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Soares: “Fazer parte desse jogo histórico com a Clijsters, foi uma honra”

Kim Clijsters não jogará mais tênis profissional. Ela até poderia voltar a entrar em quadra depois de amanhã, mas um brasileiro parou a tricampeã do US Open, nas duplas mistas. Com a russa Ekaterina Makarova, em um jogo eletrizante, na novíssima quadra 17, Bruno Soares derrotou Clijsters e Bob Bryan, por 6/2 3/6 12/10, encerrando a carreira da belga.

 

“Em nenhum momento pensei nisso,” disse Bruno, alguns minutos após o jogo, ainda vestindo a camiseta verde chocante que usou no match tie-break. “Só estava focado no jogo e no que fazer na partida. Estava pensando mais na atmosfera em quadra e no privilégio que é estar fazendo parte disso tudo.”

 

Bruno, que chegou a ser entrevistado em quadra, para as 2400 pessoas que estavam assistindo ao vivo a partida e para as televisões do mundo todo, ratificou o que disse logo após o match point (Clijsters e Bryan chegaram a salvar 4 match points). “O jogo estava tão incrível, com um tie-break, depois do 0/3 só de winners, que não importava ganhar ou perder. Penso isso mesmo. Mesmo com a torcida toda para eles, a energia em quadra estava muito intensa, maravilhosa e isso me dá mais energia ainda e acho que o público estava participando porque o nível do jogo estava altíssimo, com eu e o Bob na rede e as meninas jogando muito do fundo de quadra.”

 

Clijsters disse depois, na coletiva, que não queria que o último ponto da carreira dela, um que ela iria lembrar para sempre, fosse um erro bobo, ou um ponto feio, por isso foi crescendo de produção e jogando cada vez mais solta.

Acostumado a enfrentar algumas das melhores jogadoras de duplas do mundo, o mineiro Soares raramente fica do outro lado da rede de alguma ex-número um do mundo em simples ou campeã de Grand Slam. “Joguei uma vez contra a Wozniacki, mas quando ela ainda estava crescendo. Ela é uma embaixadora do nosso esporte, uma tenista que fez a diferença no tênis e por isso foi um jogo especial também. Estava tão bom ficar jogando, que poderia ficar em quadra mais umas três horas.”

 

Mas, além de Clijsters, Bruno derrotou um Bryan pelo segundo dia seguido. “Quando vi a chave xinguei todo mundo e pensei: quem é que foi o safado que fez esse sorteio. Nem achei que fosse chegar ao segundo Bryan (ganhou de Mike e Lisa Raymond, a número um do mundo na sexta), mas no fim, o que o sorteio me deu foi ter essa experiência ótima de ter participado desse jogo de hoje.”

 

Agora, depois de eliminar os dois irmãos Bryan, a número um do mundo de duplas, a tricampeã do US Open, Bruno e Makarova enfrentam o vencedor do jogo entre os poloneses Jans-Ignacik/Fyrstenberg e Rodionova/Rojer, por uma vaga na semifinal do US Open.

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Provei Sugarpova!

Um dos meus muitos objetivos desta vinda ao US Open era provar as balinhas da Sharapova, a Sugarpova. Mas, com o passar dos dias aqui já tinha esquecido, até que hoje, depois de sair da Apple Store, logo cedinho, caí quase que sem querer naquela loja dos sonhos de qualquer criança e muito adulto, a FAO Schwarz. Estava atravessando o salão térreo, quando vi uma sessão de doces…

 

E no meio dela estava Sugarpova. Seis fileiras das balinhas da campeã de Roland Garros deste ano, com nomes como “Chic,” “Splashy,” “Silly,” “Spooky,”, nas versões normal, sour (azedo) e levemente azedado, com açúcar em volta, ou sem.

Aí começou a dúvida. Qual vou comprar?

Já eliminei o Sour e o meio sour porque não gosto muito e fui mesmo pela embalagem e pelo desenho das balinhas gummy que gosto mais. Infelizmente não tinha nenhuma no formato bolinha de tênis, que estão esgotadas.

Acabei optando pelo Chic, Cheeky e Splashy, esse mais para dar para os sobrinhos em casa, porque tem formato de animais marinhos.

