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Resiliência para voltar a brilhar 15 anos depois

Há 15 anos Mirjana Lucic não era Baroni ainda e era uma das maiores sensações do circuito. Ela já havia ganhado o primeiro torneio que disputara em simples e o primeiro de duplas também e disputava o US Open depois de haver alcançado a semifinal de Wimbledon. Foi praticamente o último bom resultado da tenista croata até ela chegar agora, vinda do qualifying, às oitavas em Nova York, derrotando a número dois do mundo, Simona Halep.

Mirjana Lucic Baroni

Mesmo quando estava no auge da sua jovem carreira e ainda era uma adolescente, resiliência já era uma palavra importante na vida de Lucic. Ganhasse ou perdesse acabava quase sempre apanhando do pai, Marinko. Ele sempre encontrava um motivo para bater na filha e um dos principais era o peso. Bem mais magra e em forma do que 15 anos atrás, ela teve que fugir da Croácia com a mãe e outros quatro irmãos para se livrar do pai.

Foi morar na IMG Academy, mas abalada mentalmente e sem muitas vitórias, além de uma briga judicial com a gigante do marketing esportivo, ficou sem dinheiro para competir. “Eu nunca fiquei longe do tênis. Ficava treinando com os meus irmãos esperando a minha oportunidade.”

Quando a oportunidade veio, alguns anos atrás, Lucic lembra, emocianada, que não pôde escolher os melhores torneios do mundo para jogar. “Não tive wild cards nos mais belos lugares do mundo. Eu mereço estar aqui. Fui jogar todos os torneios de U$ 25 mil que existem por aí e todos os qualifyings que vocês possam imaginar. Eu ganhei esta vaga aqui merecidamente.”

Para chegar às oitavas deste US Open, a croata teve que passar o qualifying e não teve vida fácil nas primeiras rodadas. Ganhou de Murgurza, depois de Shahar Peer e agora de Halep (7/6 6/2). A próxima adversária é Sara Errani.

“É o dia mais feliz da minha vida. Mesmo com 32 anos estou me sentindo como se tivesse 15 de tão feliz, estou boba. Mas, a diferença é que quando tinha 15 anos mesmo tudo isso era muito normal para mim ir longe no torneio, ganhar, ter todo mundo à sua volta e para chegar aqui de novo tive que dar meu sangue em quadra, treinar até não conseguir mais respirar. Eu estava sempre passando os qualifyings, ganhando um ou outro jogo, me sentia jogando bem, mas tinha uma lesão aqui, outra ali e nunca conseguia ir adiante.”

Ouvindo ela falar, quase esqueço que é croata e que um ano durante Wimbledon, quando o pai ameaçou matá-la com a mãe junto, que foi Goran Ivanisevic quem deu abrigo para a família; os duros momentos vividos parecem marcados para sempre em seu rosto, mas o sorriso da alegria de voltar a estar entre as 16 melhores de um Grand Slam, “fizeram valer a pena cada segundo destes 15 anos que se passaram daquela semifinal de Wimbledon.”

O que ela aprendeu a ter dia após dia é o que o filósofo Alain de Botton considera uma das virtudes do mundo moderno: Resiliência.

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E só foi o 1º dia do US Open

O US Open mal começou e neste primeiro dia já vimos:

A Simona Halep perder um set da estreante Danielle Collins;

Venus Williams vencer uma batalha de 3 sets, com uma das raras tenistas mais velhas do que ela no circuito, Kimiko Date Krumm;

Maria Sharapova quase não tomar conhecimento da outra Maria russa, a Kirilenko; Sharapova US Open

Agnieszka Radwanska arrasar a canadense Sharon Fichman;

Sloane Stephens avançar com vitória fácil diante de Annika Beck;

Caroline Wozniacki vencer Magdalena Rybarikova quando a eslovaca desistiu no terceiro set;

Jelena Jankovic passar sem dificuldades pela conterrânea sérvia Bojana Jovanovski;

Andrea Petkovic suar para ganhar da tenista da Tunísia Ons Jabeur;

Shahar Peer ganhar um jogo em torneio grande – derrotou Johanna Konta;

A campeã do Rio Open, Kurumi Nara vencer Aleksandra Wozniak;

Sara Errani passar pela Kirsten Flipkens;

Lucie Safarova derrotar Timea Babos;

Roberta Vinci ganhar da única argentina na chave, Paula Ormaechea;

Daniela Hantuchova ainda continuar viva no torneio, superando Romina Oprandi;

Camila Giorgi, que fez oitavas no ano passado, perder para Anastasia Rodionova;

Garbiñe Muruguza, que brilhou na Austrália e em Paris, ser elimada por Mirjana Lucic, agora Baroni também.

