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De Thomaz Koch a Saretta, tenistas relembram momentos históricos no PAN

O Brasil tem tem uma riquíssima história nos Jogos Pan-Americanos, com muitas medalhas e conquistas que marcaram a vida dos tenistas e jogos que entraram para a história do nosso País, como a final do Pan de Santo Domingo com Fernando Meligeni vencendo Marcelo Rios

A conquista de medalhas no entanto data de bem antes do que o ouro de Meligeni em 2003. Desde os tempos de Maria Esther o Brasil já tinha tradição no tênis.

Tennis View, desde o começo do ano, vem fazendo uma série de matérias especiais para resgatar a história de medalhistas como Dadá Vieira, Patrícia Medrado, Marcelo Saliola, Nelson Aerts, João Soares, Thomaz Koch – o maior medalhista de todos – Luciana Tella, Gisele Miró, Flávio Saretta, Joana Cortez, entre muitos outros.

Enquanto João Souza, Rogerinho Dutra Silva, Ricardo Mello, Teliana Pereira, Vivian Segnini e Ana Clara Duarte tentam manter a tradição do Brasil, em Guadalajara, nesta semana, reproduzo aqui parte do material feito por Fabiana de Oliveira, Leonardo Stavale e Edgar Lepri, na Tennis View, com memórias do Pan!

 

 

De Thomaz Koch a Saretta, medalhistas relembram as conquistas no PAN

 

Thomaz Koch

“Os Jogos Pan-Americanos, a Copa Davis e os torneios de Grand Slam, são as emoções mais fortes, mais marcantes na minha carreira tenística. Participando dos Jogos Pan-Americanos, pude sentir pela primeira vez que o esporte tem uma linguagem comum. A convivência com os outros atletas, principalmente do basquete, futebol, box e atletismo, tudo é uma coisa só, mesma adrenalina. Preparação antes dos jogos, nervosismo, black out mental em alguns durante a prova, etc. Para mim, foi uma constatação maravilhosa poder ver com os olhos de esportista qualquer evento e ter a noção de como esse ou aquele atleta estava sentindo durante a prova, o porque de uma reação assim ou assado.
Em segundo lugar, vencer o torneio com a torcida brasileira, atletas do basquete liderados pelo Amauri e outros esportes, dando a maior força na vitória contra Arthur Ashe em Winnipeg, Canadá. Na época, comparavam com Cassius Clay – ainda não era Muhammad Ali -. E, de bandeja, ainda venci a dupla com Mandarino, meu parceiro de tantas batalhas. E ainda teve a participação como técnico em dois Pans-Americanos, com os tenistas Fernando Roese, Gisele Miró, Neco Aerts, Patrícia Medrado, Marcelo Saliola, Claudia Chabalgoity, Andréa Vieira. Foi muito legal. Tenho excelentes lembranças e saudades dos Pan-Americanos. A melhor lembrança que tenho é comemorando as vitórias no tênis, basquete e futebol, com os respectivos técnicos após a vitória final nos três esportes”.

Ouro em simples e duplas em Winnipeg 67

 

 

 

 

 

 

 

 

 

André Sá

“A medalha no Pan significou muito, pessoal e profissionalmente. Ganhar uma medalha numa competição tão importante mostra que você está fazendo as coisas certas e chegando aos seus objetivos. Essa medalha de ouro me deu muita confiança para acreditar que poderia competir contra os melhores. Foi um momento muito especial na minha carreira. O melhor foi escutar o Hino Nacional e levantar a bandeira do Brasil”.