Cada saquinho de 142g de Sugarpova custou U$5,99, aproximadamente R$ 12. Até achei que fosse custar mais caro. Quando você entra numa dessas lojas de docinhos e pega os “yummis” com a pá e coloca no saquinho para pesar, não sai por menos do que isso.

Voltei para o hotel feliz com as compras do Sugarpova e decidida a experimentar no US Open.

Quando tirei o Sugarpova “Cheeky” da bolsa para abrir o saquinho, de repente, as balinhas da Sharapova se tornaram a sensação da sala de imprensa. Todo mundo queria saber onde estavam dando. Disse que havia comprado em Manhattan. Todos perguntaram o preço, quiseram ver a embalagem, tiraram fotos com a Sugarpova, brincando que era o mais próximo que chegariam da Sharapova e provaram comigo o “Gummy Candy.”

A conclusão dos jornalistas foi a mesma. Gostoso, aprovado, mas nada diferente dos “gummy bears”, ou “yummy” como outros chamam. O que conta mesmo é a embalagem. Ah, e ainda um agradecimento de Sharapova na parte de trás do saquinho dizendo “How sweet of you – que doce da sua parte – comprando o meu doce, uma porcentagem é doada para a Maria Sharapova Foundation, para ajudar as crianças ao redor do mundo a conquistarem seus sonhos. Assinado: Maria Sharapova.

 

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Direto de NY – o fim do romance de Sharapova, as vitórias do Bruno, Hewitt e Laura Robson

Acho que não tem coisa que eu goste mais do que um ambiente de Grand Slam. Se já é bom acompanhar o torneio do Brasil, estar aqui, mesmo que seja a 14ª vez, é um dos grandes prazeres do trabalho. Adoro estar num grande evento, com mil coisas acontecendo ao mesmo tempo, jornalistas de todas as nacionalidades em volta, muita coisa para escrever e aprender, sempre.

 

Hoje, depois de uma reunião com a Head, no Head Distribution Center, em Manhattan, peguei o ônibus do US Open às 11h. Cheguei a tempo de acompanhar o final do jogo da Laura Robson, a inglesa de 18 anos, a mais nova do top 100 da WTA, ganhando da Li Na. Foi a segunda campeã de Grand Slam seguida que ela derrotou (ela aposentou Clijsters há dois dias) e se tornou a primeira britânica, desde Sam Smith, em 1998, a alcançar as oitavas-de-final de um Grand Slam.

 

Terminado o jogo da Robson, subi até quase o topo do Arthur Ashe Stadium, para fazer umas fotos com a nossa fotógrafa, Cynthia Lum e por lá já fiquei para o jogo do Rogerinho contra o Djokovic. E estava quente, muito quente.

Rogerinho tentou fazer de tudo, mas Djokovic, segundo o próprio brasileiro é uma das lendas do tênis e não deu chance alguma a ele.

Terminou o jogo, Rogerinho veio para a coletiva, um pouco depois e enquanto isso Sharapova arrasava Mallory Burdette e os rumores do término do namoro dela com o jogador de basquete esloveno Sasha Vujacic, aumentavam. Quem deu a história foi a Gazzetta dello Sport, na Itália e o USA Today reproduziu, claro que dando os devidos créditos.

 

Quando terminei de entrevistar o Rogerinho e escrever o post, o jogo da Sharapova já estava no fim. Foi o tempo de comer uma salada na restaurante de imprensa e ver como seria a coletiva dela. Demorou 10 perguntas até um jornalista tomar coragem e perguntar sobre o fim do romance e ela respondeu “estava mesmo esperando essa pergunta. Desde o fim da primavera (outono no Brasil), não estamos mais juntos.”

 O assunto virou notícia em todos os lugares.

De volta a minha mesa, vejo que o jogo do Hewitt foi para o quinto set. Até tentei ver o fim na quadra, mas quando notei o que havia de gente tentando entrar lá, apesar de termos lugares reservados, dei meia volta e fui acompanhar da tv da sala de imprensa. Eterno guerreiro, Hewitt virou o jogo contra Gilles Muller, ganhou em cinco sets e vai enfrentar David Ferrer na terceira rodada.