Belinda Bencic superar a sempre perigosa Yanina Wickmayer;

A suíça Timea Bacszinszky ganhar o jogo quando Kiki Bertens desistiu da partida sem resistir ao calor;

A porto-riquenha Monica Puig vencer;

Virginie Razzano ser derrotada por Johanna Larsson por duplo 6/0;

Andy Murray US Open

Entre os homens, o primeiro dia da primeira rodada também foi interessante e vimos:

Andy Murray sofrer mais do que precisava, inclusive tendo cãibras, para vencer Robin Haase;

Nick Kyrgios eliminar um ex-semifinalista do US Open, Mikhail Youzhny;

Thomaz Bellucci estrear com uma belíssima vitória diante de Nicolas Mahut;

Stan Wawrinka ganhar de Jiri Vasely e se tornar o próximo adversário de Bellucci;

Milos Raonic avançar, derrotando Daniel Taro;

Juan Monaco incomodar Jo-Wiflried Tsonga, mas o francês acabar vencendo em quatro sets; Nick Kyrgios US Open

Donal Young dar adeus à competição logo no primeiro dia, perdendo para Blaz Kavcic;

Tommy Robredo derrotar Edouard Roger Vasselin;

Vasek Pospisil ser eliminado na primeira rodada de novo, desta vez por Simon Bollelli;

Michael Llodra que teve seu wild card contestado, ganhar de Daniel Gimeno Traver;

Benoit Paire vencer o duelo francês, em cinco sets, contra Julien Benneteau;

Radek Stepanek ficar na estreia, perdendo para Mathias Bachinger;

Jeremy Chardy ganhar de Alejandro Falla;

Pablo Carreño Busta passa por Andreas Beck;

Blaz Rola endurecer o jogo com Fernando Verdasco, mas o espanhol acabar levando a vitória em cinco sets;

Paul Henri Mathieu superar Gilles Muller, também em cinco sets;

E para terminar o dia, Novak Djokovic ganhar, em um bom jogo, do argentino Diego Schwartzman.

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US Open: Vai começar o Show Slam em New York

O Grand Slam mais agitado da temporada está chegando. Daqui a poucos dias uma multidão de pessoas sairá da linha 7 do metrô, direto em Flushing Meadows para assistir os maiores tenistas do planeta em ação. Roger Federer e Serena Williams, campeões em Cincinnatti, são favoritos?

US Open under the lightsAmbos já venceram o US Open 5 vezes e se acostumaram a jogar em Nova York. Se o Australian Open tem um ambiente relaxado, Roland Garros tem todo aquele glamour, Wimbledon a tradição e a calma, o US Open tem a agitação da Big Apple. Às vezes andar pelo torneio entre uma quadra e outra é como cruzar a Times Square em horário de pico.

São vários os jogadores que confessaram ter uma dificuldade de adaptação ao torneio. Os hotéis oficiais ficam em Mid Town Manhattan, longe do Corona Park. São necessários, no mínimo, 30 minutos de trajeto entre um local e outro, sem trânsito algum. Andar ao redor do hotel para ir a um restaurante ou apenas dar uma voltinha também é agitado. Há sempre diversas pessoas atravessando as ruas, olhando para os seus telefones e com copos de café na mão. Jogar em Flushing Meadows, especialmente nas sessões noturnas, não é para qualquer também.

Federer US Open

As arquibancadas ficam cheias de pessoas que estão indo a um evento. Como nas competições de baseball, basquete, futebol americano, compram seus sanduíches, nachos, cerveja, comem e conversam enquanto Djokovic dispara uma de suas devoluções, ou enquanto Sharapova desfere seus golpes no Arthur Ashe Stadium.

Ficam no jogo até o fim, gritam, aplaudem e entram no jogo à moda nova yorquina, sempre barulhenta.

O US Open, diferente dos outros Grand Slams é um evento de entretenimento. Toda primeira segunda-feira do campeonato há uma cerimônia de abertura pirotécnica; todos os dias à noite, alguém é designado para cantar o hino nacional americano, tudo vira um show. Experiências e atividades para os fãs fora das quadras são inúmeras, em muito mais número do que na Inglaterra, França ou Austrália. Bares de champagne e cerveja se espalham pelo complexo e são cada vez maiores os números de restaurantes e lanchonetes por lá.

O tênis muitas vezes fica em segundo plano.

Para esta edição de 2014 do US Open, as principais atenções estarão voltadas para Novak Djokovic e Roger Federer. O número um do mundo e o suíço que teve os melhores resultados no US Open Series. Djokovic, apesar de não ter jogado bem nos Masters 1000 da América do Norte é sempre favorito.

Campeão em 2012, Andy Murray, assim como Tomas Berdych que não fez um bom “verão” são algumas incógnitas.

Jo-WIlfried Tsonga, campeão em Toronto, diz estar mais preparado e mais forte do que nunca. Vencedor do Australian Open, Stanislas Wawrinka é outro ponto de interrogação desta Grand Slam.

Muitos apostam em um bom resultado de Grigor Dimitrov, semifinalista em Wimbledon.

Ferrer e Milos Raonic também são bons nomes para uma boa campanha em Nova York. Ambos jogaram bem as últimas semanas e podem fazer estrago em Flushing Meadows.

Gael Monfils, Nick Kyrgios, John Isner, Marin Cilic, Feliciano Lopez, entre outros, prometem ser bons coadjuvantes do show.