Ouro nas duplas em Winnipeg 99

 

Gisele Miró

“A medalha de ouro no Pan foi meu resultado mais importante, até mesmo pela repercussão que teve. Graças ao título no Pan de Indianápolis, sou lembrada até hoje. As lembranças são muitas e todas boas. Fui a mais jovem integrante da delegação brasileira em Caracas, com 14 anos. Quatro anos mais tarde, conquistei a medalha de ouro e a de bronze ao lado do Fernando Roese, em Indianápolis. Subir no pódio e ouvir o Hino Nacional é uma experiência indescritível. Também fiz muitos amigos, em diversos esportes. Todas as noites nos reuníamos na Vila para saber dos resultados. Sempre que possível, pegava carona no ônibus das delegações para ir torcer pelo vôlei, basquete, natação, futebol, atletismo e ginástica. Muitos atletas também foram torcer por mim. Tafarel, Romário e Bebeto viviam me pedindo bolinhas de tênis e até cheguei a ir treinar junto com a equipe feminina de vôlei. No ano seguinte, ganhei um torneio da WTA na Itália e o Oscar [Schmidt], que jogava basquete na cidade, foi quem me entregou o troféu”.

Ouro em simples e bronze em duplas em Indianápolis

 

Vanessa Menga

“A medalha nos Jogos Pan-Americanos significou tudo na minha vida e na minha carreira. Foi uma das conquistas mais importantes e emocionantes. A melhor lembrança foi da vitória, ouvir o Hino Brasileiro, ver a bandeira ser estiada e receber a medalha de ouro no topo do pódio”.

Ouro em simples em Winnipeg 99

 

Fernando Meligeni

“A medalha no Pan foi o encerramento de uma carreira com chave de ouro. Tinha o sonho de jogar o Pan e nada melhor do que jogar e vencer. Foi a oportunidade de dar ao Brasil um título e uma medalha no esporte que eu tanto amo. Tenho muitas lembranças da competição. O dia a dia na Vila é sensacional. A final, sem dúvida, foi um marco na minha carreira”.

Ouro em simples em Santo Domingo

 

Joana Cortez

“A primeira medalha de ouro, em Winnipeg (1999) foi, sem dúvida, o momento mais importante da minha carreira. Estava começando a disputar o Circuito Profissional e sempre sonhava em participar de competições representando o Brasil, como Fed Cup, Pan e Olimpíadas. Foi um momento único jogar ao lado da Vanessa Menga. O ambiente dos Jogos Pan-Americanos é maravilhoso. Lembro-me de ter disputado uma final emocionante contra as chilenas, contando com o apoio da torcida e também de atletas brasileiros de outras modalidades. Ganhar a medalha de ouro e ouvir o Hino Nacional foi, sem dúvida, inesquecível”.

Ouro nas duplas em Winnipeg 99 e Santo Domingo e bronze nas duplas no Rio

 

Luciana Tella

“A medalha dos Jogos significou pra mim algo diferente, melhor do que qualquer troféu que tenho em casa. Acho que desperta na gente uma sensação especial de estar defendendo o País e um sentimento muito gostoso, que não tem preço. Saber que aquela medalha conta pontos para o nosso País é muito bom. O clima, as amizades, tudo é muito especial e diferente do que um torneio comum. Subir ao pódio é maravilhoso. A minha melhor lembrança é de quando jogamos a semifinal em Mar del Plata, contra a Argentina, e lá estavam todos os nadadores da seleção brasileira. Eles gritavam muito, era de arrepiar. Isso não acontece em nenhum torneio. Lembro-me do Xuxa gritando e aí consegui entender a importância daquele jogo. São lembranças lindas”.

Bronze nas duplas e por equipes em Mar Del Plata

 

Patrícia Medrado

“A medalha de prata do Pan do México foi a conquista que mais orgulho me trouxe. Apesar de ter perdido na final, subir ao pódio representando um país é uma sensação insuperável. Teve o sabor do inesperado, uma vez que eu não constava na lista das favoritas. Também representou uma  superação, pois, na década de 70, ser baiana e jogar tênis não era uma combinação de sucesso. A grande surpresa aconteceu na semifinal, quando venci em dois sets uma tenista americana [Sandy Step], que havia me derrotado na primeira fase do torneio. Outra grande lembrança foi o meu retorno ao Brasil e o carinho que recebi de todos, culminando com uma volta olímpica na Fonte Nova [antigo estádio de futebol de Salvador], mostrando a medalha,  em dia de clássico, juntamente com o futebolísta baiano Leguelé que também havia trazido uma medalha para o esporte baiano”.