Campeão do US Open em 2001, Lleyton precisou de um wild card para jogar o Grand Slam americano e ontem, quando estava na sala dos jogadores, cruzei com ele, sozinho, indo para o restaurant dos tenistas e pensei, nossa que diferença dos anos em que ele ganhava tudo. Sem uma grande entourage, cabeça meio baixa e quase passando desapercebido no meio de tantas caras novas do circuito.

Acabou o Hewitt, olhei para a tela que fica na minha mesa, e vi que Bruno Soares e Ekaterina Makarova tinham fechado o primeiro set em 61 contra os cabeças-de-chave 2, Mike Bryan e Liezel Huber, respectivamente números 3 e 1 do mundo, nas duplas.

Fui direto para a quadra 6, lotada e consegui acompanhar o segundo set inteirinho. Quase no final, um casal de americanos chegou perto e falou “uau, this is a major upset.” Foi mesmo, uma grande surpresa. Bruno e Ekaterina ganharam por 6/1 7/5.

Logo na saída da quadra, no caminho de volta para o vestiário, perguntei para o Bruno como havia se juntado a Makarova para jogar o US Open e ele contou que foi porque não conseguiu entrar direto com a parceira que costuma jogar, a australiana Jarmila Gajdosova. “Eu já tinha jogado com a Makarova duas vezes e ela veio falar comigo para jogar o US Open. Mas, eu já tinha combinado com a Gajdosova. Quando a gente não entrou na chave, fui ver quem estava disponível e vi o nome da Makarova sozinha e entramos.”

Mesmo já tendo sido quadrifinalista de duplas mistas em outras ocasiões e este ter sido um jogo de primeira rodada, Bruno disse que provavelmente foi o melhor jogo que ele fez na categoria. “Foi uma grande vitória. Nós dois não erramos nada, o jogo todo.”

Na próxima rodada, depois que Makarova enfrentar Serena Williams, neste sábado, eles enfrentarão na quadra GrandStand, o irmão de Mike, Bob Bryan e Kim Clijsters, no que pode ser o último jogo da carreira da belga.

 

Enquanto acabo de escrever, John Isner vence Jarkko Nieminen e o jogo de Andy Roddick contra Bernard Tomic, está começando. Hora de pegar a escada rolante e ir para o Arthur Ashe de novo, ver o americano jogar talvez pela última vez.

 

 

 

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Rogerinho: “Quero ter cada vez mais experiências como esta”

Para quem pensou em parar de jogar tênis há três anos, Rogério Dutra Silva até que fez bonito. Enfrentou nesta sexta, em NY, no Arthur Ashe Stadium, o sérvio atual campeão do US Open, Novak Djokovic e apesar do placar de 6/2 6/1 6/2 para o número dois do mundo, o paulista, 112º da ATP, gostou da experiência e quer mais.

 

Durante todo o tempo em que esteve na maior quadra de tênis do mundo, com capacidade para 23.000 pessoas, Rogerinho ouviu seu nome diversas vezes, com o público incentivando e aplaudindo as diferentes jogadas que ele tentou fazer diante de Djokovic. O brasileiro também foi ovacionado ao sair da quadra e até elogiado pelo campeão sérvio. “O placar não refletiu o que foi o jogo.”

 

Depois da partida, sorridente e feliz com a experiência, Rogerinho foi até entrevistado por jornalistas estrangeiros, que perguntaram da sensação de jogar um game de 15 minutos (o segundo do segundo set). “Eu estava cansado. Estava tentando fazer alguma coisa para machucá-lo- no jogo –  e não conseguia.”

 

Mesmo assim, Rogerinho continuou tentando até o final. “Tentei jogar de fundo, jogar mais rápido, variar, trocar bastante bola, mas o nível deles – Djokovic, Nadal, Federer e Murray – é muito, muito alto.”

 

Apesar do placar, Rogerinho disse ter gostado da experiência e ter tirado uma lição da partida. “Gostei muito. Nunca tinha enfrentado um campeão de US Open, número dois do mundo e nem chegado perto da quadra central. Fiquei lisonjeado de poder enfrentá-lo e agora é ir para a quadra amanhã e continuar trabalhando para cada vez enfrentar esses caras.”