Entre as mulheres Serena Williams, a campeã do US Open Series, chega como principal favorita. Atual campeã do Grand Slam americano é a sua propria adversária. Não jogou bem na Austrália, na França e na Inglaterra. Serena Williams US Open

Simona Halep, Maria Sharapova, Agnieszka Radwanska, Ana Ivanovic, Petra Kvitova, Caroline Wozniacki (venceu 1 set da americana em Montreal e Cincinnati) podem desafiá-la. Eugenie Bouchard, que fez boa campanha em todos os Grand Slams, mas não foi bem em Montreal e em Cincinnatti, pode se sair bem em Nova York, mas no momento é uma incógnita, assim como Azarenka que ainda não parece recuperada da lesão que a tirou por alguns meses de ação neste ano.

Pennetta, Venus, Petkovic, Makarova, Kuznetsova, Cibulkova, Safarova, entre outras, farão o papel de coadjuvante no show das mulheres em Nova York.

 

fotos de Cynthia Lum

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US Open – Let’s Play

Ainda nem cheguei em NY e me sinto correndo contra o tempo. Desde segunda-feira as maiores estrelas do esporte estão nos mais diversos eventos, acompanhando o ritmo incansável da cidade. O Arthur Ashe Kid’s Day, neste sábado, marca a última grande brincadeira, antes do campeonato começar pra valer. Let’s play.  serena taste of tennis

O maior burburinho da semana ficou com Maria Sharapova. Além de sempre causar alvoroço por onde passa, Maria resolveu tentar mudar o sobrenome para Sugarpova, o nome da sua linha de balinhas, durante as duas semanas do US Open. A tentativa deu errado, pois ela teria que ficar com o sobrenome por mais tempo e mudar muitos documentos e a russa, depois de todo o buzz, desistiu de jogar o Grand Slam americano, com dores agudas no ombro. Sharapova Sugarpova

Com menos impacto, mas não com menos fervor, Andy Murray e Novak Djokovic apresentaram as respectivas coleções US Open da adidas e Uniqlo, nas megastores de Manhattan. Milos Raonic, patrocinado pela New Balance, aproveitou para lançar a linha NB Tennis em NY e Venus Williams exibiu as roupas floridas da Eleven que jogará em Flushing Meadows.

  1005387_10151790453650971_1263176102_n UNIQLO NY DJOKOVICO tradicional Taste of Tennis reuniu Serena, Azarenka, Radwanska, James Blake, entre outros, no W da Lexington Avenue, na noite de quinta-feira.

Antes, no início da semana, Roger Federer brindou os 270 anos da Moet & Chandon em uma festa de gala em NY.Roger-Federer MOET CHANDON

Até acender as luzes do Empire State Building com as cores da WTA, Billie Jean King e Azarenka fizeram. O trofeu inclusive passou por lá algumas semanas atrás e foi fotografado com NY ao fundo.

tennis empire state building ny

Serena e Murray fizeram o sorteio das chaves ontem também e depois foram jogar com crianças afetadas pelo furacão Sandy.

Billie Jean lançou hoje um selo homenageando Althea Gibson.

À noite tem a festa de gala da ATP comemorando os 40 anos da insitutuição do ranking e homenageando todos os tenistas número um do mundo. Guga estará lá.

Domingo tem coquetel da WTA com direito a exibição do filme “Guerra dos Sexos.”

E amanhã, para quem gosta de brincar de tênis, tem o maior kid’s day do mundo, o Arthur Ashe Kid’s Day, com ingressos esgotados, no Billie Jean King Tennis Center, local onde é disputado o US Open.

arthur ashe kid's day

Os tenistas tops estarão lá na gigante quadra central para entreter a garotada; as quadras serão transformadas em playground, shows de teenagers que os americanos adoram e para completar a presença da First Lady, Michelle Obama.

Ah e para completar, algumas horas antes do US Open começar, na noite de domingo, Marion Bartoli ainda convidou os jornalistas para um bate-papo no Sofitel de Manhattan.

Acho que está na hora do US Open começar. Let’s Play.

 

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“C’est Roland”

Ainda estamos na 2ª rodada – alguns jogaram a 1ª hoje – mas os franceses já começam a comemorar um bom Roland Garros. Tentei passar o dia acompanhando os jogos dos franceses para entender o que acontece com eles aqui e a resposta que mais ouvi, dos próprios jogadores, foi “C’est Roland”

JO WILFRIED TSONGA - ROLAND GARROS   Nesta quarta-feira, seis franceses saíram vitoriosos, com cinco avançando à terceira rodada (Monfils, Benneteau, Simon, Chardy, Tsonga) e um, Paire, à segunda. Em todos os jogos a torcida teve papel fundamental.