Prata em simples na Cidade do México

 

Marcelo Saliola

“É sempre uma honra defender o país, independente da conquista de medalhas. No meu caso, que conquistei ouro e bronze, foi ainda mais satisfatório. Essa conquista é uma coisa que ninguém tira de você, e você lembra pra sempre. A melhor lembrança que tenho foi na final por equipes, quando o Neco e eu enfrentávamos a equipe de Porto Rico. Vencemos no terceiro set por 7/6. Lembro que na arquibancada estavam integrantes das equipes de basquete, atletismo e natação e eles invadiram a quadra para comemorar com a gente”.

Bronze em simples e ouro por equipes em Havana

 

Nelson Aerts

“Participei de duas edições do Pan, em Indianápolis e em Cuba. O tênis tem um problema sério: é um esporte muito individualista, ele não cria no atleta, desde pequeno, a cultura de defender o seu clube, por exemplo. No Pan e nas Olimpíadas é a oportunidade que temos de nos aproximar de outros esportes, ver que outros esportistas passam pelas mesmas dificuldades que nós. Atletas de outras modalidades são mais acostumados a se posicionares ao lado de entidades esportivas, então participar de eventos como esses faz com que o tenista abra sua visão. É um ganho inacreditável. Você representa seu país, se integra com outros atletas, compete em equipe. Só quem foi consegue ter um entendimento maior da importância do esporte, entendendo que ele pode mobilizar um país. Tive a oportunidade de jogar em Cuba, que é referencia mundial ao desenvolver pessoas por meio do esporte e da educação. Vi que lá o esporte é capaz de transformar uma ilhazinha em um país respeitado por seus atletas. Foi um aprendizado muito grande. Tenho duas lembranças boas: em Cuba, a dedicação e entrega do Saliola e do Kyriakos, que eram mais jovens e suportaram bem a pressão; e nas duas edições do Pan, as amizades geradas com pessoas que até em tão não tinha contato e ficaram pra sempre”.

Ouro por equipes em Havana

 

João Soares

“Foi muito legal. Joguei com João Carlos Schmidt [Filho], tivemos três match points no tiebreak, contra os Estados Unidos. Lembro que no 6/5 o Schmidt disse: ‘eu vou sacar e você cruza’. Eu não cruzei e nós acabamos perdendo o jogo e a oportunidade de ganhar a medalha de ouro. Ah, se eu pudesse voltar atrás seria ótimo. Mas, a dupla dos Estados Unidos era muito boa, já jogavam tênis profissional. Eu estava no tênis universitário. Foi muito legal ganhar uma medalha e estar ao lado de atletas de diversas modalidades”.

Bronze nas duplas na Cidade do México

 

Teliana Pereira

“Ter a oportunidade de jogar o Pan-Americano no Brasil e trazer uma medalha para casa foi algo que vai ficar marcado pra sempre. Guardo essa medalha com muito carinho, me dá motivação pra melhorar a cada dia. Com certeza, a melhor lembrança da disputa foi subir no pódio, receber uma medalha e ouvir o Hino Nacional.”

Bronze nas duplas no Rio

 

Andréa Vieira

“O Pan foi uma experiência única. Estive em Cuba e Mar Del Plata. O tênis é um esporte individual, então é uma experiência nova para nós que estamos sempre viajando sozinhos. Pude conhecer a rotina dos atletas que praticam esportes coletivos. Nos sentíamos mais seguros por sermos integrantes de uma equipe, é muito motivante. O complexo de tênis era perto da Vila, então queríamos ganhar para que todos pudessem ouvir o Hino Nacional sendo tocado para nós. É um privilégio estar em uma competições dessa, não tem dinheiro que compre a sensação de estar lá. Acredito que os tenistas só sentem algo igual quando estão na Davis ou Fed Cup, porque é quando todos estão com o sangue quente pelo país. Pra se ter uma ideia, eu cheguei à terceira rodada de Roland Garros e a repercussão não foi a mesma das conquistas no Pan”.

