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Fed Cup mostra que podemos acreditar em um futuro para o tênis feminino do Brasil

Estamos longe, muito longe ainda de ver uma brasileira ganhando títulos no grande circuito mundial. Décadas e décadas distante de Maria Esther Bueno. Mas agora, pelo menos, estamos caminhando para evoluir. O Brasil chegou nesta sexta-feira à final do Zonal Americano da Fed Cup, posição que não ocupava há 9 anos e enfrenta  o Canadá, no sábado, por uma vaga no Play Off do Grupo Mundial II.

Equipe Fed Cup

Afirmo que estamos no caminho certo não apenas pelo resultado destes três dias de jogo em Medelín. Mas pelo equipe que envolve a Fed Cup e o tênis feminino, neste momento, no Brasil.

Todas as jogadoras que integram a equipe brasileira – Teliana Pereira, Paula Gonçalves, Bia Haddad Maia e Laura Pigossi, estão lá por mérito e pela vontade que tem de evoluírem, irem adiante e serem jogadoras tops. Se chegarão lá não sabemos. Mas Teliana está no melhor momento da carreira e no 165o. lugar no ranking, todas são comprometidas, esforçadas e dentro do possível são as que estão jogando os Grand Slams – juvenis e profissionais – e torneios maiores mundo afora. E ganharam os três confrontos do Grupo B, com Paraguai (cabeça 1), México e Chile.

Pela primeira vez nos últimos anos, vejo também uma equipe técnica que faz sentido.  A coordenação geral é da Dadá Vieira, a última brasileira que esteve entre as top 100. A vontade da Dadá de ver uma menina chegar lá de novo é tanta, que eu acredito. Teliana Pereira

A técnica da equipe é a Roberta Burzagli. Última brasileira a vencer o Banana Bowl nos 18 anos e que há mais de 8 temporadas é técnica juvenil internacional da ITF. Viaja o circuito com as melhores juvenis do mundo. Está presente em diversos torneios, vendo de perto quem é quem e a tendência do tênis feminino.

E a capitã, Carla Tiene, foi das últimas brasileiras que eu vi dar o melhor em quadra, superando lesões, falta de patrocínio e de torneios para conseguir jogar e durante muitos anos. Fez muito bem a transição de jogadora par técnica e assume, com segurança, o posto de capitã.

As meninas tem uma dura missão no sábado. Enfrentam o país mais difícil na final, mas que não conta com a número um da nação, Aleksandra Wozniak. Mas, é uma decisão, novidade para as meninas brasileiras.

Independente do que acontecer neste sábado, dá para acreditar que o futuro do tênis feminino do Brasil, país que terá 2 WTAs a partir do ano que vem e um já daqui a poucas semanas, existe.

(fotos de Roberta Burzagli)

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Nadal e Venus no Brasil

Enquanto o Australian Open vai esquentando, aqui no Brasil os bastidores do esporte estão pegando fogo, com o anúncio, no mesmo dia, da vinda, em fevereiro, de Rafael Nadal e Venus Williams ao país para jogar, respectivamente os únicos ATP e WTAs existentes aqui.

venus williams rafael nadal

Quando o espanhol anunciou a desistência de jogar o Australian Open e manifestou a intenção de competir em algum torneio antes do ATP de Acapulco, as especulações sobre a vinda dele aumentaram. O Brasil Open era a melhor opção para um calendário cauteloso que o “Rei do Saibro,” prioriza na sua volta.

O campeonato, disputado no saibro indoor do Ginásio do Ibirapuera, na semana do carnaval, não é colado em Acapulco, como o ATP de Buenos Aires, realizado na semana seguinte e dá ao heptcampeão de Roland Garros tempo para descansar entre uma competição e outra. Afinal, além de uma volta ser sempre cheia de expectativas e incertezas, com desgaste mental além do normal, a viagem entre, tanto Buenos Aires e São Paulo e Acapulco não é das mais simples. Pensamos que o México é aqui do lado, mas demora muito para chegar em Acapulco. Falo por experiência própria.

 

Nadal ainda contempla a opção de jogar na semana anterior ao Brasil Open, em Viña del Mar. Talvez por isso ainda não tenha feito um pronunciamento oficial sobre a sua segunda vinda para jogar o ATP brasileiro, depois da conquista do título em 2005, na Costa do Sauípe. O comum nestes casos é o atleta e torneio combinarem um pronunciamento mútuo e simultâneo, mas não foi o que aconteceu.

 

Coincidentemente ou não, Venus Williams, ao ser anunciada como grande estrela do WTA do Brasil, a ser realizado em Florianópolis, duas semanas depois do Brasil Open, também não comentou a vinda inédita ao País.

 

O fato é que, com pronunciamento ou não, dois tenistas que foram número um do mundo e ganharam muitos Grand Slam estarão por aqui e o Brasil começa a ser destaque no cenário mundial do tênis. No momento, não por termos tenistas super tops – peço desculpas aos duplistas, mas falando de simples, mas por estarmos conseguindo trazê-los para cá.

 

Australian Open, a vitória surpreendente de Kimiko Date Krumm, a derrota de Tommy Haas, a doença do CEO da ATP, Brad Drewett (Lou Gherig’s Disease) e até mesmo a eliminação de Thomaz Bellucci na estreia, ficaram em segundo plano.

 

 

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