O primeiro pensamento que pode vir à cabeça é que isso é normal e acontece o mesmo em Wimbledon, no US Open e no Australian Open. Mas, no Reino Unido e na Austrália, há pouquíssimos jogadores na chave de simples e quando há mais do que o normal, costumam ser jogadores novos, convidados que não avançam. No US Open há um ambiente bom de torcida, mas é diferente. Aqui em Paris as pessoas vem assistir tênis, entendem do esporte e respiram Roland Garros durante 2 semanas, na cidade toda. Em New York, o público faz parte de um espetáculo, é um evento de entretenimento.

Este ano, com a data comemorativa dos 30 anos da vitória do último francês em Paris, Yannick Noah, em 1983, alguns jogadores disseram que estão sentindo mais a pressão, mas que isso é bom.

Além de ter assistido os jogos da maioria dos franceses em ação hoje e sentido a emoção da torcida, especialmente nas vitórias de Monfils, Benneteau e Paire, fui ouvir o que eles tinham a dizer sobre o quão especial é jogar em Roland Garros e porque, de repente, tudo acontece aqui. MONFILS ROLAND GARROS

Monfils, que ganhou de Berdych e Gulbis, falou: äqui há uma energia diferente, um espírito ótimo. A torcida está 100% me apoiando, sinto a pressão de uma maneira boa para mim. C’est Roland”

Benneteau, vencedor de Berankis em 4 sets e Kamke, em 5, falou “C’est Roland, por isso é especial. Sempre damos algo a mais.” E Benneteau precisará aparecer com algo a mais mesmo para derrotar Roger Federer na próxima rodada. “É no saibro, já ganhei dele, tudo pode acontecer. C’est Roland.”

O número um francês, Jo-Wilfried Tsonga confessou sentir uma pressão extra por ser o mais bem colocado de uma nação que não triunfa na própria casa há 30 anos, mas acha isso positive. “Sou francês, é na França e tem mais pressão, mas é positivo. Tenho tudo a meu favor para vencer e diria que nada para perder. Se eu perder, nada vai acontecer, mas se eu ganhar ou for longe, será algo enorme. Tenho que ficar concentrado e espero ir longe.”

O próximo adversário de Tsonga é outra francês, Jeremy Chardy.

PAIRE ROLAND GARROS

Benoit Paire, o mais novo conhecido jogador do público local, após alcançar a semifinal em Roma e perder para Roger Federer, recebendo elogios do suíço, também falou da pressão de jogar em casa. Äs pessoas estão me vendo com outros olhos este ano. Eles querem que eu vá longe, é normal. C’est Roland”

O tenista que derrotou Baghdatis e agora joga contra Lukasz Kubot, na 2ª rodada, disse que sonhava com um momento como o de hoje. “Quando eu era pequeno sonhava jogar nesta quadra – Suzanne Lenglen – Alguns acham que é mais pressão, mas eu só penso que é um sonho, as pessoas vão me apoiar e devo relaxar. Só não quero estragar isso. Tenho que manter o foco.”

Já são cinco franceses na 3ª rodada e amanhã eles podem se tornar 8 entre os 32 melhores do Grand Slam. C’est Roland.

 

Foto de Tsonga – Cynthia Lum

Monfils e Paire – FFT

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Vai começar!

E assim, de repente, sem a gente nem perceber começa de fato a temporada européia de saibro. O sol começa timidamente a mostrar os seus primeiros raios no velho continente, as flores desabrocham e como se nada houvesse acontecido no último ano, Rafael Nadal chega ao Principado de Mônaco em busca do 9º título seguido do Masters 1000 de Monte Carlo.

Monte Carlo Country Club

Se olharmos para a chave e as mais recentes matérias de tênis mundo afora, talvez nem lembremos mais que Nadal ficou ausente das quadras durante quase oito meses, que ele não jogou o US Open, as Olimpíadas e o Australian Open; que Mats Wilander disse, no início do ano, que ele seria um outsider”em Roland Garros.  Quem imaginaria que ele voltaria ganhando quatro dos três torneios que disputou?

Dá para não colocá-lo na lista de favoritos em Monte Carlo e em toda a temporada de saibro? Escrever que ele vai em busca do 9º título seguido em Mônaco parece até um erro de informação. Mas não é. Entre os jogadores em atividade, Nadal é o único campeão em Mônaco. Antes dele, Coria, Ferrero, Guga e Pioline erguiam taças na mais charmosa quadra de tênis do mundo. Nadal Monte Carlo

De Monte Carlo até Roland Garros, que começa no dia 26 de maio, Djokovic, Murray e Federer vão tentar provar que podem ameçar o touro espanhol nas quadras de terra batida. Federer só volta a jogar em Madri, daqui a três semanas, no saibro laranja mesmo. Nada de saibro azul neste ano.

Djokovic jogará no saibro em busca do Career Slam, em Roland Garros. Murray tentará o seu segundo trofeu de Grand Slam e melhorar o desempenho no seu piso menos especial.

Não dá para desconsiderar Ferrer da lista de nomes para ficarmos atentos nestas 7 semanas de disputas no saibro, apesar de não estar em Monte Carlo.

Os franceses jogarão por onde conseguirem para chegarem a Paris preparados para jogar em Roland Garros, com o peso dos 30 anos da conquista de Yannick Noah, o último francês a erguer o Trophée des Mousquetaires, em 1983.