 

Enquanto dava entrevista após o jogo, o paulista lembrou dos momentos difíceis em que esteve perto de abandonar o esporte, há três anos. “Eu ia parar mesmo. Até que o Larri me convidou para treinar na academia dele e foi uma reviravolta total. Não estou mais tão novinho – 28 anos – mas para mim foi um super aprendizado essa partida.”

 

Rogerinho, um dos tenistas mais guerreiros dessa geração de brasileiros, volta para casa e espera poder representar o Brasil no confronto da Copa Davis contra a Rússia, em São José do Rio Preto.

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É nesta segunda, em NY, o lançamento da linha de doces de Sharapova, a Sugarpova!

Não é à toa que Maria Sharapova é a atleta mais bem paga do mundo. Nesta segunda-feira, em Nova York, uma semana antes do início do US Open, a tenista lança a tão esperada Sugarpova, uma linha de doces premium, pensada por ela, desde os sabores e formatos até a embalagem.

Há quase dois anos, Sharapova se associou a Jeff Rubin, responsável pela criação da Dylan’s Candy Bar, para desenvolver o seu projeto.

“Sempre fui louca por doces e balas e pensei, porque não fazer algo que eu seja apaixonada?” disse a campeã de Roland Garros, em uma recente entrevista.

Tamanha é a sua paixão pelos doces que foi para a fábrica, em Murcia, na Espanha, que ela se dirigiu no dia seguinte à vitória inédita em Paris.

É desta mesma maneira, dando atenção a todos os detalhes e processos de fabricação de um produto que leva a sua assinatura, que Sharapova lida com os seus outros parceiros e empreendimentos. Seja a Nike, Cole Haan, as raquetes Head, a Samsung, Evian, Tag Heuer e a Tiffany.

Performance do mais alto nível, beleza, comprometimento, foco e bons profissionais ao seu redor, transformaram a tenista também numa mulher de negócios.

O lançamento desta segunda-feira, uma semana antes do último Grand Slam começar, foi programado para ser o assunto do momento em NY, dentro do mundo do tênis, da moda e dos doces.

O local escolhido para a premiere mundial do Sugarpova foi a loja Henri Bendel, que se define como visionária, elegante e experimental. Uma loja em que só visitar já é um deleite.

Os doces de Maria Sharapova,  serão vendidos lá e na cadeia It’s Sugar, espalhada pelos Estados Unidos e em alguns países, mas não no Brasil.

O desenho de uma boca, de diferentes cores, é o logo da Sugarpova e os doces, incialmente balas do estilo “gummy bears”, serão apresentados em diferentes sabores e formatos, claro que tem um que é uma mini bolinha de tênis. Mas, Sharapova registrou a marca para fazer chocolates também e até barrinhas de cereal, em uma segunda fase.

Ah, os preços? Dizem que serão acessíveis, mas vamos esperar para ver.

 

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US Open inova mais uma vez e dará prêmio de fair play em NY

Maior evento esportivo anual de Nova York, o US Open, considerado também o Grand Slam do entretenimento, não para de criar ações que engrandençam o evento. Para este ano eles acabaram de anunciar um novo prêmio para os tenistas, o de “Sportsmanship – Espírito Esportivo.” Quem sai na frente na briga por esse trofeu? Djokovic, Murray, Isner, Kvitova, Radwanska, Wozniacki?

A breve lista não inclui Nadal e Federer entre os homens, pois um dos pré-requisitos para o tenista concorrer ao prêmio é de que o jogador ou a jogadora tenha participado de, pelo menos, dois torneios do Emirates US Open Series e claro, do US Open, que vai de 27 de agosto a 09 de setembro. Com o anúncio de que não competirá no Masters 1000 de Cincinnati, na semana que vem, Nadal ficará fora da competição. Federer, ausente do Masters 1000 do Canadá também não poderá competir pelo trofeu que tantas vezes já ganhou na ATP.

Murray, mesmo tendo desistido no meio da competição canadense, ainda é candidtao.

Maria Sharapova é outra que dificilmente terá chances de concorrer ao prêmio de desportividade. Não jogou no Canadá e não costuma competir no torneio que antecede a disputa do US Open, em New Haven.

