanças e como as pessoas olhavam para o americano, pensando o que “Federer” fazia com uma garrafa de cerveja na mão.

Celleme contou que até o bar onde ele trabalha, o Charley O’s ganhou mais movimento quando as notícias começaram a sair no ano passado e que muitos suíços passaram a frequentar o local. Contou também que foi até chamado para fazer um comercial de televisão como sósia do Federer, mas recusou por achar que se tratava de uma empresa que não queria pagar o Federer original e iria usá-lo, para depois esperar dar a confusão.

Ele continua chamando atenção quando anda pelas ruas. “As pessoas ficam olhando e pensando é ou não o Federer.”

Depois de tanto se vestir de Federer, Darren começou a ter aulas de tênis. Joga com frequência nas quadras públicas de NYC.

Ontem à noite, após o jantar fomos todos tomar um drink num bar pequeno perto do hotel, o Snafu, e lá estavam todos os jornalistas suíços, Stanilas Wawrinka e o técnico Peter Lundgren.

Todos os profissionais da mídia foram falar como Darren e Wawrinka e Lundgren se divertiram com o sósia do amigo.

PS – deve haver mais fotos legais do sósia e do original, mas no momento era apenas essa que Darren tinha para dar pra gente.

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O tênis é verde no US Open em NY com o reduce, reuse, recycle

The US Open is Green

Sempre inspirados por Billie Jean King, os americanos e principalmente o US Open que nomeou o complexo onde se joga o maior torneio de tênis do mundo de Billie Jean King National Tennis Center, continuam a incrementar as iniciativas “verdes.”

Billie Jean foi praticamente uma pioneira também nesta área ao lançar o Green Slam alguns anos atrás e o Greenternship program, para que universitários trabalhem com iniciativas verdes.

Cada vez mais os Grand Slams vão ampliando as ações para fazer um torneio sustentável, como já escrevi aqui algumas vezes e os exemplos estão sendo segiudos por outros eventos.

Desde que cheguei ao torneio, no primeiro dia, a primeira coisa que notei é que na sala de imprensa, todas as latas de lixo são para coleta seletiva, de latas e garrafas e papel e plástico.E olha que há duas lixeiras enormes em cada fileira dos lugares onde se senta a a mídia. Para o lixo comum há uma pequena lixeira embaixo da mesa de cada jornalista.

Os guardanapos antes feitos com 90% de papel reciclável agora são 100% com papel reciclável.

Vi outro dia David Nalbandian entrando no carro oficial do torneio, na porta do Waldorf Astoria para ir ao US Open e era um Mercedes híbrido.

São pequenos detalhes mas que vão fazendo alguma diferença, especialmente em uma cidade como New York, em que tenho a sensação de que reciclagem praticamente não existe. Como juntam lixo esses americanos.

Fui pesquisar e fiz abaixo um resumo das principais iniciativas verdes deste US Open 2010, que tem o slogan US Open Reduce, reuse, recycle.

1 – Todo o complexo do US Open tem 100% de latas de lixo para coleta seletiva.

2 – A IBM reduziu de 60 para 6 os servidores usados no US Open, reduzindo o consumo de energia em 40%.

3 – 60% dos carros usados pelos jogadores são híbridos.

4 – Billie Jean King e Alec Baldwin são os embaixadores das iniciativas verdes para divulgar as ações da USTA e alertar fãs e consumidores.

5 – Fãs estão ganhando cartões de metro no valor de US$4,50. É a empresa Esurance incentivando o uso do transporte coletivo.

6 – Os ingressos do US Open estão sendo impressos com 30% de papel reciclável. O papel usado para imprimir chaves, os daily programs, revista do torneio são todos com 30% de material reciclado.

7 – Os guardanapos do US Open são de papel reciclado.

8 – 20.000 bolas serao recicladas quando o US Open terminar e 60.000 serão doadas para projetos sociais.

9 – O torneio lançou uma linha de roupas orgânicas feitas 50% com material reciclado.

10 – Os jogadores estão recebendo indicações de como melhor usar as “iniciativas verdes” e os seus benefícios para o planeta.

A julgar pelo calor de mais de 35ºc neste fim de verão americano in New York City, tudo o que cada um puder contribuir, ajuda.

Ah, e o hurricane Earl is on the way. Já venta bastante em Flushing Meadows.

PS – p/ complementar o post. Descobri que estão oferecendo diariamente no restaurante da imprensa iogurte orgânico – Stonyfield. Acabei de provar um, o organic greek yogurt com mel. Muito bom!


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In NYC, no meu 15º US Open – vitórias de Mello e Bellucci na estreia

Se New York é “the city that never sleeps,” é também a cidade que mais me dá a sensação de estar sempre correndo contra o tempo.

Não importa o quanto eu me prepare, me organize, me programe, estou a todo momento fazendo uma coisa e já pensando que deveria estar em outro lugar fazendo outra, mandando uma mensagem para alguém me esperar que estou chegando, correndo para não perder o horário do transporte e nesses primeiros dias de US Open, essa sensação se intensifica ainda mais.

Já comecei o dia quase perdendo o transporte de manhã para vir para o Billie Jean King National Tennis Center.

Acordei até antes do relógio despertar, mas era tanta coisa para trazer para a sala de imprensa – revistas, computador, todos os cabos, camera fotográfica, gravador, os papéis para poder pegar o transporte e retirar a credencial, telefone, carregadores, protetor solar- está um calor infernal aqui em Nova York –  os jornais para ler no caminho até aqui e por aí vai, que quase perdi o ônibus. Estava cada coisa em um lugar do quarto do hotel (nem preciso dizer que já baguncei o quarto inteiro).


Não consegui ler os jornais no ônibus, apesar do trânsito que pegamos para chegar de mid town até Flushing Meadows. O USA Today e o New York Times publicaram, cada um, um caderno especial sobre o US Open,  o que nunca tinha visto antes.

Deu só para folhear os dois e perceber que, além das inúmeras matérias, nas páginas de anúncio, quem mais aparece é o Federer. O Credit Suisse colocou anúncio de página dupla com o suíço no NY Times e a Mercedes-Benz, no USA Today.

Depois de pegar a minha credencial, – a minha 15ª aqui no US Open – deixar computador e todo o resto na sala de imprensa, fui direto para a quadra do Ricardo Mello e me deparei com outro grande poster do Federer, no meio dos “grounds” do torneio, junto a dois carros da Mercedes.

Chego na quadra e Mello está ganhando o primeiro set. Vence o primeiro, o segundo – com os amigos André Sá, Bruno Soares e Júlio Silva, no melhor NY Style na torcida – perde o terceiro e vence o quarto. Está na segunda rodada do US Open e vai enfrentar Juan Carlos Ferrero.


Volto para a sala de imprensa e daqui não consegui sair mais até agora.

Primeiro demorei para me adaptar à inovação tecnológica que colocaram aqui. Antes cada jornalista tinha uma televisão na sua mesa, com acesso a imagens de todas as quadras, canais, estatísticas, jogos online, entrevistas dos jogadores, etc.. Neste ano, substituíram a TV por um computador IBM Think Pad que dá acesso às mesmas imagens e informações  – e até mais eu acho – mas até conseguir me entender com a novidade perdi um bom tempo.

E aí, como é primeiro dia e além do trabalho habitual, é tanta gente para encontrar, cumprimentar, conversar, reunião para marcar, etc, que ainda estou aqui sentada na minha mesa e pelo jeito, por aqui vou ficar até o jogo do Bellucci começar.

Mas, como é NY, o que parece que vai demorar, provavelmente, vai começar sem eu nem perceber que estou há horas na sala de imprensa.

Em tempo. Termino o 1º dia de US Open, ou melhor, quase termino, com a vitória de Bellucci na estreia. Derrotou o americano wild card Smyczek por 3/0 – 6/4 7/5 7/6(5)  e está na 2ª rodada da competição. Enfrenta na próxima rodada o sul-africano Kevin Anderson.

Como acabei de perder o ônibus de volta p/ Manhattan, vou aproveitar para ver um pouquinho do pentacampeão Federer em ação.

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Da Bienal do Livro para os vídeos com aulas de tênis online

Eu queria muito estar escrevendo este post sobre os livros que vi na Bienal. Mas, não consegui entrar na feira de livros no maior centro de exposições da América Latina que terminou neste domingo, em São Paulo.

A culpa foi minha. Deixei para ir ao Anhembi no sábado à tarde.  Quando fui chegando e comecei a ver as filas de carro parados tentando entrar no estacionamento, já percebi que seria uma missão muvuca total tentar entrar lá. Andei mais um pouco e o outro estacionamento tinha fila maior ainda de carros e que também não se movia.

Tentei rapidamente encontrar uma outra alternativa para estacionar, mas logo desisti. Ao avistar a fila de pessoas na fila para comprar ingresso e entrar na Bienal e a multidão de pessoas saindo do metrô e rumando para o Anhembi, fiquei feliz com a minha decisão de abortar a missão Bienal.

Adoro ler e queria ver que livros de tênis estavam sendo vendidos por lá além do Open, do Andre Agassi e dos títulos que já conhecemos, o Champion’s Mind, do Pete Sampras (Mente de Campeão) e a biografia do Rafael Nadal.

Durante toda a semana li e ouvi que o segmento de esportes foi um dos que mais cresceu na Bienal e que a venda de livros estava superando e muito as feiras anteriores.

Que boa notícia para o mercado esportivo, literário e jornalístico no Brasil, País que tem uma media de apenas 1,3 livros lido por pessoa, durante um ano, contra 11 nos Estados Unidos e 2,4 na Colômbia.

E na contra-mão de tudo isso fiquei pensando que além dos livros hoje em dia uma fonte de informação que vem crescendo muito é a de vídeos online.

Nos Estados Unidos há décadas vídeos com aulas de ginástica – Jane Fonda foi praticamente uma pioneira com o seu programa de work out em vídeo – instruções, golfe e o tênis não fica fora.

Mas, ultimamente não paro de receber emails de gente me convidando para conhecer sites que forneçam aulas de tênis online, preparação mental, maneiras de melhorar seu golpe, tudo através de vídeo que você baixa na internet.

Primeiro fiquei achando tudo isso uma besteira. Mas, eu mesma para instalar este blog e aprender a usar outras ferramentas online assisti alguns “videos tutorials” e foram todos muito eficientes.

Porque então esses “tennis videos” com tennis lessons online não podem funcionar também? Longe de mim achar que tênis você pode aprender com um vídeo de passo a passo…

Assisti alguns, dei uma rápida olhada em outros e fiz uma pequena seleção de alguns sites que oferecem vídeos gratuitos.

Espero que os professores, técnicos e academias não fiquem chateados. Um vídeo jamais vai substituir um professor ao vivo e a experiência de jogar de verdade, mas alguns tens dicas que podem ser interessantes – apesar de eu nunca ter ouvido falar da maioria dos “video instructors” –  e eu sou sempre a favor da teoria de que alguma coisa sempre se aprende.

Dicas p/ você melhorar o seu saque – usa imagens dos campeões – http://bit.ly/ddqzrh

Dicas p/ você melhorar o seu jogo em geral – usa exemplos de jogadores recreativos – http://bit.ly/c5GzXx

Academia de tênis virtual  (Virtual Tennis Academy) – do técnico da WTA Heath Waters – http://bit.ly/aIkI2v

Esse tem vídeos dos golpes do Federer em super slow motion – http://bit.ly/aC2MQ9

Esse é um dos mais profissionais que vi – Drills, movimentação, estratégia, etc… http://bit.ly/diRxyM

Até para cura de tennis elbow tem vídeo – http://bit.ly/af9qBJ

Dicas de psicologia, entre outras – http://bit.ly/a91sky

A lista é enorme.. esses são apenas alguns exemplos do que tem por aí.

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Raí, Cafu, Cruyff, Agassi, Guga, Federer e Nadal, tem muito mais em comum além de serem astros do futebol e do tênis: a responsabilidade social

Estive hoje no Rio de Janeiro, no lançamento da Soccerex, a maior feira de futebol business do mundo, à convite de um grande amigo, de longa data, que hoje trabalha na IMG (International Management Group) e queria me mostrar como funcionava o negócio.
Liderado por um grupo de ingleses, a SoccerEx, marcada para 20 de novembro, com duração de cinco dias, no Rio, foi lançada com um almoço no Copacabana Palace.
Como convidados, além de empresários e dirigentes, algumas estrelas do mundo do futebol, como Carlos Alberto Torres, Jorginho e Cafu.

Entre uma apresentação de vídeo e outra Jorginho e Cafú foram chamados para falar sobre os seus projetos sociais, para ratificar a ligação da Soccerex com a responsabilidade social.
Cada um falou brevemente dos seus projetos e do porque e como tentam ajudar o próximo e principamente Cafu, de como poderão beneficiar milhares de pessoas de baixa renda com os eventos que estão chegando no País.
Quando eles estavam com microfone na mão, falando, fiquei pensando que no tênis, um dos maiores benefícios que os tenistas prestam à sociedade é através de suas Fundações e ações que realizam em cada torneio que participam.
Raí, aqui no Brasil, deve ter sido um dos pioneiros com a sua Gol de Letra, em parceria com Leonardo. A Fundação Cafu, ao lado da Gol de Letra, é hoje uma das mais bem estabelecidas.
Juntos, os ex-são paulinos já beneficiaram milhares de pessoas indiretamente. Assim fazem outros Astros do futebol, mas nem tantos com suas próprias fundações. Johan Cruyff é talvez a estrela do futebol internacional com a Fudação mais abrangente – a Johan Cruyff Foundation (http://www.cruyff-foundation.org/ )– que até torneio de tênis em cadeira de rodas organiza.
Andre Agassi, no tênis, é o nome mais forte entre os “mecenas” do esporte. Começou a sua Fundação em 1994 e seus projetos são tão bem montados que ele já chegou até ao Congresso, querendo mudar o sistema de Educação norte-americano, através das experiências com a sua Andre Agassi Preparatory Academy, que formou a sua primeira turma no ano passado.
Desde 1995 Agassi realiza o Grand Slam For Children, um dos eventos de caridade, de gala, mais conhecidos do planeta e que arrecada aproximadamente US$ 10 milhões por noite.


Guga inaugurou há quase uma década o seu Instituto, o Instituto Guga Kuerten (www.igk.org.br), em Florianópolis, que vai crescendo a cada temporada, atingindo pessoas de baixa renda e com necessidades especiais, buscando sempre a inclusão social e incentivando a prática de diversas modalidades esportivas.
A lista de campeões de tênis que tem suas próprias fundações é expressiva. Aliás, foi por isso que pensei em fazer este post, quando Cafu e Jorginho falavam dos benefícios que o esporte pode trazer.
Andy Roddick tem uma fundação muito forte, a Andy Roddick Foundation.  Esposa de Agassi, Steffi Graf, também tem sua própria Fundação, a Children for Tomorrow; Billie Jean King tem o Womens Sports Foundation; Arthur Ashe, já falecido, também tem a sua Fundação em prol dos que sofrem com a Aids – a Arthur Ashe Foundation.
Maior ídolo do momento no tênis, Rafael Nadal, também lançou a sua Fundação, a Fundacion Rafa Nadal, assim como Serena Williams, com a Serena Williams Foundation.
Musa do esporte mundial, até mesmo Maria Sharapova tem a sua própria Fundaçnao que beneficia desfavorecidos na sua região de origem, a Rússia.
Com raízes na África, continente de origem de sua mãe, Roger Federer voltou a sua Fundação para beneficiar os países africanos.
Acho que poderia passar a noite listando os tenistas e suas fundações. Além disso, a maioria deles, se não tem a sua própria Instituição participa de ações constantemente como é o caso de Boris Becker e Monica Seles, com o Laureus, de John McEnroe, que há três semanas esteve com Andre Agassi em evento para beneficiar a Andre Agassi Foundation, em Los Angeles, no Farmers Classic, entre muitos outros.
A questão da responsabilidade social que antes era um plus no currículo de qualquer esportista hoje se tornou mais do que obrigatória, está completamente ligada ao papel de cada um deles na sociedade.

PS – Para terminar reproduzo o blog de Andre Agassi, publicado no site da sua Fundação para mostrar o quanto ele está empenhado em mudar de fato a educação nos Estados Unidos. Este post é do dia 09 de agosto e Agassi atualiza seu blog constantemente.

“This has been a tough couple of weeks for education here in Nevada.
We lost someone who was a true friend to our Foundation, and a lifelong friend of education, our former Governor Kenny Guinn. At 73 years young, he was full of life and filled with passion for Nevada’s students. With his passing our state has lost a powerful and persuasive voice for education reform. Leaders like Kenny are simple irreplaceable.

The second part of this one two punch came on Tuesday of last week. Nevada was eliminated from consideration of the ‘Race To The Top’ grant. This means forfeiting about $160 million in Federal funds for our schools. However, in applying for these funds, a great deal of reform has been put on the table in the last six months. It’s a start.

Here and across the country, I am hopeful that winds of change are starting to stir. People are embracing reform in Washington, in the press and at the local level across America. It is a movement that calls for more high achieving charter schools in impoverished neighborhoods, for better tools to evaluate and identify good teachers, and for a culture of respect and high expectations in the classrooms. All, values that we cherish at Agassi Prep.

America was once a model for the world in education, and I believe it can be again if we become innovators that challenge the status quo, and reformers willing to reinvent a system that resists change and accountability. Our next generation is a treasure. We must value them enough to equip them, educate them and graduate them.”

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Os Bryans com o President Obama e Falla nas oitavas em Washington D.C.

Só para complementar os últimos dois posts do blog, sobre os Bryans e o investimento do tênis na Colômbia que 15 anos depois começa a trazer resultados, aqui vão mais algumas informações.

Os irmãos gêmeos Bob e Mike Bryan, junto a Sam Querrey, campeões do Farmer’s Classic, em Los Angeles, foram recebidos pelo Presidente Barack Obama, na Casa Branca, sim, na WHITE HOUSE, em Washington. A recepção em Washington D.C. foi organizada pela USTA para incentivar o tênis no País, com a presença de crianças na quadra montada no South Lawn da Casa Branca, como parte do programa da First Lady Michelle Obama, Let’s Move, para diminuir a obesidade infantil nos Estados Unidos.

O Presidente acabou aparecendo no gramado onde 100 crianças participavam da ação com o  Quick Start tennis. A data da ação, também usada para promover o tradicional ATP de Washington, o Legg Mason Tennis Classic, acabou sendo perfeita para o encontro do President Obama com Bob e Mike Bryan, que quebraram o recorde dos Woodies, no domingo, se tornando os maiores vencedores de todos os tempos, na lista de número de títulos. Eles chegaram ao troféu número 62.

Photo of the Day - Courtesy White House Paulo Lopez

Que incentivo para o tênis, ter o Presidente posando para fotos com os tenistas e conversando com as crianças. A foto de Barack Obama com as kids do Quick Start Tennis foi inclusive eleita a foto do dia pela Casa Branca.

E para complementar o post de ontem sobre o tênis colombiano e o retorno do investimento da Colsanitas, empresa que “vende saúde,” atuando em hospitais, clínicas, entre outros, com planos de saúde, o número um da Colômbia, Alejandro Falla, ganhou do ex-número um do mundo Lleyton Hewitt, por 7/5 3/2 e está nas oitavas-de-final em Washington D.C. . Ok, foi por desistência, mas Falla aproveitou e enfrenta nesta quinta o sérvio Janko Tipsarevic.

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