Será que daqui a 9 semanas, quando Roland Garros terminar tudo será diferente ou veremos Nadal “mordendo”a taça pela oitava vez?

 

 

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Fui visitar a Uniqlo, marca que faz as roupas do Djokovic

Aproveitei uma manhã mais tranquila em Nova York para finalmente conhecer a Uniqlo, a loja e marca de roupas japonesa que desde maio veste Novak Djokovic em quadra.  Com o endereço em mãos e a curiosidade, me dirigi para a 5ª Avenida, sem saber muito o que esperar, afinal estamos acostumados a frequentar as lojas da Nike, adidas, Lacoste, Asics e Fila, em sua maioria, para adquirir as peças esportivas que os jogadores tops estão usando. 

 

Não tinha ideia do que encontraria. Quando fui chegando, subindo a 53rd Street, vindo da Lexington, Park Avenue e Madison, deu para ver que era uma loja grande, de esquina.

 

Olhei as vitrines e não vi nada de Djokovic. Já pensei que mal fosse ter coisa do campeão do US Open por lá. Que engano. Foi só abrir a porta da megastore que me deparei com um banner gigantesco, pendurado bem no meio da escada rolante.

Apesar de ver lindas calças coloridas, como as que adoro, sendo vendidas por U$ 19,90 (R$ 40,00), resolvi ir primeiro ao departamento Djokovic. Perguntei onde ficava o espaço das roupas do Djokovic, a um vendedor que achando que eu fosse fazer compras, me entregou uma daquelas sacolas para usarmos dentro da loja. Ele me apontou o segundo andar.

 

Subi as longas escadas rolantes e me deparei com uma sessão Djokovic, bem no meio da loja, toda decorada com bolinhas de tênis, fotos do jogador e todas as peças de roupa com o logo DJ, além de bandanas e munhequeiras.

 

Olhei peça por peça e como ainda não tinha visitado a loja, não sabia que era uma loja de roupas de peças básicas, de diferentes tecidos e cores e com um preço acessível. Diria que é uma versão um pouco melhorada da H&M.

 

 

 

 

 

Por isso fiquei surpresa quando vi que a maioria das peças de Djokovic, inclusive a camisa polo que está jogando no US Open, custa U$49,90 (R$ 100,00), muito menos do que os U$ 85,00 da camisa do Federer, dos U$ 110 da camisa do Roddick e dos U$ 65,00 da do Djokovic.

A calça do uniforme também custa o mesmo preço, assim como os shorts. A única peça que custa mais, é a jaqueta, que estava sendo vendida a U$ 89, quase o preço da camisa do Federer.

O pacote com duas munhequeiras custa U$ 9,90 e a bandana, que Djokovic não usa, mas resolveram incluir na sessão de roupas dele, também sai por U$ 9,90.

 

Depois de olhar as roupas do sérvio, fui passear pela loja e confesso que se não estivesse indo direto de lá para o US Open, poderia ter feito um estrago. 

Roupas bonitas, do estilo que uso, coloridas, com preço mais do que acessível.

 

Só para não dizer que não saí de mãos vazias da Uniqlo, comprei um par de meias – sempre levo menos do que uso nas viagens – e fiquei chocada quando cheguei no caixa. Dezoito caixas de um lado da loja e 18, do outro. Atrás de todos uma TV passando imagens de Djokovic.

Claro que perguntei para a vendedora se todas as lojas da Uniqlo eram megas, deste tamanho. Ela respondeu que não, que eu estava na maior do mundo e que as roupas do Djokovic eram best sellers.

 

Patrocinado anteriormente por adidas e Sergio Tacchini, Djokovic assinou contrato com a marca japonesa, aberta em 2004, em maio deste ano.  É um dos raros casos de tenistas que tem contrato com marca de roupas fora do mundo esportivo. Seria o mesmo que ver Sharapova, por exemplo, patrocinada pela C&A. Uma iniciativa interessante, que pelo menos leva o tenista para a 5ª Avenida – a loja da Nike fica na 57ª e a da adidas, em downtown, em Nova York – em grande destaque, vende as roupas que ele está jogando por um preço mais em conta do que as marcas tradicionais, mas que pode vir a não chegar no mundo tudo. Fora da Ásia, a Uniqlo tem lojas nos Estados Unidos, França e Inglaterra.

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Little Italy no US Open

Apenas um país tem duas tenistas nas quartas-de-final do US Open e não é a Rússia, nem os Estados Unidos, nem a República Checa. A Itália, nesta segunda de labor day (dia do trabalho) em NY, colocou Sara Errani e Roberta Vinci, frente a frente, garantindo uma jogadora da Itália na semifinal do Grand Slam americano. Mas, de onde vem todo esse sucesso? Para os mais técnicos, vem dos treinamentos na Espanha e na Argentina, mas para as tenistas, tudo começou com Flávia Pennetta.