Serena, como já participou de um dos torneios do Emirates US Open Series e está programada para jogar em Cincinnati, na semana que vem, estaria entre as competidoras, mas com tantas confuses que já teve em NY, dando show com juízas e inclusive sendo obrigada a se retirar da quadra, não deve ter a preferência dos eleitores.

O jogador e a jogadora serão escolhidos por um grupo de jurados que inclui: os ex-tenistas Todd Martin, Mary Joe Fernandez, Chanda Rubin e Mary Carillo; pelo jornalista Matt Cronin, por Lars Roesene, vice-presidente do comitê de Desportividade e pelo Presidente da USTA, Jon Vegosen.

Os vencedores do prêmio, ganharão além do trofeu um cheque de U$ 5 mil para doarem para a causa de caridade que quiserem ajudar.

Considerado um dos tenistas com mais “fair play” na época em que jogava, Todd Martin acredita que “ o espírito esportivo é parte fundamental  da competição, independentemente do nível.”

 

Kim Clijsters, que disputa o seu último torneio da carreira no US Open, seria grande candidata ao prêmio. Mas, já anunciou que não jogará nada antes do Grand Slam americano, para estar em forma física para se despedir do público.

Entre os homens acho que a concorrência vai ser dura e mais acirrada, já que dois dos favoritíssimos ao título, Federer e Nadal, não poderão concorrer.

 

Tudo vai depender também do desempenho dos tenistas durante o próprio US Open. Muitas vezes tudo parece estar se encaminhando para um resultado e um fato acaba mudando o rumo da história.

Há 11 anos, nossa já faz tempo, quando o Guga ganhou um jogo de cinco sets incrível do Max Mirnyi, a partida já havia sido praticamente escolhida o “jogo do US Open 2001.” Até que alguns dias depois Pete Sampras derrotou Andre Agassi, em quatro sets, com quatro tie-breaks. O trofeu acabou indo para este jogo.

Daqui a um mês teremos a resposta do campeões do primeiro prêmio de “Sportsmanship” do US Open.

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O US Open Series já começou. E daí?

Com novo patrocinador – Emirates – e com contrato por sete anos, o US Open Series normalmente já estaria dando aces nos Estados Unidos e mundo afora.  Mas, cinco dias antes dos Jogos Olímpicos em Londres começarem, o que mais temos visto são fotos dos tenistas chegando à Vila Olímpica ou voltando a Wimbledon, exibindo as cores das bandeiras dos seus países.

 

Emirates US Open Series começou há duas semanas com a disputa do Bank of The West Classic, em que Serena Williams foi campeã. Apenas por essa fato, por ela ter ido direto de Wimbledon para a Califórnia, o torneio recebeu alguma atenção.  Na semana passada, a Série seguiu para Atlanta, com os homens e para Carlsbad, para as mulheres. Eu mesma levei um susto no fim-de-semana ao virar os canais de televisão e ver a Cibulkova em ação no BandSports, ao vivo. Foi aí que atentei para o fato de já ser época de US Open Series. Eu, que vivo imersa no mundo do tênis, não tinha reparado que a série de torneios que culmina com a disputa do US Open já havia começado e muito menos que havia mudado de patrocinador. Antes era Olympus US Open Series.

 

Nestas duas semanas, as mulheres deixam de ter competição nos Estados Unidos e só os homens jogam, em Los Angeles e em Washington. São exatamente as duas semanas que envolvem as Olimpíadas de Londres. Todos os atletas que jogarão “the London Olympics” não competem nestas semana. A cerimônia de abertura é na sexta e os jogos de tênis começam no sábado e vão até o outro domingo.

 

Bom para quem ficou de fora das Olimpíadas e pode aproveitar para marcar bons pontos nestes torneios ATPs. Ruim para os organizadores que ficaram com uma chave fraca, mas não quiseram perder um ano do torneio.

 

Depois das Olimpíadas, o US Open Series deve de fato decolar, com os torneios Masters 1000 e WTA Premier, de Cincinnati e do Canadá. Antes do US Open, em NY, ainda há tempo para as mulheres jogarem em New Haven e para os homens, em Winstom Salem.