Ouro por equipes em Havana e Bronze por equipes e nas duplas em Mar del Plata

 

Miriam D’Agostini

“Eu ganhei a medalha de bronze por equipe nos Jogos Pan-americanos de Mar del Plata. Eu era bem jovem, tinha 15 anos e foi muito emocionanete subir ao pódio e receber a medalha. O mais bacana foi vivenciar pela primeira vez o clima dos Jogos Pan-americanos, conviver com os outros atletas brasileiros na Vila e poder acompanhar outras modalidades esportivas. Dentro da quadra, minha melhor lembrança foi a disputa da dupla mista ao lado do Márcio Carlsson. Apesar de não termos levado uma medalha, foi ótima a experiência.”

Bronze por equipes em Mar del Plata

 

Flávio Saretta 

“O Pan foi muito importante pra mim. Foi minha última vitória como profissional e praticamente a última competição que disputei, porque logo depois eu me lesionei. Foi especial por ter sido no Brasil e por valer uma medalha, que é algo super diferente para um tenista. Minha melhor lembrança são os vários match points que eu salvei: foram dois na semifinal contra o Schwank e dois na final [contra Adrián García]”.

Ouro em simples no Rio

Os brasileiros medalhistas Pan-Americanos

Cidade do México 1955
Bronze
Ingrid Charlotte Metzer/Maria Esther Bueno

São Paulo 1963
Ouro
Roland Barnes
Maria Esther Bueno
Bronze
Carlos Fernandes/ Roland Barnes

Winnipeg 1967
Ouro
Thomaz Koch
Thomaz Koch/Edson Mandarino

Cidade do México 1975
Prata
Patrícia Medrado
Maria Cristina Andrade/Wanda Bustamente Ferraz

João Soares

Indianópolis 1987
Ouro
Fernando Roese
Gisele Miró

Havana 1991
Ouro

Nelson Aerts, Marcelo Saliola, William Kyriakos Cláudia Chabalgoity  Andréa Vieira
Bronze
Marcelo Saliola
Andrea Vieira

Mar del Plata 1995
Bronze

Andrea Vieira, Luciana Tella, Miriam D’Agostini  e Vanessa Menga
Andrea Vieira/Luciana Tella

Winnipeg 1999
Ouro
Joana Cortez/Vanessa Menga
André Sá/Paulo Taicher
Bronze
Paulo Taicher

Santo Domingo 2003
Ouro
Fernando Meligeni
Bruna Colósio/Joana Cortez

Rio de Janeiro 2007
Ouro
Flávio Saretta
Bronze
Teliana Pereira/Joana Cortez

 

 

 

 

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Tenistas relembram seus melhores momentos na MasterCard Tennis Cup, em Campos do Jordão. Bellucci, Sá, Melo, Cortez, todos tem histórias para contar.

Estamos na 11ª edição da MasterCard Tennis Cup, em Campos do Jordão, o que significa que há 11 anos faço parte deste torneio feminino e masculino, que vale pontos para os rankings da WTA e ATP e distribui US$ 100 mil em prêmios.

Todos os anos, as semanas que antecedem o evento agitam o escritório da Try Sports – com montagem da estrutura no Tênis Clube – sala de imprensa, boleiros, árbitros, encordoamento, jogadores, staff, estandes de patrocinadores, Stela Artois Hall, espaço MasterCard Black – reserva de hotéis para staff, jogadores, convidados, logística de subidas e descidas da serra paulista, divulgação do evento, design e confecção da revista programa e muito mais. Todos os anos, nestas semanas que antecedem o evento me dá aquela preguiça de pensar que são duas semanas longas de evento em Campos do Jordão e no frio, o que me desanima mais.