 

“Primeiro foi a Pennetta chegando nas quartas-de-final de Grand Slam, se tornando a primeira italiana a entrar para o top 10 e depois a Schiavone ganhando Roland Garros e esse ano a Sara na final em Parigi. Eu também queria ser como elas,” afirmou rapidamente Roberta Vinci, na entrevista coletiva, logo após derrotar a cabeça-de-chave 2, a polonesa Agnieszka Radwanska, por 6/1 6/4.

 

Pela primeira vez na sala principal de entrevistas do US Open, Vinci mal conseguia conter a empolgação. Teve que ser cortada pela assistente da sala, porque não parava de falar, ainda mais em italiano. “Nunca tinha dado entrevista para tantos jornalistas.”

 

Aos 29 anos, com diversos títulos em duplas, Roberta Vinci também creditou a experiência à vitória. “Eu estou com 29 anos, estou mais experiente e mais corajosa.”

 

Um pouco mais nova, com 25 anos, Sara Errani não sabia o que dizer na grande sala de entrevistas para explicar o sucesso também em quadras rápidas, depois de derrotar a alemã Angelique Kerber, cabeça-de-chave 6, por 76 63. “Claro que prefiro jogar no saibro, mas estou nas quartas do US Open.”

 

E uma delas, parceiras de duplas, estará na semi em Nova York, pela primeira vez desde 1982. A população de Little Italy, um dos bairros mais tradicionais da Big Apple, lá perto do Ground Zero, deve comparecer em peso.

 

Os jornalistas italianos, em grandíssimo número em todos os Grand Slams, dão risada com aquela cara que não acreditam muito no que estão vivenciando, vibram com as meninas e tentam encontrar a explicação para o sucesso. Nos últimos cinco anos, a Itália teve uma tenista nas quartas-de-final, mas nunca duas e nunca sendo o único pais com mais de uma jogadora entre as 8 finalistas. Claro que os jornalistas se referem ao sucesso do Pennetta, à mudança de raquete de Errani, para uma mais longa no começo deste ano, mas finalmente chegam à conclusão de que os responsáveis são os espanhóis e argentinos.

 

Logo depois de Roland Garros, com a repórter Renata Dias, na Tennis View, fizemos uma matéria tentando explicar esse sucesso e reproduzo aqui.

 

O segredo das italianas vem da Espanha e da Argentina

 

Qual é o segredo das jogadoras italianas? De onde saem tantas tenistas? Como é que nos últimos três anos elas disputaram a final de Roland Garros?

A resposta está na preparação das tenistas que há alguns anos resolveram buscar treinamento na Espanha e na Argentina e se dispuseram a trabalhar duro.

Diferente do tênis masculino, em que há seis jogadores entre os top 100, mas que não se destacam no meio de tantos nomes na ATP, o tênis vem ganhando força e se tornando referência na Itália, impulsionado pelos resultados expressivos na WTA. São quatro jogadoras entre as top 30 e por trás destes números estão experientes treinadores do circuito, principalmente da Espanha e da Argentina.

As italianas marcaram presença nas finais das últimas três edições de Roland Garros, fazendo grandes partidas e entrando para a história por conquistar este importante Grand Slam francês, como fez Francesca Schiavone que venceu em 2009 e fez a final de 2010 e este ano com Sara Errani, que conquistou o título  de duplas ao lado da compatriota Roberta Vinci e o vice-campeonato, depois de uma brilhante campanha em que venceu Ana Ivanovic, Angelique Kerber e Samantha Stosur.

Um dos motivos desta ascensão das tenistas italianas é o trabalho a longo prazo de seus técnicos, como por exemplo, Sara Errani que está há oito anos com o treinador espanhol Pablo Lozano, da academia de David Ferrer. Sem apoio da Federação Italiana, aos 17 anos foi morar na Espanha, local onde encontrou as circunstâncias ideais para se tornar uma jogadora de sucesso.

O técnico espanhol Pablo Lozano, ele acredita que asubida no ranking de Errani, foi muito rápida, já que começou este ano na 45ª e agora ocupa a 10ª, mas é resultado de um longo período de trabalho. “Estou muito orgulhoso, mesmo antes dos grandes resultados aparecerem. tenho orgulho de como Errani leva a sua vida, do seu dia-dia de luta, da pessoa humilde e batalhadora que ela é. Para mim, o mais importante não é a vitória, mas o caminho que se percorre para se chegar até lá”, reflete Lozano.

Uma das mais belas tenistas do circuito, primeira italiana a ser top 10, Flavia Pennetta, escolheu o ex-técnico de Arantxa Sanchez Vicario para levá-la a a alcançar o seu potencial máximo, o espanhol Gabriel Urpi. Com Urpi desde 2005, Pennetta chegou a nove títulos em simples e 14 em duplas, em que atingiu o posto de número um do mundo.