Se foi ofuscada pelas Olimpíadas e ao meu ver, um pouco também pelos jogos do World Team Tennis, que com a presença de nomes como Andre Agassi, Martina Hingis, John McEnroe, Venus Williams, entre outros, não para de crescer, daqui a duas semanas, quando a chama olímpica apagar, ela deve acender.

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Rogerinho Dutra Silva sobe um importante degrau na carreira com vitória no US Open

Já estava querendo escrever um post sobre o Rogerinho desde que ele foi campeão em Campos, na MasterCard Tennis Cup, há pouco menos de um mês. Mas, emendando um evento no outro, nem sempre conseguimos fazer tudo e hoje, mesmo querendo que o meu dia tivesse 48 horas, Rogerinho merece essa dedicação.

A vitória dele hoje na chave principal do US Open – d. o qualifier Louk Sorensen (IRL) por 6/0 3/6 6/4 1/0 des. na quadra Grand Stand, a primeira vitória em um Grand Slam, na primeira participação que fez, entrando de lucky loser, foi especial. Mostrou, que independentemente do adversário ter um ranking bem inferior ao seu (o irlandês é o 618º e Dutra Silva o 114º), ele soube aproveitar a oportunidade e está na segunda rodada em New York. Dos 128 jogadores que começaram a disputa do torneio na 2ª feira, só 64 continuam vivos em Flushing Meadows e Rogerinho está entre eles e subindo um degrau bem importante na carreira. Resultado do trabalho que ele se dispôs a fazer, como ele mesmo contou quando estava em Campos, há dois anos. É fruto da mudança dele de São Paulo para Camboriú para treinar no Instituto Larri Passos e mudar de atitude, contar com uma estrutura mais profissional e também de ter alguém acreditando nele como o Larri. O próprio Larri chegou a me dizer “quando ninguém acreditava nele, eu acreditei.”

Rogerinho conta que passou por momentos difíceis, mesmo depois de já estar na academia do técnico Larri Passos, em que ele treinava, treinava e treinava e os resultados não vinham. Perdia em qualifyings de Challengers, ou em rodadas iniciais.

Faltava algo para ele subir alguns degraus e hoje ele subiu o maior deles, depois dos que ele vinha subindo nos últimos meses. Ganhou vaga e marcou vitória para o Brasil na Copa Davis. Foi avançando em torneios Challengers. Ganhou o maior torneio da carreira, em Campos, vencendo jogos duros, tendo que salvar match point e devolvendo o título ao Brasil depois de cinco temporadas com gringos no topo do pódio.

Agora foi oficialmente convocado para disputar o Pan de Guadalajara e depois de perder na última rodada do qualifying em Flushing Meadows, entrou na chave com a desistência de Robin Soderling, está na segunda rodada do maior torneio do mundo, bem próximo de entrar para o top 100. Ah e o próximo adversário é Alex Bogomolov Jr., 44º colocado no ranking mundial. Um russo naturalizado Americano, de 28 anos, que assim como Rogerinho, 27, está no melhor momento da carreira.

Tudo isso comprova que como sempre dizia o meu mestre Larri Passos, “não está morto quem peleia,” lembrando um ditado gaúcho. E que com trabalho, trabalho, trabalho e trabalho, você chega lá.

PS – fotos do João Pires

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O que eu estaria fazendo se estivesse no US Open em NY

Normalmente nesta época do ano estou em New York, para o US Open. Mas, desta vez por uma série de motivos pessoais e profissionais acabei ficando no Brasil e hoje passei o dia pensando no que eu estaria fazendo se estivesse em NY.

Eu estava com passagem aérea e hotel reservado já. A ideia era ter chegado hoje de manhã in the city.

Depois de passar aquela hora na fila da imigração teria pego um carro Carmel Limo, que sempre reservo no dia da viagem e sai mais barato do que o yellow cab e ido direto para o hotel, o Waldorf Astoria, um dos hotéis oficiais do US Open, deixar a minha mala – o quarto provavelmente não estaria pronto antes da hora do almoço – pego o meu papel confirmando o credenciamento e entrado no ônibus que sai a cada meia hora da Lexington Avenue para Flushing Meadows.