Mas, ao chegar aqui, mesmo com o frio e as longas horas na sala de imprensa, a preguiça vai embora  – o frio não, mas a gente dá um jeito com agasalhos de neve e aquecedores na sala de imprensa, além de um bom vinho no Stella Artois Hall à noite.  É sempre um prazer encontrar velhos conhecidos, conviver com os meus amigos e colegas na sala de imprensa e pelo torneio e relembrar a história desta competição.

Para este ano, uma das pautas que programei para a revista da MasterCard Tennis Cup, foi com os tenistas falando de momentos marcantes para eles em Campos do Jordão e foram vários. Todos que jogaram aqui tem alguma lembrança bacana para retratar e eu reproduzo aqui esse material, que a Fabiana Oliveira e o Edgar Lepri apuraram com os tenistas.

 

MasterCard Tennis Cup é marco na carreira dos tenistas

 

Essa afirmação vem dos próprios jogadores que disputaram a competição nos últimos anos, em Campos do Jordão. Thomaz Bellucci, André Sá, Marcos Daniel, Marcelo Melo, Bruno Soares, Maria Fernanda Alves, Vanessa Menga, Ana Clara Duarte, entre muitos outros tenistas, guardam recordações especiais da MasterCard Tennis Cup. Confira o que eles lembram e os momentos mais marcantes do evento para eles.

 

Thomaz Bellucci

“Joguei algumas vezes em Campos. É um torneio gostoso, em uma cidade turística. Tive um bom resultado em um ano, então é um torneio que eu tenho uma lembrança especial. Fiz uma semifinal em um ano que eu estava perto dos 200 do mundo e subi legal no ranking, em 2007. São condições que eu gosto de jogar, sempre joguei bem em lugares mais altos e Campos, na época que eu jogava Challenger, eu sempre incluia no meu calendário. Acho que para os brasileiros é bom ter um Challenger com altitude maior e em quadra rápida.”

 

 

Marcos Daniel

“O torneio, com os anos ganhou tradição no Brasil. Já fizeram dez edições e o público sempre comparece. Essa continuidade é muito importante. Joguei diversas vezes e um jogo que me marcou, mesmo tendo perdido, foi a semifinal de 2005, em que perdi para o Del Potro e depois o André – Sá – acabou ganhando dele na final.”

 

Ana Clara Duarte

“A primeira vez que eu joguei em Campos,  eu tinha 15 anos – hoje tem 22 anos – , entao é um torneio bem especial pra mim. Já tive que disputar quali, outra vez me deram WC [convite] e nos últimos anos consegui entrar com meu próprio ranking.

Acho que o momento mais marcante foi quando ganhei da Jorgelina Cravero, em 2009. Ela defendia o título de 2008, era cabeça 1 do torneio e eu ganhei em três sets, com meu treinador e meus irmãos assistindo, com o apoio da torcida. Com certeza foi muito especial”.

 

Marcelo Melo

“Meu momento mais marcante foi quando eu fui campeão de duplas com o André, nosso primeiro título juntos. É muito importante ter torneios no Brasil deste nível. Essa oportunidade é muito boa para os jogadores brasileiros que ainda não contam com apoio”.

O título de duplas foi o primeiro de uma série de vitórias que levou Melo e Sá à semifinal de Wimbledon e a conquistarem 5 trofeus de ATP juntos

 

André Sá

“Com certeza o momento mais marcante para mim foi a final de 2005, quando eu derrotei o Del Potro, minha esposa estava grávida na torcida e eu dediquei a vitória à nossa filha. É de uma importância enorme ter um torneio com tanta tradição como a MasterCard Tennis Cup. É uma chance para os brasileiros conseguirem pontos importantes no ranking sem ter que viajar para muito longe”.

