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US Open – Treinador brasileiro é destaque nos EUA e coordena centro de formação

Andy Roddick já anunciou que se despede do tênis neste US Open, deixando os americanos órfãos de um líder. Mas, uma nova geração de jogadores, recém-saídos do tênis universitário, com Steve Johnson, que enfrenta Richard Gasquet neste domingo, no US Open, começa a aparecer. O brasileiro Leonardo Azevedo, é quem treina essa nova turma e uma série de novas meninas no centro da USTA, na Califórnia.

 

Depois de morar três anos na Espanha, trabalhando com alguns dos melhores jogadores do país, treinar Thomaz Bellucci e Flávio Saretta, Leo recebeu um convite da USTA, a Federação de Tênis dos Estados Unidos, para trabalhar num novo projeto. Liderado por Jose Higueras (ex-número 6 do mundo e treinador de nomes como Jim Courier, Michael Chang, Todd Martin, entre outros) o objetivo do projeto é desenvolver o tênis no saibro entre os americanos, tão acostumados a jogar em quadra rápida.

Leo começou no centro da USTA da Flórida, e há dois anos se mudou para o Centro da Califórnia, em Carson.

 

Ontem, depois de um dia de treinos e jogos no US Open, sentado no jardim dos jogadores, Leo contou que topou o desafio da mudança da Flórida, para a Califórnia, porque “o centro não ia bem, lá seria coordenador e estaria muito próximo do Higueras – ele vai ao centro duas vezes por semana.”

 

Com quatro quadras de saibro e seis rápidas, Léo recebe meninas, em sua maioria entre 12 e 14 anos, treina Mardy Fish e Sam Querrey, quando eles aparecem por lá, viajou a Indian Wells, no ano passado, com Donald Young, quando o americano ganhou de Andy Murray e há três meses dois tenistas recém-saídos do tênis universitário, foram para o centro: Steve Johnson e Bradley Klahn.

 

Azevedo veio com os dois tenistas para o US Open. “Eles já queriam treinar lá e iam de vez em quando. Mas há três meses entraram full time no centro.”

 

Klahn, 22 anos, se formou na Universidade de Stanford e venceu na primeira rodada o austríaco Jurgen Melzer, depois de ter passado o qualifying. Perdeu na segunda rodada para Richard Gasquet.

 

Já Johnson, se formou na USC, com todas as honras da NCAA, foi bicampeão individual da NCAA e levou os Trojans, da USC, a quatro títulos seguidos por equipe. Ganhou um convite da USTA e hoje, na terceira rodada, desafia Gasquet.

 

Outra sensação americana que treina no Centro de Los Angeles, coordenado pelo brasileiro, é Sloane Stephens, cotada como a próxima americana a possivelmente atingir o top 10 e treinada pelo ex-profissional David Nainkin.

 

Com tantos tenistas tops jogando lá, Leo conta que tem gente que dirige 1h30min ida e volta (ou seja, 3horas), por dia, só para treinar no Centro da Califórnia.

 

Tão respeitado é o trabalho de Leo Azevedo na USTA que ele inclusive integra o time de treinadores que escolhe os Wild Cards (convites) dos americanos, no qualifying e na chave principal. “É um projeto a longo prazo. Nunca havia treinado meninos e especialmente meninas tão novos. Quando você trabalha com esse grupo, ainda em formação, você sonha mais, se torna mais idealista.”

 

Com Jay Berger como coordenador geral do projeto e Patrick McEnroe, que gerencia o tênis masculino e feminino, próximo de Higueras e treinando Johnson e Klahn, além das novas meninas, Azevedo prevê uma mudança no cenário americano. “Não temos muitos meninos jogando tênis, mas sim muitas meninas e as melhores, entre 12 e 14 anos estão no nosso centro. Temos perdido praticantes agora até para o futebol e não o americano. É um fenômeno que acho que aconteceu na Espanha, quando a Arantxa Sanchez Vicário e a Conchita Martinez pararam, que durante uma época não tinha jogadora espanhola competindo. Está acontecendo o mesmo aqui com o masculino.”

 

Talvez por isso, o sucesso de Johnson e Klahn tenha chamado tanto a atenção neste US Open.

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