Ao descer do ônibus teria ido pegar a minha credencial da Tennis View – desde 1997 somos credenciados no US Open – na sala de credenciamento e me dirigido para a sala de imprensa, direto para a minha mesa, a 233, ao lado dos jornalistas argentinos e provavelmente do Alexandre Cossenza que já está por lá.

Computador na mesa, wifi funcionando, hora de cumprimentar os colegas, organizadores, procurar os amigos jornalistas e fotógrafos, saber como foram os dias de Hurricane Irene, pegar os media guides, programação dos jogos e partir para dar uma volta pelo complexo para “get that It Must be Love” feeling.

Já com fome teria comido aquele super cheeseburguer – sempre a melhor opção no restaurante da sala de imprensa – enquanto olhava o entra e sai de jornalistas e jogadores do corredor central do Arthur Ashe Stadium, onde fica localizado o media restaurant.

Com meu bloco na mão e a camera fotográfica teria ido para as quadras em seguida e assistido um pouco de alguns jogos e a partida do Bellucci.

A essa hora provavelmente ainda estaria na sala de imprensa, zumbi de sono – como estou agora depois de três dias de maratona no Rio de trabalho no Back2Black e no Itaú Masters Tour – torcendo para pegar o ônibus logo e ir para o hotel descansar.

Chegaria em Manhattan, pegaria um iogurte com cereal em alguma das vendinhas que lotam a Lexington Av. antes de dormir, para amanhã sim, começar com tudo o trabalho.

Essa normalmente é a minha rotina no meu 2º Grand Slam favorito e que há mais de 14 anos acompanho de perto.

Desta vez vou ver tudo pela TV, mas Tennis View estará muito bem representada em NY pelo Neco e pela estreante Renata Dias.

 

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Clijsters, a supermãe, world number one da WTA

Sei que a época e de Brasil Open, mas o assunto do momento é a Kim Clijsters como número um do mundo novamente.

Cinco anos depois de ter atingido o auge, chegando ao posto mais cobiçado do tênis mundial, Kim Clijsters, agora mãe, retoma a coroa.


Já escrevi alguns posts sobre a Clijsters e recentemente, para fazer a materia da edição 111 da Tennis View, que saiu nesta semana, com a Clijsters na capa, li mais ainda sobre ela.

Muita gente vai dizer que ela só voltou a reinar no tênis porque Serena Williams está lesionada, porque a Henin definitivamente se aposentou e porque não tem ninguém para ameaçá-la. Mérito dela que não se lesionou, que conseguiu dominar o tênis, que programou um calendário adequado ao seu estilo de vida e que viu o ranking como consequência.

Campeã do US Open de 2010, do Masters de Doha e do Australian Open, Clijsters aparecerá como número um da WTA na seguna-feira, quando o novo ranking for divulgado, devido a esses resultados e por ter alcançado a semifinal do Open GDF de Suez, em Paris, exatamente 256 semanas depois da última vez em que esteve na liderança do circuito.

Apesar de focar nos Grand Slams, Clijsters comemorou a o novo status, de number one in the world, em Paris. “I am happy to regain the No.1 here in Paris as I feel like it’s close to home in Belgium. I’m proud that I have achieved this in my second career and as a mom.”

Clijsters tira a dinamarquesa Caroline Wozniacki, que muitos chamaram de rainha sem coroa, no topo do ranking desde outubro (18 semanas seguidas).

A belga tem que comemorar mesmo. Afinal, quantas mães já ganharam o título de número um do mundo, sem ser dado pelos filhos, por mérito mesmo nas suas carreiras, especialmente nas esportivas?

Supermãe, mãe do ano, mãe de todas, são títulos que serão cada vez mais atribuídos a ela nos próximos tempos.

Sinais de um novo mundo, em que o marido – Brian Lynch – toma conta dos afazeres domesticos e do dia a dia da família com a pequena Jada e a esposa Clijsters exerce com sucesso a sua profissão.

Para ler mais sobre a Clijsters tem estes posts – http://gabanyis.com/?p=2318http://gabanyis.com/?p=1815 e a edição 111 da Tennis View

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