 

Vivian Segnini

“Meu momento mais memorável foi em 2008, quando alcancei a semifinal, ganhei bons jogos e recebi muito apoio da torcida. A quadra central é especial pra mim, me traz ótimas recordações. É muito importante para o tênis brasileiro ter um torneio como este. Por muitos anos foi o único challenger feminino realizado no Brasil e sempre reuniu as melhores jogadoras do País. Além dos pontos e da premiação em dinheiro, a estrutura e as facilidades são muito parecidas com a dos grandes torneios. É uma vritine do tênis nacional”.

 

Bruno Soares

“Pra mim, o momento mais marcante foi uma semifinal de duplas que eu fiz ao lado do meu atual parceiro, o Marcelo Melo. A gente tinha acabado de sair do juvenil e ganhamos o WC [convite]. Acabamos indo até a semi e ganhando de jogadores como Mario Ancic e Daniel Orsanic no caminho. Todo evento realizado no Brasil é muito importante para o tênis nacional. Nos dá a oportunidade de jogar em casa, viajando pouco e gastando menos. Coisas que nessa fase são muito importantes para os jogadores. Além de todo o charme da cidade de Campos do Jordão”.

 

Joana Cortez

“Um momento inesquecível foi a conquista do título de duplas em 2007, ao lado da Roxane Vaisemberg. A MasterCard Tennis Cup tem grande importância para o tênis brasileiro, porque oferece qualidade na organização, apoio aos atletas e visibilidade para patrocinadores, numa das cidades mais badaladas do inverno paulista”.

 

Teliana Pereira

“Sem dúvida, meu melhor momento na MasterCard Tennis Cup foi em 2007, quando eu ganhei meu primeiro Challenger, não só pelo fato de ter ganho, mas sim pela superação, pois fiquei doente durante o torneio. É o torneio [feminino] mais importante que temos no Brasil. As melhores tenistas do Brasil e da América do Sul jogam e isto alavanca o tênis feminino brasileiro. Deveria existir mais torneios fortes por aqui.”

 

Maria Fernanda Alves

“Meu momento mais marcante na MasterCard Tennis Cup foi quando venci em simples e duplas, no ano de 2004, alcançando meu melhor ranking na WTA. Senti muita alegria e felicidade. É um torneio feminino de tradição, estampando na mídia brasileira as tenistas do Brasil”.

 

Vanessa Menga

“O meu momento mais importante foi o ano de 2001, quando fiz duas finais, de duplas e simples, no mesmo dia. Perdi nas duas, mas foi um ótimo campeonato. Sempre joguei bem em Campos e adoro jogar em quadra rápida e com a torcida brasileira ao meu lado. O torneio de Campos é importantíssimo para todas as nossas brasileiras se destacarem e adiquiriem ritmo para os próximos campeonatos profissionais pelo mundo”.

 

 

 

Monique Albuquerque

“Acredito que passei por vários bons momentos na Mastercard Tenis Cup. Um dos mais marcantes foi quando fui para a final de duplas, em 2009, a minha primeira em um torneio deste porte e de tanta tradição como este. A Mastercard Tennis Cup é extremamente importante para o tênis do Brasil, pois é a possibilidade de jogar um torneio de nível Challenger em casa, além do que é uma chance de melhorarmos nosso ranking e jogar com outras tenistas de alto nível”.

Ricardo Mello

“Sempre tive uma identidade com Campos do Jordão. Foi lá que conquistei meu primeiro challenger, em 2001, e depois a Mastercard Tennis Cup, em 2002 e 2006. Ambos os títulos foram muito marcantes e é um torneio que gosto muito de jogar. Os challengers são torneios muito importantes e qualquer torneio desse nível, realizado no Brasil, é sempre bem-vindo. A Mastercard Tennis Cup é disputada na época de inverno em que Campos e se torna o centro das atrações no Estado. Um torneio que reúne gente bonita, num clima legal, bons jogos e boa premiação”.

 

 

 

 

 

 

 

 

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