Italiana que ocupou o posto mais alto do ranking mundial da história, a quarta colocação em janeiro de 2011, Francesca Schiavone teve um treinador argentino, Daniel Panajotti, de 2002 a 2008, responsável por grande parte de sua evolução. Em entrevista a Respuesta Deportiva, Panajotti contou uma passagem importante na carreira de Schiavone, quando fez com que ela percebesse o comprometimento necessário para ser uma jogadora profissional de alto nível. “Disse a ela que tinha que ser a responsável por tudo que acontecesse no seu jogo, que não podia dar desculpas aos erros e sim, assumir tudo o que fizesse. Quando entendeu isso, ela conseguiu ficar mais focada no que realmente tinha que fazer e no trabalho para alcançar seu grande objetivo e sonho, que era ganhar Roland Garros”, comentou Panajotti.

Uma outra arma das italianas é o bom desempenho das tenistas em simples e em duplas, algo que pode ser comprovado na Fed Cup, em que conquistaram 3 edições, em 2006, 2009 e 2010; neste ano de 2012 acabaram sendo derrotadas pela República Checa na semifinal. Além de Sara Errani, sua parceira Roberta Vinci, quarta colocada no ranking mundial de duplas, também tem bons resultados nas simples, em que ocupa a 20ª posição; as duas juntas já conquistaram 11 títulos de torneios WTA além disso se destacam Alberta Brianti, na 75ª posição e Flavia Pennetta, atualmente na 15ª posição, a primeira tenista da Itália a chegar a liderança do ranking mundial de duplas, em 2011. (ranking de junho) – o atual tem Errani na 10ª posição, Pennetta na 18ª, Vinci na 19ª, Schiavone na 26ª e Giorgi na 87ª .

 

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Mesmo ausente, Nadal é sucesso de vendas no US Open

Rafael Nadal não está em Nova York, aliás está bem longe, em Mallorca, se recuperando de uma lesão no joelho. Mas, nem por isso foi esquecido pelo público. Os produtos que levam o seu nome fazem tanto sucesso no US Open, quanto os do número um do mundo, Roger Federer e que está jogando pelo sexton título em Flushing Meadows.  

 

Fui fazer a minha tradicional visita à loja do torneio e aos quiosques de vendas do US Open e fiquei chocada com o tamanho das filas para entrar na US Open Collection e para chegar perto do balcão do quiosque da Nike.

 

Com medo de mim mesma, saí da sala de imprensa sem carteira. Fui com a câmera e o bloquinho na mão. Foi a desculpa que precisava para conseguir furar a fila.

 

No quiosque da Nike, a fila anda mais rápido. São menos mercadorias. Um lado é dedicado aos tênis e à roupa oficial de jogo de Federer, o maior fica com as camisetas VAMOS RAFA, ADVANTAGE RAFA, e ADVANTAGE, FEDERER ,PERFECT, LOVE RAFA, FED NYC, em todas as suas variações, masculina e feminina; E o outro tem as roupas das mulheres, com destaque para as linhas da Serena Williams e Sharapova.

 

A maior fila, claro, se concentrava na parte das camisetas. Consegui conversar com os vendedores e todos disseram que Nadal estava vendendo tanto quanto Federer e que a ausência do espanhol, não estava influenciando nas vendas e que inclusive alguns tamanhos das camisetas de Nadal já estavam esgotados. Para falar a verdade, vi mais gente pelo torneio usando Vamos Rafa, do que algo do Federer.

Para mim, essas camisetas, que custam entre U$ 30 e U$ 35 (R$ 60 e R$ 70) são a lembrança mais legal do US Open.

Mas, quem sabe um outro dia. Fui, ainda bem, sem carteira. Com um sobrinho chamado Rafael e familiares adeptos do tênis, teria sido o primeiro desfalque do torneio.

 

Consegui sair do meio da multidão – aproximadamente 62.000 pessoas estiveram em Flushing Meadows neste domingo de feriado de Labor Day (dia do trabalho) – fui para a US Open Collection, a mais nova do complexo, embaixo do Heineken Red Star Café.

 

Também tive que dizer que não ia comprar nada para conseguir entrar sem pegar a enorme fila.

 

A entrada da loja é pelas roupas infantis, todas uma gracinha, mas com preços exorbitantes. O bichinho de pelúcia do US Open (U$ 25) custa mais caro do que o da FAO Schwarz (U$ 16).

Até aviãozinho com logo do US Open (U$ 25), by Emirates Airlines e patinho com raquete de tênis (U$ 10) para brincar na banheira, estavam vendendo para as crianças.

 

De lá fui para a sessão feminina. A blusinha que mais gostei, uma sem manga, branca, com um loguinho do US Open, custava U$ 38. E o agasalho, pink com preto, lindo, saía por U$ 110. Esse nem se tivesse trazido a carteira teria levado.

Perguntei para o vendedor que item estava fazendo mais sucesso e ele logo respondeu. As camisetas vermelhas e a com o pôster do US Open, pelo valor de U$ 33. Achei que não fosse ter saída.

 

Os bonés que sempre fazem sucesso, custam ou U$ 29 ou U$ 30.

 

Antes de chegar ao vestuário masculino, passei por uma estante com bolsas, chaveiros, copos, agendas, bloquinhos e encontrei o item mais barato da loja, uma Eco Bag, com o pôster do US Open 2012, por U$ 5.  O chaveiro com a réplica do trofeu do US Open custa U$ 15.

 

Enquanto andava para o lado das camisetas masculinas, me deparei com o item mais caro da loja, uma malinha de viagens ou para levar ao clube, de couro, com o logo do US Open, por U$ 200.

 

Meu item favorito entre as roupas masculinas  foi uma  polo laranja. Mas, acho que nem quando eu voltar com a carteira vou levá-la. Custa U$ 88.  As camisetas masculinas, com desenhos de tênis e NY até que não estavam caras e tinha umas interessantes, por U$ 26. Todas mais baratas que as femininas.

 

Mas, mesmo com esse preço mais barato do que a média de coisas da US Open Collection, fico com VAMOS RAFA ou peRFect.

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US Open – Treinador brasileiro é destaque nos EUA e coordena centro de formação

Andy Roddick já anunciou que se despede do tênis neste US Open, deixando os americanos órfãos de um líder. Mas, uma nova geração de jogadores, recém-saídos do tênis universitário, com Steve Johnson, que enfrenta Richard Gasquet neste domingo, no US Open, começa a aparecer. O brasileiro Leonardo Azevedo, é quem treina essa nova turma e uma série de novas meninas no centro da USTA, na Califórnia.

 

Depois de morar três anos na Espanha, trabalhando com alguns dos melhores jogadores do país, treinar Thomaz Bellucci e Flávio Saretta, Leo recebeu um convite da USTA, a Federação de Tênis dos Estados Unidos, para trabalhar num novo projeto. Liderado por Jose Higueras (ex-número 6 do mundo e treinador de nomes como Jim Courier, Michael Chang, Todd Martin, entre outros) o objetivo do projeto é desenvolver o tênis no saibro entre os americanos, tão acostumados a jogar em quadra rápida.

Leo começou no centro da USTA da Flórida, e há dois anos se mudou para o Centro da Califórnia, em Carson.

 

Ontem, depois de um dia de treinos e jogos no US Open, sentado no jardim dos jogadores, Leo contou que topou o desafio da mudança da Flórida, para a Califórnia, porque “o centro não ia bem, lá seria coordenador e estaria muito próximo do Higueras – ele vai ao centro duas vezes por semana.”

 

Com quatro quadras de saibro e seis rápidas, Léo recebe meninas, em sua maioria entre 12 e 14 anos, treina Mardy Fish e Sam Querrey, quando eles aparecem por lá, viajou a Indian Wells, no ano passado, com Donald Young, quando o americano ganhou de Andy Murray e há três meses dois tenistas recém-saídos do tênis universitário, foram para o centro: Steve Johnson e Bradley Klahn.

 

Azevedo veio com os dois tenistas para o US Open. “Eles já queriam treinar lá e iam de vez em quando. Mas há três meses entraram full time no centro.”

 

Klahn, 22 anos, se formou na Universidade de Stanford e venceu na primeira rodada o austríaco Jurgen Melzer, depois de ter passado o qualifying. Perdeu na segunda rodada para Richard Gasquet.

 

Já Johnson, se formou na USC, com todas as honras da NCAA, foi bicampeão individual da NCAA e levou os Trojans, da USC, a quatro títulos seguidos por equipe. Ganhou um convite da USTA e hoje, na terceira rodada, desafia Gasquet.

 

Outra sensação americana que treina no Centro de Los Angeles, coordenado pelo brasileiro, é Sloane Stephens, cotada como a próxima americana a possivelmente atingir o top 10 e treinada pelo ex-profissional David Nainkin.

 

Com tantos tenistas tops jogando lá, Leo conta que tem gente que dirige 1h30min ida e volta (ou seja, 3horas), por dia, só para treinar no Centro da Califórnia.

 

Tão respeitado é o trabalho de Leo Azevedo na USTA que ele inclusive integra o time de treinadores que escolhe os Wild Cards (convites) dos americanos, no qualifying e na chave principal. “É um projeto a longo prazo. Nunca havia treinado meninos e especialmente meninas tão novos. Quando você trabalha com esse grupo, ainda em formação, você sonha mais, se torna mais idealista.”

 

Com Jay Berger como coordenador geral do projeto e Patrick McEnroe, que gerencia o tênis masculino e feminino, próximo de Higueras e treinando Johnson e Klahn, além das novas meninas, Azevedo prevê uma mudança no cenário americano. “Não temos muitos meninos jogando tênis, mas sim muitas meninas e as melhores, entre 12 e 14 anos estão no nosso centro. Temos perdido praticantes agora até para o futebol e não o americano. É um fenômeno que acho que aconteceu na Espanha, quando a Arantxa Sanchez Vicário e a Conchita Martinez pararam, que durante uma época não tinha jogadora espanhola competindo. Está acontecendo o mesmo aqui com o masculino.”

 

Talvez por isso, o sucesso de Johnson e Klahn tenha chamado tanto a atenção neste US